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Produção científica aumentou em quase todos os países da Lusofonia

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 31 de Outubro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência Lusa
29 de outubro de 2013

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A produção científica aumentou em quase todos os países lusófonos entre 2002 e 2012, com especial destaque para Moçambique, que assinalou o maior incremento no número de publicações entre os países africanos de Língua Portuguesa, revelam dados divulgados.

Para Cristiana Agapito, houve “uma evolução positiva e um crescimento assinalável” na produção científica nos países lusófonos.

“Todos os países lusófonos”, exceto Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, “registaram uma evolução positiva e um crescimento assinalável no que toca ao aumento da sua produção científica”, disse Cristiana Agapito, da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), do Ministério da Educação e Ciência, da República Portuguesa.

A responsável falava em uma sessão dedicada à afirmação da Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação, que decorreu no âmbito da II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, realizada em Lisboa.

O único país lusófono que registou um retrocesso foi São Tomé e Príncipe, precisou a mesma responsável.

A iniciativa, que decorreu até 30 de outubro na reitoria da Universidade de Lisboa, retomou os grandes temas que ocuparam a I Conferência, realizada em Brasília em 2010. A Conferência de Lisboa avaliou os progressos alcançados em domínios como a implantação do português nas organizações internacionais, a promoção do ensino da Língua, a entrada em vigor do Acordo Ortográfico – e, de modo mais geral, a difusão da Língua Portuguesa à escala mundial.

–– Publicações científicas conjuntas de Portugal com a Lusofonia ––
Quando analisado o número de publicações científicas feitas em colaboração entre os países lusófonos nos últimos dez anos, entre 2002 e 2012, os dados da DGEEC demonstram que Portugal colabora sobretudo com Brasil (4.083), seguido de Moçambique (142), Angola (71) e Cabo Verde (27).

Na área das ciências médicas e da saúde, os cientistas portugueses colaboram sobretudo com Moçambique, enquanto nas ciências naturais o parceiro predominante é Angola.

Nas ciências exatas, é o Brasil que mais parcerias tem a registar com Portugal, com um total de total de 1.790 de publicações conjuntas entre 2002 e 2012, referem os mesmos dados.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Leia também:
Língua Portuguesa, Língua de ciência – Ivo Castro – 26 de outubro de 2013
Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação – objetivo da CPLP – 24 de setembro de 2013
Chanceleres avaliarão Acordo Ortográfico e difusão da Língua Portuguesa para a ciência – 25 de julho de 2013
Pedro Pires: a Língua Portuguesa deve ser “Língua da ciência” – 12 de setembro de 2012

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Rui Machete: a importância da Língua Portuguesa nos negócios e nas ciências

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 31 de Outubro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , , , , , , ,

Da Agência Lusa
29 de outubro de 2013

Rui Machete: a “crescente afirmação mundial da Língua Portuguesa” mostra que “a Língua tem um valor económico importante”.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa, Rui Machete, sublinhou a utilização da Língua  Portuguesa nos negócios, o que lhe confere “valor económico importante”, salientando ainda as potencialidades do uso da Língua na ciência e cultura.

“Uma descoberta relativamente recente foi a consciência de que a Língua tem um valor económico importante. Quando se usa o português para redigir contratos ou fazer negociações, é atribuir-lhe um significado económico que não é despiciendo”, sustentou o representante do governo português no final da sessão de abertura da II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, ocorrida na reitoria da Universidade de Lisboa.

O ministro Rui Machete afirmou que é comum usar outras línguas, nomeadamente o inglês, mas a “possibilidade de usar o português é extraordinariamente importante, sobretudo perante um conjunto tão vasto de países que utiliza a mesma Língua”.

Também os não falantes de português “começam a utilizar a Língua Portuguesa, e isso é muito importante”, assinalou.

“O interesse pelo idioma aumenta a um ritmo que ultrapassa o crescimento demográfico médio da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], que é de cerca de um por cento, revelando que falantes de outros idiomas se interessam pela nossa Língua”, afirmou o ministro.

Para Machete, “uma crescente afirmação mundial da Língua Portuguesa tem consequências no domínio económico, atraindo negócios e investimentos” e, nesse aspeto, os oito países da CPLP são “um bloco com uma robustez considerável”, representando 4,3% do PIB [Produto Interno Bruto] mundial e cerca de 2% do comércio mundial.

–– A Língua “precisa de agilizar-se” para comunicar ciência ––
O ministro dos Negócios Estrangeiros salientou ainda a importância do português também para a ciência e para a cultura, alertando que a Língua deve “agilizar-se”.

“A nossa Língua precisa de agilizar-se para ser um veículo de transmissão da ciência. A Língua, para todos nós, é um fator identitário, um fator de capacidade de desenvolvimento da nossa personalidade e dos povos a que pertencemos, mas precisa de ser uma Língua moderna, ágil, capaz de não inferiorizar aqueles que a praticam”, referiu aos jornalistas.

O português, acrescentou, “já não inferioriza” os seus falantes: “Pelo contrário, é uma Língua muito usada, é hoje a sexta Língua mais importante do mundo e é a terceira no Ocidente. Tem todas as condições para se tornar ainda mais uma Língua de ciência e de cultura”, salientou.

O professor Ivo Castro, da comissão científica da Conferência Internacional de Lisboa, cumprimenta o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete, ao lado do reitor da Universidade de Lisboa, António Manuel da Cruz Serra.
 

Com 250 milhões de falantes – 3,7% da população mundial –, a expansão do português, disse o ministro, “deveria merecer particular interesse aos seus falantes e esforços significativos aos governos dos seus Estados para uma política concertada de defesa e de promoção” da Língua.

Questionado sobre se a conferência poderá ajudar a dirimir diferenças entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa sobre a aplicação do Acordo Ortográfico, Rui Machete respondeu: “Não sei se poderão ser resolvidas, mas que vão ser discutidas, vão certamente, e aqui é o lugar apropriado para essa discussão.”

O ministro afirmou não ter “uma opinião” sobre a matéria, referindo esperar que “seja feita uma discussão científica”. “Estou muito curioso para ver quais serão os resultados”, admitiu.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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• No vídeo abaixo, a reunião de apresentação da II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, ocorrida em 20 de setembro de 2013 no Palácio Conde de Penafiel, a sede da CPLP, em Lisboa.
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–– Extraído da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ––