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Os progressos do Vocabulário Ortográfico Comum na IX Reunião do Conselho Científico do IILP

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 12 de Maio de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , , , , ,

Do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e da Agência Lusa

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Nos dias 12 e 13 de abril de 2014, o Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) realiza a sua reunião anual, na qual analisará os progressos para a criação do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa. A reunião tem lugar na sede do IILP: a Casa Cor de Rosa, na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde.

O Conselho Científico do IILP reúne-se para avaliar o andamento dos trabalhos do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa. 

O Conselho Científico do IILP reúne-se para avaliar o andamento dos trabalhos do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa.
 

Em declarações à Agência Lusa, o diretor-executivo da instituição, o brasileiro Gilvan Müller de Oliveira, explicou que, da agenda da reunião, fazem parte diversos pontos de debate, entre os quais a apresentação dos Vocabulários Ortográficos Nacionais de Moçambique e Timor-Leste.

“Trata-se da IX Reunião Ordinária do Conselho Científico do IILP, cujas determinações a direção executiva cumpre, para além da documentação geral da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], e o Plano de Ação de Brasília, que determinou projetos concretos que devem ser executados pelo IILP”, descreveu.

O Plano de Ação de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projeção da Língua Portuguesa foi elaborado em 31 de março de 2010 na reunião do Conselho de Ministros da CPLP, em Brasília, na ocasião da I Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Global. O documento previu a criação de ferramentas para a expansão da Língua e para a aplicação do Acordo Ortográfico: uma das quais é o Vocabulário Ortográfico Comum.

“Nós vamos ter a entrega oficial do Vocabulário Ortográfico Nacional de Moçambique e do de Timor-Leste, que foi concluído a partir de uma missão nossa a Díli em fevereiro deste ano, e a integração destes vocabulários no VOC, o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, que é previsto no Acordo Ortográfico de 1990 e que está sendo elaborado sob a coordenação do IILP, por determinação do Plano de Ação de Brasília”, indicou.

“Com isto, entrará no ar, para um período de testes, até à Cimeira de Díli, quando será então oficialmente lançada, a página eletrônica do VOC, já com quatro Vocabulários Ortográficos Nacionais integrados – Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste –, com aproximadamente 280 mil palavras e seguindo o manual de orientação para elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais”, anunciou o diretor do IILP.

Da esq. para a dir.: o secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy; a presidente do Conselho Científico do IILP, Amália Lopes; e o diretor-executivo do IILP, Gilvan Müller de Oliveira. 

Da esq. para a dir.: o secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy; a presidente do Conselho Científico do IILP, Amália Lopes; e o diretor-executivo do IILP, Gilvan Müller de Oliveira.
 

–– Sobre a presença das Comissões Nacionais ––
Outra novidade destacada por Gilvan Müller é que o Brasil, pela primeira vez, será representado na reunião do Conselho Científico do IILP por uma Comissão Nacional com oito membros, à semelhança do que acontece com outros países, à exceção da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe – que, no entanto, apenas tem mandado representantes. “Só a Guiné-Bissau não confirmou ainda sua presença”, declarou.

“A Guiné-Bissau é um país que teve muitas dificuldades políticas após o golpe de Estado de 2012. A última reunião do Conselho Científico em que o país participou foi num encontro extraordinário em dezembro de 2010. Mas, com a eleição do novo primeiro-ministro, poderemos passar a ter uma participação efetiva da Guiné-Bissau nas próximas reuniões do IILP”, perspectivou.

A Comissão Nacional de Portugal no IILP é coordenada pela presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, e que conta também com representantes do Ministério da Educação e Ciência, da Secretaria de Estado da Cultura e da Academia das Ciências de Lisboa, indicou Gilvan Müller.

Da esq. para a dir.: Filipe Zau, Aldo Sambo e Celestino Lucas, membros da Comissão Nacional de Angola no IILP. 

Da esq. para a dir.: Filipe Zau, Aldo Sambo e Celestino Lucas, membros da Comissão Nacional de Angola no IILP.
 

–– Quais os “constrangimentos e estrangulamentos” de Angola? ––
Angola havia apresentado em 2012 pareceres no sentido de um recuo quanto à adoção do Acordo Ortográfico de 1990, alegando existirem “constrangimentos e estrangulamentos” que impediriam a sua aplicação. Quanto a este caso, Gilvan Müller de Oliveira disse que Angola ainda não explicou “que constrangimentos e estrangulamentos eram esses”, e instou antes o próprio IILP a investigar quais são.

“Não há hipótese de o Acordo ser refutado porque seria uma grande derrota para a CPLP e para a ideia de Língua comum e para o futuro da nossa Língua”, tranquilizou o diretor-executivo do IILP

A posição de Angola será assunto da reunião no IILP, frisando-se que Portugal, Brasil e Cabo Verde efetivaram a implementação do Acordo e afirmaram não terem lidado com qualquer tipo de constrangimentos.

O responsável do IILP frisou que, apesar desta posição de Luanda, o VOC “está sendo elaborado com recurso a angolanos, mas Angola não tem participado do projeto. Não temos notícia de uma equipa angolana trabalhando no projeto comum do VOC”, insistiu.

Lourenço do Rosário entrega a Amália Lopes o Vocabulário Ortográfico Nacional de Moçambique, com a presença do embaixador Murade Murargy. 

Lourenço do Rosário entrega a Amália Lopes o Vocabulário Ortográfico Nacional de Moçambique, com a presença do embaixador Murade Murargy.
 

–– Murargy: “O VOC está no bom caminho” ––
Os Vocabulários Ortográficos Nacionais (VONs) de Moçambique e de Timor-Leste, foram entregues formalmente à direção executiva do IILP pelos representantes dos respectivos governos, Lourenço do Rosário, Presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa, e Crisódio Araújo, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Timor-Leste.

Com isso, o VOC de forma inédita passa a contar com perto de 250 mil palavras da Língua Portuguesa, e torna-se a primeira obra a reunir os primeiros vocabulários ortográficos de Moçambique e Timor-Leste jamais feitos e os vocabulários oficiais do Brasil e de Portugal: todos em uma só plataforma.

O secretário-executivo da CPLP, Murade Isaac Murargy, esteve presente ao Conselho Científico do IILP e avançou também que a oficialização do VOC está “no bom caminho”, com quatro países a concluírem os seus Vocabulários Nacionais.

Murade Murargy acrescentou, por isso, que o Acordo Ortográfico “está vivo”, esperando que os restantes países possam concluir os seus processos até à Cimeira de Díli, a reunião dos chefes de Estado e de Governo dos países da CPLP, a ocorrer na última semana de julho na capital de Timor-Leste.

A plataforma do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa já está disponível em linha no endereço <http://iilp.cplp.org/voc>. “Será uma página que permite a cada pessoa ver como é e acompanhar a fase final de elaboração deste instrumento central para a circulação da Língua Portuguesa”, afirmou Gilvan Müller de Oliveira.  :::

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–– Extraído do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e da Agência Lusa ––

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