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Vocabulário Ortográfico Comum: com a unidade e a diversidade lexical da Língua Portuguesa (I)

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 12 de Junho de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Baseado em reportagem do jornal digital iOnline (Portugal)
2 de junho de 2014

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O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) anunciou que a versão final do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC) será lançada na Internet no dia 22 de julho.

O lançamento ocorre três dias antes da realização da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Díli, capital do Timor-Leste.

A plataforma do VOC na Internet é um dos requisitos previstos para a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990. O Vocabulário Comum terá cerca de 300 mil palavras, as que são de uso comum entre as nações lusófonas e as de uso específico em Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O sítio do VOC permitirá conhecer as características da Língua Portuguesa usada em cada país lusófono e ao redor do mundo.

–– “Um trabalho riquíssimo de descoberta linguística” ––
O diretor-executivo do IILP, Gilvan Müller de Oliveira, em entrevista ao jornal digital iOnline, de Portugal, declarou que o projeto do VOC foi a oportunidade para vários países lusófonos de ter o seu vocabulário nacional da Língua Portuguesa.

“Excluindo Portugal e Brasil, nenhum dos outros Estados tinha tradição na área, não existiam equipas técnicas preparadas, nem sequer um vocabulário organizado”, disse o linguista brasileiro.

“Foi um trabalho riquíssimo e de grande descoberta linguística, mas exigiu alguma negociação diplomática”, admitiu.

Dentre os países da Lusofonia, dois ficaram momentaneamente de fora dos trabalhos do VOC: a Guiné-Bissau, por motivos da instabilidade política, e Angola, que não havia ratificado o Acordo de 1990, apesar de ter financiado parte do projeto a cargo do IILP.

Na Cimeira da CPLP em Díli, no mês de julho, o IILP reunirá apenas os Vocabulários Ortográficos Nacionais (VONs) de Portugal, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

–– Nova forma de gestão da Língua na era digital ––
A linguista da Comissão Nacional portuguesa do IILP, Margarita Correia, explicou ao iOnline que a elaboração do VOC estendeu-se por anos de “intensa pesquisa e descoberta sobre a Língua Portuguesa”.

Os linguistas de cada uma das Comissões Nacionais do IILP fizeram um levantamento individual, a compilar palavras extraídas de documentos os mais variados: leis, literatura, jornalismo impresso, textos académicos e científicos de vários ramos do conhecimento, como agricultura, meio ambiente, pesca e saúde, por exemplo.

As palavras coletadas formaram acervos digitais, dos quais se elaborou uma lista organizada por ordem de frequência com que a palavra é usada em cada país. “Nenhum dicionário tem a totalidade das palavras e nós também não vamos ter. Escolhemos a frequência como um dos critérios mais importantes, mas todos os vocábulos são revistos manualmente para que os imprescindíveis não faltem na lista final”, disse Margarita Correia.

O portal do VOC pode ainda reconhecer a localização do computador que visita o endereço na Internet, para abrir a lista de palavras desse país, cujo ícone é identificado pela bandeira nacional. Uma nona bandeira, a do IILP, dará acesso à lista comum com a totalidade das palavras. No Vocabulário Comum, aparecerão juntos termos de todos os países lusófonos, como o “baju” timorense ou o “machimbombo” moçambicano.

Gilvan Müller de Oliveira ainda recordou que 5% de toda a riqueza linguística do mundo está nos países da CPLP” e que o VOC é “uma nova forma de gestão da Língua Portuguesa”.  :::

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–– A matéria continua no próximo artigo, com a entrevista do diretor-executivo do IILP, Gilvan Müller de Oliveira à reportagem do jornal digital iOnline, de Portugal. ––

Uma resposta to “Vocabulário Ortográfico Comum: com a unidade e a diversidade lexical da Língua Portuguesa (I)”

  1. Parabéns pelo trabalho desenvolvido pelo IILP-Instituto Internacional da Língua Portuguesa.
    Acrescentamos como uma das grandes inquietações da Korsang di Meleka-ONGD, Associação Cultural Coração em Malaca, a exclusão dos POVOS LUSOFONOS que teimam em manter a língua de Camões, sendo ela o acesso à interpenetração à cultura, à globalização e à irmandade.
    Globalização secular, que a expansão portuguesa, deixou ao mundo, fortificou o comércio, abraçou culturas, criou e deixou até hoje, os afetos LUSONOS nos mais diversos cantos e regiões do mundo.

    Citando a inquietação de Pessoa – “Aqui sou mais do que eu”

    Um fraterno abraço
    Luisa Timóteo

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