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Jovens da América Latina querem aperfeiçoar seus estudos em Portugal

In Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 13 de Julho de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , , ,

Da Agência EFE
9 de julho de 2014

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A qualidade do ensino, a proximidade da Língua, a diversidade cultural ou a boa acolhida pelo povo português são apenas algumas das razões por quais cada vez mais jovens na América Latina investem seu futuro nas universidades portuguesas.

“Eu queria aprender outra Língua e fazer um mestrado ao mesmo tempo e aqui conseguimos as duas coisas, porque é mais barato e aprende-se a Língua rapidamente”, disse à agência EFE Manuel Salcedo, que deixou a Colômbia há dez meses para entrar no mestrado de ‘marketing’ (ou estratégia de mercado) do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) de Lisboa.

Após graduar-se em administração e gestão em seu país, onde trabalhava no Banco Falabella, o jovem de 28 anos não resistiu às vantagens oferecidas por Portugal.

“A cultura, as pessoas, a comida e o bom clima na maior parte do ano” chamaram a atenção de Manuel, depois destes meses, vê como superadas as suas expectativas em termos de “qualidade de vida, segurança ou tranquilidade”.

Tudo isto faz com que, apesar dos 7.640 quilómetros que o separam de seu país, sinta-se perto de casa.

“As pessoas respeitam as diferentes culturas e sempre tentam ajudar: isso é algo que temos em comum”, diz Manuel, que também destaca a paixão de ambos os povos pelo futebol e pela gastronomia “saudável”.

–– Economia ajuda a mobilidade de estudantes latino-americanos a Portugal ––
Todos esses pontos fortes têm atraído muitos outros estudantes, o que levou as universidades lusas, conscientes desta tendência, a criarem programas específicos para a promoção da mobilidade dos jovens que vêm principalmente de países como Brasil e Colômbia.

“As melhoras da economia em alguns países da América Latina facilitam a mobilidade dos estudantes”, explica à agência EFE José Victor, vice-presidente de Relações Internacionais do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa, uma das instituições portuguesas de ensino superior com mais alunos estrangeiros.

Hoje em dia, mais que pela competência técnica, os profissionais são valorizados pela exposição a outras culturas, a outras línguas e a outras formas de resolver os problemas”, disse José Victor, que destaca a importância da criação de um” ecossistema variado internacional como parte integrante da formação”.

–– Aulas de mestrado em inglês em um ambiente de Língua Portuguesa ––
Considerada uma das mais prestigiadas escolas de engenharia da Europa, o IST é apenas um dos centros portugueses que oferecem cursos de pós-graduação e de doutoramento em língua inglesa, o que também representa uma vantagem interessante para estudantes latino-americanos.

“Começam a ter uma exposição técnica para o inglês, mas continuam a estar em um ambiente de Língua Portuguesa onde desenvolvem novas habilidades em um idioma diferente do seu ou próximo do seu”, diz Joseph Victor.

A mesma ideia é defendida por José Machado, diretor da Nova SBE (Escola de Economia e Negócios), uma das instituições mais procuradas pelos estudantes estrangeiros e, cada vez mais, pelos da América Latina.

–– Formando para o comércio internacional com o Brasil ––
O facto de aprender português ao mesmo tempo em que recebem aulas em inglês “é percebido como um atrativo importante, pois, ao voltarem a seus países, o parceiro predominante será sempre o Brasil”, onde é falada a Língua Portuguesa, explica Machado à agência EFE.

Ciente das mais-valias do Ensino de Português para estudantes da América Latina, o grupo industrial português Prebuild, também presente na Colômbia, vai trazer para a Universidade Católica de Lisboa vinte estudantes desse país através de bolsas de estudo.

Oito dos estudantes selecionados já começaram o mestrado em Gestão, ministrado em língua inglesa, com duração de um ano e meio, para logo retornarem à Colômbia com a possibilidade de permanecer na empresa.

Além da capital portuguesa, a cidade do Porto, no norte do país, também tem uma gama de ensino multicultural, em que se destaca a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) como um dos destinos mais desejados em mobilidade de estudantes.

No abrigo do programa chamado Mobile nos últimos três anos letivos, a FEUP recebeu 315 estudantes da América Latina e enviou 176 de seus estudantes a instituições parceiras na mesma região, por períodos que variam de um semestre a um ano académico.  :::

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–– Extraído da Agência EFE ––

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