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Armando Guebuza defende Fundo Bibliográfico e maior acesso ao livro em Moçambique

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 27 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da Agência Lusa e da AIM – Agência de Informação de Moçambique

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Em 22 de dezembro de 2014, o presidente da República de Moçambique, Armado Guebuza, esteve presente à tomada de posse do novo presidente e do novo vice-presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa (FBLP) de Moçambique, Nataniel Ngomane e Gilberto Matusse, respectivamente.

O governante considerou que é necessário criar formas para garantir maior acesso ao livro no país, e recordou que a leitura é um “instrumento de transmissão do conhecimento”.

“O livro deve ocupar setor de destaque no vosso imaginário, procurando, deste modo, formas de garantir seu acesso a um crescente número de cidadãos e assegurar a sua permanente valorização como mecanismo de transmissão de conhecimento”, disse Armando Guebuza.

O chefe de Estado moçambicano defendeu a colaboração entre as instituições responsáveis pela educação e cultura, como forma de assegurar resultados na disseminação do gosto pela leitura entre os moçambicanos.

Nataniel Ngomane era diretor da Escola de Comunicação e Artes, da Universidade Eduardo Mondlane, de Maputo, e foi nomeado para o cargo de presidente do FBLP pelo presidente Armando Guebuza, após este ter exonerado Lourenço do Rosário do cargo de comando da instituição.

O FBLP foi criado em 1988 em Moçambique para a promoção, o ensino e a divulgação de obras literárias em Língua Portuguesa e para o incentivo à leitura. O órgão inicialmente envolveu apenas Portugal e Moçambique, mas tornou-se, dois anos mais tarde, uma instituição focada em todos os PALOPs (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e da AIM – Agência de Informação de Moçambique ––

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Suíça: “Português em África Hoje”, em conferência na Universidade de Zurique

In Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 11 de Novembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal)
10 de novembro de 2014

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Uma conferência e uma oficina de trabalho dedicadas ao tema ‘Português em África Hoje’, sob orientação da professora Perpétua Gonçalves, da Universidade Eduardo Mondlane (de Maputo, Moçambique), realizam-se nos dias 13 e 14 de novembro de 2014 na Universidade de Zurique, Suíça.

O evento na Suíça conta com a organização do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e o Instituto de Línguas Românicas da Universidade de Zurique, no âmbito do Protocolo entre o Camões e o Programa Interuniversitário de Doutoramento em Iberorromanística.

A jornada será dedicada a diversos aspetos da realidade cultural de países africanos de Língua Portuguesa, estando previstas comunicações sobre variedades africanas do português, literaturas africanas em língua portuguesa e características sociais destes países.

A oficina de trabalho na área da linguística será orientada pela especialista Perpétua Gonçalves, tendo por base os tópicos “Variedades africanas do português” e “A formação da variedade moçambicana do português”.

Os trabalhos decorrem dia 13, das 14 horas e 15 às 18 horas, e dia 14 de novembro, das 10 às 12 horas.

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Marisa Mendonça toma posse como nova diretora-executiva do IILP

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 4 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da Agência Lusa e do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa
3 de outubro de 2014

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A linguista moçambicana, professora doutora Marisa Guião de Mendonça, foi empossada na manhã de 3 de outubro de 2014 como a nova diretora-executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) durante a 95ª. Reunião Extraordinária do Comité de Concertação Permanente, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – o Palácio Conde de Penafiel, em Lisboa.

Marisa Mendonça foi eleita durante a IX Reunião Ordinária do Conselho Científico do IILP, ocorrida na sede do instituto, a cidade da Praia, Cabo Verde, em 12 e 13 de maio de 2014, para ser diretora-executiva do IILP. Na mesma ocasião, o professor doutor Raul Calane da Silva, também de Moçambique, foi eleito para a presidência do Conselho Científico do IILP.

A eleição da linguista Marisa Mendonça foi saudada pelos líderes dos países lusófonos presentes na X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada a 23 de julho de 2014, em Díli, Timor Leste.

Sobre as prioridades do seu mandato, a nova diretora-executiva do IILP garantiu que haverá a continuidade dos projetos do seu antecessor, o brasileiro Gilvan Müller de Oliveira, como o Vocabulário Ortográfico Comum (VOC) e o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE).

Por outro lado, a responsável pretende “dinamizar uma série de ações que possam promover a Língua Portuguesa”, entre os objetivos definidos pelo Planos de Ação de Lisboa e de Brasília.

Mantêm-se como grandes metas do IILP, a internacionalização do português e a promoção da Língua, através do ensino junto das comunidades no estrangeiro e em Estados que fazem fronteira com países de Língua Portuguesa oficial.

“Os países que são o IILP terão de juntar os seus recursos em prol do desenvolvimento desta Língua que é de todos nós”, defendeu.

–– Acordo Ortográfico será aplicado em todos os países lusófonos ––
A nova diretora do IIILP defendeu que o Acordo Ortográfico será aplicado em todos os Estados da CPLP, admitindo que cada um tem um ritmo próprio.

Angola e Moçambique são os únicos entre os oito Estados da CPLP – antes da adesão, em julho, da Guiné Equatorial –, que ainda não ratificaram o Acordo Ortográfico de 1990.

Trata-se de “uma questão muito sensível, como qualquer questão de língua, que traz sempre muita discussão e promove muitos desacordos”, reconheceu Marisa Mendonça, que foi empossada no dia 3 de outubro de 2014 como a nova diretora-executiva do IILP, organismo vinculado à CPLP.

“Encontraremos no IILP, sem invadir aquilo que são as responsabilidades nacionais das autoridades de cada um dos países, uma linha de ação para verificar como é que poderemos apoiar os países que ainda não implementaram o Acordo”, declarou a responsável.

A nova diretora-executiva recordou que a mudança ortográfica foi ratificada pelos presidentes da República de todos os países membros da CPLP e já foi adotada por, pelo menos, três Estados, o que obriga os restantes a implementar o Acordo.

“Logicamente, essa implementação tem ritmos diferentes, porque os países são diferentes e as possibilidades económicas e os recursos humanos especializados para uma implementação para este tipo de Acordo não são iguais para todos os países. Cada país é que tem de determinar qual é o tempo necessário para que esta implementação seja realmente efetiva”, sustentou.

–– Que os Estados (sobretudo o Brasil) contribuam mais para o IILP ––
Questionada sobre o subfinanciamento crónico deste organismo – com vários países, especialmente o Brasil, a falhar o pagamento de quotas –, Marisa Mendonça reconheceu que o IILP está “numa situação muito precária”.

A responsável pretende contactar as autoridades de todos os Estados-membros para os mobilizar para contribuir para o IILP e manifestou-se confiante de que é possível “virar essa página”.

A CPLP tem como membros plenos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa ––

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Mia Couto: “Escrever em Português é uma afirmação de diversidade quase subversiva”

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 28 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

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O consagrado escritor moçambicano Mia Couto esteve no Brasil no começo de setembro de 2014 para ministrar uma aula magna com o tema Guardar Memórias, Contar Histórias e Semear o Futuro, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

O vencedor do Prémio Camões de 2013 concedeu uma entrevista ao jornal Zero Hora em que declarou que seus contos são “um espaço de resistência”. “São os africanos que têm que contar a sua história, e ter a sua própria voz, como a voz que importa e que é respeitada. Em lugar de pedir aos outros, a África tem que fazer isso a partir de dentro”, diz o escritor que é sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras.

“A militância existe em toda língua”, diz Mia Couto, “como afirmação de sua própria interioridade. […] E fazer isso em português, num mundo em que a língua inglesa é a língua global, é uma afirmação de diversidade quase subversiva.”

Abaixo, alguns trechos da entrevista concedida a Letícia Duarte e publicada na edição do Zero Hora, de 7 de setembro de 2014 – aliás, data emblemática para os dois países por ser o mesmo dia em que se comemoram a independência do Brasil e o Acordo de Lusaca, que consolidou a independência de Moçambique.

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:::  O senhor vem de um dos dez países mais pobres do mundo, e essa temática dos desvalidos é marcante em sua obra. Ao mesmo tempo, a esperança também é recorrente. Mesmo em Terra Sonâmbula [romance publicado em 1992], o seu livro que retrata o contexto da guerra civil em Moçambique, isso aparece. Na obra, o senhor escreve que o que faz andar a estrada é o sonho. Como cultivar a esperança em meio à aspereza da realidade?  :::

Mia Couto – De uma forma coletiva, temos dificuldade em encontrar um caminho. No Brasil, em Moçambique, no mundo, nós nos sentimos um pouco perdidos, porque as forças que hoje comandam o mundo são pouco visíveis, não têm um rosto concreto. Como operar a mudança sem entender é muito complicado. Mas a resposta começa a partir de cada um. Não podemos abdicar desse outro modo de viver em que os outros são importantes, e é preciso perceber que esse sentido coletivo, essa negação do mundo sem lugar, de um mundo sem história, tem de ser feita em cada um de nós. Não só contar e receber histórias, mas vivermos uma história. E essa história tem que ser produzida por nós, não pode ser consumida. Não pode ser algo como a gente vai ao cinema, lê um livro, e assimilamos as histórias dos outros, que os outros fazem para nós. Temos de ser produtores de histórias. Assim conservamos o papel de sujeitos.

:::  O senhor critica a visão arrogante do Ocidente, que imagina ter a receita para salvar o continente africano, sem considerar toda a complexidade cultural. Qual o primeiro passo para que os ocidentais possam ter uma visão mais realista do continente africano?  :::

MC – É preciso dizer que essa arrogância não é só da cultura ocidental. Todas as culturas que se querem hegemónicas têm a mesma arrogância. Mas, uma vez que essa cultura ocidental se tornou tão hegemónica, não se pode pedir a essa outra cultura que tenha atenção. É preciso impor a partir de dentro. São os africanos que têm que contar a sua história, e ter a sua própria voz, como a voz que importa e que é respeitada. Em lugar de pedir aos outros, a África tem que fazer isso a partir de dentro. Isso já começou. Não se pode esquecer que um dos únicos políticos do mundo que devolveu esperança ao mundo e resgatou a nobreza de fazer política foi um africano: Nelson Mandela. É um grande orgulho para a África ter esse caso singular no mundo, de alguém que fez política para servir, no sentido de sua abdicação pessoal.

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:::  O senhor se define como uma criatura de fronteira — que é biólogo e escritor, tem origem europeia, mas é africano, trabalha com a ciência e a arte. Num mundo tão intolerante como o nosso, essa visitação a diferentes realidades é cada vez mais rara. Por que nossa sociedade teme tanto ultrapassar suas fronteiras?  :::

MC – Essas sociedades são fundadas no medo. Temos hoje uma forma de governo que é administrar uma espécie de caos produzido pelo próprio sistema. Isso envolve sempre um aparato policial, policiamento das ideias, de anulação da criatividade, tudo feito em nome do medo, de uma ameaça que não sabemos bem o que é. Então, é preciso essa aceitação de que esse outro está dentro de nós.

Aqui no Brasil é uma coisa muito notória: 90% dos brasileiros nem sabem bem como se combinaram histórias, continentes, raças, dentro de si mesmos. E essa mestiçagem é o lugar certo: a aceitação profunda de que o outro existe dentro de nós. Em vez de a África ser procurada em África, provavelmente os brasileiros encontram a África fazendo essa viagem interior, em sua própria história.

:::  Em seus textos, o senhor reafirma que “a Língua Portuguesa é um espaço de resistência”. E que, “na periferia, a palavra precisa lutar para não ser silêncio”. Em que medida escrever é uma forma de militância?  :::

MC – Escrever em qualquer língua é sempre uma forma de militância. Escrever no sentido de fazer literatura, porque hoje há muito livro que se edita que não parece que seja exatamente literatura. E a militância existe em toda língua porque o que o escritor faz é dizer assim: “eu produzo pensamento, eu produzo arte”, num universo em que não se espera que as pessoas produzam desta maneira, como afirmação de sua própria interioridade. Espera-se que se consuma. E fazer isso em português, num mundo em que a língua inglesa é a língua global, é uma afirmação de diversidade quase subversiva.

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:::  A sua escrita cheia de invenções, que mescla registros da fala popular de Moçambique, onde se falam 25 línguas, e também tem influência de escritores brasileiros: é muito celebrada. Como o senhor vê essa questão da linguagem?  :::

MC – Isso tem de ser visto do ponto de vista de que Moçambique percebia que o português de Portugal servia, mas não bastava. Nós precisávamos introduzir nesse português uma marca de mudança, de identidade própria. É muito complicado fazer na Língua do outro uma afirmação de nós próprios. O Brasil ajudou muito, não só do ponto de vista literário. Antes de nós, vocês já tinham percorrido um processo, de autonomia, de fazer uma espécie de identidade brasileira dentro da Língua Portuguesa. Quando africanos de Língua Portuguesa tomaram contacto com a literatura brasileira, foi uma catarse, principalmente Jorge Amado. Foi uma espécie de caução literária. Meus grandes mestres estão aqui.

:::  Seria uma espécie de retroalimentação?  :::

MC – O Brasil é um grande produtor e exportador de Língua Portuguesa. E não só por causa da dimensão da população, mas também das novelas. Infelizmente, o livro não chega tanto, mas as novelas produzem grande influência. Eu recordo que fui uma vez a Tete [província na região central de Moçambique] — e a [companhia mineradora] Vale do Rio Doce tem uma grande presença por lá. Eu entrei no hotel e os empregados moçambicanos cumprimentavam-me com “Namastê, Namastê!” E eu não percebia o que era aquilo. Vim a saber mais tarde que havia uma novela, Caminho das Índias, e aquilo alterou a maneira de as pessoas se cumprimentarem, entre os próprios moçambicanos. :::

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• Confira na íntegra a entrevista do autor moçambicano Mia Couto à reportagem de Letícia Duarte no sítio do jornal Zero Hora, de Porto Alegre (Brasil).

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Com base em
DUARTE, Letícia. Mia Couto: “O grande crime do racismo é que anula, em nome da raça, o indivíduo”.
Extraído do jornal Zero Hora – Porto Alegre, Brasil.
Publicado em: 07 set. 2014.

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A celebração do dia da liberdade pelas Embaixadas do Brasil e de Moçambique

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 7 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , ,

Da AIM – Agência de Informação de Moçambique e da Agência Brasil

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O dia 7 de setembro marca dois fatos importantes do mundo lusófono: os 40 anos da Assinatura dos Acordos de Lusaca, em Moçambique e os 192 anos da independência do Brasil. Em lembrança da data, ocorre a Semana Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, e houve o 13ª Festival Internacional da Cultura Brasileira, em Moscou, na Rússia.

–– Semana Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo ––
Em, Maputo, a Embaixada do Brasil e o Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), realizam, entre 7 e 14 deste mês, uma série de eventos culturais a marcar a convergência e a identidade cultural entre os dois países.

A Semana Cultural abre-se com o lançamento do programa de rádio sobre a nova música brasileira, a ser transmitido aos domingos, a partir das 18 horas e 30, pela Rádio Moçambique, na Antena Nacional, em parceria com a Embaixada do Brasil.

No terceiro dia, 9 de setembro, o pátio interno do CCBM acolherá as exibições teatrais da peça O Folclore do Amor, do grupo brasileiro As Lucianas. O trabalho enquadra-se no projeto cultural Conexão Teatral Brasil-Moçambique e em parceria com a Associação Cultural Xinguerenguere – ACX. Ainda no mesmo dia, o poeta brasileiro Enéias Tavares Santos inaugura no local uma mostra de xilogravuras.

No dia 10 de setembro, às 18 horas, o escritor moçambicano Raul Calane da Silva ministrará uma palestra sobre a produção literária luso-afro-brasileira e a importância do português como factor de unidade e identidade nacional nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O colóquio chamado “Língua Portuguesa e Instituição Literária na CPLP” será na Galeria Portinari do CCBM.

E no dia 12 de setembro, o CCBM inaugura o Cineclube Brasil, com a exibição do documentário A Vida é um Sopro, documentário sobre a vida e a obra do arquiteto brasileiro Óscar Niemeyer.

–– Festival Internacional da Cultura Brasileira, em Moscou ––
Entre os dias 1 e 7 de setembro, o 13º Festival Internacional da Cultura Brasileira foi realizado em Moscou, capital da Rússia.

A celebração do Dia da Independência do Brasil coincidiu com a do aniversário de Moscou.

Houve uma apresentação de samba e um desfile de carnaval pelas ruas da cidade, exibições de música nacional brasileira e de trajes típicos brasileiros, além de aulas de danças tradicionais e de capoeira, com os mestres Barrão e Eddy Murphy. Participaram mais de 150 atletas, mestres de capoeira reconhecidos, dançarinos e músicos profissionais de países como Rússia, Brasil, China e Estados Unidos da América.

O Festival Internacional da Cultura Brasileira foi promovido com o apoio da Embaixada do Brasil em Moscou, do Departamento de Cultura de Moscou e do festival Iárkie Liúdi.  :::

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–– Extraído da AIM – Agência de Informação de Moçambique e da Agência Brasil ––

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Maputo sediou 10º Encontro de Empresários China-Lusofonia

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 28 de Agosto de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Do sítio Macauhub (Macau, China)
27 de agosto de 2014

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No dia 26 de agosto de 2014, ocorreu em Maputo o 10º Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O evento foi coorganizado pelo Instituto para a Promoção das Exportações de Moçambique (Ipex), pelo Instituto para a Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) e pelo Conselho para a Promoção do Comércio Internacional da China (CPCIC).

O encontro é organizado anualmente desde 2003, ano da criação do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o Fórum Macau. E pela segunda vez teve como sede a capital moçambicana.

Diversos representantes das agências de comércio externo dos países-membros do Fórum destacaram a importância de Macau como espaço de promoção de negócios entre as empresas da China e as das nações lusófonas.

“O Fórum permite uma grande visibilidade das empresas junto de um dos maiores países do mundo, que é a China, e tudo no enquadramento da Língua Portuguesa, que Macau possibilita”, disse Pedro Ortigão Correia, vice-presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

–– As cifras do comércio China-Lusofonia estão a aumentar ––
O secretário-geral do Fórum Macau, Chang Hexi, apresentou um balanço das relações económicas de Pequim com a Lusofonia. No primeiro semestre de 2014, as trocas comerciais foram superiores a 64 mil milhões de dólares (ou 48,4 mil milhões de euros), depois de terem ultrapassado 131 mil milhões de dólares (ou 100 mil milhões de euros), em 2013.

Chang Hexi estimou que as cifras possam aumentar, em virtude dos acordos assinados pelos governos dos países-membros do Fórum durante a 4.ª Reunião Ministerial da plataforma, decorrida em Macau, em novembro de 2013.

Em sua intervenção no encontro empresarial, o presidente do IPIM, Jackson Chang, disse que o evento juntou nas edições anteriores mais de 3 mil empresários, tendo sido promovidas cerca de 2.600 bolsas de contactos nas áreas de infraestruturas, serviços financeiros e imobiliários, produtos alimentares e agrícolas, energia, turismo e comércio.

“Este encontro empresarial serve exatamente para procurarmos um maior equilíbrio nas relações económicas entre a China e os países de Língua Portuguesa, que é um trabalho contínuo que temos de fazer e que visa melhorar as relações bilaterais de comércio dos países de Língua Portuguesa com a China”, explicou.

Posteriormente, Jackson Chang falou em declarações à imprensa: “Em outubro, vamos realizar um encontro, no qual pretendemos atrair exportadores dos países de Língua Portuguesa, sobretudo da área alimentar. Através desta plataforma, os empresários vão poder expandir os seus negócios e procurar oportunidades no mercado da China.”

–– Empresa de Macau investe na construção em Moçambique ––
A empresa de Macau Charlestrong Engenharia, Tecnologia e Consultoria vai construir 50 mil habitações sociais nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Tete e Maputo, no âmbito de um memorando de entendimento assinado com o Fundo de Fomento de Habitação de Moçambique (FFH).

O projeto oficializado durante o 10° Encontro de Empresários em Maputo está orçamentado em 5,5 mil milhões de dólares (ou 4,16 mil milhões de euros).

Um outro memorando de entendimento foi também assinado pela empresa de Macau e pelo FFH, para o desenvolvimento da segunda fase da Vila Olímpica, erguida para a 10.ª edição dos Jogos Africanos – que Moçambique acolheu em 2011 – no bairro do Zimpeto, nos arredores de Maputo.

O projeto que abrange a construção de 240 apartamentos está avaliado em 30 milhões de dólares (ou 22,7 milhões de euros) e vai aumentar para cerca de 1.100 casas o parque habitacional da Vila Olímpica, cuja primeira fase foi construída por um consórcio liderado pela portuguesa Mota-Engil.

Ainda durante o 10º Encontro de Empresários dos países do Fórum Macau, foi ainda assinada uma carta de intenção para a realização de investimentos na indústria de caju moçambicana.

–– Próximo encontro empresarial será na Guiné-Bissau ––
O encontro de empresários da China e dos países lusófonos em Maputo teve como lema Fortalecendo a Cooperação Económica e Empresarial.

De acordo com o presidente do Ipex, João Macaringue, participaram no encontro mais de 400 empresários dos países-membros do Fórum. O evento abrangeu uma visita à 50.ª Feira Internacional de Maputo (Facim), gerado mais de 500 bolsas de contacto nas áreas financeira, construção e engenharia, ambiental, produtos alimentares, agricultura, comércio, medicina e serviços de saúde, logística, têxtil, máquinas e equipamentos, consultoria e serviços.

João Macaringue anunciou ainda que os representantes das agências de comércio externo acordaram que a próxima reunião empresarial entre a China e os países da Lusofonia será realizada na Guiné-Bissau.  :::

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–– Extraído do sítio Macauhub (Macau, China) ––

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Eliseu Mabasso: sobre a construção da variedade moçambicana da Língua Portuguesa

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 23 de Agosto de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

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Na ocasião da celebração dos 800 anos da Língua Portuguesa, o jornal Savana de Moçambique publicou entrevista com o professor de linguística Eliseu Mabasso, que falou sobre a situação da Língua Portuguesa como Língua oficial no país. E sentenciou: “O português não é e nunca, a meu ver, será uma Língua nacional em Moçambique.”

O professor recorda que “a Língua Portuguesa, embora ainda falada por uma percentagem abaixo da média do total da população, vai se construindo como uma variedade não nativa, isto é, que se distancia a vários níveis do padrão europeu ou brasileiro”. Segundo ele, está em formação o português mocambicano.

Ele também defende a educação bilingue em Língua Portuguesa e nas línguas locais de Moçambique e a promoção das línguas nativas. Somente estas, de acordo com Eliseu Mabasso, mereceriam ser chamadas de “línguas nacionais”, como línguas naturais de Moçambique, diferentemente da Língua oficial portuguesa.

Segundo o linguista, para estimular o Ensino do Português em Moçambique, deve-se permitir às línguas locais “a sua boa aprendizagem, dentro do contexto da moçambicanidade”. Ele também manifestou-se a favor do Acordo Ortográfico de 1990, dizendo “que este é um caminho irreversível”.

A entrevista a Eliseu Mabasso foi realizada por Ricardo Mudaukane e publicada na edição comemorativa de 27 de junho do jornal Savana, de Maputo, sendo aqui reproduzida a seguir em Ventos da Lusofonia.

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–– “A Língua Portuguesa é factor de exclusão em Moçambique” ––

Ricardo Mudaukane
do jornal Savana (Moçambique)
27 de junho de 2014

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A Língua Portuguesa faz anos a cada dia 27 de junho, desde que se soube que nessa data, há 800 anos, o terceiro rei de Portugal, Dom Afonso II, escreveu o seu testamento, que passou a ser considerado o mais antigo documento régio escrito em português. Apesar de não existir um marco oficial sobre a idade da Língua Portuguesa em Moçambique, a presença do idioma no país africano é normalmente remontada a 1497, quando o navegador português Vasco da Gama ancorou no território.

Adotado como Língua oficial pelo Estado moçambicano, após a independência do país em 25 de junho de 1975, o português vive no país o paradoxo de ser formalmente qualificado como Língua da unidade nacional, mas ser falado por uma minoria, constituída, principalmente, pelas elites da terra. Por isso, alguns estudiosos moçambicanos consideram- no factor de exclusão.

Para compreender os desafios com que o idioma se debate em Moçambique e o seu futuro, o Savana entrevistou Eliseu Mabasso, linguista e professor auxiliar na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior e mais antiga instituição de ensino superior no país.

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:::  Qual é o diagnóstico que faz do uso da Língua Portuguesa em Moçambique?  :::
Eliseu Mabasso – A Língua Portuguesa em Moçambique, embora ainda falada por uma percentagem abaixo da média do total da população, vai se construindo como uma variedade não nativa, isto é, que se distancia a vários níveis do padrão europeu ou brasileiro.

:::  O facto de a Língua Portuguesa ser falada por uma minoria no país não a torna uma língua das elites e um factor de exclusões – política, social, económica e cultural?  :::
EM – Infelizmente, e tal como tenho dito nalgumas intervenções científicas, a Língua Portuguesa é um factor de exclusão a todos os domínios da vida no nosso país. Para exemplificar, a nível político e económico, poucos são os moçambicanos que têm acesso ao teor do discurso político e a oportunidades de emprego e até de negócio que, infelizmente, é quase que exclusivamente veiculado e processado através da Língua oficial. Como é óbvio, uma das consequências notórias disso é a fraca participação das massas em processos de desenvolvimento do país e a crescente desconfiança no poder político.

A nível social, e como se sabe, nalguns círculos de interesse, o não domínio da Língua oficial, principalmente no contexto mais urbanizado, pode levar a que certos grupos de pessoas se vejam marginalizados. Isto é até extensivo a contextos mais localizados, isto é, famílias que dão instruções claras aos filhos para não se misturarem com pessoas “baixas”, isto é, que não falam português. Na justiça, o cenário é dramático, onde moçambicanos com fraco domínio ou que não falem a Língua oficial veem os seus direitos postos em causa, porque as suas línguas maternas não têm espaço no fórum jurídico.

:::  A circunstância de a Língua Portuguesa ser conhecida por uma minoria em Moçambique outorga-a condições para ser considerada uma Língua nacional?  :::
EM – O português não é e nunca, a meu ver, será uma Língua nacional em Moçambique. O conceito de “língua nacional” tem a ver com uma série de factores a considerar, tais como valores do nacionalismo, autenticidade e aceitabilidade.

Aliás, basta dizer que não há memória no contexto da África Sub-sahariana de uma nação que tenha proclamado uma língua de uma antiga potência colonizadora como sua língua nacional. O que a realidade nos mostra é que esta categoria cabe sempre a uma língua africana, tal como acontece em países como a Tanzânia (ki-swahili), Botswana (tswana), Suazilândia (siswati), Somália (somali), entre outros.

–– “É uma aberração exigir que se fale como em Portugal” ––

:::  É viável manter a obrigatoriedade de o português padrão em Moçambique ser o português europeu?  :::
EM – Não vejo essa possibilidade como exequível. O contexto em que o português moçambicano se vai consolidando é completamente diferente do caso do português europeu. Quanto a mim, chega até a ser uma aberração exigir que os moçambicanos falem português como se fala, por exemplo, em Portugal.

Para ser mais específico, a maior parte dos moçambicanos fala português como Língua segunda e tem como língua mãe uma língua bantu. Ora, a estrutura gramatical, discursiva e retórica da língua materna vai influenciar a construção da segunda Língua, neste caso o português.

Não é por acaso que, a título de exemplo, no chamado português moçambicano apresenta muitas construções passivas, estratégia típica das línguas bantu, que não ocorrem no contexto do português padrão europeu.

:::  O que é que está por detrás do desconhecimento da Língua Portuguesa pela maioria da população moçambicana, apesar de ser um idioma presente no território moçambicano há centenas de anos?  :::
EM – É um pouco difícil responder a esta questão, mas arrisco a dizer que a forma como a Língua oficial foi imposta, o facto de se ter ignorado o contexto em que ela surge, pode não ter contribuído para a sua implantação efetiva. Até porque tudo ou quase tudo foi feito no sentido de tornar o português numa verdadeira Língua franca, Língua de comunicação para moçambicanos falantes de diferentes línguas.

Talvez se tenha perdido a oportunidade de potenciar as línguas moçambicanas para, através destas, construir subsídios para a boa aprendizagem da Língua oficial, tal como acontece, por exemplo, nas antigas colónias britânicas, em que a educação em língua materna – no caso concreto em línguas bantu – foi sempre valorizada.

:::  Considera que a Língua Portuguesa tem sido a Língua da unidade nacional como foi muito catalogado logo após a independência do país?  :::
EM – Não considero o português Língua de unidade nacional. As contas a fazer são muito simples: quantos moçambicanos falam e escrevem nessa tal Língua de unidade nacional? Quantas pessoas beneficiam das vantagens que ela proporciona? Quantos nacionais se identificam com ela? Embora seja uma Língua aceite e tolerada por uma grande maioria, não se pode considerar o português um factor de unidade nacional.

:::  Que impacto está a ter para o uso da Língua Portuguesa a introdução do bilinguismo no sistema de ensino moçambicano?  :::
EM – Eu penso que estamos no caminho certo. Aliás, já era sem tempo. O uso de línguas moçambicanas na educação vai criar alicerces que, certamente, permitirão a boa aprendizagem do português a médio e longo prazos. Experiências de outros países indicam que o uso de línguas maternas na educação, para além de contribuir para o desenvolvimento cognitivo do aprendente, propicia a aprendizagem da língua segunda.

–– “Não há condições para impor uma segunda língua oficial” ––

:::  Moçambique tem condições para adotar o bilinguismo ou mais no estatuto de língua oficial, como acontece noutros estados africanos?  :::
EM – A situação de Moçambique, quanto a mim, difere em larga medida do caso de muitas outras nações africanas. O bilinguismo a ser fomentado deve ser visto de ponto de vista individual e não de forma estatutária, uma vez que não vejo condições para que se escolha uma língua em particular para, juntamente com o português, assumir o papel de língua oficial.

:::  Que impacto teria tal decisão para a Língua Portuguesa e para a promoção da inclusão linguística dos não falantes do português?  :::
EM – No caso específico do bilinguismo assumido de forma individual, penso que estaríamos a propiciar a existência de um contexto para a promoção de todas as línguas faladas por moçambicanos, por um lado, e para a inclusão de todos os moçambicanos no processo de desenvolvimento do país.

:::  Que consequências terá para a Língua Portuguesa a introdução em pleno do referido sistema?  :::
EM – Não vejo tal medida como um problema para o português, ao contrário dos que pensam ou sempre pensaram que as línguas moçambicanas constituíam barreira para a boa aprendizagem da Língua oficial. Muito pelo contrário, a boa “convivência” entre as línguas moçambicanas e o português vai contribuir para o desenvolvimento nos dois sentidos.

:::  A adesão a outras línguas estrangeiras pelos moçambicanos, nomeadamente inglês, francês e chinês é uma ameaça à Língua Portuguesa?  :::
EM – Não. O mundo dos nossos dias é cada vez mais global, e quanto mais línguas as pessoas poderem falar, melhor estarão enquadradas no contexto dos nossos dias, em que o monolinguismo tem dias contados.

:::  Que estratégias devem ser adotadas para que a Língua Portuguesa seja mais disseminada e aceite por todos os moçambicanos como a sua Língua?  :::
EM – Tal como disse anteriormente, quanto a mim, tudo passa por admitir que (i) o português em Moçambique não se pode dissociar do contexto em que ele se vai consolidando, i.e., coabitando com as línguas bantu e (ii) que estas devem ser potenciadas para permitirem a sua boa aprendizagem, dentro do contexto da moçambicanidade. O ensino bilingue, por exemplo, representa um bom passo nessa direção.

:::  Comunga da ideia de que existe um “português moçambicano”?  :::
EM – Com toda a certeza! Do mesmo modo que existe, por exemplo, o inglês britânico, que se distancia a vários domínios da variedade americana e australiana, dados os factores de ordem cultural, geográfica, etc., em Moçambique fala-se um português tipicamente localizado, que se associa a todo um contexto específico da nossa realidade.

:::  Que conceito avançaria de um suposto “português moçambicano”?  :::
EM – Chamaria simplesmente de português moçambicano, tal como existe o chamado português brasileiro, que muitos o apelidam, erradamente, “brasileiro” e português de Portugal.

:::  De que elementos estaria informado e enformado o português moçambicano?  :::
EM – Creio que, como disse acima, as marcas das línguas bantu e até da língua inglesa estarão sempre presentes na variedade moçambicana do português.

:::  Que papel estarão a ter os fluxos migratórios de moçambicanos na África Austral na formação do “português moçambicano”?  :::
EM – Não sei se isso tem a ver apenas com o fluxo migratório. Penso que a localização geográfica de Moçambique no contexto da SADC [Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral], organização maioritariamente composta por países de expressão inglesa, acaba por justificar a presença de anglicismos no português moçambicano.

–– Os interesses de Moçambique estão no Acordo Ortográfico ––

:::  Que pensa da relutância de Moçambique em ratificar o Acordo Ortográfico?  :::
EM – Não sei se se trata de relutância, uma vez que este é um caminho irreversível. Moçambique acabará por ratificar o novo Acordo Ortográfico logo que as condições político-financeiras tiverem sido criadas. Toda a mudança na vida causa algum estranhamento e há focos de resistência, mas o caminho é mesmo esse e não outra escolha.

:::  Os interesses de Moçambique estão representados no Acordo Ortográfico?  :::
EM – Sim, estão. Basta apenas recordar que a Cátedra de Língua Portuguesa baseada na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane entregou, recentemente, uma base de dados com cerca de 40.000 palavras tipicamente moçambicanas que vão ser incorporadas no dicionário da CPLP. Nós também herdaremos lexemas de outros países falantes do português. Em fim, saímos todos a ganhar.

:::  Moçambique e Angola podem funcionar como uma plataforma para a disseminação da Língua Portuguesa na África Austral?  :::
EM – Sim e já defendi, em algum momento, este ponto de vista. Factores de natureza económica inerentes aos dois países poderão contribuir para a afirmação da Língua Portuguesa na região, num contexto que, atualmente, está monopolizado pela tão poderosa língua inglesa.

:::  A Língua Portuguesa tem condições para ganhar curso corrente na África Austral, tendo em conta o domínio esmagador da língua inglesa?  :::
EM – A Língua Portuguesa, quanto a mim, vai ter o seu espaço, o que passará por um processo acompanhado de políticas claras visando a sua valorização. Será necessário passar-se de uma fase em que as pessoas saibam da sua existência para, a posteriori, pensar-se na sua implantação. Claro que não vejo o português em condições de competir com o inglês, pelo menos a médio e longo prazos. É imensurável o poderio e prestígio da língua inglesa à escala planetária.  :::

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MUDAUKANE, Ricardo. “A Língua Portuguesa é factor de exclusão em Moçambique”.
(Entrevista ao linguista Eliseu Mabasso).
Extraído do jornal Savana (Maputo, Moçambique)
Publicado em: 27 jun. 2014.