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Ferreira Gullar é eleito membro da Academia Brasileira de Letras

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 9 de Outubro de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa e da Academia Brasileira de Letras (Rio de Janeiro, Brasil)
9 de outubro de 2014

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Um dos mais importantes poetas brasileiros da atualidade, o maranhense Ferreira Gullar – vencedor do Prêmio Camões de 2010 –, foi eleito no dia 9 de outubro de 2014 como membro da Academia Brasileira de Letras. Ele ocupará a cadeira nº. 37 da Academia Brasileira que estava vaga desde o último dia 3 de julho com o falecimento do poeta e tradutor Ivan Junqueira.

A confirmar o favoritismo ao redor de seu nome, Ferreira Gullar obteve 36 dos 37 votos possíveis – um voto foi em branco. Dos membros da Academia Brasileira que votaram, 19 estavam presentes e 18 enviaram seus votos por cartas.

Ferreira Gullar é poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, argumentista de teatro e de televisão, memorialista e ensaísta. O poeta, cujo nome verdadeiro é José de Ribamar Ferreira, nasceu em 1930, em São Luís do Maranhão. Aos 18 anos, ele adotou o pseudônimo pelo qual ficaria mais conhecido.

Sua obra poética recebeu influências dos primeiros poetas modernistas brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. O primeiro livro, Um Pouco Acima do Chão, de 1949, foi editado com recursos próprios.

O reconhecimento nacional de sua poesia veio em 1954 com a publicação do livro A Luta Corporal. A forma inovadora como Gullar trabalhou a linguagem poética influenciou no surgimento na literatura brasileira do movimento da “poesia concretista”, dos poetas Décio Pignatari (1927-2012), Augusto de Campos (1931) e Haroldo de Campos (1929-2003).

Ferreira Gullar rompeu com o movimento conceretista em 1957 por considerá-lo racional demais e pouco subjetivo. Com isso, ajudou a fundar o movimento “neoconcreto” em 1959, que fez tornar conhecidas as obras poéticas de Lygia Clark (1920-1988), Lygia Pape (1927-2004) e de Hélio Oiticica (1937-1980).

A obra de Gullar passou a ter maior engajamento político na década de 1960. Preso pela ditadura militar brasileira (que durou de 1964 a 1985), viveu no exílio entre 1971 e 1977. Nesse período, escreveu o seu livro de poesia mais conhecido, Poema Sujo, de 1976.

Em 1980, toda a sua obra poética foi compilada e publicada em Toda Poesia. Ferreira Gullar recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira literária. Em 2002, por indicação de nove acadêmicos de Portugal, do Brasil e dos Estados Unidos, Gullar chegou a ser indicado para o Prêmio Nobel de Literatura.

Em 2010, Ferreira Gullar foi laureado com o Prêmio Camões, o mais importante da literatura no mundo de Língua Portuguesa.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e da Academia Brasileira de Letras (Rio de Janeiro, Brasil) ––

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