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“Petróleo vai posicionar a Língua Portuguesa na geopolítica mundial”, diz presidente da Galp Energia

In O Mundo de Língua Portuguesa on 7 de Março de 2014 by ronsoar Tagged: , , , ,

Baseado em
Manuel Carvalho
do jornal Público (Lisboa, Portugal)
5 de março de 2014

Para Manuel Ferreira de Oliveira, da Galp Energia, o petróleo “nesta década, vai posicionar a CPLP em termos geopolíticos no mundo”.
 

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Manuel Ferreira de Oliveira, CEO [presidente executivo] da Galp Energia, acredita que o petróleo do Brasil e o gás de Moçambique vão mudar a percepção que o mundo tem da CPLP. A sua companhia está nos dois palcos e, se para já é tempo de investir, depois de 2017 a operação no pré-sal do Brasil começará a libertar dinheiro.

Em uma entrevista por telefone a partir de Maputo, fala sobre as certezas do pré-sal brasileiro e sobre as suas amplas perspectivas. Em 2020, a Galp espera produzir 300 mil barris de petróleo por dia, 80% dos quais no Brasil.

Abaixo, os principais trechos da entrevista de Manuel Ferreira de Oliveira ao jornal Público, de Lisboa:

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:::  No ano passado, a Galp Energia investiu 600 milhões na exploração de petróleo no Brasil. Quando é que um investimento desta envergadura começará a ser remunerado?  :::
Manuel Ferreira de Oliveira – A Galp Energia tem projetos que são desenvolvidos em termos modulares. Um módulo produz entre 120 a 150 mil barris por dia, e o investimento que lhe está associado custa à volta de quatro mil milhões de dólares para estar em produção. A Galp Energia, neste momento, está envolvida em projetos de desenvolvimento em dez destas unidades naquilo a que chamamos o pré-sal da Bacia de Santos. E todas essas unidades, que ocorrem principalmente nos campos Lula e no campo Iara, estarão em produção em 2017.

:::  Mantém como objetivo os 300 mil barris diários de produção para 2020?  :::
MFO – Sim, para o grupo todo. Entre 70 e 80% dessa produção virá do Brasil, depende como vão correr os projetos nos outros sítios. Mas o Brasil é claramente em 2020 a âncora da empresa.

A petrolífera portuguesa Galp Energia espera, em 2020, produzir 300 mil barris de petróleo por dia, 80% dos quais no Brasil, e visa investimentos em Angola e Moçambique.
 

:::  Sendo o presidente de uma empresa pioneira no pré-sal do Brasil, ficou com pena por não ter avançado na concessão do campo de Libra?  :::
MFO – Nós estudamos com muito detalhe o projeto Libra e gostamos do projeto Libra. Foram criadas todas as condições para lá podermos estar, mas na Galp temos uma cultura que eu subscrevo: as empresas, como as pessoas, não podem dar passos maiores do que as suas pernas. Libra é um projeto gigantesco, do tamanho de Lula, e no nosso balanço havia uma sobreposição no tempo desse investimento com o que temos de fazer em Moçambique, que também é “giga”. Portanto, não por razões técnicas, mas por razões de respeito para com o nosso balanço, entendemos que não podíamos fazê-lo.

:::  No horizonte de uma década, o Brasil continuará a ser a principal prioridade da Galp Energia, ou essa prioridade poderá ser deslocada para Angola ou, mais provavelmente, para Moçambique?  :::
MFO – Nos países da Lusofonia, especificamente em Angola, Moçambique e Brasil, desde 2006 até hoje, ocorreram 26% de todas as novas descobertas de petróleo e gás. E das descobertas no mar profundo, 52%. A taxa de crescimento desta atividade vai ser explosiva. Não tenho dúvida que, nesta década em que estamos a viver, vai posicionar a CPLP em termos geopolíticos no mundo. Moçambique tem hoje em desenvolvimento o maior projeto de gás do mundo, e o Brasil o maior projeto de petróleo do mundo. Estar nestes dois projetos é um privilégio enorme e uma responsabilidade gigantesca.  :::

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A entrevista na íntegra do presidente executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, publicada em 5 de março de 2014, está disponível no sítio do jornal Público, de Lisboa.

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Com base em
CARVALHO, Manuel. Petróleo vai posicionar a Língua Portuguesa na geopolítica mundial.
Extraído do jornal Público – seção Economia
Lisboa, Portugal.
Publicado em: 05 mar. 2014.

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Leia também:
O comércio mundial do petróleo também será em Língua Portuguesa – 29 de maio de 2013
A era do petróleo em português – Ruben Eiras – 24 de novembro de 2012

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