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Portugal: carta do IILP à Assembleia da República em defesa do Acordo Ortográfico – (I)

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 24 de Dezembro de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Do jornal O Mirante (Santarém, Portugal)
20 de dezembro de 2013

Em 20 de dezembro de 2013, uma petição contrária ao Acordo Ortográfico – elaborado em Lisboa em 1990 – foi discutida no Parlamento português, a Assembleia da República.
 

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A Assembleia da República [o Parlamento da República Portuguesa] discute uma petição a exigir a “desvinculação de Portugal ao Acordo Ortográfico”, uma iniciativa dos docentes Ivo Miguel Barroso, Madalena Homem Cardoso, Rui Miguel Duarte, aprovada por unanimidade, em julho, pela comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, após relatório favorável elaborado pelo deputado Michael Seufert.

Segundo os peticionários, esta é “a única forma possível de deter as nefastas consequências para a literacia de todas as gerações de portugueses que a aplicação deste desconchavado e pessimamente fundado e inútil AO90 [Acordo Ortográfico de 1990] está a causar”.

Além da petição, a Assembleia da República discute, em reunião plenária, um projeto de resolução para a reavaliação da aplicação do Acordo Ortográfico.

Os deputados José Ribeiro e Castro e Michel Seufert, do CDS-PP [Centro Democrático Social – Partido Popular], entregaram, na quinta-feira [dia 19 de dezembro], na Assembleia da República, um projeto de resolução no qual reivindicam a reavaliação da aplicação do Acordo Ortográfico em Portugal.

No documento, os deputados recomendam ao Governo “a criação urgente” de um grupo de trabalho sobre a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, em Portugal, para reavaliar a situação e adotar, “eventualmente, as medidas de revisão ou de reajuste que consensualmente possam impor-se”.

–– IILP em defesa do Acordo Ortográfico ––

Gilvan Müller de Oliveira, do IILP, enviou à Assembleia da República carta em defesa do Acordo Ortográfico.

O diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) escreveu aos deputados portugueses em defesa do novo Acordo Ortográfico, a propósito da discussão no Parlamento da petição que pede a desvinculação de Portugal.

Na carta motivada pela discussão da petição [ocorrida em 20 de dezembro] na Assembleia da República, Gilvan Müller de Oliveira sustenta que as novas regras permitem unificar a escrita de todos os que escrevem em português “sem contudo alterar as variantes” que “caracterizam individual e coletivamente” os países que falam português.

“O texto do Acordo Ortográfico não enferma de grande número de erros e, menos ainda, de erros que impossibilitem a sua aplicação”, argumenta o diretor do Instituto criado pelos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, acrescentando que estas questões “pertencem ao domínio técnico, e no domínio técnico estão a ser resolvidas”.

O diretor do IILP, de nacionalidade brasileira, esclarece ainda “alguns pontos” que lhe parecem estar a ser mal reproduzidos na imprensa portuguesa acerca do Acordo no Brasil.

“A chefe de Estado do Brasil, Dilma Rousseff, não adiou a aplicação do Acordo Ortográfico no Brasil, mas apenas a data-limite para a sua aplicação plena”, frisa.

Gilvan Müller de Oliveira recorda que, à semelhança de Portugal, “no Brasil o Acordo Ortográfico foi aplicado em 2009” e é, desde então, “obrigatório” nas instituições públicas, “incluindo em todos os níveis do sistema de ensino”.

Está também já a ser utilizado “pela totalidade ou quase totalidade das editoras, dos meios de comunicação social”, acrescenta.

“Escrevemos hoje de forma diferente do que o faziam Eça de Queirós ou Machado de Assis há pouco mais de um século, sem que tal tenha trazido inconvenientes ou nos impeça de continuar a comunicar como 250 milhões de pessoas que partilham uma mesma Língua”, compara Gilvan Müller de Oliveira.  :::

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Director de Instituto da Língua escreve a deputados portugueses em defesa de Acordo Ortográfico.
Extraído do jornal O Mirante (Santarém, Portugal).
Publicado em: 20 dez. 2013.

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Uma resposta to “Portugal: carta do IILP à Assembleia da República em defesa do Acordo Ortográfico – (I)”

  1. Esta carta do Director Executivo do IILP é um exercício frustre de desinformação, de deliberada (por má fé), mal informada ou desactualizada mistificação, repleta de banalidades, de “verdades” parciais que são mentiras e mistificações. Uma mancha no currículo de alguém com o grau académico do seu autor e detentor de tal cargo.
    Tudo quanto diz está prévia e circunstanciadamente desmentido na Petição, seus anexos e pareceres adjuntos, que o epistológrafo, manifestamente, não leu.
    Está a ser elaborada a devida refutação, a entregar aos Srs. Deputados e da qual a comunicação terá conhecimento.

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