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24ª Conferência da AULP na Universidade de Macau: cooperação académica e turismo

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 1 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa e da Rádio China Internacional

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Entre os dias 17 e 19 de setembro de 2014, ocorreu a 24ª edição da Conferência da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), nas novas instalações do câmpus da Universidade de Macau localizado na Ilha da Montanha, no sul da China.

Mais de 200 representantes dos países lusófonos reuniram-se para discutir a importância das Línguas Portuguesa e chinesa para promover o intercâmbio académico no ensino superior e o desenvolvimento do turismo.

A AULP é uma organização académica internacional. Seus membros vêm principalmente das universidades e academias de nível superior de todos os países lusófonos, incluindo também entidades de países como Estados Unidos da América, França e Itália que possuem cursos de Língua Portuguesa.

Em discurso na cerimónia de abertura, o chefe do Departamento de Cultura Social da Região Administrativa Especial de Macau, Zhang Yuzhi, lembrou que Macau realizava pela quarta vez a conferência da AULP com grande êxito.

Zhang prometeu que o governo de Macau vai continuar a apoiar a realização deste evento e que ele acredita que a reunião desta vez vai desempenhar um papel positivo para o desenvolvimento do setor turístico local. Disse ainda que vai se esforçar para fortalecer o intercâmbio e a cooperação entre Macau e os países de Língua Portuguesa.

Na ocasião, o presidente da AULP, Jorge Ferrão, apontou que o chinês mandarim é a língua materna mais usada no mundo e, por outro lado, o português tem também um grupo de 250 milhões de falantes. Ele acredita que as duas Línguas têm uma função importante para o desenvolvimento nas áreas de política, economia, relações culturais e turismo.

–– Universidade de Macau na presidência da AULP até 2017 ––
A Universidade de Macau foi eleita para a presidência da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) no triénio 2014-2017, disse à Agência Lusa o vice-reitor da instituição, Rui Martins.

A eleição dos novos corpos sociais foi realizada por unanimidade, na sequência da apresentação de uma lista única de consenso, durante o XXIV Encontro da AULP em Macau.

A Universidade de Macau, que ocupava, desde 2006, uma das vice-presidências da AULP para a Ásia-Pacífico, sucede à Universidade Lúrio (de Nampula, Moçambique) na liderança da organização.

A vice-presidência da AULP vai também ser ocupada pela Universidade de Coimbra (Portugal), pela Universidade Federal de Minas Gerais (de Belo Horizonte, Brasil) e pela Universidade Mandume Ya Ndemufayo (de Lubango, Angola).

A Secretaria-Geral da AULP vai ser assumida por Cristina Sarmento, da Universidade de Lisboa. Já o Instituto Politécnico de Lisboa vai continuar a presidir ao Conselho Fiscal, onde o Instituto Politécnico de Macau vai manter a presença.

A AULP decidiu que o próximo encontro anual será realizado em Cabo Verde, entre 15 e 17 de julho de 2015, afirmou Rui Martins, que vai exercer a presidência da associação em representação do reitor do Instituto Politécnico de Macau, Wei Zhao.

O vice-reitor da Universidade de Macau, Rui Martins, explicou que a AULP vai continuar a apoiar o programa de intercâmbio da Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior –, entidade brasileira equivalente à Fundação da Ciência e Tecnologia de Portugal e que abrange 52 projetos em andamento e que envolve mais de 600 professores e alunos do ensino superior.

“Os programas que estão a decorrer e que foram lançados no mandato anterior, de cooperação, por exemplo, do Brasil e dos países africanos [de Língua Portuguesa] e de Portugal são uma prioridade importante”, sublinhou Wei Zhao, que também manifestou o desejo de que o programa seja estendido a Macau e ao Timor-Leste.

Outro objetivo é o reforço da relação entre os diversos países de Língua Portuguesa, em uma altura em que se assiste a um aumento exponencial do número de universidades nos países e regiões da Lusofonia.

“Só em Angola e Moçambique são cerca de 100 universidades: 72 em Angola, e cerca de 30 em Moçambique. Há todo um espaço de grande apetência pelo ensino superior, e de investigação, e nós vamos contribuir o melhor que pudermos para essa contínua integração de universidades”, salientou, ao apontar que a AULP vai dar “especial atenção à ligação às universidades em Timor-Leste e na Guiné-Bissau”.

“Há todo um diferente nível de desenvolvimento nos diferentes países, que vamos procurar estimular”, adiantou, destacando, pela positiva, a recente criação de uma universidade em São Tomé e Príncipe, onde só havia um instituto politécnico.

–– Por maior interligação entre a AULP e a CPLP ––
Rui Martins invocou ainda a maior interligação entre a AULP e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: “A AULP é mais antiga do que a CPLP, e essa também é uma das áreas que estamos a tentar dinamizar, mas é um plano para o futuro”.

Outra das matérias a estudar é a questão da uniformização dos sistemas de avaliação das universidades lusófonas. “Mas não é uma área muito fácil, porque há um sistema de avaliação em Portugal, há outro no Brasil, os países africanos estão agora a começar a desenvolver os seus sistemas. É uma das áreas que vamos analisar, mas isto não é para um ano ou dois”, explicou.

Rui Martins acrescentou que a AULP vai continuar a atribuir anualmente o Prémio Fernão Mendes Pinto, para a melhor tese de doutoramento no espaço de Língua Portuguesa, e a publicar a Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP).

Fundada em 1986, a AULP reúne cerca de 150 universidades públicas e privadas e institutos politécnicos nos países da CPLP e em Macau.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e da Rádio China Internacional ––

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Mia Couto: “Escrever em Português é uma afirmação de diversidade quase subversiva”

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 28 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

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O consagrado escritor moçambicano Mia Couto esteve no Brasil no começo de setembro de 2014 para ministrar uma aula magna com o tema Guardar Memórias, Contar Histórias e Semear o Futuro, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

O vencedor do Prémio Camões de 2013 concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora em que declarou que seus contos são “um espaço de resistência”. “São os africanos que têm que contar a sua história, e ter a sua própria voz, como a voz que importa e que é respeitada. Em lugar de pedir aos outros, a África tem que fazer isso a partir de dentro”, diz o escritor que é sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras.

“A militância existe em toda língua”, diz Mia Couto, “como afirmação de sua própria interioridade. [...] E fazer isso em português, num mundo em que a língua inglesa é a língua global, é uma afirmação de diversidade quase subversiva.”

Abaixo, alguns trechos da entrevista concedida a Letícia Duarte e publicada na edição do Zero Hora, de 7 de setembro de 2014 – aliás, data emblemática para os dois países por ser o mesmo dia em que se comemoram a independência do Brasil e o Acordo de Lusaca, que consolidou a independência de Moçambique.

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:::  O senhor vem de um dos dez países mais pobres do mundo, e essa temática dos desvalidos é marcante em sua obra. Ao mesmo tempo, a esperança também é recorrente. Mesmo em Terra Sonâmbula [romance publicado em 1992], o seu livro que retrata o contexto da guerra civil em Moçambique, isso aparece. Na obra, o senhor escreve que o que faz andar a estrada é o sonho. Como cultivar a esperança em meio à aspereza da realidade?  :::

Mia Couto – De uma forma coletiva, temos dificuldade em encontrar um caminho. No Brasil, em Moçambique, no mundo, nós nos sentimos um pouco perdidos, porque as forças que hoje comandam o mundo são pouco visíveis, não têm um rosto concreto. Como operar a mudança sem entender é muito complicado. Mas a resposta começa a partir de cada um. Não podemos abdicar desse outro modo de viver em que os outros são importantes, e é preciso perceber que esse sentido coletivo, essa negação do mundo sem lugar, de um mundo sem história, tem de ser feita em cada um de nós. Não só contar e receber histórias, mas vivermos uma história. E essa história tem que ser produzida por nós, não pode ser consumida. Não pode ser algo como a gente vai ao cinema, lê um livro, e assimilamos as histórias dos outros, que os outros fazem para nós. Temos de ser produtores de histórias. Assim conservamos o papel de sujeitos.

:::  O senhor critica a visão arrogante do Ocidente, que imagina ter a receita para salvar o continente africano, sem considerar toda a complexidade cultural. Qual o primeiro passo para que os ocidentais possam ter uma visão mais realista do continente africano?  :::

MC – É preciso dizer que essa arrogância não é só da cultura ocidental. Todas as culturas que se querem hegemónicas têm a mesma arrogância. Mas, uma vez que essa cultura ocidental se tornou tão hegemónica, não se pode pedir a essa outra cultura que tenha atenção. É preciso impor a partir de dentro. São os africanos que têm que contar a sua história, e ter a sua própria voz, como a voz que importa e que é respeitada. Em lugar de pedir aos outros, a África tem que fazer isso a partir de dentro. Isso já começou. Não se pode esquecer que um dos únicos políticos do mundo que devolveu esperança ao mundo e resgatou a nobreza de fazer política foi um africano: Nelson Mandela. É um grande orgulho para a África ter esse caso singular no mundo, de alguém que fez política para servir, no sentido de sua abdicação pessoal.

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:::  O senhor se define como uma criatura de fronteira — que é biólogo e escritor, tem origem europeia, mas é africano, trabalha com a ciência e a arte. Num mundo tão intolerante como o nosso, essa visitação a diferentes realidades é cada vez mais rara. Por que nossa sociedade teme tanto ultrapassar suas fronteiras?  :::

MC – Essas sociedades são fundadas no medo. Temos hoje uma forma de governo que é administrar uma espécie de caos produzido pelo próprio sistema. Isso envolve sempre um aparato policial, policiamento das ideias, de anulação da criatividade, tudo feito em nome do medo, de uma ameaça que não sabemos bem o que é. Então, é preciso essa aceitação de que esse outro está dentro de nós.

Aqui no Brasil é uma coisa muito notória: 90% dos brasileiros nem sabem bem como se combinaram histórias, continentes, raças, dentro de si mesmos. E essa mestiçagem é o lugar certo: a aceitação profunda de que o outro existe dentro de nós. Em vez de a África ser procurada em África, provavelmente os brasileiros encontram a África fazendo essa viagem interior, em sua própria história.

:::  Em seus textos, o senhor reafirma que “a Língua Portuguesa é um espaço de resistência”. E que, “na periferia, a palavra precisa lutar para não ser silêncio”. Em que medida escrever é uma forma de militância?  :::

MC – Escrever em qualquer língua é sempre uma forma de militância. Escrever no sentido de fazer literatura, porque hoje há muito livro que se edita que não parece que seja exatamente literatura. E a militância existe em toda língua porque o que o escritor faz é dizer assim: “eu produzo pensamento, eu produzo arte”, num universo em que não se espera que as pessoas produzam desta maneira, como afirmação de sua própria interioridade. Espera-se que se consuma. E fazer isso em português, num mundo em que a língua inglesa é a língua global, é uma afirmação de diversidade quase subversiva.

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:::  A sua escrita cheia de invenções, que mescla registros da fala popular de Moçambique, onde se falam 25 línguas, e também tem influência de escritores brasileiros: é muito celebrada. Como o senhor vê essa questão da linguagem?  :::

MC – Isso tem de ser visto do ponto de vista de que Moçambique percebia que o português de Portugal servia, mas não bastava. Nós precisávamos introduzir nesse português uma marca de mudança, de identidade própria. É muito complicado fazer na Língua do outro uma afirmação de nós próprios. O Brasil ajudou muito, não só do ponto de vista literário. Antes de nós, vocês já tinham percorrido um processo, de autonomia, de fazer uma espécie de identidade brasileira dentro da Língua Portuguesa. Quando africanos de Língua Portuguesa tomaram contacto com a literatura brasileira, foi uma catarse, principalmente Jorge Amado. Foi uma espécie de caução literária. Meus grandes mestres estão aqui.

:::  Seria uma espécie de retroalimentação?  :::

MC – O Brasil é um grande produtor e exportador de Língua Portuguesa. E não só por causa da dimensão da população, mas também das novelas. Infelizmente, o livro não chega tanto, mas as novelas produzem grande influência. Eu recordo que fui uma vez a Tete [província na região central de Moçambique] — e a [companhia mineradora] Vale do Rio Doce tem uma grande presença por lá. Eu entrei no hotel e os empregados moçambicanos cumprimentavam-me com “Namastê, Namastê!” E eu não percebia o que era aquilo. Vim a saber mais tarde que havia uma novela, Caminho das Índias, e aquilo alterou a maneira de as pessoas se cumprimentarem, entre os próprios moçambicanos. :::

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• Confira na íntegra a entrevista do autor moçambicano Mia Couto à reportagem de Letícia Duarte no sítio do jornal Zero Hora, de Porto Alegre (Brasil).

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Com base em
DUARTE, Letícia. Mia Couto: “O grande crime do racismo é que anula, em nome da raça, o indivíduo”.
Extraído do jornal Zero Hora – Porto Alegre, Brasil.
Publicado em: 07 set. 2014.

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Jornadas Internacionais de Ensino de Língua Portuguesa de Entre Rios, na Argentina

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 26 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da UNER – Universidade Nacional de Entre Rios (Argentina)

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Realizou-se nos dias 25 e 26 de setembro, a primeira edição das Jornadas Internacionais de Ensino da Língua Portuguesa, organizada pela Faculdade de Ciências da Administração da UNER – Universidade Nacional de Entre Rios, localizada na cidade de Concordia, província de Entre Rios, Argentina.

O evento, realizado com palestras, painéis e oficinas, foi voltado a professores, investigadores e profissionais de diferentes áreas ligados ao ensino da Língua Portuguesa na Argentina.

A meta da conferência é no sentido de promover a Língua Portuguesa como a principal Língua estrangeira ensinada nas escolas do país, e a criação de um espaço académico para a melhoria contínua do Ensino de Português na Argentina.

O decano da Faculdade de Ciências da Administração, Hipólito Fink, disse em sua palestra de abertura que as jornadas também foram realizadas no âmbito da comemoração dos 60 anos da faculdade.

O académico também declarou que eram metas do evento: fazer novas abordagens sobre a complexidade das línguas; compartilhar experiências e ferramentas linguísticas de ensino e aprendizagem; e gerar vínculos interpessoais entre os professores falantes nativos de português e os professores treinados em Português como Língua Estrangeira.

Estes foram os temas das oficinas, seminários e palestras das Jornadas Internacionais de Ensino da Língua Portuguesa:
• Os gêneros textuais no ensino de Português Língua Estrangeira.
• Os problemas atuais quanto à esquisa e ao ensino de Português Língua Estrangeira.
• Os desafios e perspectivas para formar professores de Português Língua Estrangeira.
• O ensino do Acordo Ortografico da Língua Portugesa de 1990.
• A avaliação das capacidades da linguagem na formação de professores de português.
• O discurso sobre os materiais didáticos e a formação de docentes de Língua Portuguesa no contexto argentino.
• A interculturalidade e o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação para o Ensino de Português.

As Jornadas Internacionais de Ensino da Língua Portuguesa, da Universidade Nacional de Entre Rios, contaram com o patrocínio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.  :::

Clique aqui para aceder ao sítio – em espanhol – das Jornadas Internacionais de Ensino da Língua Portuguesa, da UNER – Universidade Nacional de Entre Rios (Argentina).

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–– Extraído da UNER – Universidade Nacional de Entre Rios (Argentina) ––

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Eventos em Lisboa a celebrar o Dia Europeu das Línguas

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 25 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , , ,

Do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal) e do Observatório da Língua Portuguesa

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Os institutos culturais e as embaixadas sediadas em Lisboa, assim como a Direção-Geral da Tradução (DGT) da Comissão Europeia, assinalam a 27 de setembro de 2014 o Dia Europeu das Línguas.

Dois importantes eventos a celebrar o ensino das línguas europeias, a tradução e o multilinguismo serão realizados na capital portuguesa: as celebrações do Dia Europeu das Línguas, do Goethe-Institut de Lisboa, e a Conferência Línguas: Traduzir o Futuro, no Museu do Oriente.

–– Dia Europeu das Línguas do Goethe-Institut de Lisboa ––
Um vasto programa cultural de entrada gratuita será realizado no jardim e nas instalações do Goethe-Institut de Lisboa, com iniciativas para todas as idades. Nas celebrações do Dia Europeu das Línguas do Goethe-Institut, os visitantes serão convidados a mergulhar em sete línguas europeias: alemão, espanhol, finlandês, francês, italiano, português e romeno.

O programa começa às 14 horas com miniaulas de alemão, espanhol, finlandês, francês, italiano, romeno e alemão austríaco, que vão se repetir de meia em meia hora.

Os visitantes mais pequenos podem, ainda, explorar as línguas europeias através de diversas atividades criativas: escutar com as suas famílias “Histórias Magnéticas”, contadas em português em histórias-concertos, participar em uma oficina de teatro com o ator Ulisses Ceia, ou assistir ainda a uma oficina de ilustração com a ilustradora Danuta Wojciechowska.

Haverá também aulas de dança espanholas e romenas e um concerto de acordeão francês. Além de uma mostra gastronómica com apetitosos petiscos dos vários países europeus e massas italianas, servidos no jardim do Goethe-Institut. Os visitantes poderão concorrer em um sorteio de um curso de línguas, oferecido pelos institutos organizadores do Dia Europeu das Línguas 2014.

O Dia Europeu das Línguas 2014 é uma iniciativa da EUNIC Portugal e da Representação da Comissão Europeia em Portugal.

Clique aqui para descarregar o documento do Camões com o programa das celebrações do Dia Europeu das Línguas 2014 do Goethe-Institut de Lisboa.

• Goethe-Institut de Lisboa
Campo dos Mártires da Pátria, 37
Lisboa, Portugal
Endereço: <http://www.goethe.de/lisboa>

–– Conferência Línguas: Traduzir o Futuro, no Museu do Oriente ––
A Direção-Geral da Tradução (DGT) da Comissão Europeia também organiza nas capitais de todos os Estados-membros eventos a celebrar o multilinguismo e o Dia Europeu das Línguas.

Esse é o objetivo da conferência a ser realizada em 26 de setembro de 2014 no Museu do Oriente em Lisboa, intitulada Línguas: Traduzir o Futuro, com o objetivo de lembrar a importância das línguas na construção de uma identidade europeia.

Uma das metas da conferência é a consolidação do debate em Portugal sobre a necessidade de reconhecimento da profissão de tradutor e de intérprete, tendo em conta nomeadamente a transposição da diretiva da União Europeia que prevê o direito à interpretação e tradução em processo penal.

Outras questões de relevância a serem abordadas serão: as sinergias entre os diferentes atores do mundo da tradução, como as universidades e os órgãos da administração pública; a situação da interpretação em Portugal; e a preparação da Língua Portuguesa para a Era Digital, a ciência e as tecnologias de ponta.

A conferência é coordenada pelo Departamento de Língua Portuguesa da DGT, pela Representação da Comissão Europeia em Lisboa, pela Assembleia da República, pela Procuradoria-Geral da República e pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

Clique aqui para descarregar o documento da Assembleia da República com o programa da conferência Línguas: Traduzir o Futuro, do Museu do Oriente, de Lisboa.

Clique aqui para aceder ao Portal dos Tradutores da Administração Pública (de Portugal), com mais informações sobre a conferência Línguas: Traduzir o Futuro.

• Museu do Oriente
Avenida de Brasília, Doca de Alcântara (Norte)
Lisboa, Portugal
Endereço: <http://www.museudooriente.pt/>

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–– Extraído do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal) e do Observatório da Língua Portuguesa ––

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Angola: III Congresso Internacional de Língua Portuguesa de Luanda

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 18 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Das Agências Lusa e AngolaPress

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Entre os dias 18 e 20 de setembro de 2014, ocorre o III Congresso Internacional de Língua Portuguesa de Luanda, cujo tema é Unidade na Diversidade. O local é a Universidade Jean Piaget de Angola, situada no município de Viana, na província de Luanda.

O comunicado de imprensa do evento esclarece que o encontro pretende divulgar os mais recentes estudos linguísticos da Língua Portuguesa, discutir sobre a diversidade linguística em Angola nos países lusófonos, analisar a associação da competência gramatical dos falantes das línguas africanas e do desempenho na Língua Portuguesa e, ainda, identificar a relação existente entre as literaturas africanas e a Língua Portuguesa da África.

Alguns dos temas em análise: a Língua Portuguesa e a hermenêutica dos textos orais africanos; a normalização linguística perante a inovação; os estrangeirismos; a fixação do vocabulário técnico; o Acordo Ortográfico; a Língua Portuguesa no ensino e na investigação; o Ensino de Português em Angola; a educação em ambiente de multilinguismo.

–– A Língua como instrumento de afirmação do povo de Angola ––
No discurso de abertura do Congresso, a ministra da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva, destacou que o povo angolano tornou a Língua Portuguesa mais adequada aos contextos culturais do país. “A Língua Portuguesa em Angola fez uma trajetória de afirmação do património partilhado, na medida em que desde os primórdios, até ao período mais crítico da sua história, os angolanos transformaram-na na principal arma da luta contra o sistema opressor”, disse.

“Nessa medida, a Língua Portuguesa alcançou estatuto, tal como versa a Constituição angolana. Ela merecerá melhor tratamento dos estudiosos para que o seu ensino se revele cada vez mais apropriado, bem como o seu conhecimento. Esse exercício deverá ser feito em paralelo com as demais línguas nacionais com que convive e que lhe deram a força que adquiriu hoje”, acrescentou a ministra.

Rosa Cruz e Silva salientou que o aprendizado da Língua Portuguesa deverá estar no mesmo patamar de importância do das demais línguas nacionais, a fim de que seja utilizada por todos os interlocutores do país.

“Sem qualquer mácula, deve permanecer o diálogo, já que a diversidade linguística do país constitui a sua grande riqueza na validade e diversidade cultural”, afirmou.

–– Resposta sobre o Acordo será “no devido momento” ––
O ministro da Educação angolano, Pinda Simão, disse que o país está a trabalhar sobre o Acordo Ortográfico, que ainda não foi subscrito por Angola, embora o país seja um dos signatários originais.

O ministro que coordena este processo no país, disse que “no devido momento será tomada uma decisão”, mas escusou-se a adiantar datas. “O país está a trabalhar. Depende de Angola, de quando Angola decidir”, respondeu Pinda Simão. :::

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–– Extraído das Agências Lusa e AngolaPress ––

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Brasil: Malaca Casteleiro em conferências no Rio de Janeiro

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 17 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Da Academia Brasileira de Letras e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil)

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O professor João Malaca Casteleiro, um dos mais destacados defensores da implantação do Acordo Ortográfico em seu país e membro da Academia das Ciências de Lisboa, participou de uma série de eventos no Brasil em promoção de uma política internacional para a Língua Portuguesa.

Malaca Casteleiro fez na segunda-feira, dia 15 de setembro, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, a conferência A Língua Portuguesa no Mundo Atual Globalizado.

No dia 17 de setembro, o professor Malaca Casteleiro esteve no Liceu Literário Português, em Larajaneiras, também no rio de Janeiro, onde lançou o livro A Arte de Mandar em Português: Atualidade deste Estudo 50 Anos Depois, publicado no Brasil pela Editora Lexicon.

No mesmo dia, participou de evento do lançamento do livro no Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde realizou aula inaugural do segundo semestre letivo da instituição brasileira.

O ilustre intelectual português empreendeu a visita o Rio de Janeiro graças a convite feito pelo professor Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras.

João Malaca Casteleiro é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O acadêmico é, ainda, o responsável pela versão europeia do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

Em 1986, ele fez parte da delegação portuguesa no Encontro de Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, realizado na sede da ABL em Academia Brasileira de Letras. Participou também, do Anteprojeto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa, em 1988, assim como dos trabalhos que conduziram ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, firmado em Lisboa, em 15 de dezembro de 1990.  :::

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–– Extraído da Academia Brasileira de Letras e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil) ––

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Quatro artigos acadêmicos sobre o Ensino de Português no Reino Unido

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 16 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da SIPLE – Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira
e do sítio Rede Brasil Cultural, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Brasília, Brasil)

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Quatro artigos sobre o Ensino do Português no Reino Unido foram publicados na edição número 6, da revista digital da SIPLE (Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira). Essa revista tem como objetivo divulgar trabalhos de ensino e pesquisa na área de Português como Língua Estrangeira (PLE) e Português como Língua de Herança (POLH). Os artigos estão disponíveis no sítio da SIPLE na Internet.

O Português como Língua de Herança: Políticas Linguísticas na Inglaterra, de autoria de Ana Souza e Olga Barradas, apresenta um contexto geral para o ensino de português na Inglaterra, um dos países onde o ensino da Língua Portuguesa tem aumentado consideravelmente.

Outro artigo interessante, intitulado Português em Escolas Primárias de Londres: Experiência de uma Assistente Bilíngue, de Kenya Silva, trata da importância do uso do português no processo de adaptação das crianças brasileiras ao sistema educacional inglês. Para tal, a autora remete à sua experiência como assistente bilíngue em uma escola primária inglesa no leste de Londres.

O Papel do Português no Aprendizado da Matemática – Exemplo de uma Escola Secundária em Londres, de Francisco Aparecido Mattos Scheirber, revela a experiência profissional do autor na estratégia de inclusão de alunos brasileiros, que estão aprendendo inglês e vivendo em Londres, olhando para o conceito de “matemática como uma linguagem”.

O Ensino de Português como Língua Adicional: Especificidades e Prática no Contexto Universitário, de Antônio Márcio da Silva, mostra como é o Ensino de Português em universidades inglesas na atualidade. Para tanto, focaliza-se o contexto do Ensino de Português, os interesses que levam os alunos a elegerem a Língua, e algumas especificidades no aprendizado da Língua Portuguesa.  :::

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–– Extraído da SIPLE – Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira e do sítio Rede Brasil Cultural, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Brasília, Brasil) ––

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