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XXI Colóquios da Lusofonia nos Açores: a escrita no feminino e a liberdade em Portugal

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 15 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal)
14 de abril de 2014

A localidade de Porto Formoso, na ilha de São Miguel, nos Açores, abrigará os XXI Colóquios da Lusofonia, em plena época de 40 anos da Revolução dos Cravos. 

A localidade de Porto Formoso, na ilha de São Miguel, nos Açores, abrigará os XXI Colóquios da Lusofonia, em plena época de 40 anos da Revolução dos Cravos.
 

Os Colóquios da Lusofonia atingem a maturidade e chegam à sua 21ª. edição, que decorre em São Miguel, nos Açores, entre os dias 24 e 27 de abril. O evento pretende dar visibilidade à escrita literária no feminino.

Este Colóquio é especialmente dedicado a 40 anos de liberdade de expressão em Portugal e à mulher na escrita, sendo o objetivo dar a conhecer um pouco mais da literatura açoriana contemporânea e da posição (muitas vezes) subalterna da mulher na sociedade local.

A edição deste ano decorre na Praia dos Moinhos, no Porto Formoso, concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel. A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do local.

–– Nove ilhas, nove mulheres ––
O Colóquio nos Açores abrange em sua programação o lançamento da antologia 9 Ilhas, 9 Mulheres“, adiantou o presidente da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia (AICL), Chrys Chrystello.

Chrys Chrystello, presidente da Associação Internacional Colóquios da Lusofonia.

Chrys Chrystello, presidente da Associação Internacional Colóquios da Lusofonia.

Segundo ele, a associação “há muito” tinha projetado “fazer algo que homenageasse as mulheres na escrita” e que “são muitas” nos Açores. “Optámos, nesta primeira fase, por nove, tantas são as ilhas, mas muitas outras mais poderiam estar incluídas”, sublinhou.

O presidente da AICL disse que a forma de escrita encontrada pelas mulheres “continua a ser a poesia”, salientando que “há sobretudo um retrato daquilo que tem sido a posição da mulher nos Açores ao longo dos anos, uma posição de submissão, uma posição subalterna”.

“As mulheres têm sido bastante esquecidas. Há um grande predomínio de autores que são bastante divulgados”, afirmou Chrys Chrystello.

Das nove escritoras que vão ser homenageadas, duas já faleceram: Natália Correia e Madalena Férin. As outras são Joana Felix (filha do poeta Emanuel Felix), Renata Correia Botelho (filha de Emanuel Jorge Botelho), Brites Araújo, Judite Jorge, Luísa Ribeiro, Luísa Soares e Madalena San-Bento.

–– Homenagem à liberdade ––
O XXI Colóquio da Lusofonia “consagra ainda 40 anos de liberdade de expressão, contemplando as quatro homenagens contra o esquecimento dedicadas a Álamo Oliveira”, referiu.

A iniciativa, que tem como patronos dois destacados linguistas, o português João Malaca Casteleiro e o brasileiro Evanildo Bechara, tem conseguido juntar, ao longo destes anos, várias personalidades, investigadores e académicos”, para uma maior divulgação de autores e projetos, como é o caso do Caderno de Estudos Açorianos para “descarga gratuita por escolas, alunos e professores”.

“Temos o projeto das várias antologias. Fizemos a primeira antologia bilingue com 15 autores e depois a monolingue com 17 autores. Continuamos a traduzir excertos dos autores açorianos em sete línguas”, lembrou Chrys Chrystello.

O presidente da AICL acrescentou que vai também ser lançada “uma coletânea de textos dramáticos açorianos virada para o ensino e para o currículo escolar regional”.

Haverá na programação cinco lançamentos de livros, cinco sessões de poesia dedicadas à açorianidade e três recitais de música açoriana, além de um festival de música a celebrar os 40 anos da Revolução dos Cravos.

“Desde o princípio que tentamos afastar os colóquios dos ambientes bafientos onde tradicionalmente se praticava a cultura”, realçou Chrys Chrystello.

Cerca de 70 autores estão inscritos no evento: a metade deles vinda dos Açores e de Portugal, além de participantes do Brasil, dos Estados Unidos da América, do Japão, do Canadá, da Alemanha, da Austrália, da Bélgica, da Itália, da Eslovénia, de Moçambique e da região espanhola da Galiza.

Os Colóquios da Lusofonia, que decorreram pela primeira vez no Porto, já passaram por Bragança durante nove anos, por Macau, na China, pelo Brasil e por Galiza, na Espanha. E realizam-se ininterruptamente nos Açores desde 2006.  :::

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Clique aqui para acessar o sítio dos XXI Colóquios da Lusofonia, no Porto Formoso, na ilha de São Miguel, nos Açores, Portugal.

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–– Extraído da Agência Lusa e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal)  ––

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Brasil cria Comissão Nacional junto ao IILP

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 14 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Do Ministério da Educação do Brasil
11 de abril de 2014

O linguista Carlos Alberto Faraco foi nomeado coordenador da representação brasileira no IILP: "Há um interesse geral pela Língua Portuguesa no mundo inteiro." 

O linguista Carlos Alberto Faraco foi nomeado coordenador da representação brasileira no IILP: “Há um interesse geral pela Língua Portuguesa no mundo inteiro.”
 

Foi instituída no Ministério da Educação do Brasil (MEC), a Comissão Nacional do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A iniciativa é resultado de uma portaria conjunta dos ministérios da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores.

Essa comissão passará a fazer a representação brasileira junto ao IILP. O instituto, com sede na Cidade da Praia, Cabo Verde, é responsável por definir políticas multilaterais para atender a crescente demanda pelo aprendizado da Língua Portuguesa no mundo.

A comissão será composta por representantes da assessoria internacional do MEC; da Divisão de Promoção da Língua Portuguesa, do Ministério das Relações Exteriores; da Divisão de Relações Internacionais, do Ministério da Cultura; e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Segundo o coordenador da comissão, Carlos Alberto Faraco, o objetivo do novo órgão brasileiro a longo prazo é a consolidação de uma visão estratégica do Brasil em relação à Língua Portuguesa.

Nomeado ao cargo recém-criado pelo Ministério da Educação, Carlos Alberto Faraco ressaltou o facto de que a importância da Língua Portuguesa está em expansão. “Há um interesse geral pelo conhecimento e aprendizado da Língua Portuguesa no mundo inteiro. Ao Instituto Internacional da Língua Portuguesa da CPLP cabe definir políticas multilaterais no sentido de atender à demanda”, destacou.

O IILP está a desenvolver dois importantes projetos: o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa e a plataforma do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira.

Os oito países que compõem a CPLP, como Estados-membros plenos, são Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste. Cada um desses países tem sua própria comissão. A portaria interministerial que institui a comissão brasileira é a de nº 12, de 15 de agosto de 2013.  :::

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–– Extraído do Ministério da Educação do Brasil ––

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IILP: curso de formação de materiais de Português Língua Estrangeira na sede da CPLP

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 12 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Instituto Internacional da Língua Portuguesa

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Na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Palácio Conde de Penafiel, em Lisboa, ocorre entre os dias 19 e 23 de maio de 2014, o Curso de Capacitação para a Elaboração de Materiais: Ensino de Português Língua de Herança e Português para Crianças.

O objetivo do curso é capacitar professores para a elaboração de materiais voltados ao ensino de Português como Língua de Herança (PLH) e também para o ensino de Língua Portuguesa para crianças.

O curso promoverá discussões e abordagens pedagógicas contemporâneas para o ensino de línguas e contará com a orientação da equipa assessora do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE), do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

Como resultados do curso, serão produzidas Unidades Didáticas para o ensino de PLH, que farão parte do sítio do PPPLE a partir de junho de 2014.

O curso é voltado para professores que já têm formação na área de Letras (Linguística, Linguística Aplicada e Língua Portuguesa) e também para profissionais de outras áreas de formação, mas que atuam como professores de Português como Língua Estrangeira ou Português como Língua de Herança (PLE/PLH) e Língua Portuguesa para crianças. Essas características serão consideradas na seleção dos candidatos, a ser feita pela Equipa Assessora Central do PPPLE, do IILP.

O Palácio Conde de Penafiel é a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa. 

O Palácio Conde de Penafiel é a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa.
 

A carga total do curso é de 30 horas, e há apenas 30 vagas, que serão preenchidas de acordo com a ordem de inscrição e com a análise dos currículos enviados.

As inscrições serão realizadas até o dia 15 de abril de 2014 pelo correio eletrónico:
<secretariado.iilp@gmail.com>

A lista dos professores selecionados será divulgada no dia 18 de abril. Os selecionados deverão pagar uma taxa de inscrição de cinquenta euros através do sistema PayPal até o dia 25 de abril de 2014 – data emblemática para o mundo de Língua Portuguesa. Após esta data, serão convidados a participar do curso os inscritos em lista de espera.  :::

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–– Extraído do Instituto Internacional da Língua Portuguesa ––

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Espanha: Lei para o Aproveitamento da Língua Portuguesa entra em vigor na Galiza

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 11 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa
8 de abril de 2014

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:::  A lei estipula igualmente que “deverão ser promovidas as relações a todos os níveis com os países de Língua oficial portuguesa, constituindo este um objetivo estratégico do Governo galego”.  :::

O presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo: "É preciso fomentar o ensino e a aprendizagem do português para que se aproveite a nossa vantagem linguística e para aprofundar os laços históricos que unem a Galiza ao mundo lusófono." 

O presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo: “É preciso fomentar o ensino e a aprendizagem do português para que se aproveite a nossa vantagem linguística e para aprofundar os laços históricos que unem a Galiza ao mundo lusófono.”
 

O Presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, promulgou em 8 de abril a lei que prevê investimentos no Ensino do Português, argumentando que, por ser próximo do galego, representa “uma vantagem competitiva”, dando à região “projeção internacional”.

Intitulada como Lei para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia, foi publicada no Diário Oficial de Galiza, no mesmo dia 8 de abril. A lei entrou em vigor na quarta-feira, dia 9, comprometendo-se “os poderes públicos galegos” a promover “o conhecimento da Língua Portuguesa e das culturas lusófonas para aprofundar os laços históricos que unem a Galiza aos países e comunidades de Língua Portuguesa”, lê-se no documento.

Outra das razões para a aprovação desta disposição legal prende-se com o “caráter estratégico que para a Galiza têm as relações económicas e sociais no âmbito da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal”.

“O português, nascido na velha Gallaecia, é idioma de trabalho de vinte organizações internacionais, incluindo a União Europeia, assim como Língua oficial de nove países e do território de Macau, na China. Entre eles, figuram potências económicas como o Brasil e outras economias emergentes. É a Língua mais falada no conjunto do Hemisfério Sul”, frisa-se na “Exposição de Motivos” do texto.

Assim defende o Presidente do Governo regional galego, Alberto Núñez Feijóo, no texto da nova lei galega: “É preciso fomentar o ensino e a aprendizagem do português, com o objetivo, entre outros, de que empresas e instituições aproveitem a nossa vantagem linguística, um valor que evidencia a importância mundial do idioma oficial de um país vizinho, tendo em conta também o crescente papel de blocos como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).”

Segundo o responsável, “a língua própria da Galiza, pelo facto de ser intercompreensível com o português, outorga uma valiosa vantagem competitiva à cidadania galega em muitas vertentes, nomeadamente na cultural, mas também na económica”.

Por essa razão, Feijóo sustenta: “Devemos dotar-nos de métodos formativos e comunicativos que nos permitam desenvolver-nos com naturalidade em uma Língua que nos é próxima e que nos concede uma grande projeção internacional.”

Assim, “para a melhoria do desenvolvimento social, económico e cultural galego, as autoridades devem promover todas as medidas possíveis para melhor valorizar esta vantagem histórica”, sublinha o documento, a começar pela “incorporação progressiva da aprendizagem da Língua Portuguesa no âmbito das competências em línguas estrangeiras nos centros de ensino da Comunidade Autónoma da Galiza”.

“A Junta da Galiza promoverá e estimulará a adoção de serviços de meios audiovisuais sem fronteiras, com o fim de favorecer e permitir a reciprocidade das emissões televisivas e radiofónicas entre a Comunidade Autónoma da Galiza e a República Portuguesa, com a qual compartilha património linguístico”, anunciou o texto da lei da Língua Portuguesa para a Galiza.  :::

–– Nota: ––
–(*)–  A Junta da Galiza [Xunta de Galicia, em galego] é o órgão colegiado que exerce a função executiva de Governo da Comunidade Autónoma da Galiza, cuja sede localiza-se em Santiago de Compostela.

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Clique aqui para ter acesso ao texto integral da Lei para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia, no sítio do Diário Oficial de Galiza (em galego).

A tradução do texto da Lei para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia está aqui disponível no sítio do Observatório da Língua Portuguesa.

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Leia também:
• Parlamento da Galiza aprova por unanimidade lei de promoção da Língua Portuguesa - 11 de março de 2014
• Aprovada iniciativa popular de afirmação da Galiza na Lusofonia – 20 de maio de 2013
• A Língua Portuguesa quer voltar à Galiza – 19 de julho de 2012

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Linguista fala sobre base de dados de neologia e terminologia científica de Língua Portuguesa

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 9 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Da Agência Lusa
28 de março de 2013

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A linguista portuguesa Teresa Lino, professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, está a desenvolver uma base de dados de termos do quotidiano e científicos dos países de Língua Portuguesa, que será disponibilizada gratuitamente na Internet, disse a própria investigadora à Agência Lusa.

Segundo Teresa Lino, “a ideia é criar recursos de neologia da Língua corrente de todos os dias, mas também neologia e terminologias científicas e técnicas não só de Portugal, mas também com as variantes da Língua Portuguesa dos PALOP”, os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

Teresa Lino coordena para esse projeto uma equipa de investigadores do Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa. Utilizando um programa informático apropriado para o tratamento de textos, a equipa faz a recolha e o tratamento de termos usados em diferentes contextos científicos, o que, no final, possibilitará que profissionais do ramo percebam em que contextos são aplicados.

“Mesmo na área da medicina, há plantas medicinais, a medicina tradicional, e inclusivamente existem termos médicos associados a doenças, patologias, mais características de determinadas zonas africanas, que não existem necessariamente aqui na Europa”, exemplificou.

Em declarações à Lusa, Teresa Lino anunciou que, em abril do próximo ano, Moçambique vai organizar um colóquio sobre neologia da Língua Portuguesa em Moçambique e a terminologia usada especificamente em Moçambique, evento organizado por uma linguista moçambicana que integra o projeto.

“Existe necessidade de levantamento de terminologias associadas, por exemplo, às pescas, à oceanografia, à agricultura, que são realidades muito diferentes das da portuguesa”, afirmou Teresa Lino.

–– “O importante é ter” uma base de termos técnicos “para o grande público” ––
O projeto, que está a ser desenvolvido por centros de pesquisa de linguística de universidades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, está em vários estádios e não existe uma data para terminar.

“O Brasil está mais avançado na área da neologia da Língua corrente, mas na neologia científica também não está muito”, enquanto em Angola “há mais trabalho na área de medicina”, e estão a ser dados os primeiros passos na área de neologia da Língua corrente, comparou a pesquisadora.

“Temos que esperar mais um ou dois anos para que tenhamos mais trabalho produzido nesta área, mas há forte sensibilidade para a recolha da neologia que vai surgindo. A Língua também está a evoluir rapidamente em contacto também com as línguas nacionais. Portanto, há uma forte necessidade de registo de neologismos que vão aparecendo”, acrescentou.

Uma das instituições participantes do projeto da base de dados terminológica em Língua Portuguesa é o Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa. 

Uma das instituições participantes do projeto da base de dados terminológica em Língua Portuguesa é o Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa.

Mas a ideia não é uniformizar nem os neologismos nem a terminologia científica, avisou a docente de linguística, justificando que “nem sempre a uniformização é boa”.

“Os termos de medicina não são os mesmos de país para país. Às vezes, o conceito não é exatamente o mesmo e é entendido de maneiras diferentes em Cabo Verde, Angola, Moçambique, tal é o caso concreto de termos médicos na área da medicina tropical, da malária, da tuberculose”, sublinhou.

Contudo, frisou, “é importante ter [a base de dados com as terminologias e neologias] disponível para o grande público”.

“Existem muitos termos que não estão suficientemente levantados, nem conhecidos, nem sistematizados em glossários, ou dicionários ou em bases de dados que possam disponibilizar na Internet. Portanto, há realmente muito trabalho a fazer em todos os países de Língua Portuguesa”, referiu.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Conferência ‘Promoção e Difusão da Língua Portuguesa’ na Universidade de Aveiro

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 8 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Universidade de Aveiro (Aveiro, Portugal)
1 de abril de 2014

Discutir o papel e a relevância da Língua Portuguesa no mundo científico, no universo empresarial e na Universidade de Aveiro é o que se pretende com a conferência Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, que se realiza dia 11 de abril, a partir das 9 horas e 30, no auditório da Reitoria.

Este evento é organizado pela Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, dos Observadores Consultivos da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).

A relevância e o reconhecimento que a Língua Portuguesa tem atualmente no mundo fizeram com que ela se transformasse em um “idioma estratégico de comunicação e um fator gerador de novas oportunidades empresariais”, de acordo com a página oficial da conferência na universidade portuguesa.

A todos quantos são “atores diários da utilização e partilha desta verdadeira Língua franca, compete a sua promoção para que também se possa afirmar de modo consistente em outras dimensões, nomeadamente nos contextos cultural, educativo, científico, e de concertação internacional”.

Assim, a conferência tem como objetivo “enfatizar o papel determinante que diferentes instituições têm assumido na difusão da Língua Portuguesa, realçando-se as iniciativas desenvolvidas pela Universidade de Aveiro através de programas de cooperação nos domínios do ensino e da investigação”.

Trata-se ainda de uma “oportunidade para uma reflexão sobre as orientações do Plano de Ação de Lisboa aprovado pela II Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial”, que decorreu em Lisboa em outubro de 2013. Este tema vai ser apresentado pela presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Laborinho, na conferência de abertura.

Os restantes temas em debate são: “Promoção e Difusão da Língua Portuguesa no Mundo Científico”, “A Promoção e Difusão da Língua Portuguesa através do Universo Empresarial” e “A Promoção e Difusão da Língua Portuguesa na Universidade de Aveiro”, com um muito relevante painel de convidados e intervenientes.

Para discutir estes temas, vão estar presentes docentes e investigadores de universidades portuguesas, de Moçambique e de Timor-Leste, além de empresários, governantes e representantes de instituições parceiras deste evento ligadas à Língua Portuguesa.

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Na sessão de abertura, às 10 horas, estarão reunidos o secretário-executivo da CPLP, embaixador Murade Isaac Murargy; o reitor da Universidade de Aveiro, Manuel António Assunção; o presidente do Observatório da Língua Portuguesa, Eugénio Anacoreta Correia; e o representante da presidência de Moçambique da CPLP, Faizal Cassam.

A organização do evento conta ainda com o apoio da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, Confederação Empresarial da CPLP, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Instituto Internacional de Macau e Observatório da Língua Portuguesa.

• Colaboram ainda com a conferência na Universidade de Aveiro:
Academia Galega da Língua Portuguesa; Associação Académica da Universidade de Aveiro; Associação Amparar Timor – Tane Timor; Associação Cultural Chá de Caxinde; Associação Cultural Coração em Malaca; Associação de Escritores da Guiné-Bissau; Associação de Estudantes Cabo-Verdianos em Aveiro; Associação de Estudantes Santomenses da Universidade de Aveiro; Associação de Filhos e Amigos da Guiné-Bissau – Mon na Mon; Associação Internacional de Lusitanistas; Associação de Médicos, Escritores e Artistas de Moçambique; Casa de Goa em Lisboa; Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora; Elos Internacional da Comunidade Lusíada; Federação das Organizações Cabo-Verdianas em Portugal; União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA); e União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe.

A participação neste evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição até ao dia 9 de abril.

Clique aqui para ter acesso ao programa completo da conferência Promoção e Difusão da Língua Portuguesa no sítio da Universidade do Aveiro.

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–– Extraído da Universidade de Aveiro (Aveiro, Portugal) ––

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Curso de Jornalismo Internacional em Língua Portuguesa para fortalecer a cooperação

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 6 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua
2 de abril de 2014

:::  O curso de pós-graduação em Jornalismo Internacional em Língua Portuguesa avança em setembro de 2014 em uma parceria entre a Agência Lusa e o ISCTE-IUL de Lisboa.  :::

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O curso de pós-graduação em Jornalismo Internacional em Língua Portuguesa será um vetor fundamental para difundir conhecimento, aproximar povos e concretizar o Conceito Estratégico de Cooperação 2014-2020, afirmou Luís Campos Ferreira, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, da República Portuguesa.

A existência de uma Língua em comum cria terreno fértil para o desenvolvimento de projetos, sustentou Luís Campos Ferreira, sublinhando que o curso de Jornalismo Internacional em Língua Portuguesa é um “contributo muito forte” para a política externa e a para a Cooperação Portuguesa.

Intervindo na sessão de lançamento desta nova pós-graduação, decorrida a 2 de abril de 2014 na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, o secretário de Estado português defendeu uma “diplomacia da comunicação”, que difunde conhecimento, informação, e assim torna mais próximos os povos dos diferentes países, em diferentes geografias.

–– Conceito Estratégico da Cooperação Portuguesa ––

Luís Campos Ferreira defende uma "diplomacia da comunicação", a difundir conhecimento e informação entre os países lusófonos.

Luís Campos Ferreira defende uma “diplomacia da comunicação”, a difundir conhecimento e informação entre os países lusófonos.

 

O Conceito Estratégico da Cooperação Portuguesa 2014-2020 – documento estruturante para o setor que foi aprovado a 27 de fevereiro último pelo Conselho de Ministros do Governo de Portugal – reflete a evolução da arquitetura internacional da Cooperação Portuguesa para o desenvolvimento, com novas políticas, atores e instrumentos.

Este documento assenta em quatro princípios: coerência e coordenação entre parceiros; concentração geográfica e setorial, privilegiando projetos de natureza estruturante; apropriação, com enfoque no desenvolvimento de capacidades e na sustentabilidade; e parceria, através da partilha de recursos, incluindo fontes de financiamento (com a União Europeia, com outros países no âmbito da cooperação triangular, com países parceiros e com o setor privado).

Com a duração de um ano letivo, o curso de Jornalismo Internacional em Língua Portuguesa resulta de uma parceria entre a Agência Lusa e o ISCTE-IUL (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa).

Esta pós-graduação pretende preparar jornalistas ou futuros jornalistas para os novos desafios do jornalismo internacional e da agência de notícias, em especial nos territórios de Língua oficial portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau (na China), Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Dirigida por Gustavo Cardoso, investigador e professor do ISCTE-IUL, e Ricardo Jorge Pinto, diretor adjunto de informação da Agência Lusa, a pós-graduação vai ter no corpo docente professores do ISCTE-IUL e alguns dos mais experientes profissionais da agência de notícias de Portugal. Os estágios curriculares da pós-graduação terão lugar na Agência Lusa.

A cerimónia de apresentação foi presidida pelo embaixador Murade Murargy, secretário-executivo da CPLP, e contou também com a presença do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional da República Portuguesa, Miguel Poiares Maduro.  :::

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• Clique aqui para descarregar o documento do Conceito Estratégico da Cooperação Portuguesa 2014-2020, da República Portuguesa.

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–– Extraído da Agência Lusa e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua ––

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Nações Unidas lançam na Internet sítio de direitos humanos em Língua Portuguesa

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 4 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Brasil e do sítio ONU Brasil
1 de abril de 2014

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O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), com sede no Rio de Janeiro, lançou sítio na Internet em Língua Portuguesa inteiramente dedicado aos direitos humanos.

Além de conhecer factos históricos relacionados às conquistas dos direitos humanos e o funcionamento de seu sistema internacional, o usuário pode baixar gratuitamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos, entre outros documentos.

A página dá ênfase aos 20 anos de conquistas desde a criação do cargo de Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, em 1993.

A atual detentora do cargo é a sul-africana Navi Pillay, antiga juíza da Corte Penal Internacional, com a experiência de ter sido presidente do Tribunal Penal Internacional da ONU para Ruanda, que julgou os autores dos massacres ocorridos nesse país africano em 1994.

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Um dos antecessores de Navi Pillay como Alto Comissário para os Direitos Humanos foi o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que morreu no exercício do cargo em um atentado em Bagdá, Iraque, em 2003.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos tem sua sede em Genebra, Suíça, e possui um escritório na sede das Nações Unidas, em Nova York, Estados Unidos da América.

–– Declaração Universal dos Direitos Humanos em formato PDF ––
O sítio ainda apresenta o contexto histórico da implementação da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 que, segundo a Organização das Nações Unidas, é o documento atualmente mais traduzido do mundo, para 419 idiomas.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 foi “elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo”, para servir como “uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos humanos”, diz a página da ONU.

No sítio, o público também aprende como denunciar violações de direitos humanos à ONU. O serviço ainda oferece vídeos e notícias atualizadas diariamente sobre o assunto.

A assessoria do UNIC Rio informou que a ideia de criar a página surgiu frente à grande procura sobre este assunto no Brasil e à falta de um espaço virtual que concentrasse informação, documentos e notícias em Língua Portuguesa a respeito dos direitos humanos.  :::

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Clique aqui para descarregar em seu computador ou telemóvel o documento das Nações Unidas em formato PDF com a Declaração Universal dos Direitos Humanos em português.

• Sítio da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas:
<http://www.dudh.org.br>

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–– Extraído da Agência Brasil e do sítio ONU Brasil ––

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II Cimeira Moçambique-Portugal em Maputo: acordo de Ensino de Português para Estrangeiros

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 2 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e do semanário Sol (Lisboa, Portugal)
28 de março de 2014

Na reunião entre Pedro Passos Coelho e Armando Guebuza, foi assinado protocolo entre Portugal e Moçambique para a criação de um curso de Português para Estrangeiros, dentre outros acordos. 

Na reunião entre Pedro Passos Coelho e Armando Guebuza, foi assinado protocolo entre Portugal e Moçambique para a criação de um curso de Português para Estrangeiros, dentre outros acordos.
 

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:::  Na II Cimeira Moçambique-Portugal, que decorreu em Maputo, foram assinados 19 acordos, protocolos e memorandos, entre os quais um protocolo entre o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e o Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique para a criação de um curso de Português como Língua Estrangeira.  :::

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Na primeira Cimeira entre Portugal e Moçambique, em novembro de 2011, em Lisboa, o encontro saldou-se pela assinatura de três acordos.

Nesta segunda reunião bilateral, que decorreu na quarta-feira, 26 de março, em Maputo, a parceria luso-moçambicana aprofundou-se: foram assinados 19 acordos, protocolos, memorandos de entendimento e outros instrumentos bilaterais, que resultaram na “disponibilização de cerca de 134 milhões de euros para o desenvolvimento sustentável de Moçambique e apoio às empresas portuguesas que investem neste país”, segundo refere a declaração final da Cimeira.

O mesmo documento aponta que “o crescimento de 60% das exportações moçambicanas para Portugal e de 43% das exportações portuguesas para Moçambique, desde a última Cimeira”, prova a “cada vez maior relevância dos respectivos mercados”.

Na quinta-feira, 27 de março, em um seminário económico a que o primeiro-ministro da República Portuguesa, Pedro Passos Coelho, e o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, compareceram, o governante luso salientou que cada milhão de dólares investido em Moçambique resulta na criação de 55 novos postos de trabalho.

–– Protocolos variados entre Portugal e Moçambique ––
A comitiva portuguesa, com o primeiro-ministro e mais cinco ministros de Estado, que viajou até à capital moçambicana reflecte o leque de áreas contempladas nos acordos assinados, que abrangem a cooperação em sectores como pescas, agricultura, educação, economia e defesa.

Destaca-se uma adenda ao protocolo de apoio ao Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa (Fecop), que permitirá que este passe a ser usado em projetos de reconstrução e desenvolvimento da economia moçambicana, desbloqueando uma verba de 13 milhões de euros.

Também o Fundo Português de Apoio ao Investimento em Moçambique (Investimoz), criado em abril de 2010 para apoiar e promover o investimento de empresas portuguesas e luso-moçambicanas em Moçambique, foi flexibilizado – e disponibiliza 94 milhões de euros.

A Língua Portuguesa saiu reforçada com a criação de um curso de Português como Língua Estrangeira, em um protocolo entre o Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

A terceira Cimeira bilateral já foi anunciada para 2015 e vai realizar-se em Portugal.

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–– Extraído do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e do semanário Sol (Lisboa, Portugal) ––

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Rede EPE do Camões nas escolas da Europa Ocidental em inscrições abertas

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 1 de Abril de 2014 por ronsoar Tagged: , , ,

Do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua

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A Rede de Ensino Português no Estrangeiro (Rede EPE) constitui uma modalidade especial de educação escolar que visa a difusão internacional da Língua e da cultura portuguesa. Ela está a cargo do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

As inscrições de alunos para frequentar pela primeira vez o Ensino Português no Estrangeiro (EPE) – Europa no ano letivo 2014-2015 decorrem até o dia 10 de abril de 2014. Elas podem ser feitas em linha (online), pelos Encarregados de Educação, ou em papel, a enviar à Coordenação de Ensino ou a entregar a um professor cadastrado na rede.

A Rede EPE abrange o ensino extracurricular da Língua no estrangeiro, nos sistemas de educação pré-escolar, Ensino Básico e Ensino Secundário.

Os cursos de Língua Portuguesa da Rede EPE dos níveis básicos e secundários que não disponham de programas próprios seguirão um plano de estudo de progressão linguística, dividido em cinco níveis, nos termos do QuaREPE – Quadro de Referência para o Ensino do Português no Estrangeiro.

A utilização do QuaREPE permitirá a qualificação das aprendizagens, o seu reconhecimento curricular e a certificação dos níveis linguísticos nos termos de portaria conjunta (Portaria nº. 102/2013) do Ministério da Educação e Ciência e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da República Portuguesa.

Os cursos da rede de educação pré-escolar seguem um programa de desenvolvimento de competências da oralidade. As inscrições em linha e em papel são feitas para as seis Coordenações de Ensino da rede na Europa Ocidental.

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Para mais informações sobre as inscrições na Rede EPE – Europa, acesse o sítio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

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–– Extraído do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua ––

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União Europeia entrega mais de 700 livros à Universidade Nacional de Timor-Leste

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 27 de Março de 2014 por ronsoar Tagged: , ,

Da Agência Lusa
26 de março de 2014

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A União Europeia entregou hoje à Universidade Nacional de Timor-Leste mais de 700 livros no âmbito do programa de apoio ao Programa de Comunicação Social da instituição e que está a ser executado por Portugal.

Uma parte dos 722 livros dedicados ao estudo da comunicação social e do jornalismo foi também doada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social, da República Portuguesa.

“O Programa de Comunicação Social da União Europeia pretende que esta iniciativa se constitua em um contributo importante para melhorar as condições de ensino e de aprendizagem, em especial dos professores e alunos do curso de comunicação social da Universidade Nacional de Timor-Leste”, afirmou a representante da União Europeia, a embaixadora francesa Sylvie Tabesse.

No discurso proferido durante a cerimónia de entrega dos livros, a diplomata salientou também que o jornalismo é um dos pilares da democracia.

“Uma democracia ideal corresponde àquela em que os cidadãos bem informados desempenham um papel ativo em termos de decisão política. E é aqui que os jornalistas profissionais de Timor-Leste têm um papel importante, porque o jornalismo exerce-se por e a favor dos cidadãos, para que possam ter uma opinião acerca dos contextos em que vivem e participar ativamente nos processos democráticos”, salientou.

Aurélio Guterres, da Universidade Nacional de Timor-Leste: "Estamos a planear o lançamento do Instituto da Língua Portuguesa no âmbito da Cimeira da CPLP." 

Aurélio Guterres, da Universidade Nacional de Timor-Leste: “Estamos a planear o lançamento do Instituto da Língua Portuguesa no âmbito da Cimeira da CPLP.”
   

–– Em prol da comunicação social no Timor-Leste ––
O reitor da Universidade Nacional de Timor-Leste, Aurélio Guterres, agradeceu os livros e informou que o acervo vai ficar instalado na biblioteca da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas.

Orçado em mais de 1,5 milhões de euros, o Programa de Apoio à Comunicação Social da União Europeia, que termina no final do ano, tem como objetivo ajudar a implementar a política nacional de comunicação social das autoridades timorenses.

Na cerimónia estiveram também presentes o embaixador de Portugal em Díli, Manuel Gonçalves de Jesus; o vice-presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Paulo Nascimento; e o diretor do Gabinete para os Meios de Comunicação Social de Portugal, Pedro Behran da Costa.

–– Instituto da Língua Portuguesa a ser inaugurado na Cimeira da CPLP ––

A Cimeira da CPLP em Díli será realizada em julho de 2014.

O reitor da Universidade Nacional de Timor-Leste, Aurélio Guterres, disse hoje que o Instituto de Língua Portuguesa em Díli vai ser inaugurado durante a Cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a realizar-se em julho.

“Estamos a planear o lançamento no âmbito da Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa quando estiverem cá todos os líderes da Comunidade”, afirmou à Agência Lusa Aurélio Guterres, à margem da cerimónia de entrega de livros pela União Europeia àquele estabelecimento de ensino superior.

A Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP deverá realizar-se em Díli entre 20 e 25 de julho, altura em que Timor-Leste assume pela primeira vez a presidência da organização.

Segundo o reitor da Universidade Nacional de Timor-Leste, até ao final de março, devem chegar 10 professores portugueses para apoiar a equipa responsável pela criação do Instituto de Língua Portuguesa, liderada pelo antigo reitor daquela universidade, Benjamim Côrte-Real.

Aurélio Guterres disse também que após a criação do Instituto de Língua Portuguesa vão ser abertos Centros de Língua nos distritos, subdistritos e sucos do país.

“Vamos também dar formação em Língua Portuguesa às instituições timorenses”, acrescentou.

O memorando de entendimento para a criação do Instituto de Língua Portuguesa em Timor-Leste foi assinado em janeiro em Lisboa entre Aurélio Guterres e a presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Laborinho.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Universidade de Coimbra coordenará cursos da Universidade Nacional de Timor-Leste

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 24 de Março de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa
18 de março de 2014

Os reitores Aurélio Guterres e João Gabriel Silva assinam em Coimbra acordo de cooperação entre as duas universidades, observados pelo vice-ministro da Educação timorense, Virgilio Simith, e pelo vice-reitor da Universidade de Coimbra, Joaquim Ramos de Carvalho.

Os reitores Aurélio Guterres e João Gabriel Silva assinam em Coimbra acordo de cooperação entre as duas universidades, observados pelo vice-ministro da Educação timorense, Virgilio Simith, e pelo vice-reitor da Universidade de Coimbra, Joaquim Ramos de Carvalho.
     

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Coimbra — A Universidade de Coimbra vai coordenar os cursos de mestrado em Direito e Ensino da Língua Portuguesa da Universidade Nacional de Timor-Leste (UNTL), no âmbito de um acordo assinado na manhã de 18 de março, em Coimbra, entre os reitores das duas instituições.

Presente na cerimónia de assinatura do protocolo, o vice-ministro da Educação da República Democrática de Timor-Leste, Virgilio Simith, manifestou o interesse de alargar a cooperação “às áreas da História e Geografia, nomeadamente ao nível da elaboração de currículos e formação de professores”.

Por seu lado, o reitor João Gabriel Silva realçou a total disponibilidade da Universidade de Coimbra para “ajudar a construir uma identidade timorense através da sua história”.

Já o reitor da Universidade Nacional de Timor-Leste, Aurélio Guterres, destacou a importância da cooperação entre as duas instituições para “dar resposta eficaz às políticas do Governo para a educação”.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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