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25 de Abril: data comum de celebração da liberdade no mundo lusófono

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 25 de Abril de 2014 by ronsoar Tagged: , , ,

Na madrugada do dia 25 de abril de 1974, militares das Forças Armadas Portuguesas que haviam participado das guerras no então Ultramar, nas “Províncias Ultramarinas” portuguesas em África, iniciaram um movimento contra o regime salazarista em Lisboa. Perceberam que para evitar a iminente derrota militar no além-mar, teriam de forçar o governo a negociar a paz e as independências. Esse movimento foi além de seus objetivos: libertou um país de quase quatro décadas de ditadura, opressão e imperialismo colonial retrógrado.

A data de hoje tem razões para ser celebrada por todo o mundo de Língua Portuguesa. A partir desse dia, Portugal ganhou o direito à liberdade democrática, e os povos da África lusófona ganharam o direito à liberdade como nações.

Hoje, faz 40 anos que ocorreu a Revolução dos Cravos, o mais importante momento da história recente de Portugal, com fortes implicações na formação do que é o atual mundo da Lusofonia. E Ventos da Lusofonia também lembra e celebra a data, mostrando reportagem da Agência Lusa com a efeméride pela visão da África lusófona.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, declarou: o 25 de Abril é “um grande momento da História” e uma “data comum de luta pela liberdade” para todas as nações de Língua Portuguesa.

“Há um mundo antes e depois dessa data” em Portugal. “O 25 de Abril é um momento particular da História, que deve ser valorizado, não só no contexto lusófono, mas também no de toda a humanidade.”  :::

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–– 25 de Abril: celebrar independências é forma de comemorar data,
afirma primeiro-ministro de Cabo Verde ––

Da Agência Lusa
23 de abril de 2014

A passagem dos 40 anos da Revolução dos Cravos, ocorrida em 25 de abril de 1974, foi celebrada em Portugal e no mundo lusófono: a data simboliza liberdade, democracia e independências. 

A passagem dos 40 anos da Revolução dos Cravos, ocorrida em 25 de abril de 1974, foi celebrada em Portugal e no mundo lusófono: a data simboliza liberdade, democracia e independências.
 

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A celebração das independências dos países africanos lusófonos é também uma forma de comemorar o 25 de Abril, uma revolução “essencial” para a libertação das antigas colónias, afirmou o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves.

José Maria Neves: "O 25 de Abril é uma data comum de luta pela liberdade nos países lusófonos."

José Maria Neves: “O 25 de Abril é uma data comum de luta pela liberdade nos países lusófonos.”

Em declarações à Agência Lusa, o chefe do Governo referiu que as celebrações da data, feriado em Portugal, estão diluídas no dia em que se celebram as independências em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Para José Maria Neves, a revolução portuguesa constitui, por um lado, o “corolário” de toda a luta de libertação e da luta dos antifascistas portugueses, “dos democratas portugueses”, mas é também o momento inicial para “profundas transformações políticas” tanto em Portugal como nas ex-colónias.

“A data deve ser lembrada como tal. Ao comemorarmos em Cabo Verde o 5 de Julho, os moçambicanos o 25 de Junho, os santomenses o 12 de Julho, os angolanos o 11 de Novembro [todos em 1975; a Guiné-Bissau celebra a data em 1974], ou Timor-Leste a restauração da independência [ocorrida em 2002], estamos um pouco a lembrar as vitórias da luta de libertação e o 25 de Abril. É uma data comum de luta pela liberdade, pela democracia e pelo desenvolvimento dos nossos países”, sustentou.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, também presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder desde 2001), insistiu na ideia de que a “Revolução dos Cravos” é um “grande momento da História” de todos os países de expressão portuguesa.

“É o corolário de uma luta comum dos antifascistas portugueses e dos combatentes pela liberdade da Pátria em África. Significou também a liberdade das ex-colónias contra a subjugação e permitiu a Portugal reencontrar os caminhos da democracia, instaurar o Estado de Direito Democrático e desenvolver o país”, disse.

Para a História moderna e para a ciência política – prosseguiu – o “25 de Abril” constitui um “contributo essencial”. “Há um mundo antes e depois dessa data” em Portugal.

“Agora que estamos a comemorar os 40 anos do 25 de Abril, podemos ver esta trajetória que os países africanos fizeram, o contributo que deram, por exemplo, para a transição na África do Sul, para a independência da Namíbia, para as mudanças no Zimbabué e em outros países do continente”, destacou.

Em relação a Portugal, acrescentou, as “intensas relações” com o Brasil e a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia (CEE, atual União Europeia), entre outros exemplos, são elementos que acabaram por “acelerar a história política da humanidade”.

“O 25 de Abril é um momento particular da História, que deve ser valorizado, não só no contexto lusófono, mas também no de toda a humanidade”, concluiu.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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