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Influência de uma língua mede-se pela capacidade de ligar línguas distantes

In Defesa da Língua Portuguesa,Lusofonia e Diversidade on 25 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Ana Gerschenfeld,
do jornal Público (Lisboa, Portugal)
22 de dezembro de 2014

:::  Nem o número de falantes, nem a riqueza económica são o que mais condiciona a influência de uma dada língua a nível global: conclui estudo com participação portuguesa.  :::

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Está a pensar em aprender chinês (ou melhor, mandarim) ou a aconselhar os seus filhos a optarem por essa segunda língua estrangeira? É certo que, quando olhamos para o astronómico número de pessoas que fala hoje chinês – e para o crescente poderio económico da China –, temos tendência para pensar que, a par (ou talvez em vez) do inglês, o chinês é que será a língua do futuro.

Porém, a acreditar nas conclusões de um estudo realizado por uma equipa internacional, entre os quais um cientista português, essa escolha poderá não ser a mais acertada… A língua franca do futuro poderá ser outra – e as mais importantes no ranking [classificação] mundial também poderão ser outras.

Os resultados, publicados na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mostram que, ao contrário do que se poderia pensar, influência global de uma língua mede-se principalmente pelo seu nível de ligação com outras línguas. E em particular, pela sua capacidade de mediar a comunicação entre línguas que de outra forma não conseguiriam “falar” entre si.

A questão reside em saber, no fundo, como avaliar a influência de uma língua na cultura global. Ora, até aqui, os parâmetros utilizados têm sido, justamente, o número de pessoas que falam uma dada língua e o nível económico dessas pessoas.

Mas agora, estes cientistas decidiram avaliar esse poderio linguístico com outra bitola: mapeando as redes de ligações entre as diferentes línguas do mundo. E concluem que, muito mais do que ao peso da demografia ou da riqueza – que obviamente também contribuem para o poderio das diversas línguas –, o sucesso global de uma língua deve-se sobretudo ao número e à força dessas ligações.

Mais: o que define a influência global de uma língua, argumentam os autores, é a sua capacidade de estabelecer pontes entre línguas associadas a culturas por vezes muito diferentes e afastadas do ponto de vista geográfico.

“O chinês – ou mandarim para ser mais preciso –, apesar de ter um grande número de falantes, é uma língua relativamente periférica, ou seja é uma língua que está isolada sobre si mesma e não interage com as restantes”, explicou ao Público Bruno Gonçalves, coautor português do artigo, a trabalhar na Universidade de Aix-Marseille (França).

“Ou seja, o chinês é útil na China, mas está longe de ser uma língua falada frequentemente noutros países ou regiões. Isto deve-se tanto à sua complexidade – que dificulta a aprendizagem – quanto ao tamanho da China – que facilita o isolamento cultural, visto poderem ser autossuficientes.”

–– Twitter, Wikipédia & Companhia ––
Para determinar as ligações existentes entre as línguas e avaliar a sua força, os cientistas – liderados por César Hidalgo e incluindo Steven Pinker – ambos do célebre Media Lab do Massachusetts Institute of Technology [o Instituto de Tecnologia de Massachusetts] ou MIT, EUA) – construíram três mapas diferentes a partir de três grandes massas de dados, respectivamente provenientes do Twitter, da Wikipédia e de traduções literárias.

No caso do Twitter – explica em comunicado o MIT –, o critério de ligação entre duas línguas era que o autor de um tweet [as micropostagens do Twitter] na sua própria língua (a primeira) também tivesse produzido pelo menos três tweets na segunda língua. Os dados representavam assim 17 milhões de tweets produzidos em 73 línguas por cerca de 280 milhões de utilizadores deste serviço online [em linha].

Quanto à força da ligação entre duas línguas, era medida pelo número de utilizadores desse “par” de línguas. Essencialmente, “a força de ligação entre as diversas línguas é dada pelo número de pessoas bilingues”, diz-nos Bruno Gonçalves.

No caso da Wikipédia, o critério era semelhante: os “editores” daquela megaciberenciclopédia eram retidos para análise quando tinham editado artigos na sua língua-mãe e noutras línguas. O conjunto final continha 2,2 milhões de tais editores.

–– A lista de traduções literárias da UNESCO ––
Por último, para gerar os dados de base relativos à tradução literária, os cientistas utilizaram o chamado Index Translationum da UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] – um catálogo de 2,2 milhões de traduções de livros em mais de mil línguas, publicadas entre 1979 e 2011. Aqui, a força da ligação entre duas línguas era determinada pelo número de traduções que existiam de uma para a outra.

Para obter as redes, os cientistas utilizaram, lê-se no artigo da PNAS, um algoritmo semelhante ao que o motor de pesquisa da Google utiliza para fazer o ranking das páginas da Web nas suas listagens de resultados de pesquisa. Esse algoritmo utiliza o número e a qualidade dos links [enlaces ou hiperligações] que apontam para um dado site [sítio de Internet] como estimativa da importância desse site.

–– Duas listas de personalidades e de suas publicações ––
Por outro lado, para validar os seus mapas de forma independente, os cientistas recorreram a mais dois conjuntos de dados que ligam pessoas famosas e difusão linguística: uma lista (obtida anteriormente por César Hidalgo) de 11.340 pessoas que tinham artigos acerca delas na Wikipédia escritos em mais de 26 línguas; e uma outra lista, publicada num livro da autoria do politólogo norte-americano Charles Murray, das 4.002 pessoas mais citadas em 167 obras de referência (de enciclopédias a inquéritos) publicadas à escala mundial.

Resultados? Os três mapas das redes linguísticas não eram idênticas – o que era de esperar, uma vez que o grupo de “autores” utilizado para cada um dos mapeamentos era diferente: no caso do Twitter, representava uma parcela dos internautas bilingues; no caso da Wikipédia, uma mistura de curiosos e especialistas (poliglotas) de um tema; e, no caso da base de dados da UNESCO, obras literárias de fama internacional.

“Por exemplo”, lê-se no mesmo comunicado, “na rede da Wikipédia, o alemão é muito mais central do que o espanhol, enquanto o contrário se verifica na rede gerada a partir do Twitter.”

Da mesma forma – e pela mesma razão –, a rede derivada dos dados da UNESCO estava mais em linha com a lista de famosos de Murray, cujos elementos proveem das artes e das ciências. Pelo seu lado, as redes derivadas do Twitter e da Wikipédia correspondiam melhor à lista de famosos estabelecida pelo coautor César Hidalgo com base na Wikipédia, que é mais inclusiva, uma vez que contém famosos das mais variadas profissões, da música pop ao desporto.

Mas mesmo assim, fosse qual fosse a lista de celebridades considerada, havia sempre pelo menos um dos mapas que conseguia prever de forma mais fiável a composição dessa lista com base na “centralidade” da língua na rede correspondente do que no PIB [Produto Interno Bruto] ou no número de falantes associados.

–– Línguas do futuro? ––
Uma coisa é certa: no topo da influência global está atualmente o inglês. Com 1500 milhões de falantes e um elevado rendimento per capita, os novos resultados também confirmam esta língua como a mais capaz de ligar outras línguas entre si – o que aliás já todos sabíamos.

Quanto ao chinês (com mais de 1.600 milhões de falantes) ou o árabe (500 milhões de falantes), apesar de estas línguas serem mais faladas do que línguas como o português (290 milhões), o francês (200 milhões), o alemão (185 milhões), ou o italiano (70 milhões), ambas surgem nos resultados como mais periféricas, menos centrais do que este conjunto de línguas europeias.

De facto, a seguir ao inglês, as línguas mais centrais a nível global são o francês, o alemão, o espanhol, o italiano e o russo (nessa ordem, com os três últimos no mesmo patamar). E, no “círculo” seguinte, encontram-se, entre outras, o holandês (com apenas 27 milhões de falantes), o português, o sueco (com dez milhões) e o dinamarquês (com seis milhões).

“O português é uma Língua intermédia”, explica ainda Bruno Gonçalves. “Porque, apesar de estar difundida pelo mundo e ter ligações a línguas mais distantes, tanto geográfica como linguisticamente, não tem a importância global de uma língua como o inglês tem atualmente ou como o francês teve em décadas passadas.”

“Para mim, o resultado mais surpreendente em relação ao português foi a sua ligação à língua malaia e ao finlandês, que são visíveis nas redes derivadas do Twitter e da Wikipédia”, acrescenta Bruno Gonçalves.

–– “Cultura e língua estão ligadas” ––
Seja como for, todas estas línguas medianamente periféricas – e muito menos faladas do que o chinês ou o árabe – revelam-se, nos três mapas, mais centrais do que o chinês ou o árabe (os diversos mapas estão acessíveis no site do projeto).

E em particular, no mapa derivado do Twitter, o português e o espanhol são as línguas indo-europeias mais centrais a seguir ao inglês – enquanto as línguas “sino-tibetanas” como o chinês se tornam praticamente irrelevantes.

Poder-se-á objetar que estes dados estão enviesados, dado que consideram populações não representativas da totalidade da população humana – e que portanto não representam a influência real de cada língua. A isso, César Hidalgo responde no mesmo comunicado: “Quero dizer claramente que este estudo não é sobre línguas globais. As três redes são representativas de elites. Mas, ao mesmo tempo, essas elites são os motores da transferência de informação entre culturas.”

“O que estes resultados demonstram é que a cultura e a língua estão intrinsecamente ligadas, e que promover uma é promover a outra”, frisa Bruno Gonçalves.

–– Quanto ao português? E haverá uma nova Língua franca? ––
Como preservar o português? “Através de medidas que aumentem o número de estrangeiros que falam a nossa Língua – promoção de aulas de português para estrangeiros, etc. – ou que difundam a cultura portuguesa, como a tradução de livros de autores nacionais para outras línguas”, responde-nos o cientista.

E qual será a língua franca do futuro?, perguntámos. “Será provavelmente uma mistura de línguas. O inglês manterá o seu domínio, mas acho que não corremos o risco de ter uma única língua global que elimine as outras.”  :::

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GERSCHENFELD, Ana. Influência de uma língua mede-se pela capacidade de ligar línguas distantes.
Extraído do jornal Público – Lisboa, Portugal.
Publicado em: 22 dez. 2014.

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EUA: Universidade de Massachusetts em Lowell terá licenciatura em Língua Portuguesa

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 7 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa e da rede TVI (Portugal)
6 de dezembro de 2014

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A Universidade de Massachusetts em Lowell, no nordeste dos EUA, quer lançar uma licenciatura em Língua Portuguesa. Durante os próximos três anos, a instituição universitária norte-americana vai receber uma série de professores convidados nacionais com o objetivo de ajudar a construir o curso.

De acordo com a universidade, o programa de estudos vai ser inaugurado na primavera de 2015 com Ana Valdez, investigadora do Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que está a realizar um pós-doutoramento na Universidade de Yale e já lecionou na Universidade Brown (do Estado de Rhode Island) e na Universidade Colúmbia de Nova York.

A professora portuguesa vai dar início ao projeto com uma disciplina intitulada “A Primeira Globalização: os Portugueses e a Era dos Descobrimentos”, que ilustrará “a história de Portugal e o seu papel no primeiro movimento mundial de globalização, com a expansão da Península Ibérica para África, as Américas e a Ásia, incluindo a chegada dos primeiros europeus ao Japão em 1543”.

Além disso, o programa de Língua Portuguesa daquela universidade norte-americana vai ainda oferecer aos alunos três cursos de línguas no segundo semestre e um curso de estudos de cinema lusófono.

–– Universidade tem Centro de Estudos Portugueses e Culturais ––
Recorde-se que, neste outono de 2014, a Universidade de Massachussets deu já início a um programa de escritores residentes na Universidade com participação portuguesa. A escritora e jornalista lusa Filipa Melo foi a primeira autora escolhida, tendo, em novembro, dado uma palestra com o tema “Whitman e Pessoa, Irmãos no Universo”.

O novo programa de estudos portugueses é possível graças ao apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e do Centro Saab-Pedroso para os Estudos Portugueses e Culturais, adianta a universidade.

O Centro Pedroso-Saab para Estudos Portugueses e Culturais, dirigido pelo professor Frank F. Sousa, foi criado em Massachusetts no ano passado e com a contribuição de Luís Pedroso e do casal Mark Saab e Elisia Saab, empresários de origem portuguesa que doaram cerca de 850 mil dólares (660 mil euros) para o projeto.

O centro de estudos tem parcerias com as universidades de Lisboa e de Braga e permite aos alunos da Universidade de Massachusetts em Lowell frequentarem aulas de português ou fazerem trabalhos de investigação em parceria com as universidades portuguesas, nomeadamente nas áreas da nanotecnologia e das tecnologias amigas do ambiente.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e da rede TVI (Portugal) ––

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EUA: visão lusófona no Congresso de Língua e Cultura Portuguesa de Lexington, Massachusetts

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 17 de Novembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa e da LAEF – Luso-American Education Foundation (Lexington, EUA)
15 de novembro de 2014

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Realizou-se, no dia 15 de novembro de 2014, o 25° Congresso de Língua e Cultura Portuguesa organizado no nordeste dos Estados Unidos da América pela Luso-American Education Foundation (LAEF), a discutir o tema da Lusofonia e do Ensino de Português nas comunidades. O evento ocorreu na sede da LAEF, em Lexington, no Estado de Massachusetts.

Os organizadores consideraram o tema essencial para a projeção internacional da Língua Portuguesa, não apenas no âmbito da América do Norte.

“Estamos na era da Lusofonia, e consideramos que, 25 anos depois do primeiro congresso, era importante juntar vários países que falam português e discutir em conjunto o futuro da Língua”, disse o coordenador do congresso, Paulo Cordeiro, à Agência Lusa.

O responsável defende que “há uma aproximação cultural entre estes países, apesar das diferenças, que são evidentes, que deve ser estimulada.”

“O facto de a Língua ser falada em tantos países, com geografias tão distintas, é uma vantagem que tem de ser aproveitada”, acrescentou o imigrante açoriano.

“Esta aproximação entre as várias culturas lusófonas já acontece nas escolas comunitárias, onde já existem crianças brasileiras e, sobretudo, cabo-verdianas ao lado das portuguesas, o que não acontecia há alguns anos”, explicou Paulo Cordeiro.

Participaram neste congresso o cônsul da República Portuguesa em Boston, José Caroço, e alunos das escolas comunitárias de Cambridge, Peabody e Sommerville, que abordaram o tema do Ensino do Português nos Estados Unidos da América – sobretudo no Estado de Massachusetts.

Diversos temas foram debatidos no congresso em Lexington: o alcance global da Língua Portuguesa, o uso da Língua em uma abordagem da psicologia nos ambientes da casa e da escola, o futuro da literatura em Língua Portuguesa nos EUA e a abordagem multicultural da Língua entre Portugal, Cabo Verde e Brasil.

A LAEF foi fundada em 1963 e tem como propósito promover a cultura portuguesa nos Estados Unidos da América.

Além do congresso, a LAEF organiza todos os anos acampamentos de verão, presta apoio a escolas comunitárias e atribui bolsas de estudo a alunos norte-americanos de Língua Portuguesa.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e da LAEF – Luso-American Education Foundation (Lexington, EUA) ––

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Maior centro de documentação português dos EUA celebra cinco anos de fundação

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 10 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Dos sítios NBC News e da Universidade de Massachusetts em Dartmouth (EUA)

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No dia 9 de outubro de 2014, foram celebrados os cinco anos de fundação dos Arquivos Luso-Americanos Ferreira-Mendes, no câmpus da Universidade de Massachusetts em Dartmouth.

A sede dos Arquivos Luso-Americanos Ferreira-Mendes abriga o maior acervo de documentos históricos que registam a presença de imigrantes portugueses e de seus descendentes nos Estados Unidos da América.

Esse centro de documentação têm o seu nome em homenagem ao pioneiro das emissoras de rádio em Língua Portuguesa dos Estados Unidos, Affonso Gil Mendes Ferreira (1899-1992), pai da atual diretora dos Arquivos, Otília Ferreira.

Ele foi mais conhecido com a alcunha de “Ferreira-Mendes”: em 1930, criou o primeiro programa de rádio em português, A Voz de Portugal. E entre 1952 e 1970, fez operar a primeira emissora de rádio em português com emissão diária na região de Providence, no Estado de Rhode Island. E entre 1925 e 1976, foi o editor do jornal semestral O Heraldo Português.

–– O maior acervo português dos Estados Unidos da América ––
A instituição foi inaugurada em 18 de setembro de 2009 por iniciativa do Centro de Estudos e Cultura Portuguesa da Universidade de Massachusetts e com os apoios dos governos do Estado de Massachusetts e da Região Autónoma dos Açores.

O seu ponto inicial foi o acervo de documentos da comunidade portuguesa no Estado norte-americano e que existia desde 1975 no Departamento de Arquivos e Coleções Especiais da Biblioteca Claire T. Carney, vinculada à universidade.

Os Arquivos Luso-Americanos Ferreira-Mendes reúnem registos genealógicos, jornais, livros, gravações, fotos de família, álbuns de recortes, registos comerciais e correspondências a abranger a história social e coletiva da imigração e do povoamento da comunidade portuguesa em todas as regiões dos Estados Unidos da América.  :::

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Clique aqui para acessar o sítio dos Arquivos Luso-Americanos Ferreira Mendes, da Universidade de Massachusetts em Dartmouth (em inglês).

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–– Extraído dos sítios NBC News e da Universidade de Massachusetts em Dartmouth (EUA) ––

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Brasil oferece 45 bolsas para professores de Português nos Estados Unidos

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 13 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Ministério da Educação do Brasil (Brasília, Brasil)
9 de setembro de 2014

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:::  Serão concedidas até 45 bolsas de estudo, com o objetivo de incrementar o Ensino de Português em universidades norte-americanas.  :::

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A Fundação Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) – órgão do Ministério da Educação do Brasil –, em parceria com a Fundação Fulbright, seleciona 45 candidatos graduados por universidades brasileiras para a concessão de bolsas de até 9 meses de duração para professor assistente de Língua Portuguesa nos Estados Unidos da América.

A iniciativa busca incrementar o ensino da Língua Portuguesa em universidades norte-americanas e estreitar as relações bilaterais entre os dois países. A duração da bolsa corresponde à do ano letivo dos EUA (de agosto/setembro de 2015 a maio/junho de 2016).

Para participar, o candidato deve ter nacionalidade brasileira (não cumulada com nacionalidade norte-americana), bacharelado ou licenciatura em Língua Portuguesa e/ou inglesa com conclusão após 31 de dezembro de 2009 e proficiência em inglês, não receber ou ter recebido benefícios do Governo do Brasil ou de outras entidades brasileiras com o mesmo objetivo e residir no Brasil no momento da inscrição e durante todo o processo seletivo.

As inscrições devem ser feitas através de formulário em linha disponível no sítio da Comissão Fulbright juntamente com o envio de uma xerocópia de um documento de identificação, histórico escolar, diploma da graduação, três cartas de referência redigidas em inglês e o comprovante do teste de proficiência em inglês.

Entre os benefícios da oportunidade, estão um auxílio de deslocamento de até 3.208 dólares para as passagens aéreas entre Brasil e Estados Unidos de acordo com a duração do programa, além de uma bolsa a incluir os custos de moradia, alimentação e seguro-saúde, cujo valor será definido de acordo com a localização da universidade norte-americana anfitriã.

As inscrições podem ser feitas pela Internet até o dia 19 de outubro. Para mais informações, recomenda-se a leitura do edital completo no sítio da Capes. :::

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–– Extraído do Ministério da Educação do Brasil (Brasília, Brasil) ––

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III Encontro Mundial sobre o Ensino de Português realizado em Nova York

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 3 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da AOTP – American Organization of Teachers of Portuguese (EUA)

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A American Organization of Teachers of Portuguese (AOTP) – entidade que promove o Ensino de Português nos Estados Unidos da América – realizou, nos dias 1 e 2 de agosto, o III Encontro Mundial sobre o Ensino de Português (III EMEP).

O evento deste ano teve lugar na Universidade Colúmbia de Nova York. Estiveram presentes cerca de 160 profissionais de 17 países, sobretudo professores e pesquisadores de Português Língua Estrangeira, Português Língua de Herança e Português Língua Materna, e também tradutores e pesquisadores de tradução.

O encontro visou um diálogo interdisciplinar entre todas as especialidades que lidam com o ensino da Língua Portuguesa de âmbito internacional.

“Para esta edição, foram selecionados 71 trabalhos dentre 164 propostas recebidas, um recorde de participação, demonstrando o quanto a Língua Portuguesa está, cada vez mais, despertando interesses mundiais”, declarou em comunicado a presidente da AOTP, Anete Arslanian.

A palestrante convidada foi a professora brasileira Matilde Scaramucci, do Departamento de Linguística Aplicada, da Universidade Estadual de Campinas. Ela apresentou o tema “O Exame Celpe-Bras: Pressupostos Teóricos e Efeitos Retroativos no Ensino/Aprendizagem de Português Língua Segunda/Língua Estrangeira”, relativo ao exame oficial brasileiro de proficiência de Língua Portuguesa.

As atas do III Encontro Mundial sobre o Ensino de Português serão publicadas a partir de outubro de 2014.

O III EMEP foi organizado pela AOTP, em parceria com a Focus Brazil Foundation, com a Fundação Luso-Americana e com o Consulado-Geral do Brasil em Nova York.  :::

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• Mais informações no sítio do III EMEP – Encontro Mundial sobre o Ensino de Português
Universidade Colúmbia de Nova York – 1 e 2 de agosto de 2014:
<http://www.emepsite.com/>.

• AOTP – American Organization of Teachers of Portuguese (Estados Unidos da América):
Sítio oficial: <http://www.aotpsite.net>
Correio eletrônico: <info@aotpsite.org>

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–– Extraído da AOTP – American Organization of Teachers of Portuguese (EUA) ––

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Vice-presidente de Angola afirma a Língua Portuguesa na Cimeira EUA-África

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 19 de Agosto de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Com dados da Rede Angola e da rede de televisão ABC (EUA)

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Um interessante e breve episódio em Washington no início do mês de agosto mostrou o importante patamar da Língua Portuguesa como canal de comunicação de assuntos internacionais.

No dia 5 de agosto de 2014, durante a ocorrência da Cimeira Estados Unidos-África, o vice-presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente, fez breve pronunciamento em Língua Portuguesa antes da reunião reservada com o secretário de Estado norte-americano John Kerry.

A declaração de Manuel Vicente foi espontânea, embora não contasse com a omissão do protocolo norte-americano de colocar um tradutor-intérprete.

“Como disse bem o senhor secretário, nós contámos com o apoio e toda a colaboração dos Estados Unidos para em conjunto podermos estabilizar, portanto, o continente africano. Sabemos que sem paz e segurança não há investimento, de modos que é o primeiro foco de Sua Excelência o senhor presidente da República colaborar e participar e fazer todo o esforço no sentido de podermos garantir a paz a nível de todo o continente africano e não só a nível global”, pronunciou Manuel Vicente em português na sede do Departamento de Estado dos EUA.

“Essa também é uma das razões, e no espírito da missão que nos leva, que estamos a candidatarmos para membro não permanente do Conselho de Segurança [das Nações Unidas] para o próximo mandato. E isso condiz sempre no primórdio de levarmos a paz ao continente e ao mundo. Muito obrigado.”

–– O chefe da diplomacia dos EUA como intérprete ––
John Kerry bem que tentou não mostrar embaraço por não ter à disposição no Departamento de Estado um tradutor-intérprete. “Eu sei que ele fala, estávamos a contar com o seu excelente inglês, que eu sei que fala, mas, basicamente, quer resumir ou quer que eu diga?”, perguntou dirigindo-se ao vice-presidente de Angola. “Claro que pode”, respondeu Manuel Vicente.

O chefe da diplomacia norte-americana prossegue: “O resumo mais rápido do mundo é que ele declarou que estava muito feliz por estar aqui em Washington com o secretário de Estado, muito feliz por fazer parte nesta conferência, que deseja trabalhar conosco adiante e para a estabilização contínua do continente africano. Falou sobre o crescimento e o desenvolvimento e as relações económicas. E acho que este é um resumo rápido”, parafraseou Kerry.

A seguir perguntou a Manuel Vicente: “Está bom assim?” E o vice-presidente angolano respondeu afirmativamente. John Kerry teria embaraços maiores se não contasse com o facto de saber a Língua Portuguesa e de estar casado há quase 20 anos com uma portuguesa nascida em Moçambique, Maria Teresa Simões Ferreira, mais conhecida como Teresa Heinz Kerry.

–– Um gesto de afirmação ––
Antes do constrangimento que a diplomacia norte-americana teve por não contar com intérpretes em português, Kerry havia elogiado Angola e a liderança do presidente do país, José Eduardo dos Santos. E declarou ter testemunhado o progresso da economia angolana na ocasião de sua recente visita a Luanda.

“Temos fortalecido nossas relações económicas com Angola, e esperamos fazer isso ainda mais. E parabenizamos Angola pelo trabalho significativo que eles têm feito em ajudar a reintegrar umas 500 mil pessoas a mais que estavam deslocadas devido a uma guerra civil muito longa. É de grande monta o que está a acontecer, e Angola é um dos países em que é evidente a transformação que vem a estabelecer-se em África”, disse John Kerry.

A atitude de afirmação do vice-presidente angolano foi simbolicamente exemplar e altiva, ao seguir um procedimento feito cada vez mais pelos líderes políticos dos países da Lusofonia, de se expressarem ao mundo na Língua oficial da nação que representam. E ainda por considerar que há um número estimado de 1,4 milhão de lusofalantes nos Estados Unidos da América.

Já que os próprios representantes do Governo dos EUA, por onde vão, fazem seus pronunciamentos em inglês, uma língua de valor internacional inegável, nada mais justo que os líderes da Lusofonia se expressem no estrangeiro em uma Língua parelha ao inglês, de longa história internacional e transcultural. Na Língua que une o povo de Angola e que é uma grande Língua do mundo.  :::

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• O pronunciamento do vice-presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente, na sede do Departamento de Estado dos EUA, em Washington, na Cimeira Estados Unidos-África, em 5 de agosto de 2014.

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–– Extraído de reportagens da Rede Angola e da rede de televisão ABC (EUA) ––