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Os exames nacionais e o Acordo Ortográfico – Lúcia Vaz Pedro

In Defesa da Língua Portuguesa, O Mundo de Língua Portuguesa on 17 de Maio de 2014 by ronsoar Tagged: , , , ,

A escritora e professora Lúcia Vaz Pedro, especialista em ortografia, considera “a leitura como base fundamental para o conhecimento implícito do funcionamento da Língua”.

E “os bons livros permitem, indubitavelmente, um enriquecimento vocabular, uma mais-valia para o domínio do português”. Estas afirmações foram feitas em artigo recente de sua coluna no Jornal de Notícias (de Portugal).

A autora lembra que “o novo Acordo já está em vigor nas escolas e em todos os organismos na dependência do Governo”. Os manuais escolares já ensinam a nova grafia. “Professores e alunos já a utilizam com facilidade e sem dramatismos”. E que as provas e exames nacionais de Portugal passarão a exigir o pleno domínio das novas regras no final do próximo ano letivo.

O ano letivo em Portugal transcorre entre setembro de um ano e julho do ano seguinte. Nesta próxima semana, iniciam-se as provas de aferição do 1º. ciclo e as provas finais do 2º. e 3º. ciclos do Ensino Básico e para os exames nacionais de conclusão do Ensino Secundário em Portugal. As provas e exames, em duas fases, ocorrem até o dia 17 de julho, no Ensino Básico, e 20 de julho, no Ensino Secundário. As datas foram fixadas através do Despacho nº. 8.248/2013, do Ministério da Educação e Ciência, da República Portuguesa.

Ventos da Lusofonia reproduz na íntegra o artigo assinado por Lúcia Vaz Pedro, publicado em 20 de abril em sua coluna Português Atual, do Jornal de Notícias, de Portugal, sobre o uso das novas regras para a escrita nas provas de aferição e nos exames nacionais escolares.  :::

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–– Os exames nacionais e o Acordo Ortográfico ––

Lúcia Vaz Pedro
do Jornal de Notícias (Porto, Portugal)
20 de abril de 2014

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Em vésperas de exames nacionais, reforçamos a importância do domínio da Língua Portuguesa para o sucesso escolar.

De facto, é através da nossa Língua que comunicamos, compreendendo o que nos é transmitido e exprimindo as nossas ideias e pensamentos.

Assim, sugerimos a leitura como base fundamental para o conhecimento implícito do funcionamento da Língua, potenciando a compreensão e a expressão.

Além disso, os bons livros permitem, indubitavelmente, um enriquecimento vocabular, uma mais-valia para o domínio do português.

Cabe ainda aqui relembrar que o novo Acordo já está em vigor nas escolas e em todos os organismos na dependência do Governo.

Assim, os manuais escolares já adotaram a nova grafia, facilitando a assimilação da mesma pelos alunos. Professores e alunos já a utilizam com facilidade e sem dramatismos.

Relativamente aos exames nacionais, neste ano letivo, na codificação das provas de aferição (1.º ciclo) e na classificação das provas finais (2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico) e das provas de exame nacional (Ensino Secundário), continuarão a ser consideradas corretas as grafias que seguirem o que se encontra previsto quer no Acordo de 1945 [a antiga ortografia de Portugal], quer no Acordo de 1990 (atualmente em vigor). Porém, recomendamos que se utilize ou uma ou outra, de modo criterioso e objetivo.

A partir de 2014/2015, os critérios de codificação das provas de aferição do 1.º Ciclo e de classificação das provas finais dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e das provas de exame nacional do Ensino Secundário considerarão como válidas exclusivamente as regras definidas pelo AO em vigor.

Para esclarecimento de qualquer dúvida suplementar sobre este assunto, recomendamos a consulta do site [sítio] do Gave.  :::

Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), do Ministério da Educação e Ciência (Portugal):
<http://www.gave.min-edu.pt/>

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PEDRO, Lúcia Vaz. Os exames nacionais e o Acordo Ortográfico.
Extraído do Jornal de Notícias – seção DossiêsPortuguês Atual.
Porto, Portugal.
Publicado em: 20 abr. 2014.

Uma resposta to “Os exames nacionais e o Acordo Ortográfico – Lúcia Vaz Pedro”

  1. Contrariamente ao que se afirma, o Acordo Ortográfico NÂO está em vigor. A legislação que está em vigor é o Decreto-Lei nº 35.228/1945 de 8 de Dezembro, e rectificado com alterações mínimas pelo Decreto-Lei nº 32/1973 de 6 de Fevereiro. Estes dois decretos não foram revogados, por isso estão em vigor. Uma resolução ou duas resoluções não são suficientes para revogar decretos-lei, por isso, o “Acordo” não pode ser deste modo imposto às novas gerações.

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