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Angola perto de atingir a meta de combate ao analfabetismo

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 2 de Agosto de 2013 by ronsoar Tagged: , , , ,

Das Agências Lusa e AngolaPress
24 de julho de 2013

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O diretor nacional de Ensino de Adultos, do Ministério da Educação de Angola, Makulo Valentim Afonso, afirmou em Luanda que o país está muito próximo do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, acordado no Plano-Quadro de Ação de Dacar e das Nações Unidas para a Alfabetização, com uma taxa atual de 30 por cento do analfabetismo.

O diretor, que falava à Agência AngolaPress sobre o processo do Plano Estratégico para Revitalização da Alfabetização iniciado em 2012, esclareceu que para estes objetivos Angola até 2015 teria de baixar a taxa de analfabetismo para 24 por cento.

Segundo Makulo Valentim Afonso, tendo em conta que o esforço feito pelo Governo e seus parceiros, consubstanciado na alfabetização de 540 mil pessoas por ano, o país está a caminhar rumo à concretização dos objetivos preconizados.

Ainda no quadro das projeções do país, disse, existem alguns indicadores a atingir até 2017, como o de elevar a taxa de alfabetização dos atuais 70 para 80 por cento. “E em função desta meta, se for possível, em 2025, declarar o país livre do analfabetismo”, fez saber.

Dados estatísticos do Governo angolano indicam as mulheres, inclusive as mais jovens, como a população prioritária no processo de alfabetização.

Para Makulo Valentim Afonso, um alfabetizado melhora a sua prestação, passa a conhecer os seus direitos e deveres, tornando-se assim uma pessoa esclarecida. E muitos até conseguem ser empreendedores, diminuindo a linha da pobreza.

O Ministério da Educação de Angola conta, em todo o país, com 15.600 alfabetizadores.

–– Um milhão de manuais de alfabetização ––

A meta das autoridades angolanas é de aumentar a taxa de alfabetização para 80 por cento da população até 2017.

O Ministério da Educação de Angola distribuiu, em todo o país, para o presente ano académico, um milhão de manuais de alfabetização, informou em Luanda o diretor nacional de Ensino de Adultos, Makulo Valentim Afonso.

O diretor explicou, em entrevista à Agência AngolaPress, que a alfabetização funciona em três módulos, distribuídos em igual número de manuais, multidisciplinar, que contêm lições de matemática, português, moral e estudo do meio.

Os três módulos, que devem ser concluídos em dois anos e meio, equivalem da primeira à sexta classes, com equivalência do ensino primário.

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Segundo o responsável, as aulas são dirigidas a indivíduos que atinjam os 15 anos em diante e que não saibam ler.

O primeiro módulo para adultos tem a equivalência da primeira e da segunda classes e pode durar três meses em função da realidade objetiva do local onde as aulas têm lugar. O segundo módulo equivale à terceira e à quarta classes, enquanto o terceiro módulo dá a equivalência da quinta e da sexta classes.

No final dos três módulos, o aluno que passa pela alfabetização recebe uma certificação para garantir a continuação da formação académica, explicou o diretor.  :::

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A garantia da educação básica universal é um dos Objetivos do Desenvolvimento do Milénio até 2015, estabelecidos pelas Nações Unidas.
 

–– Nota: os Objetivos do Milénio e o Plano-Quadro de Ação de Dacar ––
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio foram estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2000, com prazo de cumprimento para até 2015.

Ao todo, foram definidos oito: um deles é de garantir a educação básica universal, ao “assegurar que todas as crianças, meninos e meninas, serão capazes de completar um ciclo escolar de educação básica”.

Para o atingimento planeado desse objetivo, a ONU promoveu em 2000 o Fórum Mundial da Educação, na capital do Senegal.

Os mais de mil delegados participantes do fórum elaboraram o Plano-Quadro de Ação de Dacar e das Nações Unidas para a Alfabetização, com seis ações-chave a serem cumpridas para atingir o objetivo referente à educação básica universal.

As seis metas-chave do Plano-Quadro de Ação de Dacar, com prazo até 2015, são: expandir a educação e os cuidados para a primeira infância; garantir o acesso para todos à educação básica gratuita e obrigatória; promover competências e habilidades de aprendizagem e de vida para jovens e adultos; aumentar a alfabetização de adultos em 50 por cento; alcançar a paridade e a igualdade de géneros no ambiente escolar; e melhorar a qualidade de ensino.

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–– Extraído das Agências Lusa e AngolaPress ––

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