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Nova cátedra de Português Científico “para breve” em Cabo Verde, diz presidente do Camões

In Defesa da Língua Portuguesa, Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 20 de Outubro de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da Agência Lusa
17 de outubro de 2014

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A presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Laborinho, realizou visita de trabalho de dois dias a Cabo Verde nos dias 16 e 17 de outubro de 2014. Ela afirmou que está “para breve” a introdução de uma cátedra de Português Científico na área da educação e investigação na Universidade de Cabo Verde, na Cidade da Praia.

Ana Paula Laborinho adiantou que as negociações estão avançadas e que o projeto poderá ser apresentado na III Cimeira Portugal-Cabo Verde, agendada de 14 a 16 de dezembro próximo, em Lisboa.

O projeto enquadra-se na já antiga cooperação entre o Camões e os ministérios cabo-verdianos da Educação e Desporto e do Ensino Superior, Inovação e Ciência. Esse trabalho envolve também a capacitação de professores, a avaliação do sistema educativo e a divulgação da ciência.

“Além de todo o trabalho que já tem sido feito com a Universidade de Cabo Verde, onde estamos a procurar lançar uma Cátedra de Português Língua Segunda, projeto que esperamos que possa também ter boas consequências para o apoio científico ao trabalho no setor da educação. Será muito em breve. Já estamos na fase final de negociação do protocolo e esperamos que possa ser apresentado na Cimeira”, indicou.

–– IILP: uma das prioridades da cooperação do Camões ––
Sobre o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), cuja sede situa-se na Cidade da Praia, Ana Paula Laborinho referiu que é intenção do Camões continuar a trabalhar com a instituição, mas lamentou a falta de meios financeiros, aludindo ao facto de alguns dos Estados-membros da CPLP não poderem pagar as quotas.

“O IILP é uma das nossas prioridades. Temos cumprido todas as obrigações, inclusive a de estarmos sempre presente em todas as reuniões”, salientou, admitindo que todos os países que ainda não pagaram passam por dificuldades.

“O IILP tem um papel próprio, queremos trabalhar com ele. O anterior diretor [Gilvan Müller de Oliveira] fez um trabalho notável, levando o IILP à cena internacional, procurando muitas parcerias e, apesar de se dizer que não tem a ação que devia ter, tem vindo a crescer na sua intervenção nas políticas de Língua da CPLP”, acrescentou.

–– Sobre a Escola Portuguesa na Cidade da Praia ––
Quanto à sucessivamente prometida Escola Portuguesa em Cabo Verde, Ana Paula Laborinho disse não poder adiantar pormenores, indicando que já há o terreno (localizado no bairro da Cidadela, na capital cabo-verdiana) e que tem havido contactos técnicos e desenvolvimentos e que o processo “é longo” – razão pela qual não avança com uma data.

Sobre a vinda a Cabo Verde, a presidente do Camões salientou a vontade de reforçar a cooperação na área do ensino, na sequência da visita efetuada em julho último pelo ministro da Educação da República Portuguesa, Nuno Crato.

“Estamos aqui para uma missão de trabalho para fazer um levantamento das várias áreas em que pode ser desenvolvida essa colaboração”, sintetizou, lembrando também ter sido essa a razão da realização da primeira reunião da Subcomissão do Ensino Não Superior, agora autonomizada.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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