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Mia Couto homenageia Gabriel García Márquez na Bienal do Livro de Brasília

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 20 de Abril de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Mariana Tokarnia
da Agência Brasil
18 de abril de 2014

O escritor Mia Couto homenageou o colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982: "A vida dele está na obra." 

O escritor Mia Couto homenageou o colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982: “A vida dele está na obra.”
 

O biólogo e escritor moçambicano Mia Couto, vencedor do Prêmio Camões em 2013, fez hoje (18) uma breve homenagem ao escritor colombiano Gabriel García Márquez durante debate na II Bienal Brasil do Livro e da Leitura [realizada em Brasília]. Couto disse que a vida de Márquez perpetua na obra deixada. “Ele terá que morrer várias vezes, porque a vida dele está na obra”, disse.

Gabriel García Márquez morreu na tarde de ontem (17), em casa, na Cidade do México, aos 87 anos. Ele nasceu em Aracataca, na Colômbia, no dia 7 de março de 1927. Além de escritor, era também jornalista. Entre seus livros mais conhecidos, estão Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera. Foi também ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982. O escritor recebeu várias homenagens na Bienal.

–– Mia Couto: ligações com o Brasil e pouco intercâmbio literário ––
Mia Couto participou do debate “Tradição e Atualidade da Literatura de Língua Portuguesa”. O escritor citou o Brasil como referência. “Tive uma grande ligação com a literatura brasileira”. Antes da literatura, ele disse que o contato com o Brasil foi pela música. O sotaque brasileiro foi o primeiro da Língua Portuguesa com o qual teve contato.

“Morava em uma cidade de praia quando pequeno e, da nossa varanda, eu escutava Dorival Caymmi. Esse sotaque me fazia pensar no mar, pensava que ali estava escrito não só uma variante da nossa Língua, mas uma musicalidade que só a voz podia ter.” Ele citou como escritores que fizeram parte da formação Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa.

Apesar de ter tido contato com a literatura brasileira desde cedo, em entrevista ao Portal EBC ele disse acreditar que o intercâmbio de obras de Língua Portuguesa ainda não é motivo para comemorações. “Esse intercâmbio ainda é pior do que quando havia ditadura no Brasil, em Moçambique ou em Portugal. É estranho que em um período de ditadura houvesse uma maior circulação de livros do que agora.”

A Bienal do Livro ocorre em Brasília, até segunda-feira (21). A entrada é gratuita. A programação está disponível na página do evento:
<http://www.bienalbrasildolivro.com.br>.

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TOKARNIA, Mariana. Mia Couto homenageia Gabriel García Márquez.
Extraído da Agência Brasil e do Portal EBC – Empresa Brasil de Comunicação (Brasília, Brasil).
Publicado em: 18 abr. 2014.

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