Articles

Angola: III Congresso Internacional de Língua Portuguesa de Luanda

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, Lusofonia e Diversidade on 18 de Setembro de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , , ,

Das Agências Lusa e AngolaPress

.
Entre os dias 18 e 20 de setembro de 2014, ocorre o III Congresso Internacional de Língua Portuguesa de Luanda, cujo tema é Unidade na Diversidade. O local é a Universidade Jean Piaget de Angola, situada no município de Viana, na província de Luanda.

O comunicado de imprensa do evento esclarece que o encontro pretende divulgar os mais recentes estudos linguísticos da Língua Portuguesa, discutir sobre a diversidade linguística em Angola nos países lusófonos, analisar a associação da competência gramatical dos falantes das línguas africanas e do desempenho na Língua Portuguesa e, ainda, identificar a relação existente entre as literaturas africanas e a Língua Portuguesa da África.

Alguns dos temas em análise: a Língua Portuguesa e a hermenêutica dos textos orais africanos; a normalização linguística perante a inovação; os estrangeirismos; a fixação do vocabulário técnico; o Acordo Ortográfico; a Língua Portuguesa no ensino e na investigação; o Ensino de Português em Angola; a educação em ambiente de multilinguismo.

–– A Língua como instrumento de afirmação do povo de Angola ––
No discurso de abertura do Congresso, a ministra da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva, destacou que o povo angolano tornou a Língua Portuguesa mais adequada aos contextos culturais do país. “A Língua Portuguesa em Angola fez uma trajetória de afirmação do património partilhado, na medida em que desde os primórdios, até ao período mais crítico da sua história, os angolanos transformaram-na na principal arma da luta contra o sistema opressor”, disse.

“Nessa medida, a Língua Portuguesa alcançou estatuto, tal como versa a Constituição angolana. Ela merecerá melhor tratamento dos estudiosos para que o seu ensino se revele cada vez mais apropriado, bem como o seu conhecimento. Esse exercício deverá ser feito em paralelo com as demais línguas nacionais com que convive e que lhe deram a força que adquiriu hoje”, acrescentou a ministra.

Rosa Cruz e Silva salientou que o aprendizado da Língua Portuguesa deverá estar no mesmo patamar de importância do das demais línguas nacionais, a fim de que seja utilizada por todos os interlocutores do país.

“Sem qualquer mácula, deve permanecer o diálogo, já que a diversidade linguística do país constitui a sua grande riqueza na validade e diversidade cultural”, afirmou.

–– Resposta sobre o Acordo será “no devido momento” ––
O ministro da Educação angolano, Pinda Simão, disse que o país está a trabalhar sobre o Acordo Ortográfico, que ainda não foi subscrito por Angola, embora o país seja um dos signatários originais.

O ministro que coordena este processo no país, disse que “no devido momento será tomada uma decisão”, mas escusou-se a adiantar datas. “O país está a trabalhar. Depende de Angola, de quando Angola decidir”, respondeu Pinda Simão. :::

.
–– Extraído das Agências Lusa e AngolaPress ––

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: