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X Cimeira: IILP apresenta projetos ao Conselho de Ministros da CPLP em Díli

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 23 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
22 de julho de 2014

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O diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, Gilvan Müller de Oliveira, apresentou os dois projetos de políticas de ensino da Língua Portuguesa durante a XIX Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Díli, Timor-Leste.

Em entrevista à CPLP, Gilvan Müller destacou a importância da questão da Língua Portuguesa como um dos pilares da Comunidade, que completa 18 anos de existência, e também diante do interesse de novos países se tornarem observadores associados do órgão lusófono no futuro.

“Ficamos muito contentes por ter nesta Cimeira – exatamente aos 18 anos da organização – entregue aos Senhores Ministros dois grandes projetos que são de responsabilidade da CPLP e que mudam fundamentalmente o modo como a Língua Portuguesa é gerida no espaço internacional”, declarou Gilvan Müller, em referência ao Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC) e ao Portal do Professor Português Língua Estrangeira (PPPLE).

Ambos os projetos, feitos em plataformas digitais disponíveis na Internet, foram feitos com bases no que foi programado pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 e, sobretudo, pela I Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa, realizada no Brasil em 2010 e que deu origem ao Plano de Ação de Brasília sobre a Promoção, a Projeção e a Difusão da Língua Portuguesa.

–– Gestão conjunta da Língua Portuguesa: “o espírito da CPLP” ––
“Temos a possibilidade de a CPLP tomar a questão da Língua de um ponto de vista diferente”, explicou Gilvan Müller, “que é deixar de ter a Língua nas mãos só de um espaço nacional, com duas normas hoje de pouca capacidade de colaboração – que são as normas de Portugal e do Brasil –, com a ausência dos demais países na elaboração de instrumentos mais amplos para a Língua Portuguesa”.

Em vez da dualidade Brasil-Portugal e da exclusão das demais nações, o professor e linguista brasileiro defendeu o modelo adotado pelo IILP, de trabalho conjunto em âmbito internacional, de inclusão e de colaboração.

Trata-se de um modelo partilhado de gestão da Língua, “em que nós possamos nos sentar ao redor de uma mesa, planejar o instrumento que queremos criar, consensuar as suas bases e depois criá-lo de maneira conjunta, no espírito da CPLP, com cofinanciamento e com coatividade técnica de cada um dos países.”

“Vejo, portanto, que esta é uma mudança fundamental para a CPLP, já que a Língua é um dos pilares da organização, e só posso augurar então que nos próximos anos essa metodologia se fortifique”, declarou Gilvan Müller, que está encerrando o seu mandato de quatro anos na Direção-Executiva do IILP.

“Que os projetos cada vez mais envolvam a sociedade, os utilizadores da Língua Portuguesa, todos aqueles que olham para a CPLP, almejando que a CPLP faça uma gestão internacionalizada da Língua Portuguesa.”

A XIX Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP antecede a X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que será também realizada na capital timorense. Na ocasião, também ocorrerá a eleição do próximo diretor-executivo do IILP.  :::

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Clique aqui para assistir ao vídeo da entrevista de Gilvan Müller de Oliveira ao canal de transmissão contínua da X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, Díli, Timor-Leste.

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–– Extraído do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ––

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O português sobreviverá no Sudeste da Ásia? – Oliver Stuenkel

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 16 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

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A Língua Portuguesa foi levada ao continente asiático há exatos quinhentos anos, com as Grandes Navegações empreendidas por Portugal que permitiram aos europeus o contato com todos os continentes ao redor do mundo.

A mesma Língua de Os Lusíadas era a Língua franca do comércio e dos contatos entre diversos povos da Ásia, sobretudo da Índia, da China, do Sudeste Asiático do Japão. Foi o veículo de comunicação entre os europeus e os povos das “Índias” para o comércio de especiarias e de produtos ao longo dos oceanos Índico e Pacífico.

A Língua Portuguesa, a primeira a se globalizar e que uniu povos os mais diferentes no contato com os portos da Ásia, tem ainda caráter oficial em Macau, na China, e no Timor-Leste. Tornaram-se marcas de identidade cultural e linguística dos macaenses e dos timorenses. Ainda no Timor-Leste, o português foi Língua de resistência, sinónima da liberdade, durante a ocupação ilegal indonésia, entre 1975 e 2001.

E há ainda populações esparsas que usam a Língua padrão ou os crioulos de origem portuguesa: como em Goa, Diu e Damão, na Índia; em Malaca, na Malásia; no Sri Lanka; e nas ilhas de Java e de Flores, na Indonésia.

Mas, comparando com o que representou o passado da Língua em tão importante região do mundo como a Ásia, e levando-se em conta o papel do Brasil como nova nação difusora da Língua em âmbito mundial, questiona-se sobre o futuro que é vislumbrado pela Língua Portuguesa, em especial, no Sudeste Asiático. E tais questões ganham mais relevo com a proximidade da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, a se realizar em Díli, capital do Timor-Leste.

O cientista político Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas, uma das mais conceituadas instituições de economia e gestão do Brasil, lançou recente artigo com uma análise sobre a presença da Língua Portuguesa e qual a contribuição que a CPLP pode dar ao desenvolvimento do Timor-Leste. O artigo foi publicado no jornal digital Brasil Post, em 15 de julho de 2014.

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–– O português sobreviverá no Sudeste da Ásia? ––

Oliver Stuenkel
do jornal digital Brasil Post
15 de julho de 2014

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O Timor-Leste é um país de Língua Portuguesa? Esta pergunta possui implicações geopolíticas. Após a independência em 1999, o novo governo do Timor-Leste reinstaurou o português como Língua oficial, juntamente com o tétum, uma língua indígena. Como consequência, o país se juntou, em 2002, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Líderes timorenses veem a organização (além da ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático], à qual eles esperam juntar-se em breve) como um elemento-chave na sua tentativa de fortalecer os laços do país com outros países.

No entanto, os policy makers [os decisores políticos] timorenses viram o idioma português como mais do que apenas uma ferramenta para fortalecer laços com Brasil, Portugal, Angola e Moçambique. Sua adoção também serviu como um símbolo poderoso de que o Timor era diferente da Indonésia, que era uma colônia holandesa.

No momento da independência timorense, o português, que foi proibido durante a ocupação indonésia, era falado por apenas 5% da população. O Censo de 2010 revelou que as línguas maternas mais faladas eram tétum prasa (língua materna para 36,6% da população), mambai (12,5%), makasai (9,7%), tétum terik (6,0%), baikenu (5,9%), kemak (5,9%), bunak (5,3%), tokodede (3,7%), e fataluku (3,6%).

Outra pesquisa revelou que 90% da população utiliza o tétum diariamente, além de outras linguagens. 35% da população fala indonésio (principalmente nas cidades), e uma parte crescente fala inglês, um requisito para obter os empregos mais bem remunerados, oferecidos pela considerável indústria de desenvolvimento no país.

Os esforços para popularizar o português têm sido lentos. De acordo com um relatório do Banco Mundial, até 2009, mais de 70% dos alunos submetidos a um teste no final do primeiro grau “não puderam ler uma única palavra” de um texto simples em português, “um péssimo desempenho após 10 anos de esforços.” Ao mesmo tempo, deve-se levar em conta que, até recentemente, uma parte da população era analfabeta, embora a maioria das crianças vá para a escola atualmente.

As leis e as estruturas administrativas são baseadas no modelo português e permanecem na Língua Portuguesa, mas a maioria dos debates parlamentares e conversas no gabinete são realizadas em tétum, que pertence à família austronésia de línguas faladas em todo o Sudeste Asiático.

O Timor-Leste tem se beneficiado de fazer parte da CPLP? Enquanto a maioria dos policy makers diria que sim, há sinais de expectativas não cumpridas. Recentemente, o Parlamento timorense mostrou desapontamento com a falta de vontade da organização em estabelecer um fundo de emergência para apoiar os membros em momentos de dificuldades financeiras.

Da mesma forma, alguns dizem que eles esperavam uma presença brasileira mais forte no país. Há mais professores de Língua Portuguesa de Portugal no país do que do Brasil, e a ajuda financeira brasileira é muito menor do que de países que não têm laços culturais com o Timor-Leste. Mesmo assim, a influência cultural brasileira é visível no país. “A pessoa que mais contribuiu para a expansão da Língua Portuguesa no Timor-Leste foi, sem dúvidas, Michel Teló”, comenta um integrante do governo timorense.

E ainda assim, quando um comentarista de Cingapura recomendou recentemente que o Timor-Leste adotasse o inglês como língua oficial para abraçar a globalização, Ramos-Horta defendeu sua escolha de manter o português:

“Talvez nós não sejamos tão práticos como nossos irmãos de Cingapura. Confesso que nós somos um pouco românticos, temos uma perspectiva histórica porque temos uma longa história e não nos temos uma mentalidade de Cingapura de estilo comercial. Isso significa que estamos condenados a desacelerar o crescimento, por ter uma sociedade multilíngue e uma sociedade rica, vibrante e colorida, que nos faz apreciar as belezas da vida com mais frequência? Tenho certeza que a resposta é não.”

O português pode nunca ultrapassar o tétum como Língua franca de Timor-Leste, mas parece estar determinado a permanecer como uma das Línguas oficiais do país.  :::

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STUENKEL, Oliver. O português sobreviverá no Sudeste da Ásia?
Extraído do jornal digital Brasil Post.
Publicado em: 15 jul. 2014.

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Investigador da Universidade de Coimbra ajuda os computadores a “aprenderem” a Língua Portuguesa

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 15 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Do jornal digital Ciência Hoje (Portugal)
14 de julho de 2014

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Uma WordNet – uma espécie de dicionário próprio para ser utilizado por computadores – desenvolvida pelo investigador Hugo Gonçalo Oliveira, da Universidade de Coimbra (UC), acaba de vencer o prémio de Melhor Tese de Doutoramento em uma competição internacional promovida no âmbito da 11ª International Conference on Computational Processing of Portuguese – nome em inglês para a Conferência Internacional sobre o Processamento Computacional do Português (Propor 2014).

O evento realizado a cada dois anos entre Brasil e Portugal, irá decorrer no câmpus da Universidade de São Paulo na cidade paulista de São Carlos, Brasil, entre os dias 6 e 8 de outubro de 2014.

Na prática, o trabalho premiado pela Propor 2014, o principal evento internacional na área do processamento computacional da Língua Portuguesa, permite que os computadores entendam mais de português. Isto porque para os computadores perceberem a língua dos humanos, são necessárias várias ferramentas complexas que os “ensinem”.

Uma dessas ferramentas é precisamente a WordNet –(*)–, “uma base de dados lexical que organiza as palavras de acordo com os seus possíveis sentidos e que estão para as máquinas como os dicionários estão para os seres humanos. Serve para o computador compreender o que está escrito, no caso, em português”, esclarece o autor, Hugo Gonçalo Oliveira.

Para a Língua Portuguesa, “as WordNets existentes têm limitações ao nível da disponibilidade, método de construção e cobertura. O Onto.PT“, nome atribuído à ferramenta, “procurou ultrapassar essas limitações através da criação gratuita, de grandes dimensões e gerada de forma automática, para assim ultrapassar o tempo necessário para uma construção manual”, explica.

Recorrendo a esta ferramenta e a outras desenvolvidas, entre 2008 e 2013, no âmbito deste projeto orientado pelo investigador Paulo Gomes, os computadores “poderão compreender melhor a Língua Portuguesa, o que poderá ter impacto no desenvolvimento de melhores sistemas de pesquisa inteligente, de ajuda à escrita, ou de tradução automática, entre outros”, sublinha o também docente do Departamento de Engenharia Informática, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).  :::

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• Onto.PT – Construção Automática de uma Ontologia Lexical para o Português
<http://ontopt.dei.uc.pt>

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–– Nota: ––
–(*)–  O WordNet é a principal base de dados lexical da língua inglesa, cujos termos estão agrupados em classes gramaticais e interligados por sinónimos cognitivos, que fornecem as relações de conceito e de significado entre eles. Foi desenvolvido pelo Laboratório de Ciência Cognitiva da Universidade de Princeton, de Nova Jersey, Estados Unidos da América.
<http://wordnet.princeton.edu/>

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Computadores «aprendem» português em Coimbra.
Extraído do jornal digital Ciência Hoje (Portugal).
Publicado em: 14 jul. 2014.

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Brasil: projetos do IILP para a Língua Portuguesa internacional apresentados em Belo Horizonte

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 14 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Belo Horizonte, Brasil)

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Cerca de 50 pessoas, entre alunos, professores e pesquisadores, assistiram no dia 7 de julho à palestra O Português Pluricêntrico do Século XXI, proferida pelo diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), o professor doutor Gilvan Müller de Oliveira, no auditório principal do Câmpus II do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), em Belo Horizonte.

Em uma apresentação de aproximadamente três horas, Müller abordou, de maneira geral, as estratégias e os esforços de internacionalização da Língua Portuguesa a partir do reposicionamento dos países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Entre essas estratégias estão o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC) – que pretende reunir os vocabulários nacionais dos países da CPLP – e o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE) – plataforma em linha de ensino de Português como Segunda Língua. As duas ferramentas do IILP criadas em um esforço conjunto de representantes da CPLP para servirem de consulta e de referência no ensino internacional do Português.

De acordo com o diretor-executivo do IILP, ambas as iniciativas fazem com que a Língua Portuguesa passe “de uma Língua pluricêntrica dual, entre Brasil e Portugal, para uma Língua pluricêntrica de fato”.

“Estamos entrando numa Era em que o português pode ser pensado, cada vez mais, como uma Língua plural. Para isso, precisamos tratar todos os países lusófonos como produtores e donos da Língua Portuguesa. Então, nada mais justo que o envolvimento de todos esses países nesses projetos”, explicou Gilvan Müller.  :::

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–– Extraído do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Belo Horizonte, Brasil) ––

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Jovens da América Latina querem aperfeiçoar seus estudos em Portugal

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 13 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da Agência EFE
9 de julho de 2014

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A qualidade do ensino, a proximidade da Língua, a diversidade cultural ou a boa acolhida pelo povo português são apenas algumas das razões por quais cada vez mais jovens na América Latina investem seu futuro nas universidades portuguesas.

“Eu queria aprender outra Língua e fazer um mestrado ao mesmo tempo e aqui conseguimos as duas coisas, porque é mais barato e aprende-se a Língua rapidamente”, disse à agência EFE Manuel Salcedo, que deixou a Colômbia há dez meses para entrar no mestrado de ‘marketing’ (ou estratégia de mercado) do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) de Lisboa.

Após graduar-se em administração e gestão em seu país, onde trabalhava no Banco Falabella, o jovem de 28 anos não resistiu às vantagens oferecidas por Portugal.

“A cultura, as pessoas, a comida e o bom clima na maior parte do ano” chamaram a atenção de Manuel, depois destes meses, vê como superadas as suas expectativas em termos de “qualidade de vida, segurança ou tranquilidade”.

Tudo isto faz com que, apesar dos 7.640 quilómetros que o separam de seu país, sinta-se perto de casa.

“As pessoas respeitam as diferentes culturas e sempre tentam ajudar: isso é algo que temos em comum”, diz Manuel, que também destaca a paixão de ambos os povos pelo futebol e pela gastronomia “saudável”.

–– Economia ajuda a mobilidade de estudantes latino-americanos a Portugal ––
Todos esses pontos fortes têm atraído muitos outros estudantes, o que levou as universidades lusas, conscientes desta tendência, a criarem programas específicos para a promoção da mobilidade dos jovens que vêm principalmente de países como Brasil e Colômbia.

“As melhoras da economia em alguns países da América Latina facilitam a mobilidade dos estudantes”, explica à agência EFE José Victor, vice-presidente de Relações Internacionais do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa, uma das instituições portuguesas de ensino superior com mais alunos estrangeiros.

Hoje em dia, mais que pela competência técnica, os profissionais são valorizados pela exposição a outras culturas, a outras línguas e a outras formas de resolver os problemas”, disse José Victor, que destaca a importância da criação de um” ecossistema variado internacional como parte integrante da formação”.

–– Aulas de mestrado em inglês em um ambiente de Língua Portuguesa ––
Considerada uma das mais prestigiadas escolas de engenharia da Europa, o IST é apenas um dos centros portugueses que oferecem cursos de pós-graduação e de doutoramento em língua inglesa, o que também representa uma vantagem interessante para estudantes latino-americanos.

“Começam a ter uma exposição técnica para o inglês, mas continuam a estar em um ambiente de Língua Portuguesa onde desenvolvem novas habilidades em um idioma diferente do seu ou próximo do seu”, diz Joseph Victor.

A mesma ideia é defendida por José Machado, diretor da Nova SBE (Escola de Economia e Negócios), uma das instituições mais procuradas pelos estudantes estrangeiros e, cada vez mais, pelos da América Latina.

–– Formando para o comércio internacional com o Brasil ––
O facto de aprender português ao mesmo tempo em que recebem aulas em inglês “é percebido como um atrativo importante, pois, ao voltarem a seus países, o parceiro predominante será sempre o Brasil”, onde é falada a Língua Portuguesa, explica Machado à agência EFE.

Ciente das mais-valias do Ensino de Português para estudantes da América Latina, o grupo industrial português Prebuild, também presente na Colômbia, vai trazer para a Universidade Católica de Lisboa vinte estudantes desse país através de bolsas de estudo.

Oito dos estudantes selecionados já começaram o mestrado em Gestão, ministrado em língua inglesa, com duração de um ano e meio, para logo retornarem à Colômbia com a possibilidade de permanecer na empresa.

Além da capital portuguesa, a cidade do Porto, no norte do país, também tem uma gama de ensino multicultural, em que se destaca a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) como um dos destinos mais desejados em mobilidade de estudantes.

No abrigo do programa chamado Mobile nos últimos três anos letivos, a FEUP recebeu 315 estudantes da América Latina e enviou 176 de seus estudantes a instituições parceiras na mesma região, por períodos que variam de um semestre a um ano académico.  :::

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–– Extraído da Agência EFE ––

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Do papiro ao hipertexto – Arnaldo Niskier

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 9 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Arnaldo Niskier é ex-presidente da Academia Brasileira de Letras.

Arnaldo Niskier é ex-presidente da Academia Brasileira de Letras.

Ventos da Lusofonia transcreve o artigo assinado pelo jornalista e escritor Arnaldo Niskier, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras entre 1998 e 1999. Niskier também é acadêmico correspondente no Brasil da Academia de Ciências de Lisboa.

Em seu artigo, publicado em 12 de junho de 2014 no jornal Gazeta do Povo (de Vitória, Espírito Santo), o autor e acadêmico mostra a mudança ao longo dos tempos tanto na prática da leitura quanto na forma como aparece o leitor.

Tanto a leitura quanto o leitor transformam-se à medida que a informação escrita passou para um número cada vez maior de pessoas: “a escrita evoluiu em diversos suportes”, da argila, do papiro e do pergaminho ao papel e às telas ou ecrãs dos computadores.

O autor apresenta essa breve história da leitura para relatar sobre o atual quadro no ensino do Brasil. “Estamos definitivamente convencidos de que se perde muito tempo, em sala de aula, ditando para os alunos, fazendo chamadas ou cuidando da disciplina”, declara Niskier.

Por isso, defende a absorção das novas práticas de leitura no ensino dos conteúdos escolares, ciente de que, para essa finalidade, é preciso superar resistências e desconfianças quanto às novas formas de leitura.

“A resistência a novas formas de comunicação surge diante de cada nova tecnologia, como se o novo viesse para substituir o velho”, diz o acadêmico brasileiro em seu artigo, reproduzido a seguir e também publicado no sítio da Academia Brasileira de Letras.

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–– Do papiro ao hipertexto ––

Arnaldo Niskier
do jornal Gazeta do Povo (Vitória, Brasil)
12 de junho de 2014

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Não foi só a escrita que evoluiu com as novas tecnologias. O leitor também se transformou. Na época do papiro, para ler era preciso segurar pesados rolos presos à madeira com as duas mãos. Ler e escrever ao mesmo tempo era um ato impensável.

A escrita evoluiu em diversos suportes. Foi esculpida em argila, desenhada no papiro e no pergaminho, inscrita no papel, até ser digitalizada no mundo virtual. Em cada suporte foi objeto de tecnologias diferentes.

O pergaminho, a partir do século II d.C., tornou possível organizar o texto em códices, antecessor do livro, com lâminas de peles sobrepostas, onde os monges escreviam com ossos molhados e penas de aves. Somente em 1884 foi inventada a caneta-tinteiro e, em 1937, a caneta esferográfica.

A prática da leitura, durante a Idade Média, concentrou-se no interior dos templos, a partir das Sagradas Escrituras. Até o século X, a leitura era uma experiência pública: uma pessoa lia e outros ouviam. A leitura silenciosa foi uma revolução no ato de ler. Para facilitá-la, foi necessário desenvolver a pontuação.

O desenvolvimento das cidades, entre os séculos XI e XIV e a existência das escolas propiciaram a alfabetização, ampliando o acesso à escrita. A imprensa, técnica baseada nos tipos móveis e na prensa, tornou possível a multiplicação da escrita com Gutemberg, em 1440. Foi uma invenção revolucionária, talvez a mais importante da era moderna. Depois dela, a nova revolução para a escrita e a informação é o computador. Novas tecnologias prometem revolucionar ainda mais a escrita.

Temos hoje 60 milhões de alunos frequentando as escolas brasileiras, em todos os níveis. Cerca de 33% da população, o que representa um número bastante expressivo. O ensino cresceu muito, nos últimos anos, sobretudo no fundamental. Mas quais são as perspectivas?

A resistência a novas formas de comunicação surge diante de cada nova tecnologia, como se o novo viesse para substituir o velho. A reação é a mesma que vivemos diante da ameaça da televisão ao cinema e ao rádio e do computador ao livro impresso.

Estamos definitivamente convencidos de que se perde muito tempo, em sala de aula, ditando para os alunos, fazendo chamadas ou cuidando da disciplina. Há um estudo que comprova o desperdício, com essas ações, de cerca de 31% do total de uma aula de 50 minutos.

Se o período na escola é considerado insuficiente, para quem não tem o tempo integral, não se deve insistir nesse formato clássico e superado. O que o professor escreve na lousa pode perfeitamente estar à disposição dos alunos nos computadores, hoje comuns em algumas escolas, e isso evidentemente dá um grande ganho aos que agem assim.  :::

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NISKIER, Arnaldo. Do papiro ao hipertexto.
Do jornal Gazeta do Povo (Vitória, Brasil)
Publicado em: 12 jun. 2014.
Extraído do sítio da Academia Brasileira de Letras.

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O Ensino do Português na China – Lúcia Vaz Pedro

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 6 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

A escritora e professora Lúcia Vaz Pedro, especialista em ortografia, elogiou em artigo recente do Jornal de Notícias a iniciativa do Instituto Politécnico de Macau, na China, em organizar o Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesas, que já está em sua 28ª. edição e é direcionado a professores universitários de Macau e da China continental.

O Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesas foi realizado pela primeira vez em 1986 – ainda na época da administração portuguesa –, pelo antigo Instituto Cultural de Macau. E desde 1990 está a cargo da Universidade de Macau, com a colaboração do Instituto Politécnico de Macau e da Direção dos Serviços de Educação e Juventude – este último, um órgão do Governo da Região Administrativa Especial de Macau.

A autora, que participou do evento na Riviera das Pérolas, disse que ali constatou “o interesse que cerca a nossa Língua, a riqueza que, partilhada, se multiplica por esse mundo fora. E os formandos, professores, são o testemunho real desse crescimento global que se transforma num instrumento de comunicação inigualável entre povos tão diferentes.”

Ventos da Lusofonia reproduz na íntegra o artigo assinado por Lúcia Vaz Pedro, publicado em 6 de julho em sua coluna Português Atual, do Jornal de Notícias, de Portugal, sobre o Curso de Verão de Língua Portuguesa e o avanço de seu ensino nas universidades da China.  :::

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–– O Ensino do Português na China ––

Lúcia Vaz Pedro
do Jornal de Notícias (Porto, Portugal)
6 de julho de 2014

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É indiscutível o interesse da aprendizagem do Português por todo o mundo.

Esse interesse tem vindo a intensificar-se na China, cujas universidades lecionam a nossa Língua, havendo cada vez mais alunos inscritos.

Assim, o Instituto Politécnico de Macau organizou um Curso de Verão para professores universitários chineses com o objetivo de desenvolver competências nas áreas da Didática da Língua, da Gramática, da Compreensão e Expressão Oral e Escrita e da Literatura e Cultura Portuguesas.

Esse curso ainda está a decorrer: iniciou-se no dia 29 de junho e termina no dia 11 de julho. Está a ser ministrado por professores que, tendo experiência na formação de docentes, se têm esforçado por partilhar conhecimentos e instrumentos essenciais ao ensino da Língua Portuguesa.

Urge realçar o empenho levado a cabo pelo Instituto Politécnico, na pessoa do seu presidente, o professor doutor Lei Heong Iok, e do diretor, professor doutor Carlos Ascenso André, que, conscientes da necessidade de formação de professores, têm procurado dar conta das necessidades dos mesmos, percorrendo as universidades da China e estabelecendo protocolos com as mesmas.

Enquanto formadora e participante neste Curso de Verão, juntamente com os professores doutores Carlos André, Rosa Bizarro e Isabel Poço Lopes, considero que a melhor política de expansão da Língua Portuguesa passa por um ensino adequado e rigoroso, a partir das necessidades diagnosticadas.

Durante a primeira semana de lecionação, constatei o interesse que cerca a nossa Língua, a riqueza que, partilhada, se multiplica por esse mundo fora. E os formandos, professores, são o testemunho real desse crescimento global que se transforma num instrumento de comunicação inigualável entre povos tão diferentes.

Além do Instituto Politécnico de Macau, há outras entidades que têm desempenhado igualmente um papel fundamental no ensino da Língua Portuguesa e que, pela procura que tem registado, quer apostar na formação de professores.

Uma nota final: os alunos chineses trabalham incansavelmente, os professores ainda têm muito prestígio e são respeitados e as aulas são momentos de regozijo para todos aqueles que gostam de ensinar.

Em suma, ensinar Português na China é uma experiência inolvidável; é a união de povos que, tão distantes, ambicionam conhecer a Língua de Camões.  :::

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PEDRO, Lúcia Vaz. O Ensino do Português na China.
Extraído do Jornal de Notícias – seção DossiêsPortuguês Atual.
Porto, Portugal.
Publicado em: 06 jul. 2014.

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O Mundial de Futebol estimula o Ensino do Português na Suíça

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 5 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Do jornal Le Nouvelliste (Sion, Suíça)
30 de junho de 2014

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O Campeonato Mundial de Futebol no Brasil exerce um efeito estimulante quanto à aprendizagem da Língua Portuguesa na Suíça românica. Algumas escolas têm registado o dobro de inscrições ou mesmo um claro aumento em relação ao ano passado.

“Desde o verão de 2013 até este mês de junho, a demanda por cursos de Português dobrou na Suíça românica”, diz Gautier Oudot, diretor da ESL – École Suisse de Langues, escola de intercâmbios de línguas no estrangeiro. O “efeito Copa do Mundo” parece explicar esta tendência, mas não apenas isso. “Os Jogos Olímpicos de 2016 e a sua expansão económica tornam a Língua Portuguesa cada vez mais atraente”, explica o responsável da ESL.

Os jovens estudantes, que querem aproveitar o Mundial de Futebol e aprender a Língua do país ao mesmo tempo, tendem a planejar uma viagem ao Brasil. “Mas os jovens profissionais que querem aprender o básico do idioma para os negócios também fazem parte dos nossos clientes”, disse Gautier Oudot.

–– Houve 30% a mais de registos na École-Club Migros ––
A tendência é semelhante na École-Club Migros. “Para a Suíça românica, este ano temos um aumento de 30% no número de inscrições para os cursos de Português”, constata Ariane Lang, diretora de relações públicas da instituição de ensino suíça.

Para o período de janeiro a abril de 2013, havia 90 inscrições, enquanto que durante os mesmos meses de 2014, 120 pessoas se inscreveram para aprender a Língua do país anfitrião da Copa do Mundo de Futebol.

Para estar na tendência, a palavra final é em Português: “Viva a Copa do Mundo no Brasil!”

(Tradução de Ronaldo Santos Soares.)

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Brésil 2014: la Coupe du monde stimule l’apprentissage du Portugais.
Extraído do jornal Le Nouvelliste – Sion, Suíça.
Publicado em: 30 jun. 2014.

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Açores: XXII Encontro de Professores de Português nos EUA e Canadá

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 4 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da Agência Lusa e do portal do Governo dos Açores (Portugal)

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O Governo dos Açores promove, desde 4 de julho, na Praia da Vitória, na Ilha Terceira, a realização do XXII Encontro de Professores de Português dos EUA e Canadá, com a meta de possibilitar intercâmbios entre professores e alunos das comunidades da diáspora e das ilhas dos Açores.

Cerca de 40 docentes de Português vindos dos Açores, de Portugal continental, dos Estados Unidos da América e do Canadá, vêm a este encontro, sob o tema Da Língua Portuguesa e das Suas Ilhas de Abrigo. O evento aborda um conjunto de atividades dedicadas à preservação e à dinamização da Língua Portuguesa entre os emigrantes e os seus descendentes na América do Norte.

Também é avaliado no encontro o quadro do ensino da Língua Portuguesa na América do Norte e da presença da Lusofonia nos sistemas de ensino oficial norte-americano e canadiano, visando aos professores abordagem mais ampla entre as matérias dos currículos escolares, pelo ensino de Língua Portuguesa, geografia, história e cultura dos Açores.

Os trabalhos decorrem na Academia das Artes e Juventude da Ilha Terceira, na Praia da Vitória. No primeiro dia, houve oficinas de formação com o tema “O Ensino de uma Língua Não Materna”, conduzidas por professores de línguas estrangeiras das escolas das ilhas da região autónoma portuguesa.

–– “Importantes no além-fronteiras, como falantes e como escritores” ––
“A Língua Portuguesa, enquanto pilar da cultura, é o primeiro passo para conseguirmos estender a nossa cultura além-fronteiras”, defendeu Tibério Dinis, vereador da Cultura do município da Praia da Vitória, dos Açores, em discurso da sessão de abertura do XXII Encontro de Professores de Português dos EUA e Canadá.

Tibério Dinis considera que “o domínio da Língua Portuguesa nas comunidades da diáspora é importantíssimo, não só enquanto falantes, mas também enquanto escritores, visto que os escritores além-fronteiras podem trazer uma riqueza distinta e pontos de vista diferenciados à nossa literatura”.

Ele salientou ainda a determinação que as comunidades açorianas na diáspora desenvolvem no Ensino do Português, “tanto do ponto de vista formal, como informal, no seio de cada comunidade e lar português na diáspora”.

–– Pelo domínio das três grandes Línguas das Américas ––
Também presente à sessão de abertura, o professor açoriano Diniz Borges, emigrante na Califórnia, frisou: “A sociedade em que nós estamos inseridos, onde pagamos os nossos impostos, também tem responsabilidade. Se tem o francês, se tem o espanhol, se tem o alemão, eu também sou contribuinte e quero português.”

Segundo Diniz Borges, que é presidente da Associação de Professores de Português dos Estados Unidos e Canadá (APPEUC), o Ensino de Português é também cada vez mais procurado por outras comunidades, sobretudo pelos latino-americanos, que ficam, desta forma, habilitados a falar as três Línguas predominantes no continente americano: inglês, português e castelhano.

“Para além de promovermos a Língua para os nossos lusodescendentes, temos de vendê-la como uma Língua internacional, que os nossos filhos e os nossos netos têm direito a aprender, mas também os outros deveriam aprender, porque é uma Língua com pujança”, defendeu, em referência à sexta Língua mais falada no mundo.

–– As principais atividades do encontro nos Açores ––
No dia 5 de julho, Ângela Carvalho, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, aborda o tema “Técnicas Pedagógicas no Português como Língua Estrangeira”, seguindo-se João Toste, da Universidade de Stanford, na Califórnia, a explicar sobre o “Projeto Atlantis”, de cursos de verão nos Açores para estudantes norte-americanos de Língua Portuguesa.

Ainda na manhã de sábado, José Luís Silva, professor jubilado da San José High School, e Diniz Borges, professor de Português na Tulare Union High School (ambas escolas secundárias da Califórnia), farão uma apresentação sobre “Técnicas e Ferramentas para o Ensino da Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas”.

A tarde será ocupada com oficinas de formação subordinadas ao tema “Avaliação Oral na Aula de Português como Língua Estrangeira: Aplicações Práticas”, apresentada por Raquel Amorim, coordenadora do Programa de Português da Northwestern University, de Chicago. E o trabalho “O Ensino do Português nos Estados Unidos e Canadá” está a cargo dos responsáveis das coordenações do Camões para o Ensino de Português nos EUA, António Oliveira, e no Canadá, Ana Paula Tavares.

Os trabalhos encerram no dia 6 de julho com um fórum-debate sobre o Ensino do Português na América do Norte, que contará com a participação de membros da APPEUC.

O XXII Encontro de Professores de Português dos EUA e Canadá abrangerá ainda uma exposição de manuais para o Ensino de Português como Língua Estrangeira, promovida pela Porto Editora.

Realizado a cada dois anos, o XXII Encontro de Professores de Português dos EUA e Canadá é promovido pela APPEUC em parceria com o Governo Regional dos Açores, através do Gabinete do Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas, da Direção Regional das Comunidades.  :::

• APPEUC – Associação de Professores de Português dos Estados Unidos e Canadá:
<http://appeuc.org/>

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–– Extraído da Agência Lusa e do portal do Governo dos Açores (Portugal) ––

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Formação em comunicação em Língua Portuguesa para a Cimeira da CPLP em Díli

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 3 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa
2 de julho de 2014

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Vários funcionários públicos e jornalistas timorenses vão iniciar na próxima semana um curso especial de formação em Língua Portuguesa, conforme anunciado pelo Centro de Formação Técnica em Comunicação (Ceftec), do Governo de Timor-Leste.

“A formação, que vai decorrer entre julho e outubro, tem como objetivo desenvolver as quatro competências” – ler, ouvir, falar e escrever – da Língua Portuguesa, refere um comunicado do Ceftec.

Segundo o comunicado, a “intenção é garantir os conhecimentos mínimos e necessários” em Língua Portuguesa, “especialmente aos profissionais” que estão envolvidos na organização da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e que vão acompanhar os dois anos da presidência timorense da organização.

A formação vai ser dada ao nível do Ensino Básico, Intermédio e Avançado, e conta com o apoio do Programa de Qualificação Docente e Ensino da Língua Portuguesa em Timor-Leste da cooperação brasileira.

Segundo os censos de 2010 realizados pelo governo de Timor-Leste, dos cerca de um milhão de timorenses, cerca de 56,1 por cento fala, escreve e lê tétum, a outra língua oficial do país, enquanto a Língua Portuguesa é falada, lida e escrita por apenas 25,2 por cento.

Timor-Leste assume pela primeira vez a presidência da CPLP durante a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo que se vai realizar em Díli a 23 de julho.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Mais alunos estrangeiros no Curso de Português da Universidade do Minho

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 2 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , ,

Isabel Vilhena
do jornal Correio do Minho (Braga, Portugal)
2 de julho de 2014

O crescente interesse pela Língua Portuguesa é notório na edição deste ano do Curso de Verão de Português Língua Estrangeira, do BabeliUM – Centro de Línguas da Universidade do Minho.

O 24.º Curso de Verão que se iniciou ontem e decorre até ao próximo dia 25 de julho, tem 72 inscritos (mais 20 alunos do que no ano anterior), oriundos das mais diversas partes do mundo (China, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Rússia, Canadá, Japão), destacando-se pela sua expressão numérica um grupo de 25 estudantes de Macau.

O boom [expansão ou grande crescimento] registado este ano levou à criação de mais turmas e, consequentemente, à contratação de mais quatro professores.

A um ano de completar as “bodas de prata”, o boom atingido este ano, com mais de 70 inscritos, deixa Micaela Ramon – coordenadora do Curso de Verão de Português Língua Estrangeira (PLE) – bastante satisfeita, o que, na sua opinião, deve-se ao facto de o português estar em expansão, sobretudo nos países asiáticos.

“Há um crescente interesse pela Língua Portuguesa. Não só a Língua Portuguesa na vertente europeia, mas também a Língua Portuguesa como Língua global presente nos cinco continentes. Temos tido um conjunto de solicitações para fazer formação de português para a China, Macau e Timor, mas também acredito que tenha a ver com o facto de ser ano de Mundial de Futebol num país que se fala português. Ou seja, o português está na moda, felizmente para nós”, explicou Micaela Ramon.

A coordenadora do Curso de Verão salienta o facto de este ano contarem com um novo parceiro, que é a Casa do Professor e o seu Cineclube, onde vai decorrer um ciclo de cinema português, no âmbito das atividades de complemento cultural.

“O curso não tem uma vertente exclusivamente académica, mas tem também uma vertente cultural muito forte. Os objetivos do BabeliUM são sempre de dois níveis: são objetivos linguísticos, culturais, mas também objetivos humanistas”, declarou a coordenadora.

“Aqui o nosso principal objetivo é que este grupo de pessoas tão heterogéneo, com línguas tão diferentes, culturas diferentes e religiões, aproveite este mês para aprender português e saiba mais sobre a cultura portuguesa, mas também desenvolva laços de conhecimento, de tolerância, de compreensão, e de apreciação das culturas dos outros colegas”, vincou Micaela Ramon.

Ela ainda frisou que “o objetivo humanístico é muito importante para nós. Ou seja, promover a verdadeira fraternidade entre os povos e promover dessa forma em solidariedade o crescimento das novas gerações.”  :::

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• BabeliUM – Centro de Línguas da Universidade do Minho
Braga – Portugal:
<http://www.babelium.uminho.pt/>

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VILHENA, Isabel. Há cada vez mais alunos estrangeiros interessados em aprender português.
Extraído do jornal Correio do Minho (Braga, Portugal)
Publicado em: 02 jul. 2014.

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Venezuela: I Encontro de Professores de Língua Portuguesa em Caracas

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 1 de Julho de 2014 por ronsoar Tagged: , , ,

Do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal) e do Centro Português de Caracas (Venezuela)
25 de junho de 2014

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O I Encontro de Professores de Português na Venezuela vai realizar-se no Centro Português de Caracas, no dia 5 de julho de 2014, das 8 horas e 30 às 16 horas e 30.

O encontro pretende reunir todos os atores envolvidos na difusão da Língua Portuguesa na Venezuela, quer seja a nível do ensino primário, secundário ou universitário.

Entre os participantes encontram-se professores das cidades de Valência, Barquisimeto, Maracay e Clarines, para além daqueles que lecionam na região metropolitana de Caracas.

O evento conta com a participação do professor Paulo Feytor Pinto, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, especialista em temas ligados ao ensino de Português Língua Estrangeira para falantes da língua espanhola.

“Achamos que esta será uma oportunidade única de termos conosco alguém que nos possa oferecer uma valiosa ação de formação no nosso campo de trabalho. Além disso, teremos a oportunidade de nos conhecer melhor e de trocarmos impressões sobre a nossa experiência no ensino da Língua Portuguesa aqui na Venezuela”, declarou o coordenador de Ensino da Língua Portuguesa na Venezuela, Rainer Sousa.

“Dentro do programa estabelecido, serão organizadas mesas de trabalho onde discutiremos as oportunidades e desafios que o professor de Português poderá ter atualmente”, explicou Rainer Sousa.

O I Encontro de Professores de Português na Venezuela é uma iniciativa do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, da Direção de Cultura do Centro Português de Caracas e do jornal Correio da Venezuela, e tem o apoio da Embaixada da República Portuguesa na Venezuela.  :::

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–– Extraído do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal) e do Centro Português de Caracas (Venezuela) ––

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