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O aumento do valor internacional da Língua Portuguesa para as ciências

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional on 20 de Novembro de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , ,

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A II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, realizada em Lisboa, teve o objetivo de formular medidas para a plena aplicação da Língua nos campos da tecnologia e das ciências do século XXI, baseadas no Plano de Ação de Lisboa.

O Plano de Ação de Lisboa será lançado na Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP – a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – em Díli, capital do Timor-Leste, em julho de 2014. Já se sabe que o documento conterá ao menos onze propostas em quatro eixos temáticos voltados à projeção da Língua nos domínios científicos e à partilha de instrumentos para esse fim entre as nações lusófonas.

“Juntos somos capazes de criar mais progresso e de gerar mais oportunidades para o desenvolvimento dos povos da CPLP. Juntos vamos cumprir o potencial do valor económico da Língua Portuguesa, ao mesmo tempo que projetamos as nossas matrizes culturais.”, aposta o secretário-executivo da CPLP, o embaixador Murade Murargy.

Confira a seguir reportagem da TV Ciência – do Instituto de Investigação Científica Tropical, de Portugal – sobre o Plano de Ação de Lisboa e o interesse internacional crescente sobre a Língua “filha ilustre do Latim” como Língua de criação e de investigação académica e como Língua de diálogo científico.

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–– Interesse de países estrangeiros aumenta valor da Língua Portuguesa ––

Lúcia Vinheiras Alves
do sítio da TV Ciência, do IICT (Portugal)
31 de outubro de 2013

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Melhorar a qualidade das revistas científicas editadas nos países da CPLP, identificar áreas de atividade em que a Língua Portuguesa possa contribuir para o desenvolvimento económico e reforçar o investimento na formação de professores de português são algumas das propostas apresentadas por especialistas lusófonos.

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Murade Murargy: “Juntos somos capazes de criar mais progresso para os povos da CPLP.”

A II Conferência sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial, em Lisboa, concluiu com onze propostas que devem vir a fazer parte do Plano de Ação de Lisboa para a Língua Portuguesa e onde constam: estratégias no âmbito da Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação; ferramentas e recursos digitais; presença da Língua Portuguesa nas organizações internacionais; ensino da Língua Portuguesa; e formação profissional.

Propostas que poderão vir a ser efetivadas no Plano de Ação de Lisboa que, para [Murade] Miguigy Murargy, secretário-executivo da CPLP, será “um importante instrumento para alavancar e operacionalizar a cooperação multilateral em matéria de promoção e difusão do nosso idioma comum”.

“Desta estreita cooperação, serão trilhados caminhos para uma apropriação e concertação conjuntas, almejando solucionar problemas partilhados”, referiu o secretário-executivo da CPLP, afirmando que “juntos somos capazes de criar mais progresso e de gerar mais oportunidades para o desenvolvimento dos povos da CPLP. Juntos vamos cumprir o potencial do valor económico da Língua Portuguesa, ao mesmo tempo que projetamos as nossas matrizes culturais.”

–– Língua portuguesa está a tornar-se atraente para estrangeiros ––
Eduardo Marçal Grilo, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, orador convidado na Conferência, referiu que “a relevância e o interesse da Língua Portuguesa podem ser hoje medidas pela importância que os não falantes do nosso idioma lhes atribuem, designadamente através do número de estudantes que pelo mundo fora aprendem português”.

Eduardo Marçal Grilo: “A Língua Portuguesa se está a tornar uma Língua atraente e estratégica” no mundo.

Marçal Grilo acrescentou que “quando vemos um país como a República Popular da China abrir cursos de português em dezenas de universidades ou definir a meta para os próximos anos a formação de dezenas de milhares de professores de português, não restam dúvidas de que a Língua Portuguesa se está a tornar uma Língua atraente e estratégica para um país que tem hoje uma estratégia de afirmação global, sobretudo nas áreas da economia e do comércio à escala mundial”.

“A isto não é estranho” – disse Marçal Grilo – “o interesse que os chineses têm em países com grandes reservas de produtos petrolíferos ou outros, como Portugal ou Cabo Verde, que do ponto de vista geoestratégico podem representar uma mais-valia significativa para um país com uma economia emergente que é já uma das maiores potências mundiais em termos comerciais e de produto”.

O administrador da Fundação Calouste Gulbenkian reforçou também o importante papel da Língua Portuguesa como “Língua de criação e Língua de diálogo científico”, mas deixou o alerta de que, “em relação à Língua Portuguesa e à comunicação científica, não alimentemos falsas expectativas”, já que “o inglês continuará a ser o grande veículo através do qual se vão continuar a publicar os resultados da pesquisa científica e se vai processar o diálogo nos diversos domínios do conhecimento”.

Apesar disso, reconheceu que “o português também deve ter um papel a desempenhar na cultura científica” e, apesar do crescimento das comunidades científicas nos vários países lusófonos, “estão talvez ainda por criar as redes que envolvam cientistas de Língua Portuguesa que, sem se fecharem sobre si próprios, muito podem contribuir para reforçar o papel da Língua Portuguesa no mundo da investigação, da ciência e da produção do conhecimento”, referiu.

Marçal Grilo defendeu que nesta área também as instituições de investigação têm um papel a desempenhar “atraindo os melhores de qualquer nacionalidade, mas ao mesmo tempo consolidando estas massas críticas de cientistas de Língua Portuguesa que trabalham e atuam neste fantástico mundo da ciência, da experimentação, das tecnologias e do avanço do conhecimento”.

O administrador da Fundação Calouste Gulbenkian concluiu ainda que “o esforço que está a ser realizado para promover a Língua Portuguesa é grande, mas está ainda aquém daquilo que temos de desenhar, mostrar, montar e executar, sobretudo nos domínios do ensino e da divulgação da Língua, bem como da adoção de uma estratégia para consolidar o português como Língua dos fóruns internacionais”.  :::

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ALVES, Lúcia Vinheiras. Interesse de países estrangeiros aumenta valor da Língua Portuguesa.
Extraído do sítio da TV Ciência – seção Notícias.
do Instituto de Investigação Científica Tropical – IICT
Lisboa, Portugal.
Publicado em: 31 out. 2013.

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