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Faleceu o poeta brasileiro Manoel de Barros

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 18 de Novembro de 2014 by ronsoar Tagged: , , ,

Da Agência Brasil e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal)

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Faleceu aos 97 anos, na manhã do dia 13 de novembro de 2014, o poeta brasileiro Manoel de Barros, em Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul.

Manoel Wenceslau Leite de Barros foi também advogado e fazendeiro. Nasceu em Cuiabá, no Beco da Marinha, às margens do rio Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916. Publicou o seu primeiro livro aos 21 anos, Poemas Concebidos Sem Pecado, em 1937.

Chegou a integrar o Partido Comunista Brasileiro por pouco tempo, mas mostrou-se pouco afeito à política partidária. Assim, desde a década de 1950, conciliava a prática poética com a gestão da fazenda que herdou dos pais, na região do Pantanal Matogrossense.

Sua poesia é conhecida pela linguagem coloquial e por sua inspiração em temas simples do cotidiano. Seu último volume, Escritos em Verbal de Ave, saiu em 2011. Ele era considerado um dos principais poetas da Língua Portuguesa dos tempos recentes.

Em novembro do ano passado, a Editora Leya lançou a obra completa do poeta, sob o título A Biblioteca de Manoel de Barros. São, ao todo, 18 volumes. A edição especial incluiu um poema até então inédito, “A turma” (2013), o último escrito pelo autor. A coleção também trazia os cinco livros infantis escritos pelo poeta.

O perfil do poeta na página eletrónica da Leya Brasil destaca que em 1966 ele ganhou o Prémio de Poesias com “Gramática Expositiva do Chão”. Em 1998, foi distinguido com o Prémio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura brasileiro, pelo conjunto da obra.

Ao longo da sua carreira de sete décadas, ganhou o Prêmio Jabuti duas vezes, em 1990 e 2002, com as obras O Guardador de Águas (1989) e O Fazedor de Amanhecer (2001). Em 2000, recebeu o Prêmio Academia Brasileira de Letras pelo livro Exercícios de Ser Criança.

Ainda segundo a Editora Leya, Manoel de Barros teve a sua obra publicada em Portugal, Espanha, França e Estados Unidos. Em 2008, foi tema do documentário Só Dez por Cento É Mentira, de Pedro Cezar.  :::

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–– Extraído da Agência Brasil e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Portugal) ––

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