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CPLP não pode ser “portugalizada”, diz professor e deputado português

In Língua Portuguesa Internacional, Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 21 de Junho de 2014 by ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa
18 de junho de 2014

Para o professor e deputado Feliciano Barreiras Duarte, a CPLP "tem de olhar para a realidade internacional" e "abandonar uma visão passadista de que ela deve ser 'portugalizada'". 

Para o professor e deputado Feliciano Barreiras Duarte, a CPLP “tem de olhar para a realidade internacional” e “abandonar uma visão passadista de que ela deve ser ‘portugalizada'”.
 

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O investigador Feliciano Barreiras Duarte defende que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “tem condições para ganhar outra voz à escala mundial” e avisa que é preciso abandonar “o complexo de querer ‘portugalizar'” a organização internacional.

A CPLP “ainda é um diamante por polir”, disse o docente universitário e deputado da Assembleia da República – o Parlamento da República Portuguesa –, a propósito do lançamento, em Lisboa, na quinta-feira, de quatro livros: As Constituições Jurídico-Políticas dos Estados-Membros da CPLP, As Leis da Imigração dos Estados-Membros da CPLP, As Leis da Nacionalidade dos Estados-Membros da CPLP e Os Acordos Internacionais e Internos da CPLP, editados pela Âncora Editora, com o apoio da CPLP.

O bloco lusófono, que celebra 18 anos, “tem de olhar para a realidade internacional e perceber que tem de aprofundar o lado político e linguístico, mas acima de tudo, em simultâneo e com muita pressa, também o lado económico e cultural”.

Barreiras Duarte acredita que a CPLP “tem condições para, no curto, médio prazo, ganhar outra voz, um outro peso, não só político e jurídico, mas acima de tudo económico e social à escala mundial”.

Para tal, continuou, a Comunidade deve dotar-se de instrumentos jurídicos, como o Estatuto do Cidadão Lusófono, permitindo uma maior agilidade e concertação no que diz respeito à sua presença à escala mundial na rede consular e diplomática e apoiando as empresas de todos os países do espaço da CPLP, através da mobilidade e do investimento interno ou externo, para aumentar o comércio interno no espaço lusófono.

–– A visão passadista de querer “portugalizar” a CPLP ––

"A CPLP tem condições para ganhar um outro peso, económico e social, à escala mundial."

“A CPLP tem condições para ganhar um outro peso, económico e social, à escala mundial.”

No entanto, advertiu, há que “abandonar uma visão passadista de querer ‘portugalizar’ a CPLP”.

“Tenho visto pessoas em Portugal, por exemplo a propósito da adesão da Guiné Equatorial, que se têm pronunciado de uma forma muito errada no que diz respeito à apropriação de Portugal de tudo o que significa o projeto inerente à CPLP. É bom que acabemos com o complexo de superioridade de que a CPLP deve ser ‘portugalizada’. Não faz sentido”, criticou.

Em Portugal, país que acolhe a sede da organização, é preciso “compreender isso” e “só assim a CPLP poderá contribuir para o desenvolvimento dos seus povos, do ponto vista económico, social e cultural”.

–– Sobre o Direito da CPLP ––
O investigador afirmou ainda que começa hoje a assistir-se ao nascimento do “Direito da CPLP, um ramo da ciência jurídica que tem permitido aprofundar o relacionamento entre as instituições e os povos dos países-membros da CPLP, nomeadamente com base nos seus textos constitucionais e outras matérias, como leis da nacionalidade e da imigração”.

“Vivemos no século XXI, de movimento dos povos, em que o direito à mobilidade das pessoas e das empresas ganha cada vez maior prioridade nas políticas públicas e é importante sabermos as semelhanças e diferenças que existem entre os membros”, sublinhou.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Na próxima Cimeira de Chefes de Estado, em julho, em Díli, deverá ser aprovada a entrada da Guiné Equatorial.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

Uma resposta to “CPLP não pode ser “portugalizada”, diz professor e deputado português”

  1. E não só Guiné, mas também comunidades luso descendentes esquecidas e abandonadas terão que ser reconhecidas na diáspora pela língua, afetos e culturas da Lusofonia secular.

    A considerar Malaca, Goa, Damão e restantes regiões dispersas em todos os continentes

    Um abraço LUSO

    Malaca / Luisa Timóteo

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