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Língua Portuguesa será ensinada nas escolas primárias da Guiné Equatorial

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 26 de Julho de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa
21 de julho de 2014

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Malabo — O governo da Guiné Equatorial promete que o Ensino do Português será implementado nas escolas primárias, faltando agora a validação técnica do projeto de ensino, no âmbito do processo de entrada na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em entrevista à Agência Lusa, Isabel Oyono, embaixadora de carreira e coordenadora da Comissão Nacional da CPLP na Guiné Equatorial, explicou que o “Ministério de Educação já elaborou um programa curricular de ensino até à universidade”, faltando agora o apoio de técnicos para validar o modelo e para formar professores.

“Esperemos que o IILP”, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, “ou o Instituto Camões nos assessore nesse aspecto para que se aprove o programa curricular em definitivo e se comece o ensino aos guineenses”, disse Isabel Oyono.

Apesar de o português não ser utilizado por ninguém nas ruas, onde só se fala o espanhol e o fang (o dialeto da maior etnia do país), Isabel Oyono está confiante no projeto de introdução da nova Língua.

Por isso, há uma boa imagem da Língua Portuguesa que deve ser capitalizada. Exemplo disso, é o facto de as aulas de português, ministradas através da embaixada do Brasil, terem uma forte adesão, salienta.

“O guineense aprende idiomas facilmente e especialmente o português”, embora “com acento brasileiro”, diz Isabel Oyono, salientando que estes cursos pontuais já conquistaram vários elementos da hierarquia do Estado, como o reitor da Universidade da Guiné Equatorial ou o ministro dos Assuntos Exteriores.

–– Um futuro “Centro Cultural de Expressão Portuguesa” ––
No entanto, o objetivo do Estado equato-guineense é iniciar no próximo ano letivo “centros-piloto” para testar o ensino da Língua, esperando também a criação do futuro “Centro Cultural de Expressão Portuguesa”.

Além disso, o país tenciona, através da CPLP, fazer um concurso para docentes de português dos países lusófonos que venham dar formação aos professores.

Os “professores de línguas do Ministério da Educação irão ter formação adicional e especifica, e serão eles os professores de português na Guiné Equatorial”, acrescenta Isabel Oyono.

“O português é o terceiro idioma oficial só há pouco mais de um ano”, diz a coordenadora, em entrevista à Agência Lusa em Malabo.

“Vai ser diferente do francês. Quando a Guiné Equatorial aderiu à Francofonia, fizeram-se cursos muito superficiais. Mas com o português, queremos começar nas escolas primárias”, explica Isabel Oyono.

Para a responsável do projeto, cada “guineense está entusiasmado com a possibilidade de falar idiomas, em particular o português”. Até porque, diz, “por lei natural, a Guiné Equatorial é membro da família lusófona”, já que o país foi colonizado mais tempo por portugueses do que espanhóis.

Descoberta pelos portugueses, a Guiné Equatorial foi colónia portuguesa entre os séculos XV e XVIII; porém, foi cedida à Espanha pelo Tratado de Santo Ildefonso em 1777. Desde então, tornou-se a Guiné Espanhola, que obteve a independência em 1968.

A Guiné Equatorial é o único país africano de língua oficial espanhola. Desde decreto de 2011, a Língua Portuguesa e o francês juntaram-se ao espanhol, passando o país a ter três Línguas oficiais.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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