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A diversidade nas palavras e sotaques de uma Língua cada vez mais integrada

In Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 13 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , , ,

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A Língua Portuguesa é dos poucos idiomas que têm caráter internacional e uso oficial nos cinco continentes. Abrange vasta área geográfica ao redor do mundo e convive com as mais diversas realidades culturais.

Desde o período das Grandes Navegações portuguesas dos séculos XV e XVI, a Língua Portuguesa foi levada para os locais mais remotos do mundo e serviu como canal de comunicação entre culturas distintas. O resultado disso é o facto de ser enriquecida com grande vocabulário e sotaques diversos que dão características locais à Língua em cada região onde é falada.

E, por conseguinte, a “Língua filha ilustre do Latim” fortalece a sua identidade transcultural, como uma Língua de expressão mundial. Mas, ainda assim, é importante que iniciativas sejam dadas para a sua expansão, como o Acordo Ortográfico de 1990 que uniformiza as regras de escrita da Língua Portuguesa em todo o mundo.

A implantação do Acordo permitirá a troca entre os países de materiais escritos na mesma Língua e facilitará o aprendizado da Língua no exterior e a sua adoção por organismos internacionais.

A seguir, uma reportagem da Agência Brasil sobre a variedade do vocabulário da Língua Portuguesa, os aspectos locais que a Língua assume em cada país e a importância da promoção do ensino da Língua e das novas regras internacionais de ortografia.  :::

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–– Regionalismos distinguem português brasileiro do africano ––

Da Agência Brasil

:::  Termos e modo de falar dos países de Língua Portuguesa apresentam variações e enriquecem o idioma tornando-o mais diversificado.  :::

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Camba? Kumbu? Kota? Você pode não saber, mas essas são palavras da língua portuguesa faladas em Angola, país da costa sudoeste da África colonizado por portugueses. Esses são termos usados para designar, respectivamente, “amigo”, “dinheiro” e “pessoa mais velha e respeitável”, e são uma pequena amostra de como a Língua Portuguesa tem variações que podem torná-la incompreensível até mesmo para seus falantes.

Há também casos de palavras que existem no português brasileiro e que podem gerar confusão em uma conversa com um angolano. “Geleira”, por exemplo, que no Brasil significa uma grande massa de gelo formada em lugares frios, em Angola, significa “geladeira”.

Angola é apenas um dos oito países –(1)– de Língua Portuguesa espalhados pelo globo. Além do Brasil, de Portugal e de Angola, o português é a Língua nacional de Cabo Verde, da Guiné-Bissau, de Moçambique, São Tomé e Príncipe e do Timor-Leste, localizado no arquipélago indonésio, entre a Ásia e a Oceania.

Cada lugar tem um falar distinto, que torna o português, assim como outras línguas globais, um idioma rico e diversificado. Em alguns países, o português apresenta variações de sotaque e vocabulário, como é o caso das diferenças na forma de se expressar dos falantes do Nordeste, Sul e Sudeste do país [do Brasil].

O escritor e linguista Marcos Bagno, professor do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, explica que a Língua Portuguesa foi levada para vários lugares do mundo por meio das conquistas marítimas de Portugal. Aos poucos, essa Língua foi assumindo características próprias em cada comunidade.

“O que ainda nos mantém mais ou menos em contato fácil é a Língua escrita formal, que é mais conservadora e tenta neutralizar as diferenças entre os modos de falar característicos de cada país”, destacou. “Faço parte de um grupo cada vez maior de pesquisadores que afirmam que, sim, o português brasileiro é uma Língua diferente do português europeu, depois de mais de 500 anos de divergência.”

–– Acordo Ortográfico e expansão da Língua no mundo ––
Recentemente, houve um movimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para aproximar a escrita desses países. O resultado foi a assinatura de um Acordo internacional para a implantação de uma ortografia unificada –(2)–. Todos os oito países assinaram e sete deles já ratificaram o documento. Apenas em Angola, o Acordo encontra barreiras políticas.

Segundo o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Gilvan Müller de Oliveira, que foi diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) da CPLP por quatro anos (entre 2010 e 2014), o Acordo Ortográfico, o aumento do fluxo de pessoas entre esses países e a expansão do sistema educacional dos países da África e do Timor-Leste deverão ajudar no crescimento do número de falantes.

“Nesses países, uma parte muito grande da população não é falante do português. Eles falam outras línguas. Em Moçambique hoje, 50% da população não falam português. O português passa por um período de crescimento importante, porque finalmente esses países terminaram suas guerras civis, o sistema de ensino foi reestruturado e também os meios de comunicação. Pela previsão das Nações Unidas, todos os cidadãos falarão português nesses países a partir de 2050”, disse Müller.  :::

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–– Notas: ––
–(1)–  Atualmente, são nove os países que tem como Língua oficial o português: em 2011, a Guiné Equatorial adotou o português como uma das Línguas oficiais ao lado do espanhol e do francês.

–(2)–  Trata-se do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que foi elaborado em Lisboa em 16 de dezembro de 1990 e que unifica as regras de escrita da Língua em todo o mundo.

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–– Extraído da Agência Brasil ––

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Angola: Acordo Ortográfico deve respeitar realidade cultural dos países lusófonos

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 28 de Novembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência AngolaPress
26 de novembro de 2014

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A coordenadora da Comissão Nacional angolana do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Ana Paula Henriques, considerou em Luanda que a implementação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 deve respeitar aspectos ligados à realidade cultural e linguística dos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Ana Paula Henriques, que falava na habitual Maka à Quarta-feira, promovida pela União dos Escritores Angolanos (UEA), afirmou ainda que o Acordo Ortográfico – elaborado em Lisboa em 16 de dezembro de 1990 e que foi ratificado pela maioria dos países da Comunidade – “não inclui o vocabulário de todos os vários países membros, e esta situação dificulta a implementação que desejam ver a seu termo linguístico”.

Segundo ela, o Acordo de 1990 “utiliza terminologia e escritas apenas de Portugal e do Brasil” – e esta é uma “situação que preocupa, sobretudo Angola, por não ver os seus termos nesta retificação, sendo que o mesmo [Acordo] tem o propósito de servir todos os países de Língua Portuguesa”.

A coordenadora, que orientou a palestra sobre o Acordo Ortográfico, considerou que as novas regras devem entrar em vigor em Angola à medida que o país “ver todos os intentos realizados, sobretudo, a uniformidade em todos os países da Comunidade”.

Disse que “a edição de manuais, revistas e programas informáticos vem criar uma certa dificuldade para aqueles que ainda não retificaram o Acordo”. Contudo, fez saber que as Comissões Nacionais do IILP “trabalham para que haja um meio termo para esta questão”.

Ana Paula Henriques acrescentou que “para a entrada em vigor deste Acordo no país, é necessário uma formação dos profissionais de educação, a troca do material educativo e de trabalho e a divulgação desta retificação e as suas vantagens”.

O evento Maka à Quarta-Feira, realizado na sede da UEA, contou com a participação de académicos, escritores, estudiosos da Língua Portuguesa, estudantes e jornalistas.  :::

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–– Extraído da Agência AngolaPress ––

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O legado de Gilvan Müller de Oliveira no IILP – Carlos Alberto Faraco

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 18 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

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–– O Instituto Internacional da Língua Portuguesa ––

Carlos Alberto Faraco
do jornal Folha de S. Paulo (São Paulo, Brasil)
14 de julho de 2014

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O português é uma Língua em franca expansão no cenário internacional: vem crescendo o número de seus falantes como primeira e segunda Língua e como Língua estrangeira.

Não podemos dormir no ponto: essa conjuntura favorável está a exigir políticas mais articuladas e investimentos mais consistentes na promoção da nossa Língua.

O Brasil não está ausente dessa promoção. Temos um bom exame de proficiência (o Celpe-Bras) e o Itamaraty mantém no exterior uma rede de Centros de Estudos e de leitorados universitários. Não temos tido, porém, condições de atender à crescente demanda porque nos falta um orçamento melhor.

Para continuar a conquistar espaço, o português precisa também de iniciativas conjuntas dos países que o tem como Língua oficial. O instrumento para essas ações multilaterais é o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), órgão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O IILP foi criado em 1989 na primeira reunião dos chefes de Estado de todos os países que adotam o português como Língua oficial. É hoje o fórum para a gestão compartilhada de todos os aspectos da Língua que sejam do interesse conjunto desses países.

Em 2010 e 2013, a CPLP realizou Conferências Internacionais sobre o Futuro da Língua. Delas emergiram dois Planos de Ação que orientam a sua promoção multilateral, estimulando seu ensino, sua presença nos organismos internacionais, na Internet e nas atividades científicas; e difundindo a produção criativa em português.

Cabe ao IILP a tarefa de fomentar a realização dessas metas. Viveu, infelizmente, durante vinte anos em estado falimentar. Só em 2010, no Plano de Ação de Brasília, foram dados passos efetivos para consolidá-lo.

A atual direção do Instituto –(*)–, apesar de continuar a sofrer com problemas financeiros (o Brasil, por exemplo, está com três anuidades atrasadas), conseguiu estimular a criação das Comissões Nacionais em todos os países da CPLP e pôde igualmente viabilizar metas que lhe foram atribuídas na I Conferência.

Destas, vale mencionar a construção do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira, plataforma virtual que oferecerá gratuitamente aos professores recursos didáticos produzidos por equipes de cada um dos países da CPLP. O projeto incorpora assim a diversidade do português sem descurar de sua unidade.

A maior iniciativa da atual direção do IILP é o Vocabulário Ortográfico Comum (VOC) previsto no Acordo Ortográfico de 1990. Para sua execução, o IILP assinou um convênio técnico com o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC) da Universidade de Lisboa e com a Universidade Federal de São Carlos. E constituiu uma equipe de consultores com especialistas dos países da CPLP. O projeto já recebeu apoio financeiro do governo de Angola e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal).

O VOC já conseguiu, pela primeira vez na história da Língua, unir numa só plataforma todas as bases léxico-ortográficas portuguesas e brasileiras. Só isso é um magno acontecimento. Há, contudo, mais: o projeto está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia. O de Moçambique e o de Timor-Leste estão prontos; e os demais em andamento.

Com o VOC, teremos à disposição não só uma referência comum e segura da ortografia, mas também novos acervos lexicais que permitirão enriquecer os dicionários da Língua.

A gestão da ortografia é apenas uma das muitas tarefas que cabem ao IILP. Sua consolidação, meta hoje claramente assumida pela CPLP, contribuirá significativamente para garantir o futuro do português no cenário mundial.  :::

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FARACO, Carlos Alberto. O Instituto Internacional da Língua Portuguesa.
Extraído do jornal Folha de S. Paulo – São Paulo, Brasil.
Publicado em: 14 jul. 2014.

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A marca positiva de Gilvan Müller de Oliveira, rumo à Língua Portuguesa Internacional

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 17 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Baseado em reportagem do jornal Expresso das Ilhas (Praia, Cabo Verde)

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O antigo diretor do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), o linguista brasileiro Gilvan Müller de Oliveira, despediu-se do comando do órgão ligado à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no dia 3 de outubro de 2014.

Em declarações ao jornal Expresso das Ilhas (da Praia, capital de Cabo Verde) realizadas no final de setembro de 2014, Gilvan Müller assegurou deixar a Direção-Executiva do IILP com um sentimento de satisfação pelos resultados que “pudemos alcançar nos últimos quatro anos”.

Sua gestão à frente do IILP ficou marcada pela preocupação de criar instrumentos de difusão do Ensino da Língua Portuguesa com o uso das novas tecnologias, e também pela gestão policêntrica e de ação conjunta das políticas para a Língua Portuguesa, restaurando-lhe o verdadeiro caráter internacional.

Entre 2010 e 2013, houve duas Conferências Internacionais sobre o Futuro da Língua Portuguesa que deram origem cada uma ao Plano de Ação de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projeção da Língua Portuguesa, voltado à divulgação internacional e conjunta da Língua, e ao Plano de Ação de Lisboa sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, dedicado a políticas para a promoção do português como Língua para a ciência e as tecnologias de ponta.

Merecem destaque na gestão de Gilvan Müller os dois projetos para uso na Internet “realizados sob orientação do Plano de Ação de Brasília”, formulado em 2010. Trata-se do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE) e do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC).

Quanto ao PPPLE, Gilvan Müller declarou que a sua concretização deixou disponíveis na Rede “400 unidades didáticas de Angola, Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste e que criou uma série de parcerias importantes para o IILP”. E quanto ao VOC, Gilvan Müller destacou que ele “hoje integra seis Vocabulários Ortográficos Nacionais: Cabo Verde, Moçambique, Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste”. E graças ao VOC, diversos países da Lusofonia compilaram pela primeira vez o seu conjunto ortográfico de palavras da Língua Portuguesa.

Além destes dois projetos, Gilvan Müller citou também o lançamento da revista Platô, na qual já há mais de 50 textos publicados e “que já tem seis números disponíveis na Internet”.

Apesar das dificuldades financeiras (sobretudo causadas pela omissão do financiamento do Brasil), o IILP cumpriu com os objetivos de lançar plataformas para o ensino e a divulgação da Língua Portuguesa e de criar as Comissões Nacionais dos países-membros da CPLP. E cabem méritos quanto à difusão e aplicação na maior parte do mundo lusófono do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.

Gilvan Müller de Oliveira foi sucedido pela linguista moçambicana Marisa Mendonça. Ele descreveu-a como uma “pessoa que esteve integrada no Portal do Professor de Português Língua Estrangeira/Língua Não Materna, e que tem um conhecimento profundo e intimo dos projetos do IILP”.  :::

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–– Com base em reportagem do jornal Expresso das Ilhas (Praia, Cabo Verde) ––

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Marisa Mendonça toma posse como nova diretora-executiva do IILP

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 4 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da Agência Lusa e do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa
3 de outubro de 2014

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A linguista moçambicana, professora doutora Marisa Guião de Mendonça, foi empossada na manhã de 3 de outubro de 2014 como a nova diretora-executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) durante a 95ª. Reunião Extraordinária do Comité de Concertação Permanente, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – o Palácio Conde de Penafiel, em Lisboa.

Marisa Mendonça foi eleita durante a IX Reunião Ordinária do Conselho Científico do IILP, ocorrida na sede do instituto, a cidade da Praia, Cabo Verde, em 12 e 13 de maio de 2014, para ser diretora-executiva do IILP. Na mesma ocasião, o professor doutor Raul Calane da Silva, também de Moçambique, foi eleito para a presidência do Conselho Científico do IILP.

A eleição da linguista Marisa Mendonça foi saudada pelos líderes dos países lusófonos presentes na X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada a 23 de julho de 2014, em Díli, Timor Leste.

Sobre as prioridades do seu mandato, a nova diretora-executiva do IILP garantiu que haverá a continuidade dos projetos do seu antecessor, o brasileiro Gilvan Müller de Oliveira, como o Vocabulário Ortográfico Comum (VOC) e o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE).

Por outro lado, a responsável pretende “dinamizar uma série de ações que possam promover a Língua Portuguesa”, entre os objetivos definidos pelo Planos de Ação de Lisboa e de Brasília.

Mantêm-se como grandes metas do IILP, a internacionalização do português e a promoção da Língua, através do ensino junto das comunidades no estrangeiro e em Estados que fazem fronteira com países de Língua Portuguesa oficial.

“Os países que são o IILP terão de juntar os seus recursos em prol do desenvolvimento desta Língua que é de todos nós”, defendeu.

–– Acordo Ortográfico será aplicado em todos os países lusófonos ––
A nova diretora do IIILP defendeu que o Acordo Ortográfico será aplicado em todos os Estados da CPLP, admitindo que cada um tem um ritmo próprio.

Angola e Moçambique são os únicos entre os oito Estados da CPLP – antes da adesão, em julho, da Guiné Equatorial –, que ainda não ratificaram o Acordo Ortográfico de 1990.

Trata-se de “uma questão muito sensível, como qualquer questão de língua, que traz sempre muita discussão e promove muitos desacordos”, reconheceu Marisa Mendonça, que foi empossada no dia 3 de outubro de 2014 como a nova diretora-executiva do IILP, organismo vinculado à CPLP.

“Encontraremos no IILP, sem invadir aquilo que são as responsabilidades nacionais das autoridades de cada um dos países, uma linha de ação para verificar como é que poderemos apoiar os países que ainda não implementaram o Acordo”, declarou a responsável.

A nova diretora-executiva recordou que a mudança ortográfica foi ratificada pelos presidentes da República de todos os países membros da CPLP e já foi adotada por, pelo menos, três Estados, o que obriga os restantes a implementar o Acordo.

“Logicamente, essa implementação tem ritmos diferentes, porque os países são diferentes e as possibilidades económicas e os recursos humanos especializados para uma implementação para este tipo de Acordo não são iguais para todos os países. Cada país é que tem de determinar qual é o tempo necessário para que esta implementação seja realmente efetiva”, sustentou.

–– Que os Estados (sobretudo o Brasil) contribuam mais para o IILP ––
Questionada sobre o subfinanciamento crónico deste organismo – com vários países, especialmente o Brasil, a falhar o pagamento de quotas –, Marisa Mendonça reconheceu que o IILP está “numa situação muito precária”.

A responsável pretende contactar as autoridades de todos os Estados-membros para os mobilizar para contribuir para o IILP e manifestou-se confiante de que é possível “virar essa página”.

A CPLP tem como membros plenos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa ––

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Jornadas Internacionais de Ensino de Língua Portuguesa de Entre Rios, na Argentina

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 26 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da UNER – Universidade Nacional de Entre Rios (Argentina)

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Realizou-se nos dias 25 e 26 de setembro, a primeira edição das Jornadas Internacionais de Ensino da Língua Portuguesa, organizada pela Faculdade de Ciências da Administração da UNER – Universidade Nacional de Entre Rios, localizada na cidade de Concordia, província de Entre Rios, Argentina.

O evento, realizado com palestras, painéis e oficinas, foi voltado a professores, investigadores e profissionais de diferentes áreas ligados ao ensino da Língua Portuguesa na Argentina.

A meta da conferência é no sentido de promover a Língua Portuguesa como a principal Língua estrangeira ensinada nas escolas do país, e a criação de um espaço académico para a melhoria contínua do Ensino de Português na Argentina.

O decano da Faculdade de Ciências da Administração, Hipólito Fink, disse em sua palestra de abertura que as jornadas também foram realizadas no âmbito da comemoração dos 60 anos da faculdade.

O académico também declarou que eram metas do evento: fazer novas abordagens sobre a complexidade das línguas; compartilhar experiências e ferramentas linguísticas de ensino e aprendizagem; e gerar vínculos interpessoais entre os professores falantes nativos de português e os professores treinados em Português como Língua Estrangeira.

Estes foram os temas das oficinas, seminários e palestras das Jornadas Internacionais de Ensino da Língua Portuguesa:
• Os gêneros textuais no ensino de Português Língua Estrangeira.
• Os problemas atuais quanto à esquisa e ao ensino de Português Língua Estrangeira.
• Os desafios e perspectivas para formar professores de Português Língua Estrangeira.
• O ensino do Acordo Ortografico da Língua Portugesa de 1990.
• A avaliação das capacidades da linguagem na formação de professores de português.
• O discurso sobre os materiais didáticos e a formação de docentes de Língua Portuguesa no contexto argentino.
• A interculturalidade e o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação para o Ensino de Português.

As Jornadas Internacionais de Ensino da Língua Portuguesa, da Universidade Nacional de Entre Rios, contaram com o patrocínio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.  :::

Clique aqui para aceder ao sítio – em espanhol – das Jornadas Internacionais de Ensino da Língua Portuguesa, da UNER – Universidade Nacional de Entre Rios (Argentina).

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–– Extraído da UNER – Universidade Nacional de Entre Rios (Argentina) ––

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Angola: III Congresso Internacional de Língua Portuguesa de Luanda

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 18 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Das Agências Lusa e AngolaPress

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Entre os dias 18 e 20 de setembro de 2014, ocorre o III Congresso Internacional de Língua Portuguesa de Luanda, cujo tema é Unidade na Diversidade. O local é a Universidade Jean Piaget de Angola, situada no município de Viana, na província de Luanda.

O comunicado de imprensa do evento esclarece que o encontro pretende divulgar os mais recentes estudos linguísticos da Língua Portuguesa, discutir sobre a diversidade linguística em Angola nos países lusófonos, analisar a associação da competência gramatical dos falantes das línguas africanas e do desempenho na Língua Portuguesa e, ainda, identificar a relação existente entre as literaturas africanas e a Língua Portuguesa da África.

Alguns dos temas em análise: a Língua Portuguesa e a hermenêutica dos textos orais africanos; a normalização linguística perante a inovação; os estrangeirismos; a fixação do vocabulário técnico; o Acordo Ortográfico; a Língua Portuguesa no ensino e na investigação; o Ensino de Português em Angola; a educação em ambiente de multilinguismo.

–– A Língua como instrumento de afirmação do povo de Angola ––
No discurso de abertura do Congresso, a ministra da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva, destacou que o povo angolano tornou a Língua Portuguesa mais adequada aos contextos culturais do país. “A Língua Portuguesa em Angola fez uma trajetória de afirmação do património partilhado, na medida em que desde os primórdios, até ao período mais crítico da sua história, os angolanos transformaram-na na principal arma da luta contra o sistema opressor”, disse.

“Nessa medida, a Língua Portuguesa alcançou estatuto, tal como versa a Constituição angolana. Ela merecerá melhor tratamento dos estudiosos para que o seu ensino se revele cada vez mais apropriado, bem como o seu conhecimento. Esse exercício deverá ser feito em paralelo com as demais línguas nacionais com que convive e que lhe deram a força que adquiriu hoje”, acrescentou a ministra.

Rosa Cruz e Silva salientou que o aprendizado da Língua Portuguesa deverá estar no mesmo patamar de importância do das demais línguas nacionais, a fim de que seja utilizada por todos os interlocutores do país.

“Sem qualquer mácula, deve permanecer o diálogo, já que a diversidade linguística do país constitui a sua grande riqueza na validade e diversidade cultural”, afirmou.

–– Resposta sobre o Acordo será “no devido momento” ––
O ministro da Educação angolano, Pinda Simão, disse que o país está a trabalhar sobre o Acordo Ortográfico, que ainda não foi subscrito por Angola, embora o país seja um dos signatários originais.

O ministro que coordena este processo no país, disse que “no devido momento será tomada uma decisão”, mas escusou-se a adiantar datas. “O país está a trabalhar. Depende de Angola, de quando Angola decidir”, respondeu Pinda Simão. :::

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–– Extraído das Agências Lusa e AngolaPress ––