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Congresso internacional no Porto: para construir “relações de irmãos” entre os países da Lusofonia

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 23 de Abril de 2014 by ronsoar Tagged: , , ,

Da Agência Lusa
22 de abril de 2014

O congresso internacional em prol do diálogo e das relações entre os países e as culturas da Lusofonia realiza-se a 23 de abril na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 

O congresso internacional em prol do diálogo e das relações entre os países e as culturas da Lusofonia realiza-se a 23 de abril na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
 

A Faculdade de Letras da Universidade do Porto recebe em 23 de abril de 2014 um congresso sobre culturas de língua portuguesa que pretende promover o diálogo entre países lusófonos e afastar o discurso do passado.

Em declarações à Agência Lusa, a coordenadora do grupo de investigação “Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal” do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, Celeste Natário, disse que há uma intenção de “construir um outro tipo de relação com o passado”, que permita o estabelecimento de “futuras relações de irmãos com os países de Língua Portuguesa”.

O congresso internacional Errâncias de um Imaginário: Para uma História do Pensamento e Culturas de Língua Portuguesa realiza-se no Porto depois de ter arrancado a 27 de março na Universidade Federal de Sergipe, no Brasil, contando esta semana com a presença, entre muitos outros, do professor emérito do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas Adriano Moreira e do antigo reitor da Universidade de Évora Manuel Ferreira Patrício.

–– “Há um diálogo inacabado entre países irmãos” ––
Celeste Natário frisou que a “questão maior” em causa é a de tentar contribuir, através da investigação, para “procurar determinar, ou ajudar a procurar determinar, algo que […] desmonta aquela ideia daquele discurso passadista, fadista, da saudade, do que já foi”, uma ideia que considera “extremamente depressiva”.

A investigadora realça não estar em causa “esquecer” o que está para trás, uma vez que “um povo e uma cultura não se afirmam sem uma memória”, mas sim a definição de um diálogo “inacabado” entre culturas que “não são processos estáticos, mas dinâmicos”.

Em relação à questão do passado colonial, Celeste Natário reconhece que é um “peso que existe, mas não inviabiliza” uma relação entre dois países, de irmão para irmão.

“A superação disso vai depender de nós, vai depender de Portugal, porque temos tido um papel muito frouxo”, salientou a professora universitária.

O congresso internacional Errâncias de um Imaginário: Para uma História do Pensamento e Culturas de Língua Portuguesa decorre também em parceria com a Universidade de Cabo Verde – instituição que vai acolher novo encontro a 19 e 20 de julho.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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