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Reunião Ordinária do Conselho de Ministros em Moçambique – os 17 anos da CPLP

In Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 18 de Julho de 2013 by ronsoar Tagged: , , ,

Da Agência Lusa e do sítio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
17 de julho de 2013

A 18ª. Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP ocorre em Maputo para celebrar os 17 anos de fundação da Comunidade das nações da Lusofonia.
 

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) completa 17 anos. Para marcar a passagem da data, a 18ª. Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ocorre nesta quinta-feira, dia 18 de julho, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, Moçambique.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores dos países que constituem a CPLP centram o debate geral na série temática A CPLP e os Desafios do Futuro.

Sob o tema geral Os Novos Paradigmas e o Futuro da CPLP na Era da Globalização, os corpos diplomáticos da CPLP pretendem refletir sobre a promoção e proteção dos direitos humanos, a fome e a segurança alimentar, o combate ao trabalho infantil e à violência contra as mulheres e os Objetivos do Desenvolvimento do Milénio pós-2015, data em que termina o prazo para atingir as oito metas definidas em 2000 pelas Nações Unidas.

O encontro, coordenado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Moçambique, vai debater os “desafios do futuro” que passam pela questão da mobilidade dos cidadãos da CPLP, da cidadania e da circulação de pessoas. E também debater a concessão da categoria de observador da CPLP e a evolução do processo de adesão da Guiné Equatorial.

–– A CPLP granjeou “prestígio na comunidade das nações” ––

Armando Guebuza: a CPLP “tem estado a granjear prestígio na comunidade das nações”.

O presidente em exercício da CPLP, Armando Guebuza, considerou que a organização lusófona conquistou em 17 anos prestígio ao nível da comunidade internacional no domínio da política, da diplomacia, da segurança e do desenvolvimento internacionais.

Em comunicado alusivo ao aniversário da CPLP, Armando Guebuza, que é igualmente chefe de Estado moçambicano, disse que graças ao “empenho conjunto e conjugado” dos Estados-membros, a CPLP “tem estado a granjear prestígio na comunidade das nações”.

“Este prestígio é igualmente sublinhado pelo interesse manifestado por vários países dos continentes, onde os nossos Estados-membros estão inseridos, de se associarem à CPLP”, referiu Armando Guebuza.

Para o presidente da CPLP, a experiência destes 17 anos demonstra que “a organização deve persistir na capitalização das energias e vontades de todos os integrantes da Comunidade para se continuar na rota do processo de consolidação de uma CPLP cada vez mais proativa, dinâmica e realizadora da agenda de progresso e bem-estar”.

Moçambique exerce até meados de 2014 a presidência rotativa da Comunidade lusófona.

–– Um dos temas: a questão da crise na Guiné-Bissau ––
O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa, Paulo Portas, não participa da Reunião Ordinária da CPLP em Maputo. A diplomacia portuguesa será comandada em Maputo pelo secretário dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco Almeida Leite.

Paulo Portas apresentou sua demissão do Governo português a 2 de julho, pedido que não foi aceite pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, o que desencadeou uma crise política. O ministro Portas optou por assistir ao lado do primeiro-ministro à moção de censura apresentada na Assembleia da República pelo partido ecologista Os Verdes.

A Guiné-Bissau está suspensa da CPLP, devido à existência de um governo de facto estabelecido pelo golpe de Estado de abril de 2012. Mas a crise política do país africano será um dos temas debatidos.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, António Patriota, declarou em São Paulo, na última terça-feira, que é “importante que os próximos meses sejam de estabilidade na Guiné-Bissau”, para garantir a realização de eleições em novembro deste ano.

–– CPLP: 17 anos ––
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLPA Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi criada a 17 de Julho de 1996, em Lisboa, por sete Estados: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2002, com a independência, Timor-Leste tornou-se o oitavo Estado-membro da CPLP.

Os laços entre os povos que habitam os territórios que integram hoje a CPLP são muito antigos e foram tecidos pela Língua Portuguesa ao longo de mais de cinco séculos de história.

Inicialmente uma Língua de navegadores, mercadores e missionários, hoje Língua oficial dos oito Estados-membros da Comunidade, o português é atualmente o património comum de cerca de 240 milhões de pessoas no mundo, a quinta mais falada no mundo.

Alicerçada nos laços históricos e de fraternidade, a CPLP definiu como objetivos gerais a concertação político-diplomática entre os seus Estados-membros, nomeadamente, para o reforço da sua presença no cenário internacional; a cooperação político-diplomática entre os seus Estados-membros, nomeadamente, para o reforço da sua presença no cenário internacional e da cooperação em todos os domínios; e a promoção e difusão da Língua Portuguesa.

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–– Extraído da Agência Lusa e do sítio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ––

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