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Universidade do Luxemburgo estuda o significado da palavra “saudade”

In Defesa da Língua Portuguesa, Lusofonia e Diversidade on 24 de Junho de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Da Agência Lusa
18 de junho de 2014

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A Universidade do Luxemburgo lançou um inquérito sobre o que significa a palavra “saudade” para os imigrantes lusófonos no país, e os resultados serão comparados com um estudo semelhante feito em Portugal.

O inquérito, que deverá dar origem a um artigo científico a publicar nos próximos meses, vai basear-se em um questionário já utilizado noutro estudo sobre a conceptualização da palavra “saudade” entre jovens universitários portugueses. Esse primeiro questionário, que serve como base, foi realizado por investigadores da Universidade do Porto e do Instituto de Estudos Avançados de Paris.

“Queremos comparar os resultados com o estudo feito em Portugal, para ver se os imigrantes portugueses, cabo-verdianos e os lusófonos em geral aqui no Luxemburgo definem a palavra ‘saudade’ da mesma forma que os portugueses que não saíram do país. Parece-nos que a palavra tem um significado diferente, se calhar mais forte, com outra intensidade, para os portugueses que estão fora”, disse à Agência Lusa a investigadora Stéphanie Barros Coimbra, do departamento de ciências sociais INSIDE (sigla em inglês de Unidade de Investigação Integrativa sobre o Desenvolvimento Social e Individual) da Universidade do Luxemburgo.

No questionário lançado esta semana na Internet, os inquiridos têm de selecionar sentimentos e ideias que associam à palavra, entre uma lista de 67 itens, incluindo “tristeza”, “solidão”, “pátria”, “férias” ou “fado”, ou provérbios como “quem parte leva saudades, quem fica saudades tem”.

A ideia é inventariar as emoções associadas à palavra pelos imigrantes lusófonos no país, na perspectiva da psicologia, uma área em que não há ainda muitos estudos sobre o tema, explicou a investigadora portuguesa nascida no Luxemburgo.

“A palavra ‘saudade’ é típica da Língua Portuguesa e é dificilmente traduzível para outras línguas. Já houve estudos feitos em Portugal sobre a palavra na perspectiva da literatura, da filosofia ou da linguística, mas na área da psicologia há muito poucos”, afirma Stéphanie Coimbra.

Filha de emigrantes portugueses no Luxemburgo, a investigadora, de 29 anos, admite ter um “interesse pessoal” neste estudo.

“É uma palavra que sempre ouvi muito lá em casa, porque os meus pais tinham saudades da família que ficou em Portugal, e eu própria também sentia saudades. Diz-se ‘matar saudades’ quando vamos a Portugal, e esses valores foram-me transmitidos”, disse a investigadora.

O inquérito, disponível exclusivamente em português, pode ser preenchido na Internet até o mês de agosto.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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