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Influência de uma língua mede-se pela capacidade de ligar línguas distantes

In Defesa da Língua Portuguesa,Lusofonia e Diversidade on 25 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Ana Gerschenfeld,
do jornal Público (Lisboa, Portugal)
22 de dezembro de 2014

:::  Nem o número de falantes, nem a riqueza económica são o que mais condiciona a influência de uma dada língua a nível global: conclui estudo com participação portuguesa.  :::

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Está a pensar em aprender chinês (ou melhor, mandarim) ou a aconselhar os seus filhos a optarem por essa segunda língua estrangeira? É certo que, quando olhamos para o astronómico número de pessoas que fala hoje chinês – e para o crescente poderio económico da China –, temos tendência para pensar que, a par (ou talvez em vez) do inglês, o chinês é que será a língua do futuro.

Porém, a acreditar nas conclusões de um estudo realizado por uma equipa internacional, entre os quais um cientista português, essa escolha poderá não ser a mais acertada… A língua franca do futuro poderá ser outra – e as mais importantes no ranking [classificação] mundial também poderão ser outras.

Os resultados, publicados na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mostram que, ao contrário do que se poderia pensar, influência global de uma língua mede-se principalmente pelo seu nível de ligação com outras línguas. E em particular, pela sua capacidade de mediar a comunicação entre línguas que de outra forma não conseguiriam “falar” entre si.

A questão reside em saber, no fundo, como avaliar a influência de uma língua na cultura global. Ora, até aqui, os parâmetros utilizados têm sido, justamente, o número de pessoas que falam uma dada língua e o nível económico dessas pessoas.

Mas agora, estes cientistas decidiram avaliar esse poderio linguístico com outra bitola: mapeando as redes de ligações entre as diferentes línguas do mundo. E concluem que, muito mais do que ao peso da demografia ou da riqueza – que obviamente também contribuem para o poderio das diversas línguas –, o sucesso global de uma língua deve-se sobretudo ao número e à força dessas ligações.

Mais: o que define a influência global de uma língua, argumentam os autores, é a sua capacidade de estabelecer pontes entre línguas associadas a culturas por vezes muito diferentes e afastadas do ponto de vista geográfico.

“O chinês – ou mandarim para ser mais preciso –, apesar de ter um grande número de falantes, é uma língua relativamente periférica, ou seja é uma língua que está isolada sobre si mesma e não interage com as restantes”, explicou ao Público Bruno Gonçalves, coautor português do artigo, a trabalhar na Universidade de Aix-Marseille (França).

“Ou seja, o chinês é útil na China, mas está longe de ser uma língua falada frequentemente noutros países ou regiões. Isto deve-se tanto à sua complexidade – que dificulta a aprendizagem – quanto ao tamanho da China – que facilita o isolamento cultural, visto poderem ser autossuficientes.”

–– Twitter, Wikipédia & Companhia ––
Para determinar as ligações existentes entre as línguas e avaliar a sua força, os cientistas – liderados por César Hidalgo e incluindo Steven Pinker – ambos do célebre Media Lab do Massachusetts Institute of Technology [o Instituto de Tecnologia de Massachusetts] ou MIT, EUA) – construíram três mapas diferentes a partir de três grandes massas de dados, respectivamente provenientes do Twitter, da Wikipédia e de traduções literárias.

No caso do Twitter – explica em comunicado o MIT –, o critério de ligação entre duas línguas era que o autor de um tweet [as micropostagens do Twitter] na sua própria língua (a primeira) também tivesse produzido pelo menos três tweets na segunda língua. Os dados representavam assim 17 milhões de tweets produzidos em 73 línguas por cerca de 280 milhões de utilizadores deste serviço online [em linha].

Quanto à força da ligação entre duas línguas, era medida pelo número de utilizadores desse “par” de línguas. Essencialmente, “a força de ligação entre as diversas línguas é dada pelo número de pessoas bilingues”, diz-nos Bruno Gonçalves.

No caso da Wikipédia, o critério era semelhante: os “editores” daquela megaciberenciclopédia eram retidos para análise quando tinham editado artigos na sua língua-mãe e noutras línguas. O conjunto final continha 2,2 milhões de tais editores.

–– A lista de traduções literárias da UNESCO ––
Por último, para gerar os dados de base relativos à tradução literária, os cientistas utilizaram o chamado Index Translationum da UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] – um catálogo de 2,2 milhões de traduções de livros em mais de mil línguas, publicadas entre 1979 e 2011. Aqui, a força da ligação entre duas línguas era determinada pelo número de traduções que existiam de uma para a outra.

Para obter as redes, os cientistas utilizaram, lê-se no artigo da PNAS, um algoritmo semelhante ao que o motor de pesquisa da Google utiliza para fazer o ranking das páginas da Web nas suas listagens de resultados de pesquisa. Esse algoritmo utiliza o número e a qualidade dos links [enlaces ou hiperligações] que apontam para um dado site [sítio de Internet] como estimativa da importância desse site.

–– Duas listas de personalidades e de suas publicações ––
Por outro lado, para validar os seus mapas de forma independente, os cientistas recorreram a mais dois conjuntos de dados que ligam pessoas famosas e difusão linguística: uma lista (obtida anteriormente por César Hidalgo) de 11.340 pessoas que tinham artigos acerca delas na Wikipédia escritos em mais de 26 línguas; e uma outra lista, publicada num livro da autoria do politólogo norte-americano Charles Murray, das 4.002 pessoas mais citadas em 167 obras de referência (de enciclopédias a inquéritos) publicadas à escala mundial.

Resultados? Os três mapas das redes linguísticas não eram idênticas – o que era de esperar, uma vez que o grupo de “autores” utilizado para cada um dos mapeamentos era diferente: no caso do Twitter, representava uma parcela dos internautas bilingues; no caso da Wikipédia, uma mistura de curiosos e especialistas (poliglotas) de um tema; e, no caso da base de dados da UNESCO, obras literárias de fama internacional.

“Por exemplo”, lê-se no mesmo comunicado, “na rede da Wikipédia, o alemão é muito mais central do que o espanhol, enquanto o contrário se verifica na rede gerada a partir do Twitter.”

Da mesma forma – e pela mesma razão –, a rede derivada dos dados da UNESCO estava mais em linha com a lista de famosos de Murray, cujos elementos proveem das artes e das ciências. Pelo seu lado, as redes derivadas do Twitter e da Wikipédia correspondiam melhor à lista de famosos estabelecida pelo coautor César Hidalgo com base na Wikipédia, que é mais inclusiva, uma vez que contém famosos das mais variadas profissões, da música pop ao desporto.

Mas mesmo assim, fosse qual fosse a lista de celebridades considerada, havia sempre pelo menos um dos mapas que conseguia prever de forma mais fiável a composição dessa lista com base na “centralidade” da língua na rede correspondente do que no PIB [Produto Interno Bruto] ou no número de falantes associados.

–– Línguas do futuro? ––
Uma coisa é certa: no topo da influência global está atualmente o inglês. Com 1500 milhões de falantes e um elevado rendimento per capita, os novos resultados também confirmam esta língua como a mais capaz de ligar outras línguas entre si – o que aliás já todos sabíamos.

Quanto ao chinês (com mais de 1.600 milhões de falantes) ou o árabe (500 milhões de falantes), apesar de estas línguas serem mais faladas do que línguas como o português (290 milhões), o francês (200 milhões), o alemão (185 milhões), ou o italiano (70 milhões), ambas surgem nos resultados como mais periféricas, menos centrais do que este conjunto de línguas europeias.

De facto, a seguir ao inglês, as línguas mais centrais a nível global são o francês, o alemão, o espanhol, o italiano e o russo (nessa ordem, com os três últimos no mesmo patamar). E, no “círculo” seguinte, encontram-se, entre outras, o holandês (com apenas 27 milhões de falantes), o português, o sueco (com dez milhões) e o dinamarquês (com seis milhões).

“O português é uma Língua intermédia”, explica ainda Bruno Gonçalves. “Porque, apesar de estar difundida pelo mundo e ter ligações a línguas mais distantes, tanto geográfica como linguisticamente, não tem a importância global de uma língua como o inglês tem atualmente ou como o francês teve em décadas passadas.”

“Para mim, o resultado mais surpreendente em relação ao português foi a sua ligação à língua malaia e ao finlandês, que são visíveis nas redes derivadas do Twitter e da Wikipédia”, acrescenta Bruno Gonçalves.

–– “Cultura e língua estão ligadas” ––
Seja como for, todas estas línguas medianamente periféricas – e muito menos faladas do que o chinês ou o árabe – revelam-se, nos três mapas, mais centrais do que o chinês ou o árabe (os diversos mapas estão acessíveis no site do projeto).

E em particular, no mapa derivado do Twitter, o português e o espanhol são as línguas indo-europeias mais centrais a seguir ao inglês – enquanto as línguas “sino-tibetanas” como o chinês se tornam praticamente irrelevantes.

Poder-se-á objetar que estes dados estão enviesados, dado que consideram populações não representativas da totalidade da população humana – e que portanto não representam a influência real de cada língua. A isso, César Hidalgo responde no mesmo comunicado: “Quero dizer claramente que este estudo não é sobre línguas globais. As três redes são representativas de elites. Mas, ao mesmo tempo, essas elites são os motores da transferência de informação entre culturas.”

“O que estes resultados demonstram é que a cultura e a língua estão intrinsecamente ligadas, e que promover uma é promover a outra”, frisa Bruno Gonçalves.

–– Quanto ao português? E haverá uma nova Língua franca? ––
Como preservar o português? “Através de medidas que aumentem o número de estrangeiros que falam a nossa Língua – promoção de aulas de português para estrangeiros, etc. – ou que difundam a cultura portuguesa, como a tradução de livros de autores nacionais para outras línguas”, responde-nos o cientista.

E qual será a língua franca do futuro?, perguntámos. “Será provavelmente uma mistura de línguas. O inglês manterá o seu domínio, mas acho que não corremos o risco de ter uma única língua global que elimine as outras.”  :::

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GERSCHENFELD, Ana. Influência de uma língua mede-se pela capacidade de ligar línguas distantes.
Extraído do jornal Público – Lisboa, Portugal.
Publicado em: 22 dez. 2014.

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Palavra do Ano de 2014 reacende polémica dos estrangeirismos no Português

In Defesa da Língua Portuguesa,Enriquecimento da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 15 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: ,

Da Agência Lusa e da Porto Editora

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A Porto Editora promove pela sexta vez o concurso virtual da “Palavra do Ano”. A equipa de linguistas do Departamento de Dicionários da Língua Portuguesa da Porto Editora selecionou as dez palavras a serem votadas pelo público através da Internet como a “Palavra do Ano” de 2014. O anúncio da palavra vencedora ocorrerá em janeiro de 2015.

O objetivo do concurso na Internet é “enaltecer o património da Língua Portuguesa, sublinhando a importância das palavras e dos seus diferentes sentidos no nosso quotidiano”.

A seleção das palavras pela Porto Editora faz retomar um ponto polémico quanto ao léxico da Língua Portuguesa: pode uma palavra estrangeira, sem adaptações gráficas e de pronúncia, ser escolhida como símbolo da Língua Portuguesa?

Em comunicado, a Porto Editora afirma que a lista de palavras foi feita “com base em critérios de frequência de uso e de relevância assumida quer através dos meios de comunicação social e das redes sociais, quer da utilização dos dicionários da Porto Editora”, inclusive nas versões em linha (online) e para a Internet móvel (mobile).

Declara no mesmo comunicado que as dez palavras selecionadas – divulgadas em 1 de dezembro de 2014 – remetem assuntos de política, saúde, a guerra, hábitos sociais e estratégias de comunicação. Embora haja palavras de uso muito comum e costumeiro da Língua, há também as neologias, em que aparecem regionalismos e até uma palavra inglesa.

As dez palavras candidatas são “banco”, “basqueiro”, “cibervadiagem”, “corrupção”, “ébola”, “legionela”, “gamificação”, “jihadismo”, “selfie” e “xurdir”.

–– “Basqueiro” e “xurdir”: regionalismos do norte de Portugal ––
A palavra “basqueiro” aparece na lista, pois “surpreendeu a opinião pública quando foi utilizada pelo atual ministro da Economia num debate parlamentar”, usada em novembro pelo ministro António Pires de Lima na Assembleia da República, o Parlamento português: “‘Que basqueiro!’, como se diz no norte [de Portugal]. ‘Basqueiro’ é um termo utilizado na gíria do Porto, que eu aprendi quando vivi no Porto”, disse na mesma ocasião, explicando que a palavra é sinónima de “frenesim”.

Outro regionalismo que aparece na lista é “xurdir”, usada na região de Trás-os-Montes: “Talvez pelas circunstâncias socioeconómicas que o país atravessa, ou pela riqueza da Língua Portuguesa, verificou-se este ano um aumento significativo da utilização desta palavra, que significa ‘lutar pela vida; mourejar’.”

–– “Ébola” e “legionela”: surtos e infecções ––
A palavra “ébola” fez grande presença na mídia devido ao surto do vírus a atingir notadamente a África Ocidental, em países como Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria. “Tornou-se uma das preocupações das entidades públicas e das populações durante todo o ano”, refere a Porto Editora no comunicado.

Uma forte candidata é a palavra “legionela”, devido ao “inesperado surto” de infecções em Portugal causadas por bactérias do gênero Legionella, o que “fez com que o uso deste vocábulo se tornasse generalizado”.

–– “Banco” e “corrupção”: palavras corriqueiras da Língua ––
Na lista também aparecem palavras de uso corriqueiro da Língua Portuguesa. Os linguistas justificam a inclusão da palavra “banco” por “toda a polémica em torno da situação de uma conhecida instituição bancária, que colocou este vocábulo no centro do nosso quotidiano, levando ao aparecimento de expressões como ‘banco bom’ e ‘banco mau'”.

Outra palavra comum da Língua incluída na lista foi “corrupção”, pois ao longo do ano “foram sendo conhecidos vários casos de suspeita de corrupção em vários sectores da sociedade, envolvendo inclusive entidades e personalidades públicas”.

–– “Gamificação”, “jihadismo”: hibridismos ––
Há na lista hibridismos: palavras portuguesas derivadas de um termo de língua estrangeira. É o caso de “gamificação”. Para a equipa do concurso, “cada vez mais e em inúmeros contextos – educação, saúde, política, etc. – se faz uso de técnicas características de videojogos para resolver problemas práticos ou consciencializar ou motivar um público específico para um determinado assunto, uma estratégia que tem o nome de gamificação”.

O termo “gamificação” é um aportuguesamento do inglês gamification (derivada de game, “jogo”). Para o mesmo sentido em português, há também o termo “ludificação”.

A palavra “jihadismo” é derivada do árabe jihad, em referência à ação de grupos armados, notadamente os que se declaram de fé islâmica. “O afirmar do jihadismo no Iraque e na Síria, através da utilização dos média e das novas plataformas como formas de propaganda à escala global, colocou este movimento no topo da agenda mediática”, explica a Porto Editora.

–– Vida digital, “cibervadiagem” e o polémico “selfie ––
Há termos ligados à informática e à vida digital. A inclusão de “cibervadiagem”, ou o ócio em meio a trabalhos via Internet, explica-se pelo facto de a “utilização de plataformas digitais, como as redes sociais, com fins lúdicos durante o exercício de funções profissionais, ser cada vez mais frequente e um fenómeno que começa a ser objeto de análise jurídica”.

Porém, o mais polémico termo incluído na lista é a palavra inglesa “selfie” (derivada de self-portrait), que pode ser traduzida em português como “autorretrato” ou “autofoto”. Assim a Porto Editora justifica sua inclusão: “mais do que uma moda, mais do que uma tendência, as selfies fazem parte do nosso dia a dia, com presença constante nas redes sociais”.

A votação da “Palavra do Ano” 2014 será através do sítio de Internet Infopédia.pt e ocorre “até ao último segundo” de 31 de dezembro de 2014.

Nas edições anteriores, as palavras escolhidas foram “esmiuçar” em 2009, “vuvuzela” em 2010, “austeridade” (2011), “entroikado” em 2012 e “bombeiro” em 2013.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e da Porto Editora ––

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Programa brasileiro ensina Português para Estrangeiros e outras seis línguas

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 21 de Novembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Do Ministério da Educação do Brasil (Brasília, Brasil)
17 de novembro de 2014

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:::  O Ministério da Educação brasileiro lançou programa que oferece pela Internet aulas de Português para Estrangeiros, além de inglês, francês, espanhol, italiano, japonês e chinês mandarim.  :::

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O Ministério da Educação do Brasil lançou nesta segunda-feira, 17 de novembro, o programa Idiomas Sem Fronteiras voltado para a formação e a capacitação de estudantes, professores e corpo técnico-administrativo de instituições de educação superior e de professores de idiomas da rede pública de educação básica.

O programa é direcionado aos estudantes e professores que precisam melhorar a proficiência em línguas como inglês, francês, espanhol, italiano, japonês, chinês mandarim, alemão e Português para Estrangeiros.

A iniciativa, complementar ao Ciência Sem Fronteiras e às demais políticas públicas de internacionalização, vai dar bolsas de estudos aos estudantes e professores que queiram estudar línguas.

Serão publicados editais específicos para cada idioma, com os requisitos a serem preenchidos para a participação nos diferentes cursos e testes ofertados. As aulas são presenciais e pela Internet.

Para a execução do programa, poderão ser firmados convênios entre o governo e entidades privadas. Também poderão ser utilizadas parcerias já firmadas no programa Ciência Sem Fronteiras e de outros programas do governo brasileiro voltados à cooperação internacional na educação superior.

“As parcerias entre instituições de ensino superior estrangeiras e brasileiras deverão ser estimuladas, permitindo o intercâmbio de estudantes, professores e corpo técnico-administrativo, com foco no ensino de línguas no Brasil e de Língua Portuguesa no exterior”, diz o comunicado do Ministério da Educação.

Desde 2013, têm sido publicados editais para cursos de língua inglesa, no âmbito do programa pioneiro Inglês Sem Fronteiras. Atualmente, estão abertas as inscrições para o exame TOEFL-ITP (Test of English as a Foreign Language/Institutional Testing Program) e para o curso pela Internet My English Online. Ainda para o mês de novembro, está previsto o início das inscrições para cursos on-line (em linha) de francês.

–– Para universitários e para professores até da educação básica ––
O programa atenderá professores, técnicos e alunos de graduação e pós-graduação (stricto sensu) das instituições de educação superior, públicas e particulares, com regras específicas para a participação em cada uma das ações que integram o Idiomas Sem Fronteiras.

Professores de idiomas da rede pública da educação básica também serão beneficiados por ações do programa com lançamento de editais próprios. Além disso, o programa irá capacitar professores e estudantes universitários no exterior para a aprendizagem da Língua Portuguesa.  :::

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–– Extraído do Ministério da Educação do Brasil (Brasília, Brasil) ––

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Portugal e Brasil anunciam acordo de produção audiovisual para as televisões públicas da CPLP

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 1 de Novembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Da Agência Lusa
31 de outubro de 2014

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Portugal e Brasil anunciaram investimentos de cerca de 3,2 milhões de euros em um programa de financiamento de produção audiovisual no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O secretário de Estado da Cultura da República Portuguesa, Jorge Barreto Xavier, visitou o Brasil para participar em vários encontros de cooperação no setor entre os dois países.

No dia 29 de outubro, Jorge Barreto Xavier assinou um acordo de parceria para o investimento de 3,2 milhões de euros, na “produção e difusão de conteúdos audiovisuais” entre os países-membros da CPLP.

Dos 3,2 milhões de euros, Portugal investirá um milhão de euros e o Brasil a restante verba, a ser aplicada em três iniciativas distintas e envolvendo as televisões públicas de cada Estado-membro.

As áreas abrangidas pelo acordo de parceria são a produção e difusão televisiva de documentários (DocTV CPLP), a produção de obras de ficção (FicTV CPLP) e intercâmbio de documentários (o programa Nossa Língua).

De acordo com o gabinete do secretário português da Cultura, este programa de apoio deverá começar em 2015 e os primeiros projetos concluídos deverão ser apresentados em meados de 2016.

O DocTV CPLP prevê a coprodução de um documentário em cada um dos países da Comunidade, de cerca de meia hora de duração, para posterior exibição nas emissoras públicas de televisão.

O FicTV CPLP incluirá a coprodução de um telefilme de ficção, a partir da adaptação de uma obra literária de um país lusófono.

E o programa Nossa Língua consistirá na criação de uma programação semanal com documentários “sobre as realidades nacionais de cada Estado-membro nas respectivas televisões”.

–– Entrega do Prémio Camões a Alberto da Costa e Silva ––
Jorge Barreto Xavier esteve na quarta-feira, 29 de outubro, na cerimónia de entrega do Prémio Camões de 2014 ao escritor brasileiro Alberto da Costa e Silva, na sede da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

O principal prêmio literário do mundo lusófono foi atribuído a Alberto da Costa e Silva em maio deste ano. A cerimônia de entrega do Prémio Camões ocorreu no mesmo dia em que se celebraram os 204 anos de fundação da Biblioteca Nacional.
“Esse prêmio foi criado para homenagear os escritores de Língua Portuguesa. E eu fico muito feliz de ter sido incorporado a essa galeria do Prêmio Luís de Camões”, disse o autor brasileiro em agradecimento durante a cerimónia realizada no Auditório Machado de Assis, no prédio da Biblioteca Nacional.

Na sexta-feira, dia 31 de outubro, o secretário de Estado português visitou diversos espaços culturais no Rio de Janeiro para a criação do futuro Centro Cultural Português do Instituto Camões. Jorge Barreto Xavier também visitou a Fundação Luso-Brasileira, visando preparar a representação portuguesa para as comemorações dos 450 anos de fundação da Cidade do Rio de Janeiro.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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O colóquio sobre Língua Portuguesa, multilinguismo e novas tecnologias em Belo Horizonte, Brasil

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 24 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , , ,

Do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa

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Nos dias 15 e 16 de outubro, foi realizado o Colóquio Internacional Língua Portuguesa, o Multilinguismo e as Novas Tecnologias das Línguas no Século XXI, realizado no Câmpus II do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), em Belo Horizonte.

O colóquio, que reuniu especialistas no debate sobre diversidade linguística, novas tecnologias para as línguas e políticas de multilinguismo, foi organizado pelo CEFET-MG e pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

–– Multilinguismo na Rússia e nos países de Língua Portuguesa ––
Após a breve abertura, o vice-presidente do Comitê Informação para Todos da UNESCO na Rússia, Evgeny Kuzmin, deu início à primeira conferência do evento, intitulada “A Diversidade e as Novas Tecnologias no Quadro das Grandes Negociações Globais sobre as Línguas”.

Por meio de tradução simultânea do russo para o português, sobre os projetos da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em relação à defesa e promoção das línguas e sobre o multilinguismo na Federação Russa, onde há 142 milhões de habitantes falando 180 línguas.

O responsável do órgão das Nações Unidas citou também a Declaração de Yakutsk sobre a Diversidade Linguística e Cultural no Ciberespaço elaborada neste ano.

O antigo diretor-executivo do IILP, o linguista brasileiro Gilvan Müller de Oliveira apresentou palestra sobre a diversidade linguística nos nove países lusófonos. E distinguiu multilinguismo de plurilinguismo: “Multilinguismo é só o fato de haver muitas línguas em um território; já plurilinguismo é tomar partido dessa diversidade linguística no sentido de preservar e difundir essa pluralidade de línguas.”

Gilvan Müller ressaltou a importância de se cumprir as recomendações da Carta de Maputo e dos Planos de Ação de Brasília e de Lisboa em prol da Língua Portuguesa. Por fim, o professor fez referência ao Inventário Nacional da Diversidade Linguística criado por decreto do Governo brasileiro de 2010 e defendeu o trabalho para se elaborar um mapa linguístico do Brasil.

–– Tratamento digital das línguas e Atlas Linguístico da CPLP ––
O professor Cláudio Menezes, da Universidade de Brasília, defendeu em sua palestra o mais aprimorado tratamento das línguas nos meios digitais e na Internet. Tal defesa vai ao encontro das diretrizes para a Língua Portuguesa como expressão científica e de tecnologia de ponta, defendidas pelo Plano de Ação de Lisboa sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial.

A professora Rosângela Morello – coordenadora-geral do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), com sede em Florianópolis – foi além na defesa da Carta de Maputo e lançou em sua palestra a sugestão para se fazer um Atlas Linguístico do espaço da CPLP, a ser disponibilizado gratuitamente nos meios digitais.

–– Os projetos do IILP e o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo ––
No segundo dia do colóquio em Belo Horizonte, o IILP apresentou seus dois projetos de gestão pluricêntrica da Língua Portuguesa nos meios digitais. O professor Carlos Alberto Faraco, da Comissão Nacional do Brasil no IILP, apresentou o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC). E a diretora-executiva do IILP, Marisa Mendonça, apresentou o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE).

O diretor do Museu da Língua Portuguesa de São Paulo, Antônio Sartini, apresentou a instituição que utiliza a tecnologia digital para falar sobre a história da Língua Portuguesa a seus visitantes das exposições. E mencionou o projeto para a criação da plataforma Estação Educativa, a ser lançada no final de outubro.

O presidente do Conselho Científico do IILP, Raul Calane, falou em sua palestra sobre a Revista Platô – a publicação oficial do instituto ligado à CPLP e sediado na Praia, em Cabo Verde –, de periodicidade semestral e que já tem cinco números publicados.

–– O Ensino do Português no Timor-Leste ––
Por fim, o presidente da Comissão Nacional do Timor-Leste no IILP, Benjamim Corte-Real, abordou em sua palestra sobre as dinâmicas das línguas no país do sudeste da Ásia e os investimentos em novas metodologias de ensino para a promoção e popularização da Língua Portuguesa.

Benjamin Corte-Real ressaltou a importância do papel estratégico do português para Timor-Leste, nos âmbitos da educação, dos negócios e da partilha de tecnologias.

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• Colóquio Internacional Língua Portuguesa, o Multilinguismo e as Novas Tecnologias das Línguas no Século XXI – 15 e 16 de outubro de 2014 – Belo Horizonte, Brasil.
<http://seminarionovastecnologiasdaslinguas.wordpress.com/>

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–– Extraído do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa ––

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Brasil: vocabulário reúne 170 mil palavras da Língua Portuguesa da Idade Média

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 14 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Portal Brasil (Brasília, Brasil)
13 de outubro de 2014

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:::  Material organizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa será distribuído em bibliotecas e universidades de diversos países.  :::

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A Fundação Casa de Rui Barbosa (sediada no Rio de Janeiro) lançou um vocabulário a listar palavras da Língua Portuguesa usadas na Idade Média e a relacioná-las com suas correspondentes atuais.

O Vocabulário do Português Medieval demorou 35 anos para ser preparado e publicado. A obra conta com 170 mil verbetes usados em documentos de Portugal e da região da Galiza (no noroeste da Espanha) entre os séculos XIII e XV.

O trabalho começou em 1979, com o lexicógrafo Antônio Geraldo da Cunha, do Setor de Filologia da Casa de Rui Barbosa, instituição vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil.

“Ele arrebanhou uma quantidade de manuscritos de uma Língua falada entre a Galiza e Portugal. Com esse repertório, é possível retratar o processo de consolidação da Língua Portuguesa”, disse o diretor do Centro de Pesquisas da Casa de Rui Barbosa, José Almino de Alencar.

“Entre o latim romano e o português, a Língua atravessou uma grande história. É um dos momentos dessa história desconhecida que está retratado no Vocabulário“, completou o diretor.

–– Três décadas de espera até a primeira compilação impressa ––
Além do desafio de recolher os vocábulos em documentos antigos – trabalho que levou alguns anos –, os pesquisadores tiveram dificuldade para levá-lo ao público.

A primeira tentativa foi em 1984, quando os pesquisadores publicaram um fascículo-amostra na tentativa de conseguir patrocínio. Sem sucesso, houve uma adaptação da obra, publicada, em partes, entre 1986 e 1994.

Em 1999, todo o acervo de pesquisa foi digitalizado, o que possibilitou a publicação do material no ano seguinte, como um CD-ROM (disco multimídia usado em computadores). Uma atualização, ainda em CD-ROM, foi publicada em 2007. Somente sete anos depois, foi publicado o Vocabulário do Português Medieval, em dois volumes e com mil exemplares.

O material será distribuído em bibliotecas e universidades do Brasil, de Portugal, da Espanha, da França, da Alemanha e dos Estados Unidos da América.

“Não tínhamos nada publicado com essa densidade [sobre a origem da nossa Língua]. Esperamos que a obra seja um ponto de demarcação para estudiosos da nossa Língua e também de inspiração para outros países se debruçarem sobre suas próprias”, ressaltou a ministra da Cultura do Brasil, Marta Suplicy, presente à solenidade de lançamento ocorrida no Rio de Janeiro na sexta-feira, dia 10 de outubro de 2014.  :::

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–– Extraído do Portal Brasil (Brasília, Brasil) ––

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Argentina: curso do IILP para materiais de Ensino de Português a falantes de espanhol

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 6 de Outubro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa

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O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) está a organizar em Buenos Aires, Argentina, de 6 a 9 de outubro, o Curso de Capacitação para a Elaboração de Materiais: Ensino de Português para Falantes de Espanhol.

O evento é promovido pelo IILP e pela Casa do Brasil – Escola de Línguas, de Buenos Aires, e conta com o apoio institucional da Associação Argentina de Professores de Português.

O curso na Argentina tem como objetivo capacitar professores e estudantes de pós-graduação com formação em Língua Portuguesa para a elaboração de pelo menos 45 unidades didáticas para o Ensino de Português para falantes de espanhol. Também é destinado a pessoas de outras áreas com proficiência em Nível Avançado em Língua Portuguesa.

Os materiais para o Ensino de Português serão produzidos com base em abordagens pedagógicas contemporâneas para o ensino de línguas. Também é meta do curso a discussão de um panorama de gestão pluricêntrica e partilhada da Língua Portuguesa, com as contribuições vindas dos Estados que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O curso, com duração total de 28 horas, está sob a orientação da Equipa Assessora Central (EAC) que gerencia o Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE) do IILP. O local é a Casa do Brasil de Buenos Aires. Após o curso, as Unidades Didáticas para o Ensino de Português para falantes de espanhol farão parte do sítio do PPPLE.

Os participantes que concluírem o curso terão seus nomes incluídos na Equipa de Produção do PPPLE como elaboradores dos materiais voltados aos utilizadores falantes de espanhol.  :::

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• Casa do Brasil – Escola de Línguas
avenida Callao, 433 – 8º.
Buenos Aires, Argentina
<http://www.casadobrasil.com.ar>

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–– Extraído do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa ––