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Festival de Cinema de Lisboa lembra 25 de Abril e ditadura militar no Brasil

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 30 de Março de 2014 by ronsoar Tagged: , , ,

Da Agência Lusa e do jornal Mundo Lusíada (São Paulo, Brasil)

FESTin - Lisboa - de 2 a 9 de abril de 2014.
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De 2 a 9 de abril, o FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa regressa ao Cinema São Jorge para a sua quinta edição. Serão exibidos 73 filmes oriundos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal numa programação diversificada e organizada em nove mostras.

O festival abre no dia 2 de abril com a estreia em Portugal de Serra Pelada (2013), de Heitor Dhalia, sobre o garimpo de ouro no norte do Brasil. Às duas habituais seções de competição de longas e de curtas-metragens, junta-se este ano, pela primeira vez, a competição de documentários.

A programação integra ainda duas novas mostras: “Democracia e Ditadura” e “País Convidado: França”, bem com uma homenagem a Cabo Verde, e as tradicionais Mostras de Cinema Brasileiro (longas e curtas-metragens), Inclusão Social e Infantojuvenil.

De acordo com a organização do festival, será exibido um documentário feito especialmente para comemorar os 40 anos da Revolução dos Cravos: As Memórias Não se Apagam (2014), do realizador e crítico de cinema José Vieira Mendes, em coprodução com o presidente da Academia Portuguesa de Cinema, e as jornalistas correspondentes Adriana Niemeyer e Léa Teixeira.

A curta-metragem de aproximadamente 35 minutos é o relato do ex-padre e jornalista Alípio de Freitas, um personagem que viu a dor e a alegria nos dois lados do oceano: a ditadura militar brasileira (1964-1985), em que o país sul-americano teve presidentes generais no poder; e a liberdade no 25 de Abril, com a Revolução dos Cravos de 1974, que acabou com quatro décadas de ditadura do salazarismo em Portugal.

–– Celebrando a Revolução dos Cravos ––
Esta quinta edição traz uma série de filmes que visam retratar diversos aspetos de dois períodos que marcaram a vida de milhares de pessoas no Brasil e em Portugal. O FESTin será um dos primeiros eventos realizados na capital portuguesa no âmbito das comemorações realizadas pela EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, ligada à Câmara Municipal de Lisboa) a fazer uma homenagem aos 40 anos da Revolução dos Cravos. Por outro lado, há 50 anos um golpe militar implantou uma dura e longa ditadura no Brasil.

De Portugal, será apresentado dia 5 de abril De Armas e Bagagens (2013), de Ana Delgado Martins. No filme, entre 1974 e 1976, perto de 300 mil portugueses abandonaram Angola. Mais de 100 mil tinham nascido lá. A história conta fugas de Angola por terra, mar e ar.

E no dia 7 de abril, será apresentado Azul Alvim (2012), de José Paulo Valente. Este documentário é uma homenagem ao músico Fernando Alvim, com mais de 50 anos de carreira e que acompanhou Carlos Paredes e Amália Rodrigues. Uma produção da RTP, com autoria de Margarida Mercês de Mello.

Em sentido horário, a partir do alto à esquerda: cenas dos documentários As Memórias Não se Apagam (2014), Azul Alvim (2012), Repare Bem (2013) e De Armas e Bagagens (2013). 

Em sentido horário, a partir do alto à esquerda: cenas dos documentários As Memórias Não se Apagam (2014), Azul Alvim (2012), Repare Bem (2013) e De Armas e Bagagens (2013).
 

–– Lembrando a ditadura militar brasileira ––
Já do Brasil, o 5º FESTin traz seis dos dez concorrentes na competição de longas-metragens, 12 entre os 23 indicados na competição de curtas e cinco dos sete integrantes da maratona competitiva de documentários.

Quatro longas-metragens inscritos neste festival receberão apoios do programa da Ancine (Agência Nacional do Cinema, vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil): A Memória Que Me Contam, de Lucia Murat; e Elena, de Petra Costa, na competição principal; e Arte de Interpretar – A Saga da Novela Roque Santeiro, de Lúcia Abreu, e Cidade de Deus, 10 Anos Depois, de Cavi Borges e Luciano Vidigal, na maratona de documentários. Todos esses filmes foram produzidos em 2012.

Também merece destaque o documentário Repare Bem (2013), coprodução entre Brasil, Itália e França, dirigida por Maria de Medeiros, de Capitães de Abril. O filme apresenta três gerações de mulheres de uma família brasileira atingida pela repressão brutal da ditadura militar e que viveu no exílio por quarenta anos, até obter a reparação oficial do Governo brasileiro.

Os bilhetes para o festival estarão à venda na bilheteira do Cinema São Jorge a partir de segunda-feira, dia 1 de abril, e têm custos de 3 euros (bilhete normal); 2,50 euros (até 25 anos e maiores de 65 anos); 1,50 euro (estudantes; maratona de documentários – por sessão; grupos de mais de 10 pessoas – por pessoa); e 5 euros (todas as sessões da Maratona de documentários).

Produzido pela Associação Cultura e Cidadania de Língua Portuguesa (Asculp)/Padrão Actual, em coprodução com o Cinema São Jorge e a EGEAC, o FESTin nasceu em 2010 com o objetivo de celebrar e fortalecer a cultura lusófona através do cinema, num ambiente de partilha, intercâmbio e inclusão social.

Clique aqui para acessar o sítio do Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa – FESTin – em Lisboa, de 2 a 9 de abril.

• Cinema São Jorge
Avenida da Liberdade, 175 (próximo à estação Avenida, do Metro)
1250-141 – Lisboa, Portugal

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–– Extraído da Agência Lusa e do jornal Mundo Lusíada (São Paulo, Brasil) ––

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