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IV Conferência Ministerial do Fórum de Macau: cooperação económica entre a China e a Lusofonia

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 7 de Novembro de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , ,

Da Agência EFE
5 de novembro de 2013

A IV Conferência Ministerial do Fórum de Macau reuniu importantes lideranças políticas da República Popular da China e dos países de Língua Portuguesa na Riviera das Pérolas.
 

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A IV Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), denominado de Fórum de Macau, ocorreu nos dias 5 e 6 de novembro, na Região Administrativa Especial de Macau.

O Fórum de Macau tem como finalidade promover a cooperação económica e comercial com parcerias e investimentos entre a República Popular da China e os países-membros da CPLP.

Sob o lema Novo Ciclo, Novas Oportunidades, a IV Conferência Ministerial marcou o 10.º aniversário da cooperação estratégica entre a China e a CPLP, iniciada em outubro de 2003, com a criação do Fórum de Macau.

No encontro, foi debatido o Plano de Ação para a Cooperação Económica e Comercial para o período 2013-2016, com estabelecimento de metas e áreas de cooperação entre as partes.

O Fórum é realizado a cada três anos, com a participação de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. São Tomé e Príncipe não participa do Fórum, pois não mantém relações diplomáticas com a República Popular da China.

De acordo com dados oficiais, entre janeiro e setembro de 2013, o comércio entre a China e os países da Lusofonia atingiu os 98,5 mil milhões de dólares (ou 71,5 mil milhões de euros).

–– Wang Yang defende cooperação económica mais intensa ––

Wang Yang defende reforço das relações comerciais entre a China e os países lusófonos.

Wang Yang, um dos quatro vice-primeiros-ministros da República Popular da China, afirmou no dia 5, em Macau, que as cooperações econômicas e comerciais entre a China e os países lusófonos reforçaram se gradualmente ao longo dos últimos dez anos. E que a China pretende gerar um valor de 160 mil milhões de dólares (ou 116,2 mil milhões de euros), até 2016, no comércio com os países de língua portuguesa.

Em 2002, o valor gerado pelo comércio entre a China e os países de Língua Portuguesa foi de apenas 5,6 mil milhões de dólares (ou 4 mil milhões de euros, nos valores atuais), enquanto em 2012, esse número atingiu os 128 mil milhões (ou 93 mil milhões de euros), com um aumento anual de 37%: um valor muito superior ao nível da taxa de crescimento do comércio mundial.

No que toca ao investimento, os países de Língua Portuguesa estabeleceram mais de 800 empresas enquanto a China realizou investimentos nesses países no valor de cerca de 30 mil milhões de dólares (ou 21,8 mil milhões de euros).

Wang Yang disse que a China apoia a realização de mais feiras com produtos dos países lusófonos, para criar condições favoráveis à entrada das suas empresas. Além disso, Wang Yang ressaltou que o governo central da China estimula os cidadãos a visitarem os países da Lusofonia e apoia as agencias turísticas a desenvolverem mais linhas e produtos nesse sentido.

–– Encontros de Wang Yang com líderes lusófonos ––
Na região especial da Riviera das Pérolas, Wang Yang encontrou-se com o primeiro-ministro do governo de facto da Guiné-Bissau, Rui Duarte de Barros; com o vice-primeiro-ministro da República Portuguesa, Paulo Portas; com o com o vice-primeiro-ministro de Timor-Leste, Fernando La Sama de Araújo; e com o vice-presidente do Brasil, Michel Temer.

No encontro com o primeiro-ministro do governo interino de Guiné-Bissau, Rui Duarte de Barros, Wang Yang disse desejar que o país africano supere as instabilidades políticas e que os dois lados promovam cooperações recíprocas em áreas de agricultura, pesca, recursos minerais e humanos.

Ao conversar com o seu homólogo português, Paulo Portas, Wang Yang disse que o próximo ano marca o 35.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a República Popular da China e a República Portuguesa e que as duas partes devem aproveitar a oportunidade para ampliar o investimento e aprofundar as cooperações, a fim de elevar a um novo patamar as relações de parceria estratégica entre os dois países.

O vice-presidente do Brasil, Michel Temer, discursa na abertura da IV Conferência Ministerial do Fórum de Macau, “instrumento cada vez mais efetivo de cooperação entre a China e o mundo lusófono”.
 

–– Michel Temer: viagem de cinco dias pela China ––
O vice-presidente do Brasil, Michel Temer, participou nesta segunda-feira da abertura da IV Conferência Ministerial do Fórum de Macau.

Temer ressaltou que “a crescente aproximação entre nossas sociedades favorece não apenas os intercâmbios culturais, mas também o turismo, o comércio, os investimentos e a cooperação técnica”.

O governante brasileiro expressou sua esperança de tornar realidade o objetivo de elevar o volume de troca comercial entre essas nações aos 160 mil milhões de dólares (ou 116,2 mil milhões de euros) para 2016.

Nesse sentido, o Brasil exercerá um papel muito importante para conseguir o estabelecimento do Centro de Serviços Comerciais para as Pequenas e Médias Empresas dos Países de Língua Portuguesa que quer criar em Macau, considerou.

O Fórum, opinou, consolida-se “como instrumento cada vez mais efetivo de cooperação entre a China e o mundo lusófono, com notável potencial para contribuir para o desenvolvimento dos países africanos e o asiático de fala portuguesa”.

Após sua participação no Fórum de Macau, o vice-presidente da República brasileiro teve encontro com o vice-primeiro-ministro da República Popular da China, Wang Yang.

Empresários e lideranças políticas do Brasil e da China reuniram-se na III Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, em Cantão.
 

Michel Temer, que está em viagem de cinco dias à China, viajou na quarta-feira de Macau para Cantão, onde participou da III Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação.

Na quinta-feira, Michel Temer encontra-se em Pequim com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, e com seu homólogo, o vice-presidente da República Li Yuanchao, em cerimónia de boas-vindas no Grande Palácio do Povo – sede do Parlamento chinês, o Congresso Nacional do Povo.

Já na sexta-feira, Michel Temer participa da abertura do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e reúne-se com empresários brasileiros e chineses do setor agropecuário, em um encontro promovido pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), entidade que reúne os grandes produtores rurais do Brasil.  :::

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–– Extraído da Agência EFE ––

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