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A marca positiva de Gilvan Müller de Oliveira, rumo à Língua Portuguesa Internacional

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 17 de Outubro de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , , ,

Baseado em reportagem do jornal Expresso das Ilhas (Praia, Cabo Verde)

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O antigo diretor do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), o linguista brasileiro Gilvan Müller de Oliveira, despediu-se do comando do órgão ligado à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no dia 3 de outubro de 2014.

Em declarações ao jornal Expresso das Ilhas (da Praia, capital de Cabo Verde) realizadas no final de setembro de 2014, Gilvan Müller assegurou deixar a Direção-Executiva do IILP com um sentimento de satisfação pelos resultados que “pudemos alcançar nos últimos quatro anos”.

Sua gestão à frente do IILP ficou marcada pela preocupação de criar instrumentos de difusão do Ensino da Língua Portuguesa com o uso das novas tecnologias, e também pela gestão policêntrica e de ação conjunta das políticas para a Língua Portuguesa, restaurando-lhe o verdadeiro caráter internacional.

Entre 2010 e 2013, houve duas Conferências Internacionais sobre o Futuro da Língua Portuguesa que deram origem cada uma ao Plano de Ação de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projeção da Língua Portuguesa, voltado à divulgação internacional e conjunta da Língua, e ao Plano de Ação de Lisboa sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, dedicado a políticas para a promoção do português como Língua para a ciência e as tecnologias de ponta.

Merecem destaque na gestão de Gilvan Müller os dois projetos para uso na Internet “realizados sob orientação do Plano de Ação de Brasília”, formulado em 2010. Trata-se do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE) e do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC).

Quanto ao PPPLE, Gilvan Müller declarou que a sua concretização deixou disponíveis na Rede “400 unidades didáticas de Angola, Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste e que criou uma série de parcerias importantes para o IILP”. E quanto ao VOC, Gilvan Müller destacou que ele “hoje integra seis Vocabulários Ortográficos Nacionais: Cabo Verde, Moçambique, Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste”. E graças ao VOC, diversos países da Lusofonia compilaram pela primeira vez o seu conjunto ortográfico de palavras da Língua Portuguesa.

Além destes dois projetos, Gilvan Müller citou também o lançamento da revista Platô, na qual já há mais de 50 textos publicados e “que já tem seis números disponíveis na Internet”.

Apesar das dificuldades financeiras (sobretudo causadas pela omissão do financiamento do Brasil), o IILP cumpriu com os objetivos de lançar plataformas para o ensino e a divulgação da Língua Portuguesa e de criar as Comissões Nacionais dos países-membros da CPLP. E cabem méritos quanto à difusão e aplicação na maior parte do mundo lusófono do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.

Gilvan Müller de Oliveira foi sucedido pela linguista moçambicana Marisa Mendonça. Ele descreveu-a como uma “pessoa que esteve integrada no Portal do Professor de Português Língua Estrangeira/Língua Não Materna, e que tem um conhecimento profundo e intimo dos projetos do IILP”.  :::

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–– Com base em reportagem do jornal Expresso das Ilhas (Praia, Cabo Verde) ––

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