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Jogos da Lusofonia abertos – só faltou a Língua Portuguesa

In Defesa da Língua Portuguesa, O Mundo de Língua Portuguesa on 22 de Janeiro de 2014 by ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa
19 de janeiro de 2014

Cerca de 20 mil pessoas presenciaram a gala de abertura dos Jogos da Lusofonia no Estádio Pandit Nehru em Fatorda, no distrito de Goa Sul, na Índia.
 

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Cerca de 20 mil pessoas assistiram no sábado, em Goa, à cerimónia de abertura da terceira edição dos Jogos da Lusofonia, um espetáculo de três horas, em um ambiente de grande festa e um “cheirinho” da Índia para quem chegou de fora.

O Estádio Pandit Nehru, em Fatorda, no distrito de Goa Sul, foi o palco escolhido para a abertura (e o encerramento) dos Jogos da Lusofonia.

Cerca de 800 atletas estão a competir em nove modalidades (atletismo, basquetebol, voleibol de praia, voleibol, futebol, ténis de mesa, judo, taekwondo e wushu) até ao próximo dia 29 de janeiro.

“Jojo, o Galo Majestoso”, uma figura popular no Estado indiano pelo seu passado lusófono, “comandou”, como a mascote do evento, o desfile das comitivas, iniciado por Portugal e em que Goa e Macau destacaram-se pelo número de participantes.

A gala de abertura dos Jogos da Lusofonia exaltou a diversidade cultural e linguística, dos povos e das Línguas presentes na história de Goa e da Índia.
 

–– Primeira impressão de Goa: favorável ––

Emídio Guerreiro elogiou o “grande compromisso do Governo de Goa na realização destes Jogos”.

Segundo o secretário de Estado do Desporto e Juventude da República Portuguesa, Emídio Guerreiro, a participação nestes Jogos visa ser uma afirmação da Língua e da cultura portuguesa, e esse caminho tem de ser trabalhado também ao nível desportivo.

Não obstante as implicações do adiamento, a primeira impressão in loco de Goa parece favorável.

“Há um grande investimento feito; uma presença enorme nas ruas da cidade que é visível. Por isso, ao contrário do que podia ter transparecido, que levou até a problemas e ao adiamento dos Jogos, nota-se um grande compromisso do Governo de Goa na realização destes Jogos”, afirmou Emídio Guerreiro.

“Há muitas infraestruturas novas, algumas ainda em fase de acabamento, mas sente-se uma presença dos Jogos na comunidade, e acho que isso é bastante positivo”, avaliou.

Na mesma linha manifestou-se o presidente do Instituto do Desporto de Macau, José Tavares, para quem é visível “um grande empenho por parte da organização em todos os aspetos. Eles investiram muito, e eu acredito que estes Jogos vão ser um sucesso.”

Porém, José Tavares admitiu ter havido alguma desorganização. “Penso que tem que ver com o pouco espaço de tempo que tiveram para limar arestas”, disse, recordando que quando visitou Goa, em abril do ano passado, era o “caos”, pelo que “ninguém acreditava que podiam receber os Jogos”.

“Vê-se uma certa desorganização, mas isto não vai afetar diretamente os Jogos”, sublinhou.

Artur Lopes estranhou que a primeira língua nos Jogos da Lusofonia de Goa seja a língua inglesa – e não a Língua Portuguesa.
 

–– Jogos da Lusofonia, porém… em inglês! ––
O chefe da missão portuguesa nos Jogos da Lusofonia, Artur Lopes, criticou a organização, defendendo que há aspetos que “urge questionar”. Sobretudo, estranhou que a primeira língua utilizada na competição não seja a Língua Portuguesa e sim o inglês.

“A organização tinha, de facto, possibilidades porque gastou mundos. Fez uma cerimónia de apresentação lindíssima, como se viu; depois, tem algumas coisas que urge questionar”, afirmou Artur Lopes, em declarações aos jornalistas, à margem de um jantar da comitiva portuguesa na Índia.

O responsável referiu que, tratando-se dos Jogos da Lusofonia, não se entende que a primeira Língua não seja o português, com uma tradução em inglês: “Aqui é o inglês e, às vezes, existe uma tradução portuguesa. Eu bati o pé, acho mal, não estou nada satisfeito e, portanto, isso é bastante negativo”, realçou o responsável.

Apesar dos problemas do foro organizacional – com os quais se depararam, de igual modo, os jornalistas –, Artur Lopes sublinhou a importância dos Jogos, porque figuram como “uma maneira de o desporto ser o transportador da Lusofonia, a qual não se esgota na Língua, na tradição, na história ou nos costumes”.

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–– Extraído da Agência Lusa ––

4 Respostas to “Jogos da Lusofonia abertos – só faltou a Língua Portuguesa”

  1. Simplesmente ridículo o uso, como foi feito, do Inglês, nesses “Jogos da Lusofonia” que ocorreram em Goa. Celebraram a língua Portuguesa em Inglês ! Santa paciência ! Acho que se deveria, de alguma forma, manifestar nosso desagrado, por isso ter ocorrido, junto à comissão indiana que organizou esse evento! Sds.

  2. Simplesmente ridículo o uso, como foi feito, do Inglês, nesses “Jogos da Lusofonia” que ocorreram em Goa. Celebraram a língua Portuguesa em Inglês ! Santa paciência ! Acho que se deveria, de alguma forma, manifestar nosso desagrado, por isso ter ocorrido, junto à comissão indiana que organizou esse evento! Sds.

  3. Naturalmente se Portugal não investe nem se achega, para preservar a amizade e os afetos das comunidades, regiões e países de expressão portuguesa, como pode a língua portuguesa, só por si superar, desfazada dos valores deixados pelos mortos gloriosos, que devemos honrar e passar o “testemunhos dos homens bons”, na construção de um mundo lusofono fraterno e incluso.
    Luisa Timóteo

  4. Não se compreende, Jogos da Lusofonia, apresentados só em inglês!

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