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Ensinar a história da literatura portuguesa no Ensino Secundário – Lúcia Vaz Pedro

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 3 de Novembro de 2014 by ronsoar Tagged: , , , ,

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A escritora e professora Lúcia Vaz Pedro, especialista em ortografia, defendeu uma nova divisão do ensino da literatura portuguesa nas escolas secundárias, em artigo recente do Jornal de Notícias.

Na opinião da autora, essa divisão pretende atender as novas metas curriculares do ensino da literatura de Portugal no Ensino Secundário do país.

A autora defende essa organização histórica da Educação Literária, e para que a literatura portuguesa seja bem assimilada pelos alunos, “é necessário que tenham em conta esta divisão, de modo a contextualizar as diferentes obras literárias”.

Ventos da Lusofonia reproduz na íntegra o artigo assinado por Lúcia Vaz Pedro, publicado em 7 de setembro em sua coluna Português Atual, do Jornal de Notícias, de Portugal, sobre sua proposta de divisão do ensino da literatura portuguesa.  :::

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–– As metas curriculares de Português
do Ensino Secundário e a história da Literatura ––

Lúcia Vaz Pedro
do Jornal de Notícias (Porto, Portugal)
7 de setembro de 2014

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As novas metas curriculares de Português do Ensino Secundário têm em conta a perspetiva diacrónica como base da Educação Literária.

Sendo assim, urge fazer um resumo da história da literatura portuguesa, dividindo-a em três épocas distintas.

A primeira é a Época Medieval, que vai desde a descoberta do texto mais antigo por volta de 1200 até à terceira década do século XVI (1526/1527). Esta época subdivide-se em dois períodos: o período dos trovadores ou galaico-português, compreendendo a poesia trovadoresca, a prosa monástica e as novelas de cavalaria, e que vai do século XII até à segunda metade do século XVI; o período dos poetas palacianos e dos cronistas (Cancioneiro Geral de Garcia de Resende), que vai desde 1385 até 1526, ano em que Sá de Miranda regressa a Itália e traz o Classicismo.

A segunda é a Época Clássica: inicia-se em 1526/1527 e vai até 1826, ano da publicação do poema épico-narrativo D. Branca, obra em que Almeida Garrett contesta o culto da “gentil religião” e das “ficções do paganismo”. Esta época subdivide-se em três períodos: o Renascentista, até às primeiras décadas do século XVII, o Barroco (conceptismo-cultismo), que vai de 1580 a 1756, data da fundação da Arcádia Lusitana, e o período Neoclássico ou Escola Arcádica, entre 1756 e 1826, com a publicação do poema D. Branca.

A terceira é a Época Moderna e começa por volta de 1826 até à atualidade. Esta pode dividir-se em três momentos: o primeiro, de 1826 a 1865, data da Questão Coimbrã, abrangendo o período do Romantismo e do Ultrarromantismo; o segundo, de 1865 a 1900, ano da morte de Eça de Queirós. Trata-se do período do Realismo, Naturalismo e Simbolismo; e o terceiro, desde 1900 até aos dias de hoje, definindo-se como a época do Neorrealismo.

Se, a partir do próximo ano letivo, os alunos do Ensino Secundário vão estudar a literatura portuguesa ao longo dos tempos, é necessário que tenham em conta esta divisão, de modo a contextualizar as diferentes obras literárias.  :::

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PEDRO, Lúcia Vaz. As metas curriculares de Português do Ensino Secundário e a história da Literatura.
Extraído do Jornal de Notícias – seção DossiêsPortuguês Atual.
Porto, Portugal.
Publicado em: 07 set. 2014.

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