Archive for the ‘Língua Portuguesa Internacional’ Category

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Funcionários diplomáticos da Guiné Equatorial concluem curso de Português

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 14 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Do sítio Portugal Digital
14 de setembro de 2014

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Seis funcionários diplomáticos da Guiné Equatorial concluíram um curso de cultura e Língua Portuguesa na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O curso foi realizado no quadro do Protocolo de Cooperação assinado entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, da República Portuguesa, e o Ministério dos Assuntos Exteriores e Cooperação, da Guiné Equatorial.

A cerimónia de encerramento deste primeiro curso intensivo de Língua Portuguesa para funcionários diplomáticos da Guiné Equatorial, com respectiva entrega de certificados, realizou-se em Lisboa a 5 de setembro de 2014, segundo informou o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

“A iniciativa teve por objetivo capacitar os funcionários em Língua Portuguesa, de modo a valorizar a sua crescente importância como idioma oficial e de trabalho nas instâncias e organizações regionais e internacionais, nomeadamente no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)”, refere ainda o Camões em comunicado oficial.

O curso foi cofinanciado pelas autoridades equato-guineenses, pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e por um grupo de empresários portugueses presentes na Guiné Equatorial.  :::

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–– Extraído do sítio Portugal Digital ––

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Brasil oferece 45 bolsas para professores de Português nos Estados Unidos

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 13 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Ministério da Educação do Brasil (Brasília, Brasil)
9 de setembro de 2014

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:::  Serão concedidas até 45 bolsas de estudo, com o objetivo de incrementar o Ensino de Português em universidades norte-americanas.  :::

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A Fundação Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) – órgão do Ministério da Educação do Brasil –, em parceria com a Fundação Fulbright, seleciona 45 candidatos graduados por universidades brasileiras para a concessão de bolsas de até 9 meses de duração para professor assistente de Língua Portuguesa nos Estados Unidos da América.

A iniciativa busca incrementar o ensino da Língua Portuguesa em universidades norte-americanas e estreitar as relações bilaterais entre os dois países. A duração da bolsa corresponde à do ano letivo dos EUA (de agosto/setembro de 2015 a maio/junho de 2016).

Para participar, o candidato deve ter nacionalidade brasileira (não cumulada com nacionalidade norte-americana), bacharelado ou licenciatura em Língua Portuguesa e/ou inglesa com conclusão após 31 de dezembro de 2009 e proficiência em inglês, não receber ou ter recebido benefícios do Governo do Brasil ou de outras entidades brasileiras com o mesmo objetivo e residir no Brasil no momento da inscrição e durante todo o processo seletivo.

As inscrições devem ser feitas através de formulário em linha disponível no sítio da Comissão Fulbright juntamente com o envio de uma xerocópia de um documento de identificação, histórico escolar, diploma da graduação, três cartas de referência redigidas em inglês e o comprovante do teste de proficiência em inglês.

Entre os benefícios da oportunidade, estão um auxílio de deslocamento de até 3.208 dólares para as passagens aéreas entre Brasil e Estados Unidos de acordo com a duração do programa, além de uma bolsa a incluir os custos de moradia, alimentação e seguro-saúde, cujo valor será definido de acordo com a localização da universidade norte-americana anfitriã.

As inscrições podem ser feitas pela Internet até o dia 19 de outubro. Para mais informações, recomenda-se a leitura do edital completo no sítio da Capes. :::

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–– Extraído do Ministério da Educação do Brasil (Brasília, Brasil) ––

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Centro Cultural Brasil-Líbano promove obra de Fernando Pessoa em Beirute

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 10 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Áurea Santos
da Agência de Notícias Brasil-Árabe – ANBA (São Paulo, Brasil)
9 de setembro de 2014

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:::  Projeto teatral da instituição sediada em Beirute vai montar peça baseada em texto do poeta lusitano. A participação é aberta a libaneses que estejam aprendendo a Língua Portuguesa.  :::

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O Centro Cultural Brasil-Líbano, em Beirute, vai iniciar um projeto teatral para promover a obra do poeta lusitano Fernando Pessoa. O projeto terá início nos dias 16 e 23 deste mês e está aberto à participação de libaneses adultos que estejam aprendendo a Língua Portuguesa.

“A ideia é fazer com que os alunos treinem o idioma com um poeta conhecido. É um desafio para a gente e para os alunos”, afirma Samia Yakzan, diretora do centro. Libaneses que não sejam alunos do centro também podem participar desde que tenham conhecimento de português. Os participantes terão um curso sobre o trabalho de Pessoa e, no final do ano, montarão uma peça com base em um texto do autor.

Yakzan conta que o projeto está sendo realizado em parceria com a entidade Amigos de Portugal, e o curso será coordenado por uma representante da associação.

“Vamos usar um texto em prosa, uma coisa simples, algo que Fernando Pessoa escreveu e que possamos transmitir de maneira mais teatral. Vamos adaptar um texto simples a uma peça de teatro”, revela.

Segundo Yakzan, Fernando Pessoa é um nome famoso no Líbano. “Ele ficou muito conhecido no mundo por suas frases célebres”, diz a diretora. O projeto teatral com o autor português ainda é um piloto e deve servir de base para novas atividades. “Estamos com bastante vontade de continuar. É uma maneira legal de aprender português de forma interativa”, comenta.

De acordo com a diretora, em geral os alunos precisam ter estudado de um a dois anos a Língua Portuguesa para terem um nível adequado à participação no projeto. Ela destaca, no entanto, a velocidade com que os estudantes costumam aprender o idioma: “É surpreendente quanto os libaneses aprendem rápido o português. Como eles falam francês, que é uma língua latina, isso ajuda. Tem gente que faz um módulo e já tem um vocabulário riquíssimo.”

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• As inscrições para o projeto de teatro em homenagem a Fernando Pessoa ocorrem até o dia 12 de setembro no Centro Cultural Brasil-Líbano. O curso inicia-se nos dias 16 e 23 de setembro, será ministrado em Língua Portuguesa e a participação é gratuita.

• Centro Cultural Brasil-Líbano
rua Mar Mitr, 176, edifício Sami Fouad Trad – Achrafieh
Beirute – Líbano

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SANTOS, Áurea. Centro Brasil-Líbano promove obra de Fernando Pessoa.
Extraído da Agência de Notícias Brasil-Árabe – ANBA (São Paulo, Brasil)
Publicado em: 09 set. 2014.

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Espanha: Instituto Camões assina protocolos de Ensino do Português em Sevilha

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 9 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Jornal de Notícias (Porto, Portugal)
4 de setembro de 2014

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A presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, assina esta quinta-feira [4 de setembro], na região espanhola da Andaluzia, dois protocolos que pretendem reforçar o Ensino do Português no sistema de ensino da comunidade autónoma.

Ana Paula Laborinho assina com o governo regional um memorando de entendimento que, segundo um comunicado remetido à Agência Lusa em Madri, pretende “reforçar o ensino da Língua Portuguesa no sistema de ensino daquela que é a maior comunidade autónoma espanhola em termos populacionais, com mais de 8 milhões de pessoas”.

Atualmente, mais de 350 alunos estudam Português como Segunda Língua estrangeira em sete centros de educação secundária da Andaluzia.

“A assinatura do memorando reconhece a importância crescente da Língua Portuguesa como Língua oficial e de trabalho nas organizações internacionais, bem como o seu valor e peso económico no mundo atual”, sublinha o comunicado.

O memorando visa “fortalecer a presença do Ensino do Português no sistema de ensino andaluz e, em particular, a sua expansão à Andaluzia oriental, depois de um importante crescimento nos últimos anos do Ensino em Português” nesta região.

Também esta quinta-feira, será assinado um acordo de colaboração entre o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e o Instituto de Estudios CajaSol de Sevilha, que pretende responder ao “crescente interesse do ensino da Língua Portuguesa no âmbito empresarial”.

O acordo pretende “estabelecer programas de cooperação transfronteiriça e formação em português na área de negócios”.

O Instituto de Estudos da CajaSol é uma escola de negócios de referência e das mais prestigiadas da Andaluzia, com mais de 25 anos de experiência na formação a nível de pós-graduação de dirigentes empresariais, bem como na preparação de futuros lideres no mundo empresarial.

A percentagem de integração dos seus alunos no mercado de trabalho é de cerca de 98%.

“A colaboração entre estas instituições permitirá associar a ação formativa da instituição andaluza a um ensino de qualidade assegurado pelo Camões, potenciando o valor económico do português na área empresarial em toda a região andaluza”, refere um comunicado.

Centra-se ainda no “desenvolvimento de projetos comuns transfronteiriços de investimento no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020, com prioridade para os eixos da economia do conhecimento, competitividade e internacionalização”.  :::

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Instituto Camões assina protocolos em Sevilha para Ensino do Português.
Extraído do Jornal de Notícias (Porto, Portugal).
Publicado em: 04 set. 2014.

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Edleise Mendes: Língua Portuguesa gera interesse mundial “nunca visto”.

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 8 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , , , , ,

A Língua Portuguesa está a gerar um interesse mundial sem precedentes, e esse interesse tem sido liderado pela China. Essa afirmação foi dada pela professora brasileira Edleise Mendes, presidente da Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira (SIPLE). Segundo a académica brasileira, isso se deve à afirmação dos países lusófonos no cenário económico internacional. A Língua Portuguesa, segundo a responsável, caminha para ser uma alternativa ao inglês, a par do espanhol. A seguir a entrevista na íntegra à professora Edleise Mendes à jornalista Patrícia Mendes, do Plataforma Macau.

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:::  Que interesse é que o português está a gerar a nível mundial?  :::
Edleise Mendes – Nos últimos anos há, de facto, um crescimento muito grande do interesse pelo português, não só nos países onde ele é Língua oficial, é Língua de cultura, mas também, e sobretudo, como Língua estrangeira em todas as partes do mundo. Em alguns contextos isso é mais evidente, como, por exemplo, na China.

Há um grande interesse pela aprendizagem do português na China, assim como tem havido nos países lusófonos cada vez mais interesse pela aprendizagem do chinês. Mas não só: também em países como os Estados Unidos o crescimento tem sido exponencial, não só por estrangeiros, norte-americanos que desejam aprender português, mas também por uma retomada do interesse pelas comunidades de herança que estão espalhadas pelo mundo e que haviam perdido a sua Língua. Há, por exemplo, há uma série de descendentes nos Estados Unidos de portugueses, brasileiros, cabo-verdianos que, de alguma forma, perderam a Língua e foram de tal modo introduzidos na cultura norte-americana que essa herança ficou um pouco esquecida. Então, hoje há um interesse dessas comunidades de herança muito grande em retomar a Língua e as culturas lusófonas. Somos uma Língua só com muitas caras, muitas culturas e muitas histórias.

:::  E acha que esse interesse pelo português é hoje maior do que no passado?  :::
EM – Muito maior, sem dúvida. Nunca se viu um crescimento tão grande, a ponto de termos uma procura de professores de português tal que não temos gente suficientemente formada para lhe dar resposta. Em várias partes do mundo é possível ver simples falantes de Língua Portuguesa atuando como professores, tal é o interesse de muitos espaços onde não há professores. Nos últimos dez anos, esse interesse praticamente triplicou. Então, acho que os países de Língua Portuguesa têm hoje um desafio muito grande nessa área da educação, do investimento na formação de novos professores.

:::  Qual é a grande razão que justifica esta situação?  :::
EM – É justamente a evidência que os países de Língua oficial portuguesa têm tido no mundo. Pode ser uma evidência cultural, política, mas é sobretudo econômica. O Brasil puxa muito esse interesse, mas também os países africanos de Língua oficial portuguesa, que também têm crescido muito no cenário internacional.

Temos trabalhado justamente para que o português caminhe para ser uma Língua, de facto, internacional, e isso só é possível a partir do trabalho conjunto de todos nós, não mais apenas Brasil ou Portugal, que durante muito tempo trabalharam de forma divergente e apenas essas duas normas de uso do português tinham evidência no mundo.

Agora apela-se a toda a comunidade de países de Língua Portuguesa para trabalhar de modo conjunto para que o português possa de facto ser uma Língua de projeção e importância internacional e cada vez mais presente em todos os espaços, educacionais, políticos, econômicos e sobretudo nas organizações internacionais.

:::  Que países é que estão a revelar maior interesse pelo Ensino do Português como Língua estrangeira?  :::
EM – Sem sombra de dúvida a China, é o país que tem investido nos últimos anos mais fortemente para a aprendizagem e crescimento do português. Outros países asiáticos também, mas sobretudo a China. Os Estados Unidos também, e a Argentina.

Na China, existe esse interesse crescente pelo português a nível do ensino superior, mas não só: também na escola básica, e nunca houve tantas escolas de línguas livres especializadas no Ensino do Português, o que mostra que o ensino superior não tem dado conta [do interesse pela Língua Portuguesa]. Há um grande público que está no mercado que deseja aprender português porque isso significa novas oportunidades de trabalho, novas aberturas para uma vida possivelmente melhor.

Na Argentina, o português é uma Língua de escolha no Ensino Secundário, mas há fases da educação básica argentina em que o português é obrigatório, assim como no Brasil.

Isto resulta de um acordo, segundo o qual o espanhol é obrigatório em alguma fase da educação básica brasileira, assim como na Argentina o português, e vai também passar a ser obrigatório no Ensino Médio. A tendência é que essa contrapartida seja comum aos países que integram o Mercosul, que esse crescimento, essa parceria tenha muito mais força e que, de facto, a lei seja cumprida, da obrigatoriedade em toda a educação básica do ensino do espanhol no Brasil e do Ensino do Português nos países do Mercosul que estabeleçam com o Brasil esse acordo de cooperação. Este tipo de acordo visa a integração regional e tem um caráter político, econômico e de fortalecimento de um bloco não só econômico, mas sobretudo político e cultural.

Agora, o interesse também surge de países que se aproximam dos lusófonos, como a Guiné Equatorial, que passou a fazer parte da CPLP.

–– “Internacionalização requer nova gestão” ––
:::  O português tem condições para vir a competir, pelo menos em alguns mercados, com o inglês ou espanhol, como Língua obrigatória de ensino escolar?  :::
EM – Acho que sim. O português está a caminhar para ser, por exemplo, ao lado do espanhol uma Língua alternativa ao inglês. Temos a possibilidade de figurar no mundo com o português como Língua de comunicação global, de produção científica, como Língua de tradução, de profusão jornalística e comunicacional. Temos essa força, e acho que estamos a caminhar cada vez mais para isso.

:::  No Ensino do Português como Língua estrangeira, continua a haver a opção entre as normas portuguesa ou brasileira. É um problema para a internacionalização do português?  :::
EM – É algo que já está um tanto ultrapassado, porque todo o discurso, inclusive da própria CPLP, dos próprios governantes e das pessoas que trabalham na área da educação reconhece que isso apenas nos atrasa, porque precisamos é de reconhecer que temos as nossas diferenças, mas que também temos as nossas aproximações e falamos a mesma Língua com diferentes normas de uso. A mesma Língua tem diferentes possibilidades de uso e de vivência. Mas isso não significa que criemos um fosso que nos distancie a ponto de não permitir um trabalho em conjunto. Então, todo o trabalho do IILP [Instituto Internacional da Língua Portuguesa], por exemplo, é mudar essa visão e mostrar que é possível uma gestão diferente da Língua Portuguesa no século XXI, que seja compartilhada, na qual todos participemos. E o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira é um exemplo de que é possível fazer isso. O professor no portal tem a possibilidade de aceder gratuitamente a unidades produzidas a partir de diferentes países da CPLP e utilizá-los.

:::  Mas mesmo assim, esses professores terão sempre de optar pela norma que vão ensinar aos alunos, não?  :::
EM – É enriquecedor poder sair do nosso lugar e olhar para o que o outro faz na nossa Língua. É preciso um trabalho de consciencialização dos políticos, legisladores e governantes para que tenham a consciência de que essas diferenças só nos afastam.

:::  Qual deve então ser o objetivo?  :::
EM – De forma nenhuma se procura uma uniformização. O Acordo Ortográfico também não é isso: é apenas uma tentativa de minimizar as diferenças no plano ortográfico. As variedades de uso entre as normas permanecerão, porque vivemos em contextos culturais diferentes e, portanto, tudo o que somos está impresso na Língua. A tentativa não é uniformizar a Língua Portuguesa, mas respeitar o que o outro diz e faz, e tentar incorporar isso na sala de aula. Mostrar aos alunos não que a norma portuguesa, por exemplo, é melhor ou mais correta do que a brasileira, a angolana ou porque a brasileira tem mais força porque tem mais gente que a fala: é esse tipo de pensamento que tem atrapalhado muito o crescimento do português.

O objetivo é o aluno e os professores negociarem os exemplos de Língua que são mais confortáveis para si, sem radicalismos, fechamentos, sem estabelecer diferenças hierárquicas de valor entre as variedades. A palavra de ordem não é uniformização ou apagamento das diferenças em prol de uma Língua que não tem “cara”, mas criar na sala de aula um ambiente necessário de abertura, de valorização das diferentes identidades culturais de Língua Portuguesa e, na medida do possível, fazer com que essas variedades dialoguem, sem forçar a nada, porque a abertura vai promover a aproximação sem que a gente perceba. A nossa Língua é linda justamente pela sua grande diversidade.

–– “Falta vontade política” ––
:::   E quanto à certificação de professores e alunos de português, o que é preciso fazer?  :::
EM – O que é necessário é que haja não uma uniformização do processo de certificação, porque Portugal e o Brasil têm os seus sistemas e cada um tem as suas especificidades, mas criar um sistema de equivalência. Não tem sentido uma pessoa que tem uma certificação do Brasil, ela não seja reconhecida em Portugal e vice-versa.

:::  O que falta para se conseguir essa equivalência?  :::
EM – Em primeiro lugar, uma vontade dos nossos governantes: deveriam começar a pensar nisso, e o IILP é o grande instrumento que poderia propor e promover esta equivalência. Não só a nível da certificação, mas também a outros níveis, onde é possível haver essa concertação, como é o caso do projeto do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira, que estamos a desenvolver.

:::  Com que objetivo foi criado este portal?  :::
EM – O projeto do portal foi criado em 2011 no âmbito do Plano de Brasília e, a partir de 2012, as equipes nacionais começaram a produzir as unidades didáticas. Já temos no portal unidades de Angola, Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

O portal é aberto, gratuito e qualquer professor em qualquer parte do mundo pode aceder ao mesmo, fazendo uma inscrição muito simples, e a partir daí pode ter acesso às cerca de 400 unidades didáticas disponíveis, que significam cerca de 800 horas de aulas gratuitas para o Ensino do Português em três níveis.

Temos mais de 6 mil professores inscritos no portal, muitos dos quais da América Latina, África, Portugal e de outros países espalhados pelo mundo, como a Finlândia e Romênia, e até agora quase 60 mil acessos. O portal está ainda em fase de testes, e até outubro estará plenamente no ar com todas as suas ferramentas, inclusive as de interatividade. Registramos um maior crescimento na utilização do portal a partir de África, Estados Unidos e na América Latina. Na China ainda não, talvez pela falta de conhecimento da existência do portal, mas isto deverá mudar.

:::  E onde estão a fazer cursos como o que realizaram em Macau?  :::
EM – Estes cursos estão relacionados com um grupo ou um contexto específico. Então, para que pudéssemos elaborar as unidades a partir desses contextos, precisávamos ir lá. O primeiro curso foi realizado em Lisboa em maio, e era voltado para a produção de materiais para o ensino do Português como Língua de Herança e para crianças. Agora em Macau, com a parceria da Universidade de Macau e da Fundação Oriente, realizamos outro para a produção de unidades para falantes de chinês que estarão disponíveis no portal. E em outubro, vamos realizar outro na Argentina para produção de materiais de português para falantes de espanhol.  :::

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MENDES, Edleise. Português gera interesse mundial “nunca visto”.
(Entrevista a Patrícia Mendes)
Extraído da revista Plataforma Macau (Macau, China).

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I Semana Cultural Brasil-Noruega em Oslo com documentário sobre Ensino de Português

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 5 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Brasília, Brasil)

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A primeira edição anual da Semana Cultural Brasil-Noruega acontecerá de 9 a 13 de setembro de 2014, na Embaixada do Brasil em Oslo. O evento conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e do Conselho de Cidadãos Brasileiros na Noruega.

No dia 9 de setembro, terça-feira, às 18 horas, ocorre a exibição do documentário O Ensino do Português Ganha Força, produzido pelo Portal Brasil+ (Estados Unidos) e dirigido por Neuza Martinez e Carlos Wesley.

Este documentário mostra a crescente importância do ensino da Língua Portuguesa no Sul da Flórida, e de como o ensino da Língua – muitas vezes vinculado ao ensino de cultura brasileira – está sobretudo ainda concentrado para as crianças que fazem parte de uma das maiores populações brasileiras nos Estados Unidos da América.

Antes da exibição do documentário, ocorrerá a premiação do concurso de Redação e Desenho infantis, promovido pelo Setor Cultural da Embaixada do Brasil em Oslo, com o tema “Ser Brasileiro”, com a leitura dos textos vencedores.

Às 19 horas, uma palestra seguida de um debate sobre o bilinguismo e a importância do ensino da Língua Portuguesa para as crianças.

A abertura do evento estará a cargo do embaixador brasileiro Flávio Helmold Macieira e do ministro conselheiro da embaixada Francisco Catunda Resende.

Os eventos que abrem a I Semana Cultural Brasil-Noruega serão realizados no Espaço Cultural da Embaixada do Brasil em Oslo. A participação é gratuita.

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• Mais informações no sítio da Embaixada do Brasil em Oslo:
<http://oslo.itamaraty.gov.br/pt-br/semana_cultural_brasil_noruega_2014.xml>

• Embaixada do Brasil na Noruega:
rua Sigurd Syrs 2, 0244 – Oslo, Noruega
• Correio eletrônico do Serviço Consular da Embaixada:
<consular.oslo@itamaraty.gov.br>

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–– Extraído do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Brasília, Brasil) ––

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III Encontro Mundial sobre o Ensino de Português realizado em Nova York

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 3 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da AOTP – American Organization of Teachers of Portuguese (EUA)

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A American Organization of Teachers of Portuguese (AOTP) – entidade que promove o Ensino de Português nos Estados Unidos da América – realizou, nos dias 1 e 2 de agosto, o III Encontro Mundial sobre o Ensino de Português (III EMEP).

O evento deste ano teve lugar na Universidade Colúmbia de Nova York. Estiveram presentes cerca de 160 profissionais de 17 países, sobretudo professores e pesquisadores de Português Língua Estrangeira, Português Língua de Herança e Português Língua Materna, e também tradutores e pesquisadores de tradução.

O encontro visou um diálogo interdisciplinar entre todas as especialidades que lidam com o ensino da Língua Portuguesa de âmbito internacional.

“Para esta edição, foram selecionados 71 trabalhos dentre 164 propostas recebidas, um recorde de participação, demonstrando o quanto a Língua Portuguesa está, cada vez mais, despertando interesses mundiais”, declarou em comunicado a presidente da AOTP, Anete Arslanian.

A palestrante convidada foi a professora brasileira Matilde Scaramucci, do Departamento de Linguística Aplicada, da Universidade Estadual de Campinas. Ela apresentou o tema “O Exame Celpe-Bras: Pressupostos Teóricos e Efeitos Retroativos no Ensino/Aprendizagem de Português Língua Segunda/Língua Estrangeira”, relativo ao exame oficial brasileiro de proficiência de Língua Portuguesa.

As atas do III Encontro Mundial sobre o Ensino de Português serão publicadas a partir de outubro de 2014.

O III EMEP foi organizado pela AOTP, em parceria com a Focus Brazil Foundation, com a Fundação Luso-Americana e com o Consulado-Geral do Brasil em Nova York.  :::

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• Mais informações no sítio do III EMEP – Encontro Mundial sobre o Ensino de Português
Universidade Colúmbia de Nova York – 1 e 2 de agosto de 2014:
<http://www.emepsite.com/>.

• AOTP – American Organization of Teachers of Portuguese (Estados Unidos da América):
Sítio oficial: <http://www.aotpsite.net>
Correio eletrônico: <info@aotpsite.org>

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–– Extraído da AOTP – American Organization of Teachers of Portuguese (EUA) ––

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