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Universidade de Coimbra quer atrair milhares de alunos chineses, diz reitor em Macau

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 16 de Dezembro de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência Lusa
11 de dezembro de 2013

O reitor João Gabriel Silva declarou em Macau que é “responsabilidade e dever” da Universidade de Coimbra formar estudantes para responder ao interesse da China pela “Língua de Camões”.
 

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A Universidade de Coimbra pretende aumentar o número de alunos chineses “das centenas para os milhares”, com a entrada em vigor do Estatuto do Estudante Internacional, disse o reitor João Gabriel Silva à Agência Lusa em Macau.

“Estamos numa fase de alargamento, porque o Governo português está em vias de fazer sair uma lei, o Estatuto do Estudante Internacional, que vai permitir às universidades públicas, pela primeira vez em muitos decénios, receber diretamente estudantes sem passarem por concurso nacional de acesso”, explicou o reitor.

Ao salientar que a Universidade de Coimbra é a instituição de ensino superior “com mais estudantes estrangeiros”, cerca de 4 mil, de aproximadamente de 100 nacionalidades, entre um total de 23 mil no ano letivo terminado em julho, o reitor indicou que há “cerca de 100 chineses”, mas que o objetivo é “passar das centenas para os milhares”.

Os alunos que as universidades poderão vir a selecionar terão de ser estrangeiros originários de territórios fora da União Europeia, e João Gabriel Silva indicou que, por isso, a direção da Universidade de Coimbra definiu recentemente como estratégia a captação daqueles em países de Língua Portuguesa e na China.

“A Universidade de Coimbra é o berço da Língua Portuguesa. E, portanto, os países de Língua Portuguesa são nossos parceiros, e a nossa segunda linha estratégica é a China porque há Macau, […] que se distingue na China exatamente pela presença portuguesa, e porque nesse país o interesse pelo Ensino do Português tem vindo a aumentar enormemente”, sustentou.

A maioria dos 4 mil estudantes estrangeiros da Universidade de Coimbra está a tirar aí o seu curso – havendo cerca de 1.500 em mobilidade, grande parte de países europeus –, e cerca de metade é proveniente do Brasil.

–– Universidade de Coimbra: berço académico da Língua Portuguesa ––
João Gabriel Silva recordou que a Universidade de Coimbra “foi durante muitos séculos a única de Língua Portuguesa” e que “geograficamente há estudos que indicam que uma parte substancial do processo de miscigenação que levou à criação da Língua Portuguesa ocorreu no Baixo Mondego”.

O reitor sublinhou a “responsabilidade e dever” da instituição de responder ao interesse da China pela “Língua de Camões”. Por isso, esteve em Macau para “tentar perceber quem são os parceiros potenciais”, tendo em vista a mobilidade de estudantes, a captação de novos alunos e a “ligação do conhecimento à atividade económica”.

–– Cooperação entre Coimbra e Macau ––
João Gabriel Silva acredita que, além do Direito, em que existe já uma “antiga e saudável” cooperação com instituições locais, nomeadamente com a Universidade de Macau, os laços com instituições da Região Administrativa Especial chinesa poderão reforçar-se e estender-se a outras áreas como as indústrias criativas.

“Orgulhamo-nos de ter a melhor incubadora portuguesa de empresas e temos lá várias da área das indústrias criativas. […] Temos experiência nessa matéria e o Governo de Macau está a definir essa prioridade como importante para o desenvolvimento do território. […] Há aqui um encontro de prioridades”, observou.

A cooperação com Macau e com universidades da China continental, disse, “tem agora uma importância particular” para a Universidade de Coimbra, que entrou este ano, pela primeira vez, no quadro classificativo (ou ranking) de Xangai das melhores universidades do mundo.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Uma resposta to “Universidade de Coimbra quer atrair milhares de alunos chineses, diz reitor em Macau”

  1. Boas noticias.Bem hajam
    Não deixando de acrescentar que em Malaca/Malásia também se fala a língua de Camões. Malaca também património da humanidade desde Julho de 2008, “considerando que durante 500 anos, criou uma herança multicultural especifica que começou no inicio do sec. XVI”. (citando a declaração da UNESCO)
    Como abrir portas aos estudantes de Malaca, Malásia e Singapura? Esta Associação espera parcerias em prol da língua portuguesa.
    Luisa Timóteo – Presidente e.mail. korsangdimelaka@gmail.com

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