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Lusófona e chinesa, Macau após 15 anos da transferência à China

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 24 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa e da Rádio China Internacional

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Quando a China assumiu o governo de Macau, “havia algumas incertezas quanto ao futuro, mas o desenvolvimento desta Região Administrativa Especial ultrapassou em muito o que as pessoas imaginavam”, disse recentemente um jornalista em transmissão da Televisão Central da China (CCTV), em uma reportagem em direto de Macau.

Desde o “regresso de Macau à Pátria”, como se diz na China, a região teve impressionante desenvolvimento económico, a ponto de o território tornar-se a “capital mundial do jogo”, à frente de Las Vegas. Há 15 anos, “o Lisboa era o melhor e o maior casino de Macau; hoje é o mais pequeno”, salientou o jornal de língua inglesa China Daily.

O legado dos cinco séculos de presença portuguesa é visto em sua herança arquitetónica, como o Farol da Guia, o mais antigo de toda a China, e o Centro Histórico de Macau, com as ruínas da Catedral de São Paulo e o Largo do Senado, classificado como Património Mundial pela UNESCO em 2005.

“Com as suas ruas antigas, áreas residenciais, construções religiosas, arquitetura portuguesa e chinesa, o Centro Histórico de Macau constitui um testemunho único do encontro entre o Oriente e o Ocidente”, assinala o Diário do Povo, o jornal oficial do Partido Comunista da China.

O passado português convive com as marcas da modernidade pós-transferência: Macau conta com a Torre Panorâmica e com uma rede de 20 quilómetros do Metro Ligeiro, da Península de Macau até Cotai. E em 2016, terá uma gigantesca ponte de 50 quilómetros de extensão sobre a Riviera das Pérolas a ligar Macau, Hong Kong e Zhuhai (na região de Cantão).

“O espírito de ‘Amar Macau, Amar a China’ tem sido a chave do rápido desenvolvimento de Macau nos últimos quinze anos”, proclamou o Diário do Povo.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Qin Gang, concorda: “Nos últimos quinze anos, Macau desenvolveu boas relações com os países de Língua Portuguesa e desempenhou um papel positivo na ligação da China aos países de Língua Portuguesa”, disse ele à Agência Lusa.

“China e Portugal lidaram corretamente com o regresso de Macau [à administração chinesa], através de consultas e negociações em pé de igualdade”, disse ele. Afirmou ainda que a transferência de poderes no território constitui “um marco memorável na História” das relações luso-chinesas.

–– “Um país, dois sistemas” ––
Macau (Ao Men, em chinês) foi integrado na Republica Popular da China no dia 20 de dezembro de 1999, segundo a mesma formula adotada dois anos antes no antigo território britânico de Hong Kong: “um país, dois sistemas”.

Segundo essa fórmula “um país, dois sistemas”, exceto nas áreas de defesa nacional e relações externas, a cargo do Governo central em Pequim, Macau goza de “um alto grau de autonomia”, “é governado por pessoas de Macau”. E o português mantém-se como Língua oficial, a par do chinês.

Desde a transferência da soberania à China, ocorrida em dezembro em 1999, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita de Macau passou de 12,3 mil para 71,2 mil euros, sendo hoje “o segundo mais elevado da Ásia e o quarto do mundo”, realçam os responsáveis chineses.

O rendimento mensal médio em Macau triplicou, para 15 mil patacas (1.500 euros) – cerca de o dobro de Pequim – e o desemprego baixou para 1,6%, referiu um órgão da imprensa chinesa.

Na China, o PIB per capita ronda os 5,7 mil euros e mesmo em Pequim, uma das cidades do país com melhor nível de vida, o salário médio não chega a 6.000 iuanes (800 euros).

“Gosto muito da cidade. Macau é um local especial. Gosto da mistura cultural e arquitetônica”, disse José Matias, nascido em Portugal e que vive na cidade do sul da China. “Gosto da cultura, da comida e dos costumes chineses. Gosto da presença portuguesa e lusófona. Gosto de Macau também pelos bons amigos que fiz aqui.”

E não só fez amigos como casou-se com uma chinesa local e tem dois filhos. “Macau é a minha casa. A segunda casa que se tornou primeira.”, disse Matias, ao repetir o verbo “gostar”, expressando sua paixão por Macau, chinesa e lusófona.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e da Rádio China Internacional ––

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Curso de tradução das Línguas Portuguesa e chinesa dos Institutos Politécnicos de Leiria e de Macau

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 20 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da Agência Lusa
20 de dezembro de 2014

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O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e o Instituto Politécnico de Macau (IPM) promovem em parceria há oito anos o Curso de Tradução e Interpretação Português-Chinês e Chinês-Português.

Esse curso especial de tradução já formou 114 tradutores e intérpretes, sendo 44 licenciados portugueses e 70 chineses, colocados em empresas privadas e instituições governamentais, dando-lhes habilidades de comunicação tanto na Língua Portuguesa quanto no chinês mandarim: a versão oficial adotada pela República Popular da China.

Iniciado em 2006, o Curso de Tradução e Interpretação Português-Chinês e Chinês-Português funciona em paralelo nas duas instituições: o primeiro e quarto ano no país de origem dos alunos e os dois anos intermédios em Portugal, para os chineses, e na China, para os portugueses.

“Essa é uma das mais-valias: potenciar a formação num contexto de imersão linguística”, disse à Agência Lusa a professora da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do IPL, Inês Conde, coordenadora do curso.

De acordo com Inês Conde, empresas privadas da área da tradução em Portugal, Brasil e Angola, órgãos de comunicação social da Região Administrativa Especial de Macau, universidades e entidades representantes do governo da República Portuguesa na China estão entre os organismos que têm garantido saídas profissionais aos alunos.

–– Diferenças de métodos de ensino de línguas ––
Durante as aulas, todos os alunos portugueses e chineses sentem as diferenças nas metodologias de ensino – conforme é praticado em Portugal ou na China –, embora Inês Conde sublinhe ser “mais difícil” aos alunos chineses assimilarem o método português do que o contrário.

“Os professores portugueses usam muito as estratégias criativas ou espontâneas de escrita ou produção oral, e os alunos chineses estão habituados a um sistema de mais memorização, repetição até de conteúdos e de estruturas gramaticais. Eles têm muita facilidade em estudar a gramática e sentem mais dificuldade na produção oral espontânea, sem preparação prévia”, explicou.

Já os portugueses, continuou, embora em geral adorem a experiência de estudar em Pequim e de sentir a “pulsão” da capital do país mais populoso do mundo – “o mar de gente que pulsa em Pequim todos os dias” –, relatam as diferenças encontradas na metodologia chinesa, “um tipo de ensino que requer muita disciplina, muito estudo, muito trabalho, muito treino linguístico”.

O feedback [retorno] que o Instituto Politécnico de Leiria tem dos responsáveis do seu congénere de Macau – com quem a parceria permitiu desenvolver uma “relação muito próxima com docentes e funcionários, quase familiar” – é o de que os alunos portugueses que ali demandam “são muito bons a aprender línguas estrangeiras”.

–– Alunos chineses são “muito respeitadores” e os portugueses, “mais informais” ––
No relacionamento com os professores, os alunos macaenses oriundos do Politécnico de Macau “têm uma relação muito cordial e muito formal”, principalmente no início do ano letivo. “Depois percebem que podem estar um pouco mais à vontade, mas são muito respeitadores, muito bem comportados nas aulas, respondem muito bem às solicitações dos docentes”, refere Inês Conde.

Os portugueses, esses, são mais informais, denotam “algumas características típicas” do país de origem, “nem sempre respeitam as horas de entrada nas aulas”, assinala, com um sorriso, a coordenadora do curso.

“Temos alunos que já falam chinês quase sem as marcas da sua origem, da sua língua materna. Têm-nos dito que trabalham e vão ao encontro das exigências que lhes são feitas na aprendizagem do mandarim”, frisou.

No regresso a Leiria, no quarto ano do curso, os professores de chinês destacados na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais “ficam muito contentes por perceberem que houve uma evolução enorme nos dois anos que passaram na China, e o trabalho que é feito já é de grande complexidade”.

No último ano os estudantes trabalham géneros textuais legais, administrativos, relacionados com a economia ou com a literatura “e conseguem atingir bons resultados”, manifestados, depois, nos estágios profissionais que se realizam no segundo semestre do quarto ano. “Fazem tradução de chinês para português e, se lhes pedirem, também de português para chinês”, revela.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Japão: vencedores do Concurso de Eloquência recebem bolsa para estudar em Portugal

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 18 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal)
16 de dezembro de 2014

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A Universidade de Estudos Estrangeiros de Quioto realizou a 32 ª edição do Concurso de Eloquência de Língua Portuguesa para estudantes universitários japoneses. O evento conta com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que concede bolsas de estudo aos estudantes vencedores.

Apresentaram-se a concurso 17 estudantes japoneses representando os Departamentos de Português da Universidade de Estudos Estrangeiros de Quioto, da Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio, da Universidade Kanda de Estudos Internacionais, da Universidade de Osaka e da Universidade de Tenri.

As provas realizaram-se a 29 de novembro de 2014 e foram constituídas por um discurso memorizado sobre um tema de livre escolha e uma entrevista, ambos realizados em Língua Portuguesa.

Os vencedores das duas primeiras universidades classificadas – de Quioto e de Osaka – terão a oportunidade de estudar em Portugal no próximo ano letivo com as bolsas de estudo concedidas pelo Camões, IP.

Este concurso é um dos eventos académicos mais importantes no que respeita ao ensino e à divulgação da Língua Portuguesa no Japão.

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–– Extraído do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal) ––

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Exposição sobre Agustina Bessa-Luís no Museu da Língua Portuguesa de São Paulo

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 17 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua
16 de dezembro de 2014

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O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, acolhe, de 16 de dezembro de 2014 a 1 de março de 2015, a exposição Agustina Bessa-Luís, Vida e Obra, concebida pela escritora Inês Pedrosa e pelo realizador de cinema João Botelho.

Para o diretor do Museu, Antonio Carlos de Moraes Sartini, esta é “uma bela oportunidade de aproximar os brasileiros das obras desta importante autora de nosso idioma, mas que ainda não é muito conhecida e lida no Brasil”. “Com a realização desta mostra, o Museu segue cumprindo seu papel de valorização da Língua Portuguesa e da nossa melhor expressão literária”, afirma o mesmo responsável.

A mostra, que permanecerá em exibição no saguão do terceiro andar do Museu da Língua Portuguesa até dia 1 de março de 2015, é uma iniciativa do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, e a sua exibição é fruto de uma parceria com o Consulado Geral da República Portuguesa em São Paulo.

Por meio dos 20 painéis ilustrados com textos e fotografias, a exposição no Museu – situado no prédio da Estação da Luz, no Centro de São Paulo – apresenta ao público a trajetória da grande escritora.

–– Agustina Bessa-Luís, uma “neorromancista” ––
Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa nasceu no dia 15 de outubro de 1922 em Vila Meã, na cidade de Amarante (Distrito do Porto, norte de Portugal) e tornou-se uma escritora mundialmente conhecida sob o pseudónimo literário de Agustina Bessa-Luís.

Chegou ao Porto para estudos em 1935 e fez breve passagem por Coimbra nos anos 1940, onde viveu até ao lançamento do livro de estreia como romancista, a novela Mundo Fechado em 1948.

Em 1950, Agustina voltou ao Porto onde reside até hoje. O sucesso e o reconhecimento vieram em 1954, com o lançamento do romance A Sibila, que já apresenta toda a maturidade do seu original processo criativo.

Situada pelos críticos como “neorromancista”, Agustina transborda um enorme interesse pelo romancista Camilo Castelo Branco (1825-1890).

Graças ao conjunto de sua obra foi agraciada com inúmeros prémios, entre eles a Medalha de Honra da Cidade do Porto e a Ordem das Artes e das Letras da República Francesa no Grau de Oficial. Em 2004, aos 81 anos, recebeu o Prémio Camões, o mais importante galardão literário da Língua Portuguesa.

Autora de várias dezenas de obras, entre romances, contos, peças teatrais, livros infantis e crónicas, a escritora ainda dedicou o seu tempo a outras atividades, tendo sido diretora de 1990 a 1993 do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

As obras de Agustina foram traduzidas para o alemão, espanhol, francês, grego, dinamarquês, italiano e romeno. Alguns romances serviram também de inspiração para vários filmes, principalmente do cineasta português Manoel de Oliveira. Entre eles, os filmes Vale Abraão, de 1993, a partir do romance de mesmo nome (publicado em 1991), e o filme O Convento, de 1995, a partir do romance As Terras do Risco (1994).

Agustina Bessa-Luís afastou-se da produção literária por questões de saúde, em 2006, com o lançamento de seu romance A Ronda da Noite.

A romancista faz parte de importantes instituições como a Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Europeia de Ciências, das Artes e das Letras, bem como é membro correspondente da Academia Brasileira de Letras.  :::

• Museu da Língua Portuguesa – São Paulo – Brasil:
<http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/>

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–– Extraído do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal) ––

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Embaixador de Portugal na China elogia Macau como “ponto de encontro” entre os dois países

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 11 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Rádio China Internacional
10 de dezembro de 2014

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Este ano marca o 15º aniversário do retorno da administração de Macau para a China. Em entrevista à Rádio Internacional da China, o embaixador de Portugal em Pequim, Jorge Torres Pereira, avaliou que a região tem um papel muito importante no relacionamento entre os dois países, e serve como um “ponto de encontro” para a China, Portugal e todos os países de Língua Portuguesa.

“Eu creio que o mais importante dizer, agora que consumamos quinze anos desta transferência da soberania à Republica Popular da China, é que Macau constitui ativo muito importante do relacionamento bilateral entre Portugal e a China.

Continuamos – quer o governo português, quer o governo da República Popular da China – a considerar que é um aspecto importante e simbólico da excelência do relacionamento entre os dois países o facto como Macau tem influenciado positivamente a atitude dos dois governos.”

Macau foi um dos primeiros locais de encontro entre China e Portugal, e essa importância permanece até hoje. O embaixador Jorge Torres Pereira disse acreditar que a cidade tem um potencial ainda maior no relacionamento bilateral.

“Portugal foi dos países que mais cedo teve contactos com a China. Nós gostamos de dizer que ‘por mar fomos os primeiros a chegar’. E pouco depois Macau foi, no fundo, um ponto de encontro entre a cultura chinesa e a realidade da China e a realidade portuguesa.

E esse papel de ponto de encontro, no fundo, nunca se perdeu. Foi adquirindo, ao longo da história, diferentes aspectos e, na história mais recente –depois do estabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China, depois da Declaração Conjunta Sino-Portuguesa–, o que nós temos visto nestes últimos quinze anos, é que cada vez mais há resultados concretos deste bom relacionamento, e há cada vez mais potencial de explorar e há cada vez mais áreas de cooperação que passam por Macau.”

Macau é palco do Fórum de Cooperação entre China e países lusófonos. Pereira também vê com bons olhos o evento na promoção dos intercâmbios e cooperações bilaterais e multilaterais.

“De certa maneira, balizam o que este Fórum poderá fazer nestes próximos anos e confirmam aquilo que eu venho de dizer, que há uma perspectiva otimista em relação à cooperação entre China e os diferentes países em que se fala português, em setores que, aliás, tem vindo a ser olhados desde o começo do formato.

É evidente que cada um dos países de Língua Portuguesa tem relações bilaterais com a China muito importantes, e nós não temos a pretensão de dizer que o fórum multilateral –que é o Fórum de Macau– substitui as relações bilaterais de cada um desses países. Agora, o que nós achamos é que é um espaço complementar muito importante, onde se podem descobrir sinergias, onde podem-se descobrir oportunidades que vão para além do relacionamento bilateral.”  :::

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–– Extraído da Rádio China Internacional ––

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Jorge Sampaio: CPLP “podia aproveitar melhor” vantagem de ter uma Língua comum

In Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 8 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa
4 de dezembro de 2014

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O antigo Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, esteve presente na sessão de abertura da Conferência da Aliança Progressista, que decorreu em Lisboa nos dias 4 e 5 de dezembro de 2014.

Jorge Sampaio considerou que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) “podia aproveitar melhor” o fato de ter uma Língua comum, defendendo mais políticas concertadas de cooperação para o desenvolvimento.

“Na CPLP, podemos aproveitar melhor o fato de termos uma Língua comum, com a revitalização destes fóruns em torno de uma agenda forte com prioridades comuns, da Língua aos oceanos, da cooperação à investigação, e isso podia ser portador de mudanças reais na vida de milhares ou milhões de pessoas”, disse o ex-presidente da República Portuguesa entre 1996 e 2006.

Para o antigo chefe de Estado português, a complementaridade de recursos, de instrumentos e de capacidades que existe no espaço da CPLP e de outros organismos similares obriga a “políticas concertadas de cooperação para o desenvolvimento movidas pela luta contra as desigualdades e que garantam que os jovens consigam ter acesso a mais oportunidades”, sendo crucial o desenvolvimento de “um novo paradigma da cooperação”.

Em sua intervenção, Jorge Sampaio passou em revista algumas das suas reflexões sobre o desenvolvimento e os grandes problemas que o mundo enfrenta, sublinhando a importância da “cooperação regional, onde há tanto por fazer”, e da apreensão que sente com a falta de solidariedade não só entre as gerações, mas também entre os mais ricos e os mais pobres.

A este propósito, salientou que os 85 multimilionários apontados pela organização internacional de ação social Oxfam detêm o mesmo valor que os 50% mais pobres da população mundial, o que significa – disse ele – que “85 pessoas têm os mesmos recursos que os 3,5 mil milhões de pessoas”.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Portugal celebra publicação da obra completa de António Vieira

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 6 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência EFE
2 de dezembro de 2014

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A publicação da obra completa do padre jesuíta Antonio Vieira, filósofo e orador português, foi concluída pela editora Círculo de Leitores e foi comemorada em uma conferência na Universidade de Lisboa.

A extensa coleção de 30 volumes é o resultado de um trabalho conjunto feito por mais de 50 especialistas portugueses e brasileiros.

Antonio Sampaio da Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, salientou a importância da obra de Vieira da história portuguesa: “Ninguém antes dele nem ninguém depois dele ele fez tanto com as palavras e através das palavras. Sem Vieira, não teríamos a Língua que temos”, escreveu ele no prefácio da coleção.

“Nesse difícil século XVII de nossa história, Vieira abriu e difundiu a Língua Portuguesa, fez dela uma cultura, marcou o seu lugar no mundo”, disse.

António Vieira foi uma pessoa influente na política e na sociedade de sua época, no século XVII, tanto em Portugal quanto no Brasil, onde defendeu os direitos dos povos indígenas, com quem conviveu até mesmo devido a suas atividades jesuíticas.

A Companhia de Jesus exerceu grande importância no Brasil, sendo a grande responsável por levar o cristianismo ao país sul-americano, então colónia de Portugal.

Também conhecido como “Paiaçu” (“o grande pai”, em língua tupi), Antonio Vieira escreveu uma série de Sermões que se considera que tiveram uma influência importante para a literatura do Barroco no Brasil, e deixou um legado lusófono reconhecido por personalidades da literatura portuguesa, como José Saramago e Fernando Pessoa, que chegou a chamá-lo de “o imperador da Língua Portuguesa”.

António Vieira nasceu em Lisboa, em 6 de fevereiro de 1608, e viveu como missionário católico, diplomata e orador, entre Portugal e Brasil, onde faleceu na cidade de Salvador, na Bahia, em 18 de julho de 1697.

Da sua extensa obra, destacam-se os Sermões e o seu livro História do Futuro, estreitamente relacionado com o mito do sebastianismo, segundo o qual o rei português D. Sebastião, que morreu aos 24 anos de idade na batalha de Alcácer-Quibir em Marrocos em 1578, voltaria para estabelecer seu reino.  :::

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–– Extraído da Agência EFE ––