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Timor-Leste quer estender o uso da Língua Portuguesa pela alfabetização

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, Lusofonia e Diversidade on 1 de Setembro de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência EFE
31 de agosto de 2014

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O Timor-Leste, independente desde 2002, pretende dar novo impulso ao português – Língua cooficial, embora seja hoje falada apenas por uma quarta parte da população – através da alfabetização.

Segundo cálculos oficiais, cerca de 40% dos timorenses são incapazes de ler ou escrever, e o governo luta contra a corrente para que as novas gerações possam livrar-se da pobreza, que mantém quatro de cada cinco habitantes a subsistir da agricultura.

Para isso, as autoridades contaram com o apoio de vários países e agências internacionais na reconstrução de um novo sistema educacional e da infraestrutura, destruídos pela violência de 1999 quando o país rejeitou em referendo seguir como parte anexa da Indonésia.

Desde então, o Timor-Leste esteve coeso por usar sua herança colonial portuguesa, o que inclui a oficialidade da Língua Portuguesa junto ao tétum, língua majoritária, e o seu uso em nível administrativo e acadêmico.

–– Planejamento linguístico para o ensino ––
Em declaração realizada no mês de abril, o ex-presidente e Prêmio Nobel da Paz, José Ramos Horta, assegurava que em dez anos metade do povo timorense falaria a Língua Portuguesa, mas o linguista brasileiro Davi Borges de Albuquerque não vê isso tão claro.

“Tenho uma visão realista. Não vejo que isso aconteça sem que se invista em professores, em investigadores e em verbas”, afirma o investigador.

Nas escolas, o português fixou-se como a Língua da instrução desde o começo, algo que o linguista brasileiro vê pouco prático.

“Para os professores, é um problema ter de ensinar em português ou em inglês, porque não têm fluência. Então, uma hora ou outra, o professor usa o tétum ou o indonésio”, diz Davi, que durante dois anos ajudou a formar novos professores nativos na Universidade Nacional de Timor Lorosa’e, em Díli.

A falta de materiais e regras gramaticais nos idiomas autóctones, línguas maternas de muitos alunos que não falam tétum, impossibilita sua normalização e incorporação ao sistema educacional.

Davi considera “importante” que haja um planejamento linguístico que incorpore esses idiomas minoritários, mas acredita que “isso deve ser feito de forma organizada, a longo prazo e para o futuro, e não fazer isso correndo”, detalha.

–– “A Língua Portuguesa é parte da nossa história” ––
Por outro lado, a Língua Portuguesa tem maior presença na capital, Díli, onde em julho passado celebrou-se a Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O governo timorense quer, com o domínio da Língua Portuguesa e dos outros idiomas, dar pé a setores econômicos sustentáveis como o turismo, e assim deixar para trás a dependência das exportações petrolíferas, que representam 95% das receitas.

“A Língua Portuguesa é parte da nossa história, e continuaremos a aprendê-la como idioma oficial que é”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do Timor-Leste, José Luis Guterres.  :::

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–– Extraído da Agência EFE ––

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