Archive for Fevereiro, 2014

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Linguee: dicionário em linha agora disponível para todas as Línguas da União Europeia

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 28 de Fevereiro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Do Observatório da Língua Portuguesa
25 de fevereiro de 2014

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O Linguee lança hoje [25 de fevereiro] 218 novas combinações de idiomas – entre elas, as Línguas oficiais da União Europeia.

Os (as) falantes de português podem agora buscar traduções em alemão, búlgaro, checo, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, estónio, finlandês, francês, grego, neerlandês, húngaro, inglês, italiano, letão, lituano, maltês, polaco [ou polonês], romeno e sueco.

Em 2009, nasceu o Linguee, o primeiro e maior buscador de traduções do mundo. Um ano após o seu lançamento, a sua versão em português foi colocada no mercado. Hoje, mais de um milhão de pessoas utilizam o Linguee em busca das melhores traduções de termos e expressões.

Além disso, já somam-se mais de 2,5 mil milhões de consultas respondidas. “Recebemos muitos pedidos para expandirmos a oferta de combinações linguísticas além do português-inglês”, comenta a responsável pelo Departamento de Língua Portuguesa do Linguee, Erica Richter. “É com muita alegria que podemos oferecer hoje tantos novos pares de idiomas.”

Além de estudantes e profissionais que precisam formular textos em outros idiomas, tradutores (e tradutoras) também utilizam o Linguee como ferramenta de trabalho.

O Linguee mostra, por exemplo, como outras pessoas traduziram expressões como “fazer vista grossa” ou “visão de conjunto”. Os vários exemplos de traduções encontrados no Linguee servem para orientar o usuário (a usuária) na escolha da tradução mais adequada ao seu contexto. Essa é uma das características inovadoras do Linguee no mercado de dicionários online [em linha].

O Linguee faz uso de uma avançada tecnologia, que coleta automaticamente e avalia textos multilíngues com um volume de muitos petabaites (quatrilhões de baites) –(*)–.

Dessa maneira, o Linguee oferece acesso a mais de mil milhões [ou bilhões] de traduções, desde textos da União Europeia, patentes, websites [sítios de Internet] de empresas, textos de publicidade, até toda a seleção de produtos de lojas online altamente especializadas. Se imprimidas em papel A4, as traduções do Linguee cobririam toda a extensão da linha do Equador.

O serviço de dicionário em linha Linguee, que já agora operava com traduções indexadas da Língua Portuguesa, disponibiliza combinações de tradução bilingue para todas as 25 Línguas oficiais da União Europeia.
 

–– Sobre o Linguee ––
O Linguee foi criado em Colónia, na Alemanha, em 2009 por Gereon Frahling e Leonard Fink.

O dicionário e buscador de traduções online está disponível agora em 25 idiomas oferecidos em 231 combinações linguísticas. Baseado em uma tecnologia inovadora, o Linguee possui uma enorme base de dados formada através da indexação de páginas multilingues da Internet.

Não se trata de um tradutor automático, mas de um indexador de dados de tradução baseados em textos já existentes e cujo significado de vocábulos pode ser comparado e combinado para a melhor escolha da tradução por quem usa o serviço em linha.

O Linguee possui mil vezes mais textos bilíngues do que dicionários online tradicionais. Além disso, apresenta o contexto dos termos pesquisados, o que permite a escolha da tradução mais adequada à busca.

Até o início de 2014, o sítio possuía serviço de tradução bilingue em inglês, alemão, francês, espanhol e português. A partir do final de fevereiro, permite-se agora a tradução bilingue com todas as 25 línguas da União Europeia, baseada inicialmente nos textos traduzidos das leis e protocolos do Parlamento Europeu.

O maior buscador de traduções e dicionário online gratuito está disponível para os usos do “português de Portugal” no endereço: <http://www.linguee.pt>. E para os usos do “português do Brasil”, o serviço está disponível no endereço: <http://www.linguee.com.br>.

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–– Nota: ––
–(*)– Um petabaite (PB) equivale à medida informação digital de aproximadamente um milhão de gigabaites – precisamente 1.125.899.906.842.624 de baites ou, em potenciação de base binária, a medida de  250 baites.

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Linguee: dicionário online lança 218 novas combinações de idiomas.
Extraído do Observatório da Língua Portuguesa.
Publicado em: 25 fev. 2014.

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Da universidade para o surfe: os alemães que estudam no Brasil

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 27 de Fevereiro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,


 

Ao redor do mundo, torna-se cada vez maior a expectativa de muitos estudantes conhecerem e dominarem a Língua Portuguesa. Que pode abrir muitos caminhos nas áreas profissionais no futuro, tendo-se em vista o crescimento das economias dos países lusófonos.

Ventos da Lusofonia reproduz esta matéria da agência de notícias alemã DPA, mostrando o ânimo dos estudantes alemães que escolheram o Brasil como destino para intercâmbio acadêmico e para o início de uma carreira profissional no exterior. O que somente será possível com o estudo e o domínio da Língua Portuguesa.

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Educação
–– Da universidade direto para o surfe: estudar no Brasil ––

Da agência DPA (Alemanha)
27 de janeiro de 2014

Philipp Sackenheim estuda em intercâmbio no Rio de Janeiro: “Depois de me formar na universidade, vou manter um estilo de vida brasileiro.”
 

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Rio de Janeiro — Uma estadia no Brasil não vale a pena só durante a Copa do Mundo de Futebol. Também pode compensar para os alunos que passam um ano no exterior. Mas sem o conhecimento da Língua Portuguesa, eles não vão muito longe.

“Depois de me formar na universidade, vou manter um estilo de vida brasileiro”, diz Philipp Sackenheim. Um estudante de 23 anos de Munique, desde agosto no Rio de Janeiro. Ele aproveita a cidade ao máximo: “Logo após as aulas, eu faço esportes, jogo futebol com os amigos ou aprendo a surfar.”

Com a Copa do Mundo entre 12 de junho e 13 de julho, vai-se intensificando neste momento todo o foco do público para o Brasil. Entretanto, os alunos têm manifestado permanecer no país por mais tempo adiante. Sempre levam em consideração o plano de estudar no exterior. O número de candidatos para uma vaga de intercâmbio no Brasil mais do que duplicou nos últimos dois anos, diz Ana Santos-Kühn. Ela dirige o Escritório Internacional da Universidade Técnica de Munique. Ela fechou acordos de parceria da Universidade Técnica de Munique com oito instituições brasileiras de Ensino Superior. Neste momento, o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD [sigla em alemão]) auxilia cerca de 600 estudantes alemães no Brasil com uma bolsa de estudos anual.

Ana Santos-Kühn vê, como uma das razões para o aumento do interesse, a crescente importância econômica do país. “As empresas alemãs podem ser promovidas no Brasil e podem buscar gente que conhece ambos os países.” Cada vez mais alunos percebem isso – e com um ano de estudos no Brasil, querem melhorar suas chances no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, até aqui são relativamente poucos os profissionais que estão bem adaptados ao Brasil e com certa fluência em Língua Portuguesa, acrescenta Michael Eschweiler, que dirige a unidade para o Brasil do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).

Mas também em aspectos técnicos, uma permanência de estudos no Brasil é interessante para estudantes universitários de muitas disciplinas. Os engenheiros acham muito empolgante o setor de energia, porque o Brasil, ao contrário da Alemanha, abrange uma grande parte de suas necessidades de energia com usinas hidrelétricas, relata Eschweiler.

Muitas vezes eles podem ficar lá para aprender técnicas que ainda são pouco utilizadas na Alemanha. “Mesmo aqueles que estão interessados em medicina tropical ou em proteção das florestas tropicais estão em boas mãos.” A atenção aos temas do desenvolvimento urbano e da modernização do país é também animadora para os cientistas sociais.

–– Educação mais orientada para a prática ––
Philipp Sackenheim não estudou nenhum desses assuntos. Ele está matriculado em Munique para Técnicas de Administração de Empresas. Mas ele veio ao Brasil por um motivo diferente. Após o Abitur [exame alemão de conclusão do Ensino Secundário], ele completou um ano de serviço social em uma favela localizada a cerca de uma hora e meia de automóvel do Rio de Janeiro. Desde então, ele fala o português – e aprendeu a amar tanto o país que ele quis voltar novamente para aprender mais.

Ele está entusiasmado com os estudos. “Estão mais orientados para a prática do que na Alemanha”, ele declara. Assim, os alunos tiveram a tarefa de desenvolver uma estratégia de negócios, em cooperação com uma empresa. “Em dois meses no Rio, tenho aprendido mais na prática do que em dois anos em Munique”, diz Sackenheim.

–– Seleção universitária mais difícil do que na Alemanha ––
“As universidades públicas são muito boas”, confirma Michael Eschweiler a partir do DAAD em Bonn. No entanto, eles selecionam os seus alunos com muito critério. O processo de seleção é bem mais difícil do que na Alemanha. Na universidade onde está Philipp Sackenheim, há um teste de entrada para cada curso [o exame vestibular]. Muitos brasileiros pagam cursos preparatórios extras. Portanto, não é fácil organizar um lugar para estudos no Brasil por conta própria. É mais fácil para os alunos alemães pedir informações no Escritório Internacional da universidade sobre se há uma universidade brasileira parceira.

Em todo caso, os estudantes universitários que desejam ir para o Brasil devem antes aprender o português, aconselha Ana Santos-Kühn. As aulas e conferências são geralmente ministradas na Língua do país. As competências linguísticas são essenciais. Mas não é difícil para a maioria integrar-se. A cultura brasileira é muito hospitaleira e aberta ao mundo. “Vai se juntar aqui muito rapidamente ao círculo privado de amigos e ser convidado, por exemplo, para jantar com os pais”, relata Sackenheim.

O acesso à universidade no Brasil não é fácil; recomenda-se pedir informações sobre intercâmbio com universidades brasileiras.
 

–– “Apesar dos custos e da burocracia, vale a pena” ––
A bolsista da DAAD, Bega Tesch, aceitou estudar em São Paulo, metrópole de milhões de habitantes. Em Heidelberg, Bega Tesch estudou Ciências da Tradução para o francês e o português. Na universidade brasileira, a estudante de 22 anos ocupa-se em cursos de português e naqueles ligados à cultura brasileira. Quase 90 mil estudantes estão matriculados na Universidade de São Paulo (USP). No câmpus, há várias paradas de ônibus, tão grande é o terreno. “No começo, fiquei mesmo um pouco desorientada”, disse ela.

Bega Tesch partilha o espaço com duas estudantes brasileiras em uma república nos arredores do câmpus. “Sem a bolsa, teria sido difícil custear os estudos do ano”, disse ela. Os preços em São Paulo são muito caros. A taxa para a bolsa da DAAD no Brasil é de atualmente 875 euros por mês. Para tanto dinheiro, os alunos devem pelo menos planejar pelos meses em que quiserem ficar lá.

Além disso, Philipp Sackenheim chama a atenção quanto à burocracia. “Aqui você deve passar todos os seus documentos para serem autenticados”, disse. Ele não acredita que conseguiu obter reconhecidas todas as suas contas em Munique. Com isso, seu estudo de graduação provavelmente tomará mais dois semestres. “Apesar disso, em todo caso, vale a pena.”  :::

(Tradução de Ronaldo Santos Soares)

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Nach der Uni zum Wellenreiten: studieren in Brasilien.
Extraído da agência DPA (Alemanha).
Publicado em: 27 jan. 2014.

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Portugal: II Congresso Internacional ‘Pelos Mares da Língua Portuguesa’

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 26 de Fevereiro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Do Blogue do IILP
do Instituto Internacional da Língua Portuguesa

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Decorre até 15 de março o período de submissão de comunicações orais e pósteres para o II Congresso Internacional Pelos Mares da Língua Portuguesa, que se realiza a 21 e 22 de maio, na Universidade de Aveiro.

Trata-se de uma organização do Departamento de Línguas e Culturas da universidade portuguesa, integrada no programa de comemoração dos 40 anos da Universidade do Aveiro.

O II Congresso Internacional Pelos Mares da Língua Portuguesa, cujo objetivo principal é a aproximação científica dos vários países e comunidades de Língua Portuguesa, terá painéis dedicados a quatro áreas temáticas:
• “Os Rostos da Língua Portuguesa”;
• “O Português como Língua de Conhecimento”;
• “O Português como Língua de Comunicação Internacional”; e
• “Para uma Política de Internacionalização da Língua”.

Para mais informações, clique aqui para o acesso ao sítio do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro.  :::

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II Congresso Internacional Pelos Mares da Língua Portuguesa.
Extraído do Blogue do IILP
do Instituto Internacional da Língua Portuguesa

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“Uma grande Comunidade” a celebrar os Oito Séculos de Língua Portuguesa

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 25 de Fevereiro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa
18 de fevereiro de 2014

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Os Oito Séculos da Língua Portuguesa vão celebrar-se a partir de 5 de maio próximo, Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), até o dia 10 de junho de 2015, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

No dia 18 de fevereiro, ocorreu no ISCTE-IUL (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa) a sessão de apresentação das comemorações dos Oito Séculos da Língua Portuguesa. A cerimónia foi presidida pelo secretário de Estado da Cultura da República Portuguesa, Jorge Barreto Xavier.

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–– Falantes de português “devem construir a sua interpretação do mundo” ––
Jorge Barreto Xavier defendeu que os falantes da Língua Portuguesa “devem construir a sua interpretação do mundo”, pois constituem “uma grande Comunidade linguística regional”.

No seu discurso, Barreto Xavier sublinhou a “vitalidade” da Língua Portuguesa e defendeu uma “aproximação dos falantes”, e realçou a “importância estratégica da CPLP no contexto global”. “Somos todos nativos da Língua”, enfatizou Barreto Xavier e referiu-se também à “riqueza da pluralidade do seu vocabulário”.

Jorge Barreto Xavier: os falantes de português “devem construir a sua interpretação do mundo”, pois são “uma grande Comunidade linguística”.

Na sessão, o secretário de Estado sublinhou a “necessidade de um programa para a Língua Portuguesa”, nomeadamente a criação de plataformas de software [logiciais] em português e o “exercício enciclopédico da Língua”.

A “pluralidade” da Língua Portuguesa, que é a sexta mais falada no mundo, a terceira mais utilizada em redes sociais como o Facebook, e a quarta no Twitter, foi o mais recorrente no discurso da presidente da Associação Oito Séculos de Língua Portuguesa, Maria José Maya.

A responsável sublinhou o facto de as comemorações “partirem da sociedade civil” e de se irem realizar “em rede, em parceria e terem um cariz policêntrico”.

“O valor ético fundamental é o respeito pelo outro”, disse Maria José Maya, que sublinhou “a diversidade de falantes e de geografais” do Português, que “é falado em quatro continentes e se espraia por três oceanos”.

Os 800 anos da Língua Portuguesa completam-se em 2014, tendo como documento referencial o testamento do rei D. Afonso II, datado de 27 de junho de 1214, havendo outros documentos coevos, disse Maria José Maya.

O marco inicial apontado como a origem escrita da Língua Portuguesa é a elaboração do testamento do rei D. Afonso II, datado de 1214.
  

–– Diversas iniciativas para a celebração dos Oito Séculos ––
Entre as iniciativas agendadas, os CTT-Correios, um dos parceiros, vão editar uma emissão filatélica comum aos oitos países da CPLP, comemorativa da efeméride.

“A criação em breve de um site [sítio] e a produção de uma newsletter [informe de notícias]”, é outra das iniciativas assim como a criação de uma conta no Twitter e, no dia 5 de maio, de uma página no Facebook. Está também prevista a criação de um portal sobre a Língua.

Um concurso de poesia, do qual resultará a edição e uma antologia poética, será aberto aos oito países de Língua Portuguesa, assim como à Região Administrativa Especial de Macau [na China] e às diásporas lusófonas.

Será realizado, entre outros eventos, um colóquio internacional sobre o português que demandou as partes do Oriente, na Universidade do Algarve.

Do plano consta a edição de uma medalha comemorativa pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda e a exposição dos mais antigos documentos redigidos em Língua Portuguesa nos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo, em Lisboa.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Macau: ensino em “duas direções” para promover a Língua Portuguesa

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 25 de Fevereiro de 2014 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Uma iniciativa do governo da Região Administrativa Especial de Macau para a formação de cada vez mais estudantes bilingues, com desenvolvimento de habilidades na comunicação tanto na língua chinesa quanto na Língua Portuguesa.

A partir deste letivo, o Ensino de Português nas escolas públicas da região especial chinesa está voltado para o cumprimento de duas diretrizes: promover a Língua Portuguesa no território e formar quadros para as áreas técnicas do Estado e das empresas, com competências de comunicação nas duas Línguas oficiais de Macau..

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A seguir, a reprodução da reportagem do jornal Hoje Macau sobre o novo plano de ensino da Língua Portuguesa nas escolas públicas de Macau.

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–– DSEJ fala de duas direções
na promoção da Língua Portuguesa ––

Cecília Lin
do jornal Hoje Macau
20 de fevereiro de 2014.

O ensino da Língua Portuguesa, ao lado da língua chinesa, é parte integrante do currículo das escolas públicas da Região Administrativa Especial de Macau.

 

A Direção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) afirmou esta quarta-feira que o Ensino do Português terá duas direções: a promoção da Língua e a formação de profissionais bilingue.

Atualmente, de um total de 200 alunos, existem 90 profissionais a trabalhar em Macau – nas áreas de Tradução, Medicina e Direito – que estudaram em Portugal através dos planos do Governo.

A diretora do Centro de Difusão de Línguas da DSEJ, Wu Kit, disse que não há contradição na tentativa de tentar popularizar a Língua Portuguesa e formar talentos bilingues (chinês-português).

Em todas as escolas públicas, o Ensino do Português é parte obrigatória do currículo. Este ano letivo 2013/2014, existem 20 escolas privadas com cursos de Língua Portuguesa, oito delas têm cursos incluídos no programa curricular, 11 fornecem cursos extracurriculares, uma das escolas apresenta as duas opções. Há cerca de 2.600 alunos a frequentar estes cursos.

Além disso, Wu Kit revelou que a DSEJ também criou cursos de três anos de português para os alunos das escolas secundárias. Cerca de 200 alunos já participaram neste curso.

A vice-presidente da Associação de Educação de Macau (AEM) entende a questão de forma diferente. Lei Pui Lam insiste que a direção do Ensino do Português não deveria ser popularizar a Língua, mas formar os talentos.

“A Língua é uma ferramenta de comunicação e também para ganhar dinheiro. Contudo, os alunos chineses já estão sobrecarregados no ensino. Obrigar todos os alunos a aprender português antes do ensino superior, não me parece realista.”

Lei Pui Lam sugere que o Governo use mais recursos para os alunos interessados, por exemplo, criar mais cursos de educação contínua. O vice-presidente também disse que, para resolver a questão de falta de tradutores em Macau, as universidades podem criar mais centros de formação de Língua Portuguesa, por forma a melhorar o sistema de ensino superior em português.  :::

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LIN, Cecília. DSEJ fala de duas direções na promoção da Língua Portuguesa.
Do jornal Hoje Macau (Macau, China)
Publicado em: 20 fev. 2014.

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Leia também:
Deputados de Macau pedem mais formação de tradutores bilingues português-chinês – 04 de dezembro de 2013
Deputada Melinda Chan defende educação bilingue português-chinês em Macau – 06 de julho de 2013
Deputados defendem estímulo ao Ensino de Português em Macau – 27 de abril de 2013
Cresce o ensino da Língua Portuguesa em Macau – 10 de setembro de 2012

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CPLP: economias lusófonas podem chegar a 10% do PIB mundial daqui a quinze anos

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 23 de Fevereiro de 2014 por ronsoar Tagged: , , ,

Da Agência Lusa e do jornal Público (Lisboa, Portugal)

Em Maputo, realizou-se no dia 21 de fevereiro a III Reunião dos Ministros de Finanças da CPLP: o uso dos recursos naturais e da “abençoada separação geoestratégica” em prol do desenvolvimento da Comunidade.
 

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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vale hoje 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, mas podia mais do que duplicar de valor, se os políticos apostassem a sério na economia e se houvesse mais comunicação entre os Estados para juntar a procura de um país à oferta de outro.

Após a III Reunião dos Ministros das Finanças da CPLP, ocorrida na sexta-feira, dia 21 de fevereiro, em Maputo – que debateu a crise financeira mundial e a gestão sustentável dos recursos naturais – os especialistas na economia lusófona alertam que, do ponto de vista de promoção empresarial e das relações comerciais entre os Estados, há muito a fazer, para benefício de todos.

A reunião dos ministros das Finanças da CPLP ocorreu no dia seguinte à Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, também na capital moçambicana e que, entre outras decisões, aprovou o Plano de Ação de Lisboa, sobre a difusão da Língua Portuguesa para as áreas técnicas, as ciências e as tecnologias de ponta.

“A riqueza no espaço lusófono pode passar de quatro para 10% do PIB mundial numa década e meia, se os países se juntarem e apostarem numa verdadeira Comunidade económica, criarem mais-valias sobre os abundantes recursos naturais e usarem a abençoada separação geoestratégica” que os espalha por quatro continentes, afirma o presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), Salimo Abdula, que reclama uma política diplomática mais virada para a economia.

–– Georgina Mello: “Temos um diamante na mão” ––

Georgina Mello sobre o potencial das economias lusófonas: “Temos um diamante na mão, que vai ser brilhante.”

“Temos um diamante na mão e ainda não o conseguimos lapidar, mas, quando o fizermos, vai ser brilhante e uma coisa belíssima”, reconhece a diretora-geral da CPLP, Georgina Mello, referindo-se ao potencial de uma área que representa 4% da riqueza mundial e que junta mais de 250 milhões de pessoas, mas que ainda enfrenta dificuldades nas trocas comerciais entre os seus membros, por exemplo ao nível do financiamento e das barreiras ao comércio internacional.

“Há bons projetos, mas não têm acesso a financiamento que existe noutros países [da CPLP]. E depois, temos abundância de operadores de mercado e tecnológicos nalguns países, ao mesmo tempo que temos carências muito graves noutros”, diz a responsável, sublinhando que é preciso mais comunicação entre os países, para que um saiba que aquilo que tem é aquilo que o outro está à procura.

“A comunicação entre a procura de um país e a oferta do outro é fundamental, porque há necessidades que são gritantes nuns sítios e noutro país que nem sabe disto há excedentes nessa área. É preciso é comunicarem uns com os outros”, diz Georgina Mello.

Segundo Georgina Mello, os ministros reunidos em Maputo têm, por isso, um papel central, porque só eles podem desbloquear as dificuldades de compatibilização da CPLP com as regras dos sistemas regionais, dos quais nenhum país quer abdicar.

–– A livre circulação na CPLP “só depende de sensibilidade política” ––
Salimo Abdula defende a livre circulação de pessoas, bens, serviços e capital no espaço lusófono. Já antecipando as críticas sobre a dificuldade de harmonizar regras rígidas como as da União Europeia ou do Mercosul [Mercado Comum do Sul, a união aduaneira sul-americana] sobre a abertura de portas, ele afirma que a livre circulação no contexto da CPLP “é um desafio, não é um problema, e só depende da sensibilidade política”.

“Ninguém quer sair da região económica em que está inserido”, disse Abdula. “É preciso é criar margem para construir esta comunidade paralela, que traz grandes oportunidades. Porque, se se conseguir conciliar os dois espaços, cria-se uma ponte que permite às empresas dos países da CPLP aceder a este espaço regional que não seria o seu espaço próprio, agarrando um potencial que se poderá converter em realidade, se se conseguir criar estes mecanismos.”

–– CPLP “estrela a nível mundial” em dez ou quinze anos ––

Salimo Abdula: “Fomos abençoados, e podemos transformar a CPLP numa estrela a nível mundial.”

Salimo Abdula mostrou-se ainda esperançado na aposta económica destes países: “Nada é impossível, se queremos uma CPLP forte e desafiante perante este ambiente de globalização.”

Abdula argumenta: “Temos condições. Fomos abençoados, temos recursos naturais de grande dimensão descobertos nos últimos dez anos. Temos mão-de-obra jovem, e, se nos posicionarmos como deve ser, levando a tecnologia necessária para dar mais-valias às nossas riquezas naturais onde elas existem, podemos transformar a CPLP numa estrela a nível mundial, fazendo o nosso PIB subir para 10% do total mundial daqui a dez ou quinze anos.”

O responsável afirma também que, para além de ser uma voz do setor privado, a CE-CPLP quer igualmente expandir-se para além dos países que falam o português, apostando nos mercados regionais onde cada um está inserido.

“A estratégia comercial da CE-CPLP é usar a Comunidade para chegar às outras plataformas da Lusofonia”, diz o responsável, lembrando que em janeiro participou na primeira reunião dos empresários lusófonos em Goa, local que pode ser usado como plataforma para a Índia e para a Ásia, à semelhança do que acontece em Macau, que é “uma plataforma de negócios com a China”.

Para crescermos, é preciso criar uma economia de escala maior e criar a nossa própria marca CPLP, concluiu o responsável, reconhecendo que estes são “projetos a médio prazo, mas que só precisam do apoio da classe política para os empresários os tornarem realidade”.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa e do jornal Público (Lisboa, Portugal) ––

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Reunião da CPLP sobre Plano de Ação de Lisboa, Guiné Equatorial e Guiné-Bissau

In Uncategorized on 22 de Fevereiro de 2014 por ronsoar

Da Agência Lusa, do semanário Sol e do sítio Lusomonitor (Portugal)
20 de fevereiro de 2014

A Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP ocorreu em Maputo no dia 20 de fevereiro, onde foi aprovado o Plano de Ação de Lisboa.
 

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No dia 20 de fevereiro de 2014, ocorreu a Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) em Maputo, capital de Moçambique. O evento que reúne ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores dos governos dos países-membros da CPLP.

Por meio de resolução, o Conselho de Ministros da CPLP aprovou o Plano de Ação de Lisboa, que define orientações para a promoção e o uso da Língua Portuguesa em nível internacional – sobretudo nos campos da divulgação das ciências e das tecnologias de ponta. O documento foi preparado na II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, nos dias 29 e 30 outubro do ano passado, em Lisboa.

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A adesão da Guiné Equatorial e a situação política na Guiné-Bissau dominaram a agenda da reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP na capital moçambicana.

–– Guiné Equatorial muito perto da adesão plena ––

Na reunião, Agapito Mba Mokuy anunciou resolução sobre o fim da pena de morte na Guiné Equatorial.

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A Guiné Equatorial está a um passo de se tornar o nono Estado-membro da CPLP: o Conselho de Ministros da Comunidade lusófona deu parecer favorável à adesão do país africano, governado desde 1979 pelo presidente Teodoro Obiang Mbasogo.

A Guiné Equatorial é o terceiro maior produtor de petróleo do continente africano. Mas o país é considerado um dos regimes mais fechados do mundo por organizações de direitos humanos.

Com estatuto de observador da Comunidade desde 2006, a Guiné Equatorial pediu para entrar como membro pleno em 2010. Porém, a adesão foi condicionada nas Cimeiras de Luanda e de Maputo por se considerar não terem sido cumpridos os requisitos necessários, sobretudo no tema ligado aos direitos humanos.

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Agapito Mba Mokuy, chefe da diplomacia daquele país, comunicou na reunião que, no dia 13 de fevereiro, o presidente Teodoro Obiang assinou a chamada Resolução 426, que suspende a pena de morte com efeitos imediatos.

Entre os itens a cumprir para uma adesão plena, Malabo teria de adotar uma moratória para a abolição definitiva da pena de morte e promover o Ensino da Língua Portuguesa. Após o pedido de adesão, em 2010, apenas o governo de Lisboa tem apresentado entraves à admissão do país africano.

Na semana passada, o chefe de diplomacia da República Portuguesa, Rui Machete, admitiu no Parlamento – a Assembleia da República – que o país europeu terá uma posição “claramente negativa” sobre a adesão da Guiné-Equatorial à CPLP se esta não cumprir os requisitos sobre os direitos humanos.

Com a declaração de Agapito Mba Mokuy, o caminho para a adesão plena ficou mais aberto. A CPLP mantém agora a expectativa de que Malabo concretize a abolição definitiva da pena capital.

Antes do encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros e de Cooperação da Guiné Equatorial já tinha referido à Agência Lusa estar “praticamente seguro” de que os homólogos dos outros Estados da CPLP veriam que “há uma vontade política, há uma determinação do país, para que a Guiné Equatorial tome o seu assento na família que lhe pertence por razões históricas, culturais e de Língua”.

–– Angola defende “Comunidade aberta” ––

A Guiné Equatorial pode ser admitida como membro pleno da CPLP na Cimeira de Díli, em julho.

O diretor do Gabinete de Apoio à CPLP do Ministério das Relações Exteriores de Angola, o embaixador Oliveira Francisco Encoge, declarou que o seu país defende “a ideia de que a CPLP tem de ser uma Comunidade aberta”: “Devemos crescer mantendo os princípios que regem a nossa organização. A Guiné Equatorial é um país que tem a Língua Portuguesa como Língua oficial e, por isso, consideramos que está em condições de fazer parte da nossa Comunidade.”

Os presidentes da Guiné Equatorial e de Angola são os que estão há mais tempo no poder em África: Teodoro Obiang desde agosto de 1979 e José Eduardo dos Santos desde setembro do mesmo ano.

A X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, a realizar em julho, em Díli, e a assegurar a passagem da presidência da Comunidade de Moçambique para Timor-Leste, deverá colocar o carimbo definitivo na adesão da Guiné Equatorial. São os chefes de Estado que, com base no parecer do Conselho de Ministros, tomam essa decisão.

–– Sobre os problemas da outra Guiné ––

Rui Duarte de Barros é o primeiro-ministro do governo de facto da Guiné-Bissau.

Outro tema em destaque foi a situação política da Guiné-Bissau, que vive um período de transição após um golpe de Estado ocorrido em abril de 2012, cujo governo de facto, chefiado pelo primeiro-ministro Rui Duarte de Barros, não é reconhecido por Portugal nem pela CPLP.

As eleições presidenciais e legislativas, que estiveram previstas para novembro de 2013, foram adiadas para 16 de março. Porém, já se fala em novo protelamento, aguardando-se agora que o presidente de transição defina uma nova data.

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Os chefes de diplomacia reunidos apelaram à “realização de eleições – já mais de uma vez adiadas – no prazo mais exíguo possível, com vista à restauração, com a máxima brevidade, da ordem constitucional e ao início de um novo ciclo que permita materializar as reformas necessárias ao desenvolvimento do país”.

Os ministros manifestaram ainda a disposição de enviar uma missão de observação eleitoral da CPLP à Guiné-Bissau, como mostra do empenho da CPLP em contribuir para o sucesso do processo eleitoral e para a sua credibilização interna e externa.

O comunicado final aponta ainda para a “necessidade urgente de um encontro de trabalho entre o Secretariado Executivo da CPLP e a Comissão da CEDEAO” – a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental – “de modo a coordenar as ações das organizações no apoio ao processo de restauração da ordem constitucional e lançamento das bases para o desenvolvimento económico e social”.

Na Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros em Maputo também houve discussões sobre a institucionalização das reuniões dos Ministros da Energia da CPLP.

A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Tem como observadores, além da Guiné Equatorial, o Senegal e as Ilhas Maurícias.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa, do semanário Sol e do sítio Lusomonitor (Portugal) ––