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Carlos Alberto Faraco: “O Acordo Ortográfico é matéria pacificada”

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 14 de Junho de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , , , , ,

Baseado em artigo do Blogue do IILP
do Instituto Internacional da Língua Portuguesa

O linguista brasileiro Carlos Alberto Faraco divulgou artigo em defesa do Acordo Ortográfico: "É inequívoco, portanto, o compromisso político de todos os governos dos países-membros da CPLP com o Acordo." 

O linguista brasileiro Carlos Alberto Faraco divulgou artigo em defesa do Acordo Ortográfico: “É inequívoco, portanto, o compromisso político de todos os governos dos países-membros da CPLP com o Acordo.”
 

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O professor e linguista Carlos Alberto Faraco é o coordenador da Comissão Nacional do Brasil no IILP (Instituto Internacional da Língua Portuguesa). Em um artigo recente de sua autoria, o professor brasileiro elogiou os trabalhos de elaboração e o processo de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AO), assinado em Lisboa em dezembro de 1990.

“O único e exclusivo objetivo do AO foi superar a dualidade de ortografias oficiais do português. Essa situação vinha criando embaraços à presença da Língua nos organismos internacionais e afetando também sua internacionalização”, disse Faraco em artigo publicado em 9 de junho de 2014 no blogue da editora brasileira Parábola e reproduzido no Blogue do IILP.

“As bases estabelecidas em 1911, que fixaram a ortografia do português, permaneceram sem alterações. Houve, sim, cedências de parte a parte, adotando uns soluções já existentes na grafia dos outros. Foram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de normas”, explicou.

Para Carlos Alberto Faraco, “afirmações de que o Acordo foi tímido ou já nasceu anacrônico, como se leem algumas vezes na imprensa, revelam profundo desconhecimento de seus objetivos e histórico”.

–– “O Acordo Ortográfico é matéria pacificada” ––
O professor brasileiro citou um breve histórico do Acordo e de suas negociações. “O Acordo começou, de certa forma, a ser negociado ainda na década de 1960. Ocorreu em Coimbra, em 1967, uma primeira Conferência sobre o tema. Durante as décadas seguintes, foram discutidas várias alternativas até que se chegou ao consenso expresso nos termos do Acordo assinado em Lisboa em dezembro de 1990 por todos os países de Língua oficial portuguesa.”

Para Carlos Alberto Faraco, "uma Língua internacional e pluricêntrica como o português exige precisamente esse tipo de gestão multilateral e compartilhada". 

Para Carlos Alberto Faraco, “uma Língua internacional e pluricêntrica como o português exige precisamente esse tipo de gestão multilateral e compartilhada”.
   

Faraco também expressou parecer positivo quanto ao adiamento da aplicação obrigatória do Acordo pelo Brasil, mesmo com o sucesso de sua adoção pelo governo e pela imprensa no país sul-americano, mas com o objetivo de acompanhar a implantação plena do Acordo em Portugal, no ano de 2016.

“Olhando retrospectivamente, pode-se afirmar que a decisão foi correta. O PNLD [Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação do Brasil] incorporou os ajustes ortográficos do Acordo sem qualquer problema. Por outro lado, toda a imprensa brasileira adotou a ortografia do Acordo já a partir do dia 01/01/2009. O mesmo ocorreu com as editoras brasileiras que passaram a publicar todos os novos livros já em 2009 seguindo o Acordo. E foram progressivamente adaptando as novas edições de livros publicados anteriormente a 2009, assumindo os custos desse processo.”

No artigo, o professor brasileiro também relatou os bons resultados de sua aplicação em Portugal. “A ortografia do Acordo já está inteiramente implantada no sistema escolar. Já foi adotada por praticamente toda a imprensa portuguesa e pelas editoras.”

–– “Espera-se a implantação para breve em todos os países” ––
O Acordo Ortográfico é um compromisso internacional assinado pelos governos de todos os países lusófonos – compromisso reafirmado na última Cimeira de Chefes de Estado da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), ocorrida em Maputo em 2012. “É inequívoco, portanto, o compromisso político de todos os governos dos países-membros da CPLP com o Acordo.” Assim, “no âmbito da CPLP, o Acordo é matéria pacificada”.

Nas palavras de Carlos Alberto Faraco, “a implantação é irreversível” e “os Chefes de Estado e Governo da CPLP em nenhum momento pautaram a reabertura de discussão do Acordo”.

Sobre Angola e Moçambique, os países que ainda não ratificaram o Acordo: “A demora nestes dois países decorreu principalmente da necessidade de se definir critérios para adaptação ortográfica das palavras oriundas das suas várias línguas nacionais e que enriquecem continuamente o vocabulário do português.”

“Espera-se, portanto, para breve, a conclusão do longo processo de ratificação e implantação do Acordo em todos os países”, disse Faraco.

–– Vocabulário Comum: “um magno acontecimento” ––
O coordenador da Comissão Nacional brasileira do IILP elogiou o esforço de trabalhos do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, e disse que “o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum”.

“O VOC já conseguiu, pela primeira vez na história da Língua, unir numa só plataforma todas as bases léxico-ortográficas portuguesas e brasileiras. Só isso é já um magno acontecimento”, afirmou.

Carlos Alberto Faraco encerrou seu artigo em defesa de uma política conjunta dos países lusófonos pela gestão e pela promoção da Língua Portuguesa. “Uma Língua internacional e pluricêntrica como o português exige precisamente esse tipo de gestão multilateral e compartilhada.”  :::

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Clique aqui para ler, na íntegra, o artigo de Carlos Alberto Faraco, reproduzido no Blogue do IILP, do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

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Com base em
O Acordo Ortográfico de 1990 – situação atual (junho/2014).
Extraído do Blogue do IILP
do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

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