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Aulas de Língua Portuguesa em risco para mais de 300 alunos no Luxemburgo

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 7 de Agosto de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da Agência Lusa

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Mais de 300 alunos vão ficar sem aulas de Português em Differdange, no sul do Luxemburgo, após a autarquia ter decidido acabar com os cursos, uma decisão que o Sindicato dos Professores no Estrangeiro (SPE) considera “escandalosa”.

“Isto é um problema grave e escandaloso, e não sei que resposta a comunidade portuguesa lhe vai dar e o que a missão diplomática fará”, disse à Agência Lusa o secretário-geral do SPE, Carlos Pato.

Na origem da decisão da comissão escolar de Differdange, estará o facto de o Instituto Camões, que tutela o Ensino de Português no Estrangeiro, ter dado instruções para as turmas passarem a ter no mínimo dez alunos, o que obriga as escolas luxemburguesas a reagrupar turmas e reorganizar horários para conseguir esse número, explicou à Lusa o responsável da Coordenação de Ensino de Português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres.

Em carta enviada à Coordenação, a comissão escolar de Differdange disse, nestas circunstâncias, a organização dos cursos, integrados no horário escolar, “não se mostra de todo realizável”, um despacho que foi comunicado também ao ministro da Educação do Luxemburgo, Claude Meisch.

Ontem, o ministro lamentou a decisão da autarquia, alegando que a deliberação foi tomada “na sequência da decisão tomada por Portugal de dar menos recursos aos cursos”, uma alusão à redução do número de professores no Luxemburgo, que vai perder cinco docentes no próximo ano.

À Lusa, o sindicalista disse que os cortes não afetam Differdange, “porque não eram esses docentes que asseguravam as aulas” na localidade, e acusou a comissão escolar de “má-vontade” em relação ao Ensino de Português.

–– Deputado questiona Governo de Portugal ––
No dia 1 de agosto, o deputado Paulo Pisco questionou o Governo da República Portuguesa sobre a extinção de cursos de português no Luxemburgo, o que poderia ainda levar cerca de 900 alunos a ficar sem aulas e deixar professores no desemprego.

Na pergunta enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, o parlamentar referiu que “a falta de flexibilidade por parte do Governo português na definição do número mínimo de alunos no ensino integrado nos cursos de Língua Portuguesa no Luxemburgo levou a comuna de Differdange a extinguir todos os cursos que eram lecionados nas suas escolas”.

Esta decisão, se for tornada definitiva, de acordo com o deputado socialista, representa “mais um sintoma da degradação imparável em que entrou o Ensino de Português no Estrangeiro”, a Rede EPE.

Paulo Pisco referiu o fim dos cursos em Differdange deixariam perto de 400 alunos sem aulas e quatro professores no desemprego. “A situação do Ensino de português no Luxemburgo pode se tornar ainda mais grave, uma vez que outras comunas poderão tomar decisões idênticas, como se receia que venha a acontecer, por exemplo, em Dudelange e em Esch-sur-Alzette, o que poria em causa, no conjunto, a continuidade dos cursos que abrangem perto de 900 alunos”, afirmou ainda.

Paulo Pisco referiu que é preciso uma “intervenção firme de sensibilização do Governo português junto do Governo luxemburguês e das autoridades locais”. O deputado questionou as razões do Governo português ao ser tão inflexível na definição de um número mínimo de alunos relativamente elevado, sabendo-se que poderia originar problemas como os que ocorreram em Differdange.

O parlamentar quer ainda saber se o Governo de Portugal está disposto a intervir junto do Grão-Ducado e das autoridades locais para que os cursos de português não sejam extintos. Também questionou se o Governo está consciente que “este precedente pode levar a que outras comunas também extingam os cursos que atualmente existem nas suas escolas e que isso representa um sério revés para a comunidade portuguesa no Luxemburgo e para a afirmação da Língua Portuguesa”.

O coordenador de Ensino de Português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres, disse ainda que vai tentar encontrar-se com os responsáveis das escolas em Differdange para “tentar encontrar uma solução”.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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