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Propostas da II Conferência da Língua Portuguesa no Sistema Mundial para o Plano de Ação de Lisboa

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 21 de Novembro de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Com dados do sítio da TV Ciência, do IICT (Portugal)

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A II Conferência sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, realizada em Lisboa, em outubro, já delineou o Plano de Ação de Lisboa, que regerá as políticas para a Língua Portuguesa nos próximos três anos – sobretudo em sua aplicação e difusão nas áreas das ciências e da tecnologia de ponta.

Tais políticas deverão ser executadas pelos oito Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Abaixo, há onze propostas de diretrizes, divididas em quatro eixos temáticos, a orientarem o Plano de Ação de Lisboa, no sentido de tornar a Língua Portuguesa plenamente dotada de instrumentos para a divulgação científica em âmbito internacional, bem como para a harmonização de suas terminologias, no léxico da Língua, relativas às ciências e às Tecnologias da Informação.

São as seguintes propostas de diretrizes formuladas durante a conferência realizada na Universidade de Lisboa:

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–– Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação ––
• Prosseguir o esforço de melhoria de qualidade das revistas científicas editadas nos países da CPLP, de modo a conseguir que aquelas que constem na SciELO (biblioteca digital de artigos académicos e científicos em Língua Portuguesa) e satisfazem os indicadores internacionais de qualidade sejam integradas na Web of Science (serviço mundial de consulta em linha de citações de artigos académicos e de documentos científicos).

• Reconhecer o papel das terminologias científicas e técnicas concertadas entre os países da CPLP como instrumento facilitador da comunicação entre os seus cientistas e, sobretudo, como facilitador do ensino da ciência, da partilha do conhecimento e da disseminação da cultura científica.

• Incluir como área estratégica nos planos nacionais de investigação e desenvolvimento dos países da CPLP, para os próximos sete anos, o processamento computacional da Língua Portuguesa, condição indispensável da cidadania plena em uma Sociedade da Informação.

• Identificar áreas de atividade em que a Língua Portuguesa pode constituir um instrumento para o fomento ou o desenvolvimento da economia.

–– Ferramentas e recursos digitais ––
• Que se formem consórcios ou parcerias que possibilitem a transferência de tecnologia entre os vários países da CPLP, criando massa crítica para a afirmação da Língua Portuguesa em todas as suas variedades nacionais junto dos agentes económicos.

–– Presença da Língua Portuguesa nas organizações internacionais ––
• Focar as políticas de internacionalização da Língua Portuguesa ao nível político-diplomático da CPLP em objetivos exequíveis, compatíveis com os níveis de investimento disponibilizados pelos Estados-membros e suportados por uma análise realista dos contextos geoestratégicos e regionais da situação.

–– Ensino da Língua Portuguesa e formação profissional ––
• Prosseguir as propostas do Plano de Ação de Brasília, nomeadamente quanto ao levantamento dos programas em curso nos países da CPLP na área de formação de professores de Língua Portuguesa, em contexto de Língua estrangeira, e à articulação de ações de cooperação na capacitação ou na formação de professores de Português em Língua Estrangeira.

• Concretizar propostas de formação ou de capacitação de professores de Português de Língua Estrangeira ou Português como Língua Segunda no espaço da CPLP que possibilitem a mobilidade dos estudantes, dos formadores e de conhecimento.

• Garantir aos profissionais a aquisição de uma sólida formação linguística que os torne explicitamente conscientes das propriedades das diferentes variedades do português e da sua relação com as normas nacionais da Língua.

• Investir em uma formação profissional consciente da importância da localização, a qual será potenciada se houver concentração e conhecimento partilhado sobre políticas de formação.

• Explorar as potencialidades e virtualidades das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na diversificação de metodologias para o ensino da Língua como, por exemplo, em ambientes de simulação a três dimensões, vídeos e imagens.

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O Plano de Ação de Lisboa será aprovado estatutariamente pelo Conselho de Concertação Permanente da CPLP, que se realiza a 25 de novembro. Em seguida, será levado ao Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP. E após isso, em junho de 2014, será apresentado na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, em Díli, Timor-Leste.

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Baseado em
ALVES, Lúcia Vinheiras. Interesse de países estrangeiros aumenta valor da Língua Portuguesa.
Extraído do sítio da TV Ciência – seção Notícias.
do Instituto de Investigação Científica Tropical – IICT
Lisboa, Portugal.
Publicado em: 31 out. 2013.

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