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A Língua Portuguesa resiste no Mercado Vermelho de Macau

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 19 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa
17 de dezembro de 2014

:::  Na esquina da Almirante Lacerda, todo o pescado é conhecido pelo seu nome português.  :::

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No Mercado Vermelho, o mais icónico de Macau, a língua chinesa é rainha, mas ainda há quem recorra ao português para atrair clientes.

“Batata, tomate, cebola, alface, agrião, brócolos, couve-flor”, enumera Ana Wong, 56 anos, enquanto aponta, um a um, os legumes na sua banca.

Há mais de 30 anos que a vendedora tem o seu negócio no mercado – um dos mais antigos da cidade, estabelecido em 1936, e o único classificado como património cultural de Macau.

O seu português, que hoje não vai muito além dos nomes dos legumes e dos preços, aprendeu-o em aulas noturnas, que frequentou antes da transferência de administração [ocorrida em dezembro de 1999], quando, aos vinte e poucos anos, se mudou de Zhongshan, na China, para Macau.

“Tinha de aprender português porque contactava com os portugueses que iam fazer compras. Se não aprendesse, era difícil”, explica, com o auxílio de um tradutor. “Falo um bocadinho, mas não falo muito bem”, desculpa-se.

Antes de 1999, os clientes que dominavam o idioma eram “muitos”, mas agora são só “dois ou três”. Ainda assim, denota uma nova tendência: Depois da transferência, “muitos portugueses foram para Portugal. Mas agora é diferente: agora muitos vivem em Macau”.

Ao contrário do que acontecia no passado, já “surgem alguns portugueses que pedem os legumes em chinês”, apesar de maioritariamente serem “portugueses de lá casados com macaenses”. “Mas também há muitos portugueses que chegam a Macau e não querem falar chinês”, lamenta.

O negócio de família já correu melhor, diz, culpando o aumento do custo de vida que faz com que o rendimento, de mais de 20 mil patacas [ou 2 mil euros], “não dê para nada”.

Os preços dos legumes também subiram significativamente desde 1999, admite, com destaque para as batatas e hortaliças. “A hortaliça custava duas ou três patacas [20 ou 30 cêntimos], agora custa 16 ou 18 patacas o cate [1,6 ou 1,8 euros por 600 gramas]”, conta.

–– “Amigo, quer peixe?” ––
No andar de cima do mercado, na zona do peixe, fica a banca de Leong Chi Pong. Não há rosto ocidental que o vendedor de 59 anos deixe passar sem tentar a sorte. “Amigo, quer peixe?”, diz, em jeito de cumprimento.

Foi também de Zhongshan que veio, há mais de 30 anos, para Macau, com 26 anos. “Tinha de trabalhar. Por isso vim vender peixe”, resume.

O idioma aprendeu-o com os clientes. “Os portugueses vinham comprar, precisavam de sardinhas ou perguntavam ‘Tem salmão?’. Foi assim que aprendi”, conta.

O português pode falhar em conversas mais gerais, mas, no que toca ao pescado, Leong Chi Pong não erra uma. “Salmão, corvina, lula, choco, polvo, cabeça, filete”, enumera, sorridente, emoldurado pelos icónicos candeeiros vermelhos, típicos dos mercados chineses, que pendem sobre a sua banca.

Os clientes portugueses habituais já não são tantos como antes, apenas “três ou quatro”, mas conhece-os pelo nome, como “o Manel e o Branco”. São também seus clientes os chefs do restaurante do Instituto de Formação Turística.

Satisfeito com a profissão que escolheu, explica como usa ainda o pouco português que domina para ensinar aos clientes a confecionar os produtos. “Assado, caldeirada, forno”, exemplifica.

Lamenta que hoje haja menos portugueses a visitar o mercado, em comparação com os que havia há 15 anos. “Os portugueses têm mais o hábito do convívio quando compram, conversam mais, têm mais amizade”, comenta.

Também na sua seção, os preços têm subido “muito”, o que gera reclamações. “De vez em quando as pessoas queixam-se. Dizem :’Vende tão caro’. Mas não é minha culpa, é do fornecedor”, justifica, tentando por uma última vez perguntar: “Não quer peixe?”.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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A preocupante questão da proibição da Língua Portuguesa nas escolas do Luxemburgo

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 30 de Novembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa, do jornal Diário de Notícias (Lisboa, Portugal) e da rede TVI (Portugal)

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Um assunto relativo à Língua Portuguesa tem causado preocupações às comunidades lusófonas de um pequeno país da Europa Central caracterizado justamente por sua diversidade linguística.

Creches e ateliês de tempos livres (ATL) públicos no Luxemburgo estão a punir crianças que falarem em Língua Portuguesa, e a decisão se estende aos funcionários imigrantes no país.

“Foi-nos dito que não podíamos falar português com os miúdos e que eles também não podiam falar português entre eles: é uma regra da casa”, disse uma funcionária portuguesa de um estabelecimento público em Esch-sur-Alzette, que inclui uma creche.

As línguas autorizadas neste ATL onde meninos, com idade entre três meses e 12 anos, passam entre “quatro a seis horas por dia”, fora do horário escolar, são apenas as três oficiais do país: francês, alemão e luxemburguês. Elas estão indicadas em um painel “feito em conjunto” com as crianças no início do ano.

“Na creche, as educadoras são um pouco mais flexíveis, mas a proibição existe na mesma”, relatou a funcionária portuguesa. E ela frisou que, apesar de o Luxemburgo ter três línguas oficiais, “há uma exigência de falar luxemburguês em primeiro lugar”.

Para garantir o cumprimento da proibição, o ATL adotou um sistema próprio de castigos aos meninos. “Há o castigo de os separar” para “não poderem falar entre eles, ou o isolamento numa mesa em frente ao escritório” dos funcionários, explica a funcionária. E, nas saídas de grupo, pode chegar até a imobilização forçada. “A criança [que falou em português] tem de se sentar ou ficar quieta durante cinco minutos.”

No ATL de Esch-sur-Alzette, há apenas dois meninos luxemburgueses: os restantes, cerca de meia centena, são portugueses ou cabo-verdianos, e os castigos são aplicados “diariamente”, garante a funcionária.

“Eu própria falo português com as crianças, mas um bocadinho às escondidas, porque às vezes é mais fácil para elas comunicarem e porque precisam de afeto. E é mais fácil transmitir esse carinho na Língua que elas compreendem”, confessa a funcionária. “Eles vêm-me perguntar: ‘Posso-te dizer em português, porque não sei em luxemburguês?’, e eu digo que sim, ‘mas baixinho'”.

–– Criança punida por falar em português na rua ––
Em Rodange, também no sul do país, há também a interdição nos infantários do jardim de infância e na escola primária, disse à Lusa Manuel Santos, que vive no Luxemburgo há quase 12 anos e tem um filho de sete anos. “No infantário era a mesma coisa, nem nós pudemos falar em português com as empregadas, que são portuguesas, e as crianças também não.”

Em outubro, uma criança foi castigada com trabalhos de casa suplementares por ter falado em português com um colega. O incidente ocorreu durante uma visita da turma do 2º ano da escola primária de Rodange à capital – a Cidade do Luxemburgo –, para ver um concerto de música clássica.

“Falou na rua. Não foi na sala de aulas”, queixa-se o pai. “Achei uma injustiça numa classe em que são quase todos portugueses. É normal que falem a Língua dos pais, e só não reclamei porque tenho quase a certeza que o miúdo ia ser prejudicado”, diz Manuel Santos.

–– Há discriminação a quem fala português? ––
Em julho, o ministro da Educação do Luxemburgo, Claude Meisch, anunciou em entrevista ao jornal L’Essentiel, a intenção de criar creches gratuitas bilingues (em francês e luxemburguês). O objetivo, segundo ele, é evitar que “as crianças de origem portuguesa, francesa ou servo-croata frequentem creches privadas onde o pessoal só fala francês”, de modo a que aprendam também o luxemburguês – um dialeto germânico local reconhecido como idioma oficial do país em 1984.

O presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), José Coimbra de Matos, garantiu à Agência Lusa que os casos não são únicos no Luxemburgo, e confirmou que há mesmo creches em que a Língua Portuguesa é proibida. “Pessoas que trabalham em creches públicas informaram-nos que as crianças são punidas se forem apanhadas a falar português”, contou ele à Lusa, dizendo que a medida discrimina sobretudo a comunidade portuguesa. O presidente da CCPL questionou: “Será que os que falam inglês ou italiano têm o mesmo tratamento?”

–– “Dois pesos e duas medidas” do Governo luxemburguês ––
Em postagem de seu perfil no Facebook, a ministra da Família e da Integração do Luxemburgo, Corinne Cahen, defendeu a promoção da aprendizagem de várias línguas “desde o ensino precoce”.

No dia seguinte, em comentário à postagem da ministra, uma mãe disse que temia que “o tiro saísse pela culatra”, e acrescentou: “Na turma do sétimo ano da minha filha, 14 dos 20 alunos são portugueses, e o diretor de turma decidiu que não podem falar português nas aulas, mas que o luxemburguês é obrigatório”. A ministra, porém, respondeu ao comentário, dizendo: “Decisão acertada do diretor de turma”.

Para o presidente da CCPL, o comentário da ministra mostra que há “dois pesos e duas medidas” na política do Executivo luxemburguês.

“O próprio Ministério da Educação do Luxemburgo diz que é importante valorizar a Língua materna e quis que o português fosse incluído no boletim escolar, e agora surge este caso que, ainda por cima, é aprovado por alguém com responsabilidades no Governo”, lamentou o dirigente associativo.

A postagem na página do Facebook da ministra da Família, a que a Agência Lusa teve acesso, foi entretanto apagada. A Agência Lusa tentou ouvir a ministra sobre este caso, mas fonte do seu gabinete informou na ocasião que Corinne Cahen estava fora do país.

A Agência Lusa questionou também a autora do comentário na rede social que denunciou o caso da proibição de falar português, mas a mãe da aluna do 7° ano (o primeiro ano do Ensino Secundário no Luxemburgo) recusou revelar em que liceu o caso se passou ou prestar declarações.

–– Diplomacia portuguesa expressa preocupação ––
Também em postagem no Facebook feita no início de novembro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa declarou ter diligenciado “junto do Ministério da Educação do Luxemburgo, no sentido de esclarecer a existência de normas que pretensamente proibissem a utilização da Língua Portuguesa nas creches e escolas daquele país”.

De acordo com a diplomacia portuguesa, as autoridades do Luxemburgo reiteraram “a política de diversidade linguística em vigor no sistema educativo público daquele país, incluindo o ensino da Língua Portuguesa”. Elas também asseguraram que “o recurso à Língua materna dos alunos continua […] a ser incentivado como elemento de integração e facilitador de aprendizagem”.

A chancelaria portuguesa prometeu que continuaria a acompanhar o caso, bem como pretende informar-se sobre o assunto das escolas através da embaixada de Portugal no Luxemburgo.

–– Grande presença lusófona no Grão-Ducado ––
No Luxemburgo há cerca de 100 mil portugueses e emigrantes de outros países lusófonos, que representam cerca de 20% da população no país.

Segundo dados do Ministério da Educação do Luxemburgo, o português é a segunda Língua materna mais falada nas escolas do país, com 28,9% de falantes, a seguir ao luxemburguês, com 39,8%, mas à frente dos outros dois idiomas oficiais do Grão-Ducado, francês (11,9% de falantes) e alemão (2%).

Os alunos lusodescendentes representam mais de vinte por cento dos estudantes em todos os níveis de ensino no país – uma percentagem que no Ensino Secundário técnico ronda os 28%, segundo dados do Ministério da Educação de 2012/2013.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa, do jornal Diário de Notícias (Lisboa, Portugal) e da rede TVI (Portugal) ––

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EUA: visão lusófona no Congresso de Língua e Cultura Portuguesa de Lexington, Massachusetts

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 17 de Novembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa e da LAEF – Luso-American Education Foundation (Lexington, EUA)
15 de novembro de 2014

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Realizou-se, no dia 15 de novembro de 2014, o 25° Congresso de Língua e Cultura Portuguesa organizado no nordeste dos Estados Unidos da América pela Luso-American Education Foundation (LAEF), a discutir o tema da Lusofonia e do Ensino de Português nas comunidades. O evento ocorreu na sede da LAEF, em Lexington, no Estado de Massachusetts.

Os organizadores consideraram o tema essencial para a projeção internacional da Língua Portuguesa, não apenas no âmbito da América do Norte.

“Estamos na era da Lusofonia, e consideramos que, 25 anos depois do primeiro congresso, era importante juntar vários países que falam português e discutir em conjunto o futuro da Língua”, disse o coordenador do congresso, Paulo Cordeiro, à Agência Lusa.

O responsável defende que “há uma aproximação cultural entre estes países, apesar das diferenças, que são evidentes, que deve ser estimulada.”

“O facto de a Língua ser falada em tantos países, com geografias tão distintas, é uma vantagem que tem de ser aproveitada”, acrescentou o imigrante açoriano.

“Esta aproximação entre as várias culturas lusófonas já acontece nas escolas comunitárias, onde já existem crianças brasileiras e, sobretudo, cabo-verdianas ao lado das portuguesas, o que não acontecia há alguns anos”, explicou Paulo Cordeiro.

Participaram neste congresso o cônsul da República Portuguesa em Boston, José Caroço, e alunos das escolas comunitárias de Cambridge, Peabody e Sommerville, que abordaram o tema do Ensino do Português nos Estados Unidos da América – sobretudo no Estado de Massachusetts.

Diversos temas foram debatidos no congresso em Lexington: o alcance global da Língua Portuguesa, o uso da Língua em uma abordagem da psicologia nos ambientes da casa e da escola, o futuro da literatura em Língua Portuguesa nos EUA e a abordagem multicultural da Língua entre Portugal, Cabo Verde e Brasil.

A LAEF foi fundada em 1963 e tem como propósito promover a cultura portuguesa nos Estados Unidos da América.

Além do congresso, a LAEF organiza todos os anos acampamentos de verão, presta apoio a escolas comunitárias e atribui bolsas de estudo a alunos norte-americanos de Língua Portuguesa.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e da LAEF – Luso-American Education Foundation (Lexington, EUA) ––

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Maior centro de documentação português dos EUA celebra cinco anos de fundação

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 10 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Dos sítios NBC News e da Universidade de Massachusetts em Dartmouth (EUA)

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No dia 9 de outubro de 2014, foram celebrados os cinco anos de fundação dos Arquivos Luso-Americanos Ferreira-Mendes, no câmpus da Universidade de Massachusetts em Dartmouth.

A sede dos Arquivos Luso-Americanos Ferreira-Mendes abriga o maior acervo de documentos históricos que registam a presença de imigrantes portugueses e de seus descendentes nos Estados Unidos da América.

Esse centro de documentação têm o seu nome em homenagem ao pioneiro das emissoras de rádio em Língua Portuguesa dos Estados Unidos, Affonso Gil Mendes Ferreira (1899-1992), pai da atual diretora dos Arquivos, Otília Ferreira.

Ele foi mais conhecido com a alcunha de “Ferreira-Mendes”: em 1930, criou o primeiro programa de rádio em português, A Voz de Portugal. E entre 1952 e 1970, fez operar a primeira emissora de rádio em português com emissão diária na região de Providence, no Estado de Rhode Island. E entre 1925 e 1976, foi o editor do jornal semestral O Heraldo Português.

–– O maior acervo português dos Estados Unidos da América ––
A instituição foi inaugurada em 18 de setembro de 2009 por iniciativa do Centro de Estudos e Cultura Portuguesa da Universidade de Massachusetts e com os apoios dos governos do Estado de Massachusetts e da Região Autónoma dos Açores.

O seu ponto inicial foi o acervo de documentos da comunidade portuguesa no Estado norte-americano e que existia desde 1975 no Departamento de Arquivos e Coleções Especiais da Biblioteca Claire T. Carney, vinculada à universidade.

Os Arquivos Luso-Americanos Ferreira-Mendes reúnem registos genealógicos, jornais, livros, gravações, fotos de família, álbuns de recortes, registos comerciais e correspondências a abranger a história social e coletiva da imigração e do povoamento da comunidade portuguesa em todas as regiões dos Estados Unidos da América.  :::

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Clique aqui para acessar o sítio dos Arquivos Luso-Americanos Ferreira Mendes, da Universidade de Massachusetts em Dartmouth (em inglês).

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–– Extraído dos sítios NBC News e da Universidade de Massachusetts em Dartmouth (EUA) ––

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Quatro artigos acadêmicos sobre o Ensino de Português no Reino Unido

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 16 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da SIPLE – Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira
e do sítio Rede Brasil Cultural, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Brasília, Brasil)

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Quatro artigos sobre o Ensino do Português no Reino Unido foram publicados na edição número 6, da revista digital da SIPLE (Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira). Essa revista tem como objetivo divulgar trabalhos de ensino e pesquisa na área de Português como Língua Estrangeira (PLE) e Português como Língua de Herança (POLH). Os artigos estão disponíveis no sítio da SIPLE na Internet.

O Português como Língua de Herança: Políticas Linguísticas na Inglaterra, de autoria de Ana Souza e Olga Barradas, apresenta um contexto geral para o ensino de português na Inglaterra, um dos países onde o ensino da Língua Portuguesa tem aumentado consideravelmente.

Outro artigo interessante, intitulado Português em Escolas Primárias de Londres: Experiência de uma Assistente Bilíngue, de Kenya Silva, trata da importância do uso do português no processo de adaptação das crianças brasileiras ao sistema educacional inglês. Para tal, a autora remete à sua experiência como assistente bilíngue em uma escola primária inglesa no leste de Londres.

O Papel do Português no Aprendizado da Matemática – Exemplo de uma Escola Secundária em Londres, de Francisco Aparecido Mattos Scheirber, revela a experiência profissional do autor na estratégia de inclusão de alunos brasileiros, que estão aprendendo inglês e vivendo em Londres, olhando para o conceito de “matemática como uma linguagem”.

O Ensino de Português como Língua Adicional: Especificidades e Prática no Contexto Universitário, de Antônio Márcio da Silva, mostra como é o Ensino de Português em universidades inglesas na atualidade. Para tanto, focaliza-se o contexto do Ensino de Português, os interesses que levam os alunos a elegerem a Língua, e algumas especificidades no aprendizado da Língua Portuguesa.  :::

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–– Extraído da SIPLE – Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira e do sítio Rede Brasil Cultural, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Brasília, Brasil) ––

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I Semana Cultural Brasil-Noruega em Oslo com documentário sobre Ensino de Português

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 5 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Brasília, Brasil)

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A primeira edição anual da Semana Cultural Brasil-Noruega acontecerá de 9 a 13 de setembro de 2014, na Embaixada do Brasil em Oslo. O evento conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e do Conselho de Cidadãos Brasileiros na Noruega.

No dia 9 de setembro, terça-feira, às 18 horas, ocorre a exibição do documentário O Ensino do Português Ganha Força, produzido pelo Portal Brasil+ (Estados Unidos) e dirigido por Neuza Martinez e Carlos Wesley.

Este documentário mostra a crescente importância do ensino da Língua Portuguesa no Sul da Flórida, e de como o ensino da Língua – muitas vezes vinculado ao ensino de cultura brasileira – está sobretudo ainda concentrado para as crianças que fazem parte de uma das maiores populações brasileiras nos Estados Unidos da América.

Antes da exibição do documentário, ocorrerá a premiação do concurso de Redação e Desenho infantis, promovido pelo Setor Cultural da Embaixada do Brasil em Oslo, com o tema “Ser Brasileiro”, com a leitura dos textos vencedores.

Às 19 horas, uma palestra seguida de um debate sobre o bilinguismo e a importância do ensino da Língua Portuguesa para as crianças.

A abertura do evento estará a cargo do embaixador brasileiro Flávio Helmold Macieira e do ministro conselheiro da embaixada Francisco Catunda Resende.

Os eventos que abrem a I Semana Cultural Brasil-Noruega serão realizados no Espaço Cultural da Embaixada do Brasil em Oslo. A participação é gratuita.

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• Mais informações no sítio da Embaixada do Brasil em Oslo:
<http://oslo.itamaraty.gov.br/pt-br/semana_cultural_brasil_noruega_2014.xml>

• Embaixada do Brasil na Noruega:
rua Sigurd Syrs 2, 0244 – Oslo, Noruega
• Correio eletrônico do Serviço Consular da Embaixada:
<consular.oslo@itamaraty.gov.br>

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–– Extraído do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Brasília, Brasil) ––

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III Encontro Mundial sobre o Ensino de Português realizado em Nova York

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 3 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da AOTP – American Organization of Teachers of Portuguese (EUA)

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A American Organization of Teachers of Portuguese (AOTP) – entidade que promove o Ensino de Português nos Estados Unidos da América – realizou, nos dias 1 e 2 de agosto, o III Encontro Mundial sobre o Ensino de Português (III EMEP).

O evento deste ano teve lugar na Universidade Colúmbia de Nova York. Estiveram presentes cerca de 160 profissionais de 17 países, sobretudo professores e pesquisadores de Português Língua Estrangeira, Português Língua de Herança e Português Língua Materna, e também tradutores e pesquisadores de tradução.

O encontro visou um diálogo interdisciplinar entre todas as especialidades que lidam com o ensino da Língua Portuguesa de âmbito internacional.

“Para esta edição, foram selecionados 71 trabalhos dentre 164 propostas recebidas, um recorde de participação, demonstrando o quanto a Língua Portuguesa está, cada vez mais, despertando interesses mundiais”, declarou em comunicado a presidente da AOTP, Anete Arslanian.

A palestrante convidada foi a professora brasileira Matilde Scaramucci, do Departamento de Linguística Aplicada, da Universidade Estadual de Campinas. Ela apresentou o tema “O Exame Celpe-Bras: Pressupostos Teóricos e Efeitos Retroativos no Ensino/Aprendizagem de Português Língua Segunda/Língua Estrangeira”, relativo ao exame oficial brasileiro de proficiência de Língua Portuguesa.

As atas do III Encontro Mundial sobre o Ensino de Português serão publicadas a partir de outubro de 2014.

O III EMEP foi organizado pela AOTP, em parceria com a Focus Brazil Foundation, com a Fundação Luso-Americana e com o Consulado-Geral do Brasil em Nova York.  :::

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• Mais informações no sítio do III EMEP – Encontro Mundial sobre o Ensino de Português
Universidade Colúmbia de Nova York – 1 e 2 de agosto de 2014:
<http://www.emepsite.com/>.

• AOTP – American Organization of Teachers of Portuguese (Estados Unidos da América):
Sítio oficial: <http://www.aotpsite.net>
Correio eletrônico: <info@aotpsite.org>

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–– Extraído da AOTP – American Organization of Teachers of Portuguese (EUA) ––