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A Cimeira da expansão da CPLP – e a associação de países não lusófonos

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 18 de Julho de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da agência Panapress e do Diário Económico (Portugal)

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A 10ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) marcará a passagem da presidência da comunidade de Moçambique para Timor-Leste, e terá como tema A CPLP e a Globalização.

Na Cimeira a ter lugar a 23 de julho, em Díli, capital do Timor-Leste, países como a Namíbia, a Turquia e a Geórgia, mesmo que não tenham a Língua Portuguesa como de uso oficial, poderão adquirir o estatuto de observadores associados da Comunidade lusófona.

Os três países vão juntar-se ao Senegal, às Ilhas Maurícias e à Guiné Equatorial neste estatuto de observadores. E este último espera passar a membro de pleno direito, depois da aceitação do seu pedido a nível ministerial. Dentre os países citados, apenas a Guiné Equatorial anunciou a adoção a Língua Portuguesa como oficial.

A eventual adesão da Namíbia é, entre outras razões, justificada pelo facto de albergar grande comunidade angolana vinculada ao Ensino do Português, assim como por o país manter “ótimas relações diplomáticas” com os Estados-membros da organização.

Relativamente à Turquia e à Geórgia, dois países eurasiáticos, a adesão “está muito relacionada com os seus interesses na desenvoltura de novas culturas e pela similitude de alguns traços identitários, como a alimentação, sobretudo com o caso de Portugal”, sublinhou a fonte da CPLP.

A diretora-geral da CPLP, a economista cabo-verdiana Georgina de Mello, apontou também o interesse do Japão, do Peru e de Marrocos em candidatarem-se a observadores da CPLP, admitindo que “estas três candidaturas estão ainda em fase preparatória”.

O Japão defende futura entrada como observador por razões históricas e “visão gastronómica” relativamente a Portugal, assim como pela enorme comunidade nipónica residente no Brasil.

Quanto ao Peru, segundo Georgina de Mello, as suas razões têm a ver com a conveniência de relacionamento com os países africanos e pela “profunda” ligação com Brasil e Portugal.

Sobre Marrocos, “com processo relativamente atrasado”, pesam na sua intenção o “histórico” no relacionamento com as lutas independentistas em África, assim como a sua união gastronómica com Portugal.

–– António Costa: “CPLP só deve ter nações que adotem a Língua Portuguesa” ––
Houve quem se posicionou contra a adesão à CPLP de países que não têm o português como Língua oficial: o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, manifestou seus temores de que colocar a Língua Portuguesa em plano secundário venha desvirtuar a organização que tem a Língua em seu nome.

António Costa declarou no sábado, dia 19 de julho, que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa “não pode ser só um encontro de Estados nem uma oportunidade de mercado”.

“A CPLP tem de ser muito mais do que isso. Deve ser uma comunidade fundada na Língua, e por isso só deve ter países que adotam a Língua Portuguesa”, defendeu António Costa em uma intervenção pública em Moscavide, na capital da República Portuguesa.

António Costa propôs ainda a elaboração do Estatuto da Cidadania Lusófona para estreitar as relações com os países de expressão portuguesa e para facilitar a circulação de pessoas dentre as nações e regiões da Lusofonia.  :::

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–– Extraído da agência Panapress e do Diário Económico (Portugal) ––

Uma resposta to “A Cimeira da expansão da CPLP – e a associação de países não lusófonos”

  1. Sem dúvida que o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa diz e muito bem que a língua não deve ficar para 2º plano na CPLP. Se a secular Lusofonia através da língua de Camões, foi o pilar da globalização das culturas e afetos, porque razões as regiões e comunidades que as falam e desejam manter a identidade LUSO, não são faladas, nem pensadas em pleno direito, com o estatuto de observador da CPLP. Regiões e comunidades que não escolheram o local onde nasceram e onde terão de viver.
    Caso de Malaca, Goa, Damão, Sri Lanka e outras comunidades espalhadas no mundo. É obvio que todas elas são a diáspora – o prolongamento da Lusofonia..
    Lamentamos que o conceito de LUSO – Lusitânia – Lusofonos não seja respeitado pelo que por si só significa.

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