Articles

A ação de professores brasileiros de Língua Portuguesa no Timor-Leste

In Defesa da Língua Portuguesa, Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 18 de Dezembro de 2013 by ronsoar Tagged: , , ,

Do portal Terra Brasil
16 de dezembro de 2013

Professores do Instituto Nacional de Formação de Docentes e Profissionais da Educação, do Ministério da Educação do Timor-Leste.
 

.
Trabalhar na área da educação no Brasil é um desafio que requer muita paixão. É essa motivação que leva docentes a deixar suas rotinas, famílias e amigos por um tempo e embarcar em missões que levam o ensino a outros povos.

O Programa de Qualificação de Docente e Ensino de Língua Portuguesa (PQLP), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) – órgão do Ministério da Educação do Brasil –, enviou professores brasileiros ao Timor-Leste. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é a instituição responsável pelo projeto em que brasileiros contribuem com a formação de professores no país.

País do Sudeste Asiático, o Timor-Leste foi colônia portuguesa por 400 anos, dominado pela Indonésia por duas décadas e, enfim, se tornou independente em 2002. Em 2000, o português foi adotado como Língua oficial. “Com a devastação deixada pela invasão, qualquer pessoa que soubesse um pouco de português passou a ensinar”, explica a professora Suzani Cassiani, uma das coordenadoras do programa.

Suzani está envolvida com o projeto há seis anos e já visitou o Timor-Leste nove vezes. Ela conta que o programa funciona em parceria com a Universidade Nacional de Timor-Leste (UNTL), a única instituição pública dedicada ao ensino superior no país. Os docentes enviados realizam trabalhos de qualificação de professores, Ensino de Português em ministérios, orientação de trabalhos e grupos de pesquisa, e até atuam na realização de programas educativos para a televisão.

Os docentes que participam do Programa de Qualificação de Docente e Ensino de Língua Portuguesa da Capes são chamados de cooperantes – na foto, o grupo formado em 2012.
 

.
Bióloga de formação e doutora em Educação, a professora do Departamento de Metodologia de Ensino da UFSC afirma que é muito importante orientar os docentes brasileiros para entender a outra cultura. “Não é uma missão colonialista. Não se pode ir achando que vai mudar um povo”, ressalta.

São grandes as diferenças culturais. Suzani afirma que, às vezes, pode ser difícil compreender tradições como o barlaque, dote oferecido por homens à família da noiva para casar. “Em uma primeira impressão, pode parecer que é uma ‘compra’ da mulher. Porém, mais a fundo, podemos perceber que é uma questão cultural, que originalmente é de respeito e valorização”, explica.

–– Parceria produtiva entre brasileiros e timorenses ––
Suzani Cassiani afirma que a convivência entre brasileiros e timorenses é muito boa. “Temos uma teoria de que os brasileiros conseguem compreender as dificuldades dos professores locais, pois lidamos com situações parecidas. Condições ruins e salários baixos, por exemplo”, explica a professora.

Ela conta que os timorenses chamam os brasileiros de “irmãos” e os portugueses de “pais”. “Acabamos criando uma relação de afetividade. São pessoas muito bacanas. Passa da questão de solidariedade e gratidão; vira amizade”, diz.

A parceria entre a UFSC e a UNTL deu tão certo que eles passaram a realizar também outros projetos em conjunto. Este ano, a universidade catarinense recebeu 15 alunos das áreas de graduação e pós-graduação do Timor-Leste para um programa de intercâmbio no sul do Brasil, por meio de seu Programa de Estudantes-Convênio de Graduação.

–– O Programa de Qualificação para o Ensino de Língua Portuguesa ––
O PQLP, Programa de Qualificação de Docente e Ensino de Língua Portuguesa, oferecido pela Capes, existe desde 2008 e enviou os primeiros professores em 2009.

O último edital esteve com as inscrições abertas até 17 de dezembro, para ficar de seis a 18 meses no Timor-Leste. São 50 bolsas, 44 de estágio docente, com auxílio mensal de 2.100 euros, e seis vagas de articulador pedagógico, com bolsa de 2.300 euros mensais.

Para se inscreverem, os educadores deveriam enviar uma proposta de projeto, além de outras informações. Depois disso, participam de uma entrevista e de uma prova escrita. “Percebemos que muitos candidatos sabiam muito pouco sobre o país. Por isso buscamos fazê-los aprender um pouco sobre o Timor durante o processo”, explica Suzani.  :::

.
Professores brasileiros realizam trabalhos sociais fora do país.
Extraído do portal Terra Brasil – seção Educação.
Publicado em: 16 dez. 2013.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: