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Língua comum e trabalho fazem angolanos virem para o Brasil

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 28 de Dezembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Isabela Vieira
da Agência Brasil
26 de dezembro de 2014

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Rio de Janeiro — Bilongo Lando Domingos, 32 anos, é cabeleireiro e há 13 anos mora no Rio de Janeiro. Angelina Sissa João, 26 anos, é estudante e desembarcou há dois anos na cidade para estudar marketing [análise de mercados]. Cabingano Manuel é jornalista, com especialização em administração, e chegou há quatro anos para trabalhar como correspondente de uma emissora de TV. Todos são angolanos e escolheram o Brasil em busca de melhores condições de vida e de oportunidades profissionais.

De acordo com o Ministério da Justiça brasileiro, vivem no Brasil cerca de 12,5 mil angolanos, sendo 3,7 mil residentes. Boa parte chegou ao Rio e a São Paulo durante a guerra civil naquele país, entre 1990 e o início de 2000, quando o Brasil concedia refúgio àqueles que deixavam o país. É o caso de Bilongo, que saiu de Luanda, capital de Angola, para não ser recrutado.

“Eu queria muito sair. O país estava em guerra, e nós, jovens, naquela época com 16 e 17 anos, com porte físico, éramos alvo, no sentido de que as Forças Armadas do país precisavam de jovens para poder lutar, e eu não queria isso. Aquela guerra não valia a pena”, contou Bilongo, que hoje é cabeleireiro especializado em cortes masculinos estilizados, no centro da capital fluminense.

Ele escolheu o Brasil pela Língua e pela proximidade cultural. “Os brasileiros têm muito respeito por nós, se identificam com a música, as cores, o jeito de ser”, lista.

Angelina Sissa veio em busca de qualificação profissional. Incentivada por parentes que estudaram no Rio e voltaram para Angola, ela se matriculou em marketing. “O Brasil tem mais experiência nessa área.” Há dois anos ela estuda em uma universidade particular e mora na Tijuca, na Zona Norte [da Cidade do Rio de Janeiro]. Para Angelina, a escolha pelo Brasil também se deve à proximidade cultural.

“O ambiente aqui é próximo ao de Angola: a maneira de ser [dos brasileiros] não foge muito [do que é em Angola]. São pessoas abertas, que gostam de conversar, simpáticas”, destacou.

Cabingano Manuel chegou para fazer mestrado em comunicação e cursar pós-graduação em administração. De correspondente internacional no continente americano, ele foi alçado a representante da Televisão Pública de Angola (TPA). Jornalista, revelou que conheceu o Brasil dando palestras na Bahia e há quatro anos resolveu vir para morar com a família. “Minha decisão de vir foi primeiramente acadêmica, só depois disso vieram as outras coisas [o trabalho]”, disse.

Manuel também assegura que as semelhanças entre a cultura brasileira e a angolana foram determinantes em sua decisão. “É muito mais prático reencontrar-me, adaptar-me ao Brasil do que a Portugal ou a outro país: as ruas, as pessoas, os hábitos e costumes são muito parecidos aos de Angola e, particularmente, aos de Luanda”, revelou. Entre seus programas favoritos de fim de semana, estão caminhar na Praia de Copacabana e visitar pontos turísticos.

–– “O acolhimento pelo Brasil deu certo” ––
A facilidade de se comunicar – os dois países têm a Língua Portuguesa como idioma oficial – ajudou a atrair os imigrantes, diz Luiz Fernando Godinho, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) –(*)–. Por causa da guerra, o Brasil chegou a receber cerca de 1,7 mil angolanos e, durante muitos anos, eles foram o maior grupo de refugiados no país.

“Essa população [de refugiados no Brasil] foi diminuindo. Hoje, os angolanos são o terceiro maior grupo, entre os cerca de 7,2 mil refugiados, de 80 nacionalidades. A maioria é formada de pessoas vindas da Síria [1,2 mil] e da Colômbia [1 mil]”, informou Godinho. O número de angolanos com refúgio – que atualmente está em 873 – tende a cair mais, uma vez que eles têm trocado essa condição pela residência.

O porta-voz da ACNUR conta que, com o fim da concessão de refúgio, o Brasil fez um programa de repatriação para permitir a volta dos refugiados ao país africano, mas que nenhum angolano se inscreveu. “É um sinal de que o Brasil cumpriu bem seu papel de receber, de fornecer meios para reconstruir a vida e se integrar”, avaliou. “O acolhimento pelo país deu certo.”  :::

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–– Nota: ––
–(*)–  O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) é o órgão das Nações Unidas encarregado de garantir proteção e segurança a refugiados e expatriados de todo o mundo. A sede do órgão localiza-se em Genebra, Suíça, e é presidido pelo antigo primeiro-ministro da República Portuguesa, António Guterres.

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VIEIRA, Isabela. Facilidade com Língua e vagas de trabalho fazem angolanos virem para o Brasil.
Extraído da Agência Brasil.
Publicado em: 26 dez. 2014.

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Seminário Internacional Diálogo Índia-Brasil II na Universidade do Estado do Rio de Janeiro

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 5 de Novembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Do Programa de Estudos Indianos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil)
5 de novembro de 2014

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Entre os dias 5 e 7 de novembro, será realizado no Rio de Janeiro o Seminário Internacional Diálogo Índia-Brasil II. O evento é uma iniciativa do Programa de Estudos Indianos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O objetivo do seminário é fortalecer a integração acadêmica entre Índia e Brasil. O evento atende às necessidades advindas do surgimento do bloco de nações do BRICS – acrônimo que representa as cinco principais nações emergentes do mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que reúnem 40% da população mundial e tiveram rápida expansão econômica nos últimos anos.

O evento sobre as relações entre Brasil e Índia também remete ao Congresso Internacional Índia e o Mercado Lusófono ocorrido em Panjim, capital do Estado de Goa, em 14 e 15 de janeiro deste ano, com maior foco comercial. E realça o importante legado histórico de relações de mais de 500 anos entre a Índia e o mundo lusófono, bem como a importância da preservação da Língua Portuguesa como marca da identidade cultural de Goa.

“O estabelecimento de elos acadêmicos entre os dois países é importante para a produção de conhecimento capaz de sustentar a comum demanda de ambas as sociedades: um desenvolvimento social, econômico e político equilibrado e consistente”, diz o comunicado da página oficial do evento da UERJ.

“Acreditamos que o Seminário Internacional Diálogo Índia-Brasil II será importante para o estreitamento dos laços entre Brasil e Índia e para a ampliação dos horizontes acadêmicos em diversas áreas no Rio de Janeiro, realçando a importância da Índia no mundo contemporâneo e a nossa capacidade em pensar, produzir e aprender em colaboração e entendimento com os pesquisadores indianos”, conclui o comunicado.

O evento, a ser realizado no câmpus Francisco Negrão de Lima, da UERJ, é voltado a estudantes de graduação e pós-graduação e Profissionais ligados às relações entre Brasil e Índia.

–– A programação do Seminário Índia-Brasil no Rio de Janeiro ––
O evento conta com a abertura a ser feita pelo Embaixador da Índia em Brasília, Ashok Tomar, e com o representante do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Renato Flores.

Na quinta-feira, 6 de novembro, duas comunicações sobre as relações Brasil-Índia: um balanço das relações comerciais, na comunicação de Leonardo Ananda Gomes (da Câmara de Comércio Brasil-Índia) e de Leane Naidin (da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-RJ); e sobre o quadro atual das relações gerais binacionais, na comunicação de Aparajita Gangopadhyay (da Universidade de Goa) e Adriana Abdenur (da PUC-RJ).

E na sexta-feira, destaca-se a comunicação sobre novas perspectivas das abordagens de Goa com o mundo lusófono, a ser feita por Célia Tavares (da UERJ) e Patrícia Souza de Faria (da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). E a comunicação sobre a integração acadêmica entre o Brasil e a Índia, a ser feita por Amit Bhaya (da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

No final da conferência, ocorrerá no local a reunião do conselho acadêmico do Programa de Estudos Indianos da UERJ.

O Seminário Internacional Diálogo Índia-Brasil II é uma sequência do seminário com o mesmo tema, que teve lugar em Goa, em 2011, a cargo do Centro para os Estudos Latino-Americanos e Internacionais, na Universidade de Goa.  :::

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Clique aqui para ter acesso à programação do Seminário Internacional Diálogo Índia-Brasil II – Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro, Brasil.

• Programa de Estudos Indianos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro:
<http://www.peind.org/>

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–– Extraído do Programa de Estudos Indianos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil) ––

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Leia também:
Português: Língua libertadora para o povo de Goa – Jason Keith Fernandes – 29 de janeiro de 2014
Goa, a ponte da Índia para o mundo lusófono – Loro Horta – 14 de janeiro de 2014
“Fala Português?” – a importância da Língua Portuguesa para a Índia – Constantino Xavier – 13 de janeiro de 2014

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Portugal e Brasil anunciam acordo de produção audiovisual para as televisões públicas da CPLP

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 1 de Novembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Da Agência Lusa
31 de outubro de 2014

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Portugal e Brasil anunciaram investimentos de cerca de 3,2 milhões de euros em um programa de financiamento de produção audiovisual no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O secretário de Estado da Cultura da República Portuguesa, Jorge Barreto Xavier, visitou o Brasil para participar em vários encontros de cooperação no setor entre os dois países.

No dia 29 de outubro, Jorge Barreto Xavier assinou um acordo de parceria para o investimento de 3,2 milhões de euros, na “produção e difusão de conteúdos audiovisuais” entre os países-membros da CPLP.

Dos 3,2 milhões de euros, Portugal investirá um milhão de euros e o Brasil a restante verba, a ser aplicada em três iniciativas distintas e envolvendo as televisões públicas de cada Estado-membro.

As áreas abrangidas pelo acordo de parceria são a produção e difusão televisiva de documentários (DocTV CPLP), a produção de obras de ficção (FicTV CPLP) e intercâmbio de documentários (o programa Nossa Língua).

De acordo com o gabinete do secretário português da Cultura, este programa de apoio deverá começar em 2015 e os primeiros projetos concluídos deverão ser apresentados em meados de 2016.

O DocTV CPLP prevê a coprodução de um documentário em cada um dos países da Comunidade, de cerca de meia hora de duração, para posterior exibição nas emissoras públicas de televisão.

O FicTV CPLP incluirá a coprodução de um telefilme de ficção, a partir da adaptação de uma obra literária de um país lusófono.

E o programa Nossa Língua consistirá na criação de uma programação semanal com documentários “sobre as realidades nacionais de cada Estado-membro nas respectivas televisões”.

–– Entrega do Prémio Camões a Alberto da Costa e Silva ––
Jorge Barreto Xavier esteve na quarta-feira, 29 de outubro, na cerimónia de entrega do Prémio Camões de 2014 ao escritor brasileiro Alberto da Costa e Silva, na sede da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

O principal prêmio literário do mundo lusófono foi atribuído a Alberto da Costa e Silva em maio deste ano. A cerimônia de entrega do Prémio Camões ocorreu no mesmo dia em que se celebraram os 204 anos de fundação da Biblioteca Nacional.
“Esse prêmio foi criado para homenagear os escritores de Língua Portuguesa. E eu fico muito feliz de ter sido incorporado a essa galeria do Prêmio Luís de Camões”, disse o autor brasileiro em agradecimento durante a cerimónia realizada no Auditório Machado de Assis, no prédio da Biblioteca Nacional.

Na sexta-feira, dia 31 de outubro, o secretário de Estado português visitou diversos espaços culturais no Rio de Janeiro para a criação do futuro Centro Cultural Português do Instituto Camões. Jorge Barreto Xavier também visitou a Fundação Luso-Brasileira, visando preparar a representação portuguesa para as comemorações dos 450 anos de fundação da Cidade do Rio de Janeiro.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Brasil: Malaca Casteleiro em conferências no Rio de Janeiro

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 17 de Setembro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Da Academia Brasileira de Letras e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil)

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O professor João Malaca Casteleiro, um dos mais destacados defensores da implantação do Acordo Ortográfico em seu país e membro da Academia das Ciências de Lisboa, participou de uma série de eventos no Brasil em promoção de uma política internacional para a Língua Portuguesa.

Malaca Casteleiro fez na segunda-feira, dia 15 de setembro, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, a conferência A Língua Portuguesa no Mundo Atual Globalizado.

No dia 17 de setembro, o professor Malaca Casteleiro esteve no Liceu Literário Português, em Larajaneiras, também no rio de Janeiro, onde lançou o livro A Arte de Mandar em Português: Atualidade deste Estudo 50 Anos Depois, publicado no Brasil pela Editora Lexicon.

No mesmo dia, participou de evento do lançamento do livro no Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde realizou aula inaugural do segundo semestre letivo da instituição brasileira.

O ilustre intelectual português empreendeu a visita o Rio de Janeiro graças a convite feito pelo professor Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras.

João Malaca Casteleiro é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O acadêmico é, ainda, o responsável pela versão europeia do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

Em 1986, ele fez parte da delegação portuguesa no Encontro de Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, realizado na sede da ABL em Academia Brasileira de Letras. Participou também, do Anteprojeto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa, em 1988, assim como dos trabalhos que conduziram ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, firmado em Lisboa, em 15 de dezembro de 1990.  :::

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–– Extraído da Academia Brasileira de Letras e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil) ––

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Encontro de reitores de universidades ibero-americanas: sobre Ensino Superior na Era Digital

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 30 de Agosto de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Baseado em reportagens da Agência Lusa e do portal Universia Brasil

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Enquanto estava em curso a X Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Díli, no Timor-Leste, a rede Universia, que reúne as universidades de Língua Portuguesa e espanhola, promoveu no Rio de Janeiro o III Encontro Internacional de Reitores Universia, sob o tema A Universidade do século XXI: uma reflexão da Ibero-América.

Durante os dias 28 e 29 de julho de 2014, o encontro da rede Universia trouxe ao mesmo espaço reitores e presidentes de mais de 1.100 universidades e centros de investigação de 31 países para discutir temas como o papel social e a internacionalização da universidade e a importância da tecnologia para o ensino e a aprendizagem no Ensino Superior.

Os debates dos temas e as sessões do encontro foram realizados através da Internet e das redes sociais. E os reitores presentes acederam aos diferentes debates mediante tabletes digitais (ou tablets), que foram também utilizados para promover o contato entre os representantes das instituições presentes.

Os reitores e presidentes de institutos de pesquisa elaboraram um plano de atuação, a chamada Carta Universia Rio 2014, a definir as medidas a serem praticadas em conjunto pelos estabelecimentos de Ensino Superior para alinhá-los às demandas da Era Digital. Dentre essas medidas, estão:

a) – A criação de um sistema integrado de reconhecimento de títulos acadêmicos entre as instituições dos países ibero-americanos;
b) – O desenvolvimento de programas de responsabilidade social pelas universidades, com apoio das administrações públicas, de empresas e de demais agentes sociais;
c) – A elaboração de projetos para o desenvolvimento sustentável em âmbito local;
d) – A implantação de um sistema eletrónico de troca de dados entre as universidades ibero-americanas;
e) – O desenvolvimento de programas internacionais de excelência académica na graduação e na pós-graduação;
f) – A criação de programas para a formação de práticas profissionais e de empreendedorismo para estudantes;
g) – A iniciativa de um programa de formação continuada e de mobilidade voltado aos professores no espaço ibero-americano;
h) – A colaboração maior de nível internacional para a formação de doutores e de pesquisadores com apoio de universidades, empresas e administrações públicas dos países ibero-americanos;
i) – O fortalecimento de programas de mobilidade internacional de estudantes universitários;
j) – A criação de um espaço digital universitário ibero-americano para cursos em linha e de Ensino à Distância, divulgação de novas tecnologias e interação social; e
k) – O estímulo ao mapeamento de infraestruturas, instalações e equipamentos e de seu uso compartilhado para a pesquisa e a investigação acadêmica.

Criada em 2000, em Madri, na Espanha, a rede Universia agrupa 1.290 universidades de 23 países, e representa cerca de 17 milhões de pessoas, entre professores, alunos e funcionários das universidades.

O primeiro encontro internacional dos membros da rede Universia aconteceu em 2005, em Sevilha, com a participação de 500 reitores, e cinco anos depois, em Guadalajara, no México, organizou-se o segundo encontro, que já contou a participação de 900 reitores e presidentes de instituições de Ensino Superior.  :::

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Clique aqui para uma leitura mais detalhada das conclusões do III Encontro Internacional de Reitores Universia, realizado em 28 e 29 de julho de 2014 no Rio de Janeiro, Brasil.

Clique aqui para descarregar a Carta Universia Rio 2014, em ficheiro de formato PDF, do portal da rede Universia.

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–– Com base em reportagens da Agência Lusa e do portal Universia Brasil ––

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Brasil: Congresso no Rio de Janeiro sobre a educação de surdos nos países da Lusofonia

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 23 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , ,

Do Blogue do IILP
do Instituto Internacional da Língua Portuguesa

 

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Entre os dias 23 e 27 de setembro, ocorrem no Rio de Janeiro o 17º Seminário do Instituto Nacional de Educação de Surdos, do Brasil (INES), e o XII Congresso Internacional A Educação de Surdos em Países de Língua Portuguesa.

Durante o evento, palestrantes dos países de Língua Portuguesa irão debater e apresentar projetos desenvolvidos e a serem desenvolvidos nos seguintes países da Lusofonia: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. O tema é relacionado à educação de surdos e o ensino ministrado nas mais diferentes línguas de sinais ao lado do ensino de Língua Portuguesa.

“O encontro de profissionais surdos e ouvintes, oriundos de países de Língua Portuguesa, favorece a troca de experiências fortalecendo o debate central hoje no campo da educação de surdos que é a consolidação do ensino bilíngue e o acesso aos conteúdos da produção acadêmica, do entretenimento e da cultura”, declarou no comunicado oficial do evento a diretora geral do INES, Solange Maria da Rocha.

Na conferência de abertura, na manhã do dia 25 de novembro, o diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), o brasileiro Gilvan Müller de Oliveira, apresentará palestra sobre o tema “O Mundo Lusófono”, na perspectiva das políticas linguísticas para o mundo de Língua Portuguesa.

O acesso à programação das palestras do Congresso do INES no Rio de Janeiro – A Educação de Surdos em Países de Língua Portuguesa – encontra-se no sítio oficial do evento na Internet:
<http://www.congressoines2013.com.br/>.  :::

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“A Educação de Surdos em Países de Língua Portuguesa”.
Extraído do Blogue do IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

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A história do mundo luso-brasileiro em exposição no Rio de Janeiro

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 16 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: , , ,

Da Agência Brasil e do sítio Portugal Digital

A mostra sobre a história luso-brasileira entre os séculos XVI e XIX está aberta no prédio histórico do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, até o fim de outubro.
 

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A memória da cultura luso-brasileira a partir do século XVI é o foco da exposição O Mundo Luso-Brasileiro, inaugurada no dia 26 de agosto no Arquivo Nacional, no centro do Rio de Janeiro.

Para a historiadora Cláudia Heyneman – que, com a colega Vivien Ishaq, fez a curadoria –, a exposição é a possibilidade de se contar a história do império ultramarino português, que, na avaliação dela, talvez seja o maior da época moderna.

“Esse império tem histórias contidas que vão desde a ocupação dos holandeses, o tráfico de escravos, os viajantes, as ideias perigosas, quando se pretende romper com Portugal, até os princípios da ciência”, explicou.

A exposição apresenta documentos originais e reproduções do período da colônia à independência do Brasil, produzidos entre o fim do século XVI e o início do século XIX. Além de percorrer a expansão de Portugal pelo mundo – com a colonização de Macau, na China, e de Diu, na Índia –, mostra também a determinação portuguesa no período de propagar a religião católica.

A mostra contém imagens e documentos raros sobre a formação do Império Português, a colonização portuguesa no Brasil e o seu processo de independência.
 

–– Presença holandesa no nordeste do Brasil ––
A presença holandesa no chamado Novo Mundo – durante a primeira metade do século XVII – é marcante na exposição. “Com mais liberdade religiosa e outras liberdades. Embora os holandeses mantenham toda a questão da escravidão, não se pode negar que é um período também de maior liberdade de pesquisa científica. Eles constroem um observatório astronômico”, disse Cláudia Heyneman. Será exibido um vídeo com imagens extraídas de livros raros dos séculos XVII e XVIII.

–– Tratado de paz com Napoleão ––
Entre os documentos originais, o público vai poder ver o tratado de paz entre Portugal e França, – a chamada Paz de Madri, assinada em 1801 – pelo então primeiro-cônsul Napoleão Bonaparte e que provocou o fechamento dos portos portugueses aos navios ingleses. A curadora disse que, quando se fala na vinda da corte portuguesa ao Brasil, ocorrida em 1808, é costume pensar na aliança entre Portugal e Inglaterra e na invasão francesa em terras portuguesas, mas, antes disso, Portugal viveu um momento difícil causado pela pressão da Espanha, da França e da Inglaterra na disputa do continente europeu.

“Encontrar um documento com a própria assinatura de Napoleão em que Portugal, naquele momento, fecha os seus portos à Inglaterra, é politicamente muito interessante em ver quanto um pequeno reino fez política para salvaguardar o seu império”, explicou.

Gravura de Jean-Baptiste Debret sobre a coroação e sagração de D. Pedro I como imperador do Brasil, ocorrida em 1 de dezembro de 1822 – a independência do Brasil como parte da mostra.
 

–– As missões científicas e o cotidiano da escravidão ––
A vida brasileira da época é retratada nas obras do pintor francês Jean Baptiste Debret, além das cenas pintadas pelos naturalistas alemães Johann Baptist von Spix e Carl Friedrich von Martius, integrantes da missão científica austríaca que esteve no Brasil entre 1817 e 1820.

A historiadora informou que a exposição tem uma prancha da Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, nome do livro de pinturas de Debret, em que ele mostra, por exemplo, os vendedores de arruda nas ruas do Rio de Janeiro colonial. “Debret foi talvez o maior artista desse período, porque ele pegou essas cenas de cotidiano e prestou particular atenção aos escravos, mostrando a condição em que eles estavam naquela sociedade”, disse.

Capa da Constituição do Império do Brasil, outorgada por D. Pedro I em março de 1824; e a bandeira do Império do Brasil, que durou até 1889.
 

–– A primeira Constituição do Brasil, de 1824 ––
Na avaliação de Cláudia Heyneman, o auge da exposição, após as transformações que acontecem em Portugal, é a chegada da corte portuguesa no início do século XIX, quando começa um novo tempo para o Brasil, transformado em um império independente em 1822 por Dom Pedro I.

Raramente exposta ao público, o original da Constituição brasileira de 1824, outorgada por Dom Pedro I, é o destaque em um dos salões da exposição. Para que o visitante veja os detalhes da capa da primeira Constituição do país, feita em veludo verde com o brasão e ornamentação banhados a ouro, os organizadores puseram um espelho em baixo do exemplar para que ela possa ser melhor observada.

No juramento, o imperador começa com a defesa da fé católica, enquanto a atual Constituição do Brasil, datada de 1988, determina o Estado laico. “Não se concebia o Estado sem a Igreja Católica. Era uma relação orgânica e indissolúvel”, disse a historiadora sobre o Estado imperial brasileiro, que durou até 1889.

Cartas régias, como as cartas de sesmarias, alvarás, correspondências entre o Reino de Portugal e as colônias, mapas de comércio e de população, documentos marcados pela sua excepcionalidade, como o Foral de Macau, e livros raros dos séculos XVII e XVIII foram organizados na mostra que trata dos temas que construíram a memória da cultura luso-brasileira.

Com entrada franca, a exposição no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro ocorre até o dia 30 de outubro. Neste sítio, pode-se ter acesso à exposição virtual O Mundo Luso-Brasileiro, do Arquivo Nacional, na Internet.  :::

O Mundo Luso-Brasileiro
de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas
Arquivo Nacional
praça da República, 173 – Centro – Rio de Janeiro.

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–– Extraído da Agência Brasil e do sítio Portugal Digital ––