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Brasil está entre os dez maiores destinos da indústria criativa portuguesa

In O Mundo de Língua Portuguesa on 13 de Fevereiro de 2014 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Jorge Horta
do sítio Portugal Digital
3 de fevereiro de 2014.

O relatório final do estudo revela os destinos de exportação dos produtos culturais de Portugal.

Há anos que as exportações portuguesas para o mercado brasileiro são lideradas por produtos como o azeite, o bacalhau e o vinho, mas há outros frutos da criatividade lusitana que vão ganhando uma posição de destaque. O estudo A Cultura e a Criatividade na Internacionalização da Economia Portuguesa, coordenado pelo economista Augusto Mateus, acaba de revelar para onde Portugal está a exportar as suas indústrias criativas. E o Brasil é um dos principais destinos.

O relatório indica, por exemplo, que “em 2011, os dez principais clientes das artes visuais portuguesas foram Alemanha, Espanha, França, EUA, Reino Unido, Dinamarca, Países Baixos, Angola, Hong Kong e Brasil”.

No domínio das edições, o mercado brasileiro é também um destino relevante para Portugal. Algo que se tem traduzido em um número crescente de editoras portuguesas a apostar no Brasil, como são os casos do grupo Leya, da Porto Editora e da Almedina. Nos últimos anos, diversos escritores portugueses participaram em festivais literários brasileiros.

“Os dez principais clientes dos livros portugueses foram Angola, Moçambique, Espanha, Brasil, França, Reino Unido, Suécia, Cabo Verde, Timor-Leste e Rússia. Só as vendas a Angola e a Moçambique explicam metade das exportações portuguesas”, indica o estudo que a consultora Augusto Mateus & Associados realizou para o Governo português.

Adicionalmente, refere o estudo, “os dez principais clientes da imprensa portuguesa foram Brasil, Angola, Suíça, Espanha, Cabo Verde, Moçambique, Marrocos, Canadá, Gibraltar e França”. O relatório nota mesmo que “só as vendas ao Brasil, a Angola e a Suíça explicam três quintos das exportações portuguesas”. O que poderá estar associado ao elevado número de portugueses emigrados nesses países.

A expressão do Brasil nas exportações da indústria cultural e criativa lusa estende-se ainda à arquitetura. De acordo com o estudo de Augusto Mateus, em 2011 os dez principais clientes dos desenhos de arquitetura portugueses foram Espanha (mais de 90%), Roménia, Angola, São Tomé e Príncipe, Marrocos, Cabo Verde, Suíça, França, Líbia e Brasil.

–– Os produtos culturais portugueses no mundo lusófono ––

O relatório final do estudo revela os destinos de exportação dos produtos culturais de Portugal.

O relatório que o Governo acaba de publicar analisa em detalhe a relação da indústria criativa portuguesa com os mercados da Lusofonia.

“Em 2011, Portugal exportou cerca de 220 milhões de dólares [ou 163 milhões de euros] de produtos criativos para o mercado de Língua Portuguesa, entre artigos de design [desenho industrial], de artesanato, de artes visuais, editoriais, de novos média e audiovisuais”, indica o estudo.

“Este fluxo equivale a cerca de 15% das exportações portuguesas de produtos criativos para todo o mundo e a cerca de 4% da totalidade das exportações portuguesas, criativas e não criativas, para o mercado de Língua Portuguesa”, lê-se no mesmo documento.

Angola assume um papel fulcral no consumo externo de produtos culturais portugueses. “Em 2011, Portugal vendeu cerca de 172 milhões de dólares [127,5 milhões de euros] a Angola, destino de 77% da totalidade das vendas ao mercado de Língua Portuguesa”, indica o relatório da Augusto Mateus & Associados.

“Seguiram-se Moçambique (10% das vendas, com 21 milhões de dólares) [15,5 milhões de euros], Brasil (7% das vendas, com 16 milhões de dólares) [11,8 milhões de euros], Cabo Verde (4% das vendas, com nove milhões de dólares) [6,6 milhões de euros], São Tomé e Príncipe (1% das vendas, com dois milhões de dólares) [1,48 milhão de euros] e Guiné-Bissau e Timor-Leste (cerca de um milhão de dólares cada) [741 mil euros]”, detalha ainda o documento.

Os autores do relatório não têm dúvidas sobre a relevância de Angola como cliente da indústria criativa portuguesa. “Angola é o mais vibrante destino da última década: as exportações portuguesas para este país cresceram 20% ao ano, contra 16% para Moçambique e 11% para o Brasil”.

Mas dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o peso relativo de Portugal como fornecedor de produtos culturais é menor do que nos restantes mercados lusófonos. De acordo com o relatório agora apresentado, a quota de Portugal no total de produtos criativos que o Brasil importa é de apenas 0,5%. Em 2011 o Brasil terá importado produtos criativos no valor global de mais de 3 mil milhões de dólares [2,2 milhões de euros], sendo os principais fornecedores China (51%), EUA (12%), Canadá (7%), Hong Kong e Itália (4% cada um).

Embora com um peso ainda reduzido na globalidade do consumo brasileiro de produtos culturais estrangeiros, Portugal destaca-se especificamente nas antiguidades (valem 4,6% das importações brasileiras), na pintura (3,1%) e na decoração de interiores (1,4%). No caso dos livros, Portugal é o 7.º fornecedor mundial, depois de EUA, Reino Unido, Hong Kong, China, Chile e Espanha, com uma quota de 3,2%.  :::

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HORTA, Jorge. Brasil está entre os dez maiores destinos da indústria criativa portuguesa.
Extraído do sítio Portugal Digital.
Publicado em: 03 fev. 2014.

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