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CPLP ajudará Guiné Equatorial a “assimilar valores”, diz Murargy

In O Mundo de Língua Portuguesa on 27 de Setembro de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa
20 de setembro de 2014

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A Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) vai acompanhar a Guiné Equatorial para que este novo Estado-membro possa “rapidamente assimilar os valores” da Comunidade, ao nível da Língua Portuguesa e dos direitos humanos, garantiu o secretário-executivo da organização.

A Guiné Equatorial aderiu formalmente ao bloco lusófono em julho, na Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP em Díli. Durante a Cimeira, “houve uma recomendação de que seria importante que a CPLP apoiasse a Guiné Equatorial na sua integração, aconselhando – não é monitorizar –, fazendo uma assistência para que eles possam rapidamente assimilar aqueles aspectos fundamentais que constituem os princípios e valores”, referiu o responsável, Murade Murargy, em entrevista à Agência Lusa.

Uma recomendação feita por iniciativa de Portugal e que o secretário-executivo recusou apelidar de “exigências”.

A entrada do país presidido por Teodoro Obiang desde 1979 havia sido condicionada nos últimos anos ao cumprimento de um roteiro que incluía a abolição da pena de morte e a adoção do português como Língua oficial – o espanhol é a língua mais falada.

Murade Murargy salientou alguns avanços já anunciados pelo regime de Obiang – nomeadamente a legalização dos partidos e a realização de um diálogo com todas as forças políticas.

–– Língua Portuguesa é a “pedra angular” da CPLP ––
Na Cimeira, foi realçada a ideia de que a Guiné Equatorial “é membro” da CPLP, mas “não está totalmente integrada”, disse.

O secretário-executivo exemplificou com a questão da Língua: “Nem todos falam português. Estamos todos em integração. Em Angola, Moçambique, o analfabetismo é enorme. Em Timor-Leste ainda é mais gritante”.

O português – que “é de todos e não só de Portugal” – é a “pedra angular” da Comunidade. “Os estatutos falam nisso: todos os países que adotarem a Língua Portuguesa podem integrar-se na CPLP”, referiu.

–– “Gafezinha” de protocolo ––
Na abertura da Cimeira de Díli, o presidente equato-guineense, Teodoro Obiang, foi chamado para o palco, onde já se encontravam os chefes de Estado dos restantes países da CPLP. Questionado sobre se houve uma falha protocolar, Murargy negou.

“O país anfitrião tem toda a liberdade de convidar e colocar um chefe de Estado onde entender. Não vejo nenhum inconveniente ele [Obiang] estar ali sentado. Se viesse outro chefe de Estado, teria acontecido o mesmo. Protocolarmente, é uma questão de cortesia do Estado anfitrião”, considerou.

Já sobre o facto de, naquele momento, a Guiné Equatorial ter sido anunciada como “novo membro” da comunidade, ainda antes da reunião em que os oito chefes de Estado e de Governo iriam aprovar a entrada do nono membro, o secretário-executivo disse ter-se tratado de uma “‘gafezinha’ do protocolo”, que classificou de “lamentável”.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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