Archive for Setembro, 2013

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A insistência na “ideologia da divisão” na Língua Portuguesa

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 30 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Ronaldo Santos Soares
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Universidade de São Paulo

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Uma polémica no edital de seleção para diretor do Centro Cultural Brasil-Moçambique novamente mostrou a cisão interna que ainda se tem na Lusofonia em relação à Língua Portuguesa, como se ela fosse dividida em fronteiras nacionais como territórios.

Cabe antes um esclarecimento de que legalmente a Língua oficial, de Estado, tanto do Brasil como de Moçambique, é a mesma Língua Portuguesa:

“A Língua Portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.”
–– Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, art. 13. ––
“Na República de Moçambique a Língua Portuguesa é a Língua oficial.”
–– Constituição da República de Moçambique de 2004, art. 10. ––

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Trata-se de uma Língua só, internacional, que sempre possuiu caráter universal ao longo de sua história. Quando os tempos de hoje ordenam a união e a integração, persistem as vozes da divisão que remetem ao passado, a uma visão de Língua com fronteiras nacionais. Ou a uma negativa visão imperialista de um só país sobre a Língua.

O exame aqui citado afirma a existência de um modo de escrever o português em uma “vertente brasileira” que, se porventura existia com o antigo Formulário Ortográfico Brasileiro de 1943, foi abolida pelo Acordo Ortográfico de 1990, ratificado pelo Brasil e que vai no caminho da uniformidade de regras de escrita para uma só Língua – a Língua Portuguesa.

Não se trata de “português do Brasil” ou “de Moçambique”, como tenta-se impor inclusive nos meios digitais. A Língua não é de um país só: referimo-nos a uma Língua internacional, que passou a ser do mundo. Legalmente, a Língua Portuguesa é uma só e assim reconhecida pelos Estados que a adotam como oficial.

O Acordo de 1990, embora não ratificado ainda por Moçambique, tratou de diluir muitas das diferenças de escrita das palavras da Língua. E deu às suas formas de escrita um tratamento internacional; não mais só português ou brasileiro ou moçambicano, mas lusófono; não mais confinado apenas em um ou em outro canto do mundo.

Sendo assim, por que, então, insistir em uma visão de Língua dividida, e que está sendo desafiada pela atual era da comunicação em escala global e instantânea? Por que manter a anacrônica cisão nacionalista dentro da Língua? Em nome da Lusofonia e de uma visão internacional do português, não é justo que sejam aceitas todas as formas legais de escrita da mesma Língua “filha ilustre do Latim”?

Mais sobre a crítica à cisão interna da Língua e à tentativa de impor a criação de um “português brasileiro”, como se fosse uma Língua à parte, no artigo abaixo:
Internacionalizar o português brasileiro: um novo imperialismo da Língua? – 19 de agosto de 2012
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por Ronaldo Santos Soares – Defesa da Língua Portuguesa

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A seguir, Ventos da Lusofonia reproduz a reportagem do portal África 21 Digital sobre a polêmica despertada em Moçambique sobre o requisito, dado em um processo de seleção de cargos feito pela Embaixada do Brasil em Maputo, de usar uma “vertente brasileira” para a escrita da Língua Portuguesa, de estatuto oficial compartilhado pelas duas nações.

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–– Brasil exige português da “vertente brasileira”
em concurso para Centro Cultural em Maputo ––

Do portal África 21 Digital
25 de setembro de 2013

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:::  A indelicadeza vem do fato de não existir uma “vertente brasileira”, conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que foi assinado pelo Brasil. O Centro Cultural Brasil-Moçambique existe desde 1989.  :::

Edifício do Centro Cultural Brasil-Moçambique, inaugurado em Maputo em 1989 – Moçambique ainda não ratificou oficialmente o Acordo Ortográfico de 1990.
 

Maputo — Um concurso para diretor do Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), aberto no último dia 10 de setembro, está dando o que falar. Isso por que a Embaixada do Brasil em Maputo estabeleceu o seguinte requisito no edital: “desejável conhecimento da escrita portuguesa na vertente brasileira”.

O problema é que não existe uma “vertente brasileira”, conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o qual unificou a ortografia do português e que foi assinado pelo Brasil.

A embaixada recusou a se pronunciar, por entender que não há polêmica no concurso relativa a esse tema.

O concurso para diretor do CCBM está aberto a candidatos brasileiros e estrangeiros que tenham residência permanente em Moçambique. Também são exigidos bons conhecimentos da cultura e literatura brasileira e moçambicana; experiência anterior em produção e gestão cultural; e fluência em inglês. O edital completo pode ser conferido no site [sítio] da Embaixada do Brasil em Maputo.

Dos oito Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), apenas Moçambique e Angola não ratificaram o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Embaixada do Brasil em Maputo – a polêmica de uma “vertente brasileira” na escrita da Língua Portuguesa, em tempos de Acordo Ortográfico.
 

–– Sobre o Centro Cultural Brasil-Moçambique ––
O Centro Cultural Brasil-Moçambique José Aparecido de Oliveira foi inaugurado em 27 de novembro de 1989, pelo então ministro da Cultura do Brasil, José Aparecido de Oliveira.

Ele nasceu no espírito do Acordo Geral de Cooperação entre o Brasil e Moçambique, firmado em 1981, e hoje oferece o Ensino de Português para estrangeiros, aulas de capoeira, uma biblioteca e dois auditórios.  :::

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Brasil exige português da “vertente brasileira” em concurso para Centro Cultural em Maputo.
Extraído do portal África 21 Digital – seção Conhecimento.
Publicado em: 25 set. 2013.

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Celebrando a diversidade linguística na Europa

In Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade on 29 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , ,

Da Comissão Europeia e do Centro Europeu para as Línguas Modernas

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O dia 26 de setembro é o Dia Europeu das Línguas, data criada e celebrada pela Comissão Europeia e pelo Conselho da Europa. Na União Europeia, a data foi celebrada em um bloco de países-membros que tem 24 línguas oficiais e cerca de outras 60 línguas e dialetos regionais e minoritários, além das línguas faladas por comunidades imigrantes de outras partes do mundo.

Em Lisboa, houve nove giros turísticos pela capital portuguesa, cada um em uma língua diferente, com visitas guiadas a um conjunto de edifícios simbólicos com exposições de artes plásticas, na Rota da Arte do Lisbon Week. E ocorreu um programa de aulas de nove línguas diferentes na Aliança Francesa de Lisboa. Em Gondomar, na região do Porto, houve uma competição de camisetas decoradas com expressões em línguas diferentes, à exposição nas escolas secundárias.

E está marcada, para os dias 17 e 18 de outubro, a Feira das Línguas, a ser promovida pelo Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social, na sede do órgão em Minde, no Distrito de Santarém (antiga província do Ribatejo).

Em toda a Europa, ocorreram igualmente lugar centenas de outros eventos relacionados com as línguas, desde um concerto de rap multilíngue em Zagreb, na Croácia, a uma feira profissional em Glasgow, Escócia, Reino Unido, subordinada ao tema “Pensar em Alemão” e um passeio pela “Rua das Línguas” em Bratislava, na Eslováquia. Na Áustria, houve um piquenique de Língua Portuguesa e comidas típicas do Brasil.

À semelhança de 47 países europeus, em outras partes do globo, incluindo o Canadá, a Polinésia Francesa e os Emirados Árabes Unidos, o dia foi também assinalado com iniciativas idênticas.

–– “Celebramos a diversidade linguística da Europa” ––

Androulla Vassiliou: “A diversidade linguística constitui uma parte fundamental da nossa identidade cultural europeia.”

A cipriota Androulla Vassiliou, Comissária Europeia para a Educação, a Cultura, o Multilinguismo e a Juventude, declarou: “O Dia Europeu das Línguas é o dia em que celebramos a diversidade linguística da Europa e as vantagens de aprender línguas estrangeiras. Defendemos ambas porque a diversidade linguística constitui uma parte fundamental da nossa identidade cultural europeia e porque a capacidade de falar várias línguas é um passaporte que abre um mundo de oportunidades.”

“O Dia Europeu das Línguas é para todos. Mais do que nunca, as línguas e a comunicação representam aspectos centrais da nossa sociedade. A aprendizagem de línguas proporciona formas de abrir os nossos espíritos a novas perspectivas e culturas”, acrescentou a islandesa Ólöf Ólafsdóttir, diretora na área da Cidadania e Participação Democráticas no Conselho da Europa.

–– Novo programa europeu de educação e aprendizagem de línguas ––
O Erasmus+, o novo programa da União Europeia na área da educação, formação e juventude para o período 2014-2020, fomentará a aprendizagem das línguas em todas as suas principais linhas de ação.

O novo programa integrado, previsto com um orçamento de quase 15 mil milhões de euros, proporcionará subvenções a mais de 4 milhões de pessoas para que adquiram experiência profissional e competências através de oportunidades de ensino, formação ou voluntariado no estrangeiro. Cursos em linha serão oferecidos a estudantes, aprendizes e outros beneficiários que queiram reforçar as respetivas competências linguísticas antes de se deslocarem para o estrangeiro.

As agências nacionais responsáveis pela gestão do Erasmus+ nos países-membros da União Europeia serão encorajadas a atribuir o Rótulo Linguístico Europeu a projetos linguísticos inovadores.

No final de 2013, o Erasmus+, a ser gerenciado pela Comissão Europeia, substituirá o atual Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, que vigorou desde 2007.

O Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, da União Europeia, encerra-se no final de 2013 e será substituído pelo novo programa Erasmus+.
 

–– A história do Dia Europeu das Línguas ––
O Dia Europeu das Línguas foi pela primeira vez organizado pelo Conselho da Europa em 2001, ocasião em que se celebrou o Ano Europeu das Línguas. A Comissão Europeia e o Centro Europeu para as Línguas Modernas – este último vinculado ao Conselho da Europa – participam ativamente na organização dos eventos linguísticos que decorrem nesse dia ou nos dias próximos.

O Dia Europeu das Línguas visa sensibilizar os cidadãos para as línguas usadas na Europa, promover a diversidade cultural e linguística e fomentar a aprendizagem das línguas ao longo da vida.

Na União Europeia, há 24 línguas oficiais e cerca de outras 60 línguas e dialetos regionais e minoritários, além das línguas faladas por comunidades imigrantes de outras partes do mundo.
 

No início de 2013, o Conselho da Europa e a Comissão Europeia – esta última, que tem como presidente o ex-primeiro-ministro da República Portuguesa, José Manuel Durão Barroso – assinaram um acordo de parceria com o objetivo de reforçar a cooperação no sentido de promover as ferramentas das Tecnologias da Informação e da Comunicação no ensino e ensaio de línguas, bem como na avaliação de competências linguísticas.

A União Europeia conta com 24 línguas oficiais – entre elas, a Língua Portuguesa –, cerca de 60 línguas regionais e minoritárias e mais de 175 línguas migrantes. No mundo, existem entre 6 mil e 7 mil línguas, a maioria das quais é falada na Ásia e na África. Pelo menos metade da população mundial é bilingue ou multilíngue, isto é, fala ou compreende duas ou mais línguas.  :::

O Dia Europeu das Línguas é uma iniciativa da Comissão Europeia e do Conselho da Europa.
 

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Clique aqui para descarregar o quadro de eventos do Dia Europeu das Línguas de 2013, elaborado pela Comissão Europeia.

• Centro Europeu para as Línguas Modernas – Dia Europeu das Línguas (em inglês):
<http://edl.ecml.at/>

• Comissão Europeia – Dia Europeu das Línguas:
<http://ec.europa.eu/languages/orphans/european-day-of-languages_pt.htm>

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–– Extraído da Comissão Europeia e do Centro Europeu para as Línguas Modernas ––

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Cabo Verde implementa nas escolas aprendizagem bilingue de crioulo e português

In Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 28 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Extraído do portal África 21 Digital
22 de setembro de 2013

Um projeto de ensino bilingue de Língua Portuguesa e de crioulo cabo-verdiano começou a ser implantado gradualmente no sistema educativo do país neste ano letivo 2013-2014.
 

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Praia — A implementação de um projeto bilingue de aprendizagem em Língua Portuguesa e no crioulo cabo-verdiano constitui uma das novidades do ano letivo 2013-2014.

Uma fonte do Ministério da Educação (MED) do arquipélago cabo-verdiano revelou que se trata de um projeto inovador que pretende introduzir a língua materna cabo-verdiana no sistema educativo, tendo como objetivo também a melhoria da aprendizagem da Língua Portuguesa.

O projeto vai ser implementado inicialmente em duas escolas básicas do país, sendo uma na Praia, no polo número três de Ponta de Água, e a outra no município de São Miguel, no interior da ilha de Santiago, no polo três de Flamengos.

A promoção da aprendizagem das línguas estrangeiras no ensino e a valorização da língua nacional (crioulo) são um dos objetivos preconizados no programa do Governo na VIII Legislatura (2011-2016), recorda a fonte.

–– Implantação gradual do ensino bilingue ––
Conforme explica a diretora-geral da Educação, Teresa Lima, para arrancar com esta experiência bilingue no ensino, o MED teve de formar, juntamente com a autora do projeto – a professora universitária portuguesa, especializada em línguas, Ana Josefa Cardoso –, um grupo de professores que irão lecionar a disciplina da língua cabo-verdiana.

O maior interesse do MED é formar professores de modo a contribuir para a promoção e valorização de um corpo docente e de agentes educativos com capacidade para materializar o ensino bilingue em todas as escolas do país ao longo dos próximos seis anos.

“Após o primeiro ano de experiência, podemos alargar o projeto a mais escolas do país”, disse Teresa Lima, garantindo que o projeto bilingue na educação vai ser acompanhado pelo Ministério da Educação e supervisionado pela autora Ana Josefa Cardoso.

A educação bilingue em Língua Portuguesa e no crioulo já vem sendo implementada, com relativo sucesso, há alguns anos em Portugal, envolvendo alunos filhos de imigrantes cabo-verdianos que enfrentam dificuldades na aprendizagem devido à barreira linguística.

Também nos Estados Unidos da América (EUA), a educação bilingue, crioulo-inglês, introduzida há já vários anos, consiste essencialmente em permitir aos alunos filhos de imigrantes recentes a aprendizagem das matérias que constituem os programas de ensino em vigor nas diferentes zonas ou Estados do país na sua própria língua de origem e, simultaneamente, vão aprendendo a língua do país de acolhimento, com as respetivas componentes culturais.  :::

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Cabo Verde implementa aprendizagem bilingue de crioulo e português.
Do sítio África 21 Digital – seção Conhecimento.
Publicado em: 22 set. 2013.

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EUA: 10ª. Conferência Anual e a projeção da Educação em Língua Portuguesa

In Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 27 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , ,

Do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua

A Universidade de Massachusetts em Dartmouth realiza, neste dia 27 de setembro, a 10ª. Conferência Anual sobre Educação em Língua Portuguesa para os professores do nordeste dos EUA.
 

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A 10ª Conferência Anual sobre Educação em Língua Portuguesa é organizada pelo Departamento de Português da Universidade de Massachusetts em Dartmouth, e realiza-se neste dia 27 de setembro.

O evento é uma iniciativa da Coordenação do Ensino de Português nos Estados Unidos da América (CEPE-EUA) do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

O encontro reune professores de Língua Portuguesa dos diversos níveis de ensino, bem como representantes das direções das escolas públicas e das escolas comunitárias da populosa região da Nova Inglaterra, no nordeste do país – sobretudo as de Boston e New Bedford, cidades do Estado de Massachusetts, e de Providence, no vizinho Estado de Rhode Island.

Para esta conferência anual, está prevista igualmente a participação de alunos que frequentam os cursos de português nas referidas escolas.

A jornada de trabalho da conferência vai das 9 horas e 30 às 15 horas e 30. Na sessão de abertura participam Gláucia Silva, responsável pelo Departamento de Português da Universidade de Massachusetts em Dartmouth; Pedro Carneiro, cônsul de Portugal em New Bedford; e João Caixinha, adjunto da Coordenação do Ensino de Português nos EUA, do Camões.

“O objetivo é trazer professores a um só local para que eles possam interagir, trocar ideais e levar a eles os resultados de pesquisas que vêm sendo feitas, para que possam se aplicar esses resultados na sala de aulas”, disse a professora doutora Gláucia Silva, que é também coordenadora do evento.

A 10ª Conferência Anual sobre Educação em Língua Portuguesa tem lugar na sala de leitura da Biblioteca Claire T. Carney, da Universidade de Massachusetts em Dartmouth.  :::

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–– Extraído do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua ––

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–– O Português à conquista do mundo americano ––

Do portal Educare (Porto, Portugal)
15 de setembro de 2013

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:::  O fascínio pela nossa cultura e Língua está dar lugar a ações estruturais em universidades norte-americanas. Em Dartmouth, está para breve um programa de licenciatura.  :::

A promoção da Língua Portuguesa nas universidades dos EUA tem sido incentivada com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

A Língua Portuguesa está a conquistar terreno no mundo. Na Universidade de Massachusetts, em Dartmouth, nos Estados Unidos da América, o Centro de Estudos Portugueses tem desenvolvido uma ação de promoção do ensino da Língua e cultura portuguesas, intervenção que tem sido apoiada pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) –(1)–.

O próximo passo será a constituição de um Departamento Autónomo de Estudos Portugueses que poderá enquadrar a oferta de um programa multidisciplinar de licenciatura nesta área.

Atualmente, além de promover um certificado de Língua Portuguesa, o centro patrocina e coordena pesquisa e atividades educacionais e culturais apropriadas à sua missão de promover a “Língua de Camões”. A organização de colóquios, conferências, concertos, apresentação de filmes e outros eventos culturais, relacionados com o mundo lusófono, consta também do programa de atividades do centro.

A atuação da FLAD, que se tem guiado pelos mesmos princípios do centro, tem passado por numerosos campos. Um dos mais significativos foi o apoio dado à instalação da RTP Internacional –(2)– em Dartmouth e à organização de um congresso sobre os “25 Anos da Democracia em Portugal”.

A promoção da Língua passou ainda pela realização de uma conferência sobre o Centenário da Morte de Garrett –(3)–, por uma exposição das pinturas de Paula Rêgo e pela cerimónia de doutoramento honoris causa atribuído a José Saramago (1922-2010).

Um projeto a que o centro tem dedicado particular entusiasmo é da revista multilingue Portuguese Literary & Cultural Studies, que se destina às vastas e diversas comunidades dos que falam português no mundo, compostas por cerca de 20 milhões de pessoas, distribuídas por sete países. Particular atenção é ainda dada por esta revista, que também recebe a contribuição da FLAD, às comunidades lusófonas nos Estados Unidos e à volta do mundo.

A FLAD está também a desenvolver programas análogos em Centros de Estudos Portugueses na Universidade Brown [em Providence, Rhode Island], na Universidade Yale [em New Haven, Connecticut] e na Universidade de Chicago [em Chicago, Illinois].  :::

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–– Notas: ––
–(1)–  A FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento – é uma instituição voltada à promoção da cultura e das comunidades portuguesas na América do Norte, bem como ao reforço dos laços de cooperação entre Portugal e os EUA.

–(2)–  A RTP Internacional é o serviço público de emissão televisiva para o estrangeiro da Rádio e Televisão de Portugal e o mais antigo canal de emissão internacional de Língua Portuguesa, criado em 10 de junho de 1992, no Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.

–(3)–  Almeida Garrett (1799-1854) foi o escritor que iniciou a prosa moderna e o Romantismo na literatura portuguesa. Renovou a forma de composição literária na Língua Portuguesa e atuou nos mais diversos gêneros de obras escritas, como atestam o poema lírico-narrativo Camões (1825) e o romance Viagens na Minha Terra (1846). As celebrações do Centenário da Morte de Garrett foram feitas oficialmente pelo Estado português em 1954, sobretudo no Porto, sua cidade natal.

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Português à conquista do mundo americano.
Extraído do portal Educare – seção Atualidade, subseção Notícias.
Porto, Portugal.
Publicado em: 15 set. 2013.

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Timor-Leste reitera compromisso com promoção da Língua Portuguesa, diz presidente

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional,O Mundo de Língua Portuguesa on 26 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , ,

Mônica Villela Grayley
da Rádio ONU – Nova York
25 de setembro de 2013

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:::  Em entrevista à Rádio ONU, o presidente do país, Taur Matan Ruak, diz que o idioma “veio para ficar” e ajudou o Timor a ser diferente em toda a Ásia.  :::

Taur Matan Ruak: "O português veio para ficar", e com a Língua e uma "ligação histórica e cultural" do país com a CPLP, "Timor vai continuar a fazer a diferença".

Taur Matan Ruak: “O português veio para ficar”, e com a Língua e uma “ligação histórica e cultural” do país com a CPLP, “Timor vai continuar a fazer a diferença”.

O presidente do Timor-Leste, Taur Matan Ruak, disse que a Língua Portuguesa tem vida longa em seu país.

Em entrevista à Rádio ONU logo após o seu primeiro discurso na Assembleia Geral como chefe de Estado, Taur Matan Ruak disse que o português ajudou o Timor a ser diferente na Ásia.

–– “Uma plataforma da CPLP na Ásia” ––
“O português veio para ficar, sabe disso, e está contemplado na nossa Constituição. O português faz com que o Timor-Leste tenha uma ligação histórica e cultural com os vários países, com todos os países da CPLP. Por isso, Timor vai continuar a fazer a diferença. Aliás, a Língua também ajudou o Timor a ser diferente na região da Ásia. E Timor-Leste quer continuar a servir de uma plataforma, de entreposto para outros países da CPLP na Ásia.”

Desde a restauração da independência em 2002, o Timor-Leste adotou o português como Língua oficial ao lado do tétum.

–– Português ensinado como “Língua estrangeira” ––
Logo após assumir a presidência [em maio de 2012], Taur Matan Ruak anunciou o Ensino do Português também utilizando o método didático de Língua estrangeira no país. Muitos jovens que nasceram na época da ocupação indonésia não sabem falar português e estão aprendendo o idioma nos últimos dez anos.

Localizado no sudeste da Ásia, o Timor-Leste foi uma colónia de Portugal até 1975. No mesmo ano, o Timor foi invadido pela vizinha Indonésia, que se retirou do país após a realização de um referendo em 1999, que pedia a restauração da independência.

De acordo com dados oficiais do Governo timorense, o último censo realizado em 2010 no país indica que pelo menos 30% dos timorenses hoje falam português.

No próximo ano, o país assumirá a presidência rotativa da CPLP.  :::

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GRAYLEY, Mônica Villela. Timor-Leste reitera compromisso com promoção da Língua Portuguesa.
Extraído da Rádio ONU – Organização das Nações Unidas, Nova York.
Publicado em: 25 set. 2013.

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Leia também:
Um português a promover o gosto pela leitura em Timor-Leste – 02 de setembro de 2013
Timor-Leste: “CPLP precisa fazer mais para defender a Língua Portuguesa” – 06 de maio de 2013
Timor-Leste quer mais apoio dos países de Língua Portuguesa – 16 de fevereiro de 2013
Cavaco Silva realça cooperação para a Língua Portuguesa em Timor-Leste – 21 de maio de 2012

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Mês do Brasil na China e Semana da Cultura Brasileira em Macau

In Língua Portuguesa Internacional,Lusofonia e Diversidade,O Mundo de Língua Portuguesa on 25 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , , , ,

Em oito cidades, inclusive Hong Kong e Macau, podem ser conferidos os eventos do Mês do Brasil na China até o dia 29 de setembro – fortalecendo as relações culturais entre duas das mais destacadas potências emergentes do mundo. 

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Duas importantes séries de eventos estão sendo realizadas em simultâneo para reforçar os laços culturais do Brasil na China. E elas também aproveitam as celebrações dos 500 anos de presença da Língua Portuguesa na China. Até o dia 29 de setembro, ocorrem, em oito cidades do país, as celebrações do Mês da Cultura Brasileira na China. E, dentro desse mês, há a segunda edição da Semana da Cultura Brasileira em Macau, na região especial da Riviera das Pérolas.

As celebrações mostram a crescente importância da Lusofonia e da Língua Portuguesa em âmbito internacional e o estreitamento das relações culturais e linguísticas entre duas das mais destacadas potências emergentes do mundo.

Ventos da Lusofonia mostra, a seguir, reportagens da Rádio China Internacional, do Ministério da Cultura do Brasil e da Agência Lusa sobre estes dois conjuntos de celebrações da Lusofonia, da cultura e da “Língua filha ilustre do Latim” na República Popular da China.

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–– Mês da Cultura Brasileira na China ––

Da Rádio China Internacional e do Ministério da Cultura do Brasil

A ministra da Cultura do Brasil, Marta Suplicy, em Pequim, na abertura do Mês do Brasil na China.

Entre os dias 3 e 29 de setembro, oito cidades chinesas, Pequim, Xangai, Hangzhou, Chongqing, Nanquim, Wuxi, Hong Kong e Macau, receberão mais de 50 eventos culturais: é o Mês da Cultura Brasileira na China. Através de diversas expressões artísticas como concertos musicais, apresentação de filmes, espetáculos de dança e mostras fotográficas, de literatura e de gastronomia, os chineses poderão conhecer a cultura diversificada do Brasil.

E entre 15 de outubro e 11 de novembro, será a vez de a China apresentar aos brasileiros sua programação: o Mês da China no Brasil.

A abertura da programação se deu a partir de show de Francis e Olívia Hime, em Pequim, dia 3. No espetáculo, Sem Mais Adeus, homenagearam Vinícius de Moraes (1913-1980) – este ano comemora-se o centenário de nascimento do poeta. No dia 7, o mesmo concerto foi apresentado no Festival de Jazz de Xangai.

Entre os dias 13  e 14 de setembro, o escritor, editor e mestre em literatura pela Universidade de São Paulo, Leandro Sarmatz, e a escritora e cronista da revista cultural Piauí, Vanessa Bárbara, falaram aos chineses de Xangai sobre a nova literatura brasileira. Sarmatz abordou, em especial, a literatura do Rio de Janeiro entre as décadas de 1950 e 1970, com as obras de Vinícius de Moraes e de Clarice Lispector (1920-1977).

E ainda em Xangai, dia 13, iniciou-se o 4º. Brapeq – Festival de Cinema Brasileiro na China, em Pequim.

A embaixada brasileira em Pequim, o Consulado-Geral do Brasil em Xangai e o Consulado-Geral do Brasil em Hong Kong são os responsáveis pela organização dos eventos.

No último dia 12, a Embaixada do Brasil na China realizou uma entrevista coletiva em Pequim para lançar o Mês do Brasil na China.

“A cultura é o que faz a identidade de uma nação”, declarou a ministra da Cultura do Brasil, Marta Suplicy, durante a entrevista em Pequim concedida a mais de 20 veículos de imprensa da China. “A nossa música tem forte raiz africana, a nossa gastronomia também. Ao mesmo tempo, temos bastante influência dos europeus e dos povos indígenas. Muitas palavras do português são de origem indígena. Esta miscigenação é o que forma nossa identidade.”

A realização desse Mês da Cultura Brasileira na China faz parte de um acordo assinado em 2011 pelo então presidente chinês Hu Jintao e a atual presidenta brasileira Dilma Rousseff.  :::

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–– Extraído da Rádio China Internacional e do Ministério da Cultura do Brasil ––

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–– II Semana da Cultura Brasileira começou em Macau ––

Da Agência Lusa
24 de setembro de 2013

A história e a cultura do Estado de Pernambuco é o tema da II Semana da Cultura Brasileira em Macau, que ocorre integrada ao Mês da Cultura Brasileira na China.
 

O Estado brasileiro de Pernambuco é o tema central da segunda edição da Semana da Cultura Brasileira em Macau, que decorre integrada no Mês do Brasil da China e arrancou hoje.

O evento em Macau é realizado em parceria com o Departamento de Português da Universidade de Macau e na qual participam vários académicos.

Além dos filmes e das exposições, a segunda edição da Semana da Cultura Brasileira trouxe até Macau especialistas da literatura do país para discutirem o Sertão – as zonas áridas do interior do nordeste brasileiro – que “inspiram escritores e é fonte muito rica da imaginação artística” da região, explicou à Agência Lusa Raquel Abi-Sâmara, uma das coordenadoras do evento.

Em destaque estará também a literatura de cordel, um género literário típico do Estado e que “está muito vivo, mantendo a sua tradição de retratar em verso a atualidade”, acrescentou a mesma responsável, salientando que ela própria, numa visita recente a Pernambuco, ouviu e leu muitas crónicas relacionadas com as manifestações no Brasil. “Era o assunto do dia”, explicou.

Ao longo da semana, os alunos dos cursos de português da Universidade de Macau vão ter também oportunidade de contactar diretamente com escritores brasileiros, como Adriana Lisboa, galardoada em 2003 com o Prémio José Saramago, que vai apresentar o seu mais recente romance em Macau no próximo fim de semana.

O livro, intitulado Hanói, será apresentado na Livraria Portuguesa de Macau, no final da primeira viagem da autora à China.

Nascida no Rio de Janeiro, Adriana Lisboa vive há seis anos nos Estados Unidos, e Hanói, o seu sexto romance, apresenta-se como um livro sobre “deslocamentos”, onde a cidade evocada no título “é mais um futuro imaginado do que uma localidade geográfica”.

Em declarações à Agência Lusa, Fernanda Gil Costa, diretora do Departamento de Português da Universidade de Macau, explicou que o objetivo da semana cultural “é contribuir para que o Brasil seja mais conhecido em Macau”.

“É o maior dos países lusófonos e, portanto, temos o maior interesse que Macau – onde o português continua a ser Língua oficial, embora se dê pouco por isso – conheça os países da Língua Portuguesa. O Brasil é aquele que tem mais falantes de português no mundo e, por isso, é bastante representativo, quer no presente, quer daquilo que julgamos poder vir a ser o futuro da Língua Portuguesa”, disse.

A mesma responsável acrescentou que o Brasil é, em termos culturais, “muito diversificado e também muito importante porque a cultura brasileira, sobretudo a música, é um evento mundial. E tudo aquilo que tenha a ver com o conhecimento e reconhecimento do caráter impar da cultura brasileira é extremamente importante.”  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação – objetivo da CPLP

In Defesa da Língua Portuguesa,Língua Portuguesa Internacional on 24 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: , , , , ,

Lúcia Vinheiras Alves
do sítio da TV Ciência, do IICT (Portugal)
20 de setembro de 2013

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A II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial vai realizar-se em Lisboa nos dias 29 e 30 de outubro de 2013, com especial enfoque na utilização da Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação.

No programa da Conferência, agora apresentado, constam dezenas de comunicações de proeminentes académicos e estudiosos da Língua Portuguesa que irão refletir porque a Língua Portuguesa perdeu espaço como Língua de ciência.

Ivo Castro, professor da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, e membro da comissão científica da Conferência, explicou à TV Ciência que “desde o século XVI que a Língua Portuguesa é uma Língua de conhecimento e de ciência. Quando as várias Línguas principais de cultura da Europa substituíram o latim como a Língua da ciência, o português foi uma delas e tem sido sempre desde então.”

O professor acrescentou que existe “produção científica em Língua Portuguesa quer nas ciências exatas, quer no pensamento em Língua Portuguesa”, mas “agora, no tempo em que estamos, a força de outras línguas é tão grande que muitas vezes nos esquecemos do passado e do património que possuímos”.

“O sentido comum é que hoje em dia o inglês é a língua dominante e que não vale a pena fazer ciência noutra língua que não seja o inglês, e nós somos interpelados a esse respeito muitas vezes”, afirmou o especialista.

Para o professor Ivo Castro, o objetivo do novo Plano de Ação para a Língua é “de defender um território, um património e uma herança”, pois “desde o século XVI que a Língua Portuguesa é uma Língua de conhecimento e de ciência”.

 

Ao colocar a Língua Portuguesa enquanto Língua de ciência na agenda académica, mas também política dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Ivo Castro referiu que o objetivo não é competir com outras línguas.

“O objetivo é o de não entregar os pontos, o de defender um território, um património e uma herança”, afirmou o especialista e acrescentou que esta “é a obrigação de quem se dedica ao português. Não é o desistir do que é português, não é desistir por Portugal, mas é o de se bater pela manutenção dos nossos recursos.”

Recursos que são essenciais para a produção de ciência em Língua Portuguesa, já que “pensar ciência em português não é o mesmo que pensar ciência portuguesa noutra língua”, explicou, e referiu que “se estivermos na pele da nossa Língua, temos recursos criativos e de definição que não temos se estivermos em tradução”.

E o professor exemplificou que para muitas pessoas “é uma experiência deprimente estar numa sala em que se está a discutir um tema científico, onde, por exemplo, estão apenas portugueses e brasileiros a falar de questões científicas uns com os outros em inglês” e, “por vezes, mau inglês”. Por isso, disse, “um debate entre portugueses e brasileiros em inglês é normalmente uma experiência a não repetir”.

Mas a verdade, é que em Portugal, a comunidade científica e académica comunica quase exclusivamente em inglês.

“Os próprios autores das teses pensam, no momento em que as escrevem, que, se as escreverem em inglês, vão gozar de uma audição internacional mais fácil. São os próprios que fazem essa opção de escrever em inglês. O que em certos domínios faz sentido, noutros pode fazer menos”, referiu.

Ivo Castro disse, no entanto, que “mesmo quando faz sentido, ir ao encontro de um público mais vasto escrevendo em inglês, não podemos esquecer aquele pensamento um pouco melancólico e amargo, de que cada gesto desses é uma facada na Língua Portuguesa”.

–– Terminologias em comum para a ciência ––

Para a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, é possível comunicar ciência em várias línguas – e também em português.

 

Para Ana Paula Laborinho, presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, há espaço na ciência para comunicar nas várias línguas, não desprezando o português.

“Não há conflito nesse sentido. Achamos que as duas coisas são conciliáveis”, afirmou a responsável, e acrescentou que, dependendo “dos nichos de ciência, compreende-se perfeitamente que também possa haver esse objetivo, que é o de chegar a públicos mais vastos, e não há uma incompatibilidade. E é importante também para os nossos investigadores e para as nossas universidades essa oferta.” No entanto, ressalvou, relativamente à utilização do português como Língua de conhecimento, que, “a par dessa oferta, há outra oferta que temos de consolidar de uma forma que possa ser mais internacional”.

Para alcançar este objetivo, existem recomendações práticas que poderão vir a fazer parte do novo Plano de Ação para o Futuro da Língua Portuguesa, que será definido em Lisboa.

Ivo Castro referiu por exemplo, a “criação de terminologias, de bases terminológicas comuns aos vários países de Língua Portuguesa, nos domínios técnico, cientifico, etc. Para que o mesmo conceito, o mesmo objeto ou o mesmo processo não tenha designações diferentes em Portugal, no Brasil e nos outros países.”

Para o especialista, este é “um objetivo prático que se pode aplicar gradualmente domínio a domínio e que dá resultados garantidos”.

Por outro lado, acrescentou o professor, “um outro aspeto concreto é o de as políticas científicas dos vários países respeitarem a Língua Portuguesa. Em Portugal, um projeto científico só pode ganhar apoios governamentais, das agências de financiamento, se for elaborado em língua inglesa, se for defendido em língua inglesa, se for depois objeto de relatórios em língua inglesa. Isso sobretudo terá mais vantagens se o seu desenvolvimento decorrer em língua inglesa, e nem sempre isso é compatível com os interesses científicos do projeto.”

Uma situação para a qual o professor recomendou uma solução: “Na avaliação das candidaturas e da execução dos projetos, não ser penalizado um projeto que é apresentado em Língua Portuguesa”.

A 29 e 30 de outubro, estes são temas de debate e reflexão em Lisboa, sobre o futuro da Língua Portuguesa no sistema mundial.  :::

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ALVES, Lúcia Vinheiras. Língua portuguesa como Língua de ciência e inovação é objetivo da CPLP.
Extraído do sítio da TV Ciência – seção Notícias.
do Instituto de Investigação Científica Tropical – IICT
Lisboa, Portugal.
Publicado em: 20 set. 2013.

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