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Brasil: médicos estrangeiros deverão aprender a Língua Portuguesa

In Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 16 de Julho de 2013 by ronsoar Tagged: , , ,

Da Agência Estado (São Paulo, Brasil)

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou programa para trazer médicos de outros países ao Brasil: eles devem saber a Língua Portuguesa.

O Governo do Brasil, através do Ministério da Saúde, está abrindo 10 mil vagas para médicos que deverão atuar exclusivamente em regiões mais pobres das grandes cidades e nos municípios do interior do país.

Os médicos estrangeiros recrutados pelo Governo brasileiro para trabalhar em áreas carentes do país terão de fazer um teste de proficiência em Língua Portuguesa. O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, afirmou que profissionais dispostos a participar do programa, denominado Mais Médicos, lançado no último dia 8 de julho, terão de comprovar o bom conhecimento da Língua para receber o registro provisório, necessário ao exercício da medicina no país.

Atualmente, para trabalharem no Brasil, os médicos precisam fazer um teste teórico e prático para a revalidação do diploma obtido no estrangeiro. O teste, conhecido como Revalida, afere conhecimentos médicos, de acordo com o que é ensinado em faculdades brasileiras de medicina. Quem faz esse exame recebe registro permanente e pode atuar em todo o país.

O contrato será temporário, de, no máximo, três anos. Além disso, os diplomas estrangeiros devem ter origem em universidades reconhecidas internacionalmente.

O médico estrangeiro, ao chegar ao Brasil, passará por três semanas de treinamento e avaliação, para capacitar-se em Língua Portuguesa e em saúde básica.

A estratégia oficial do governo de recrutar médicos formados no exterior para trabalhar no Brasil vinha sendo estudada pelo Ministério da Saúde desde o ano passado. A proposta, de acordo com o ministro Padilha, seria uma alternativa para resolver, a curto prazo, o problema de falta de médicos em número suficiente no país, de grandes dimensões e com mais de 190 milhões de habitantes. Outras medidas incluem a criação de vagas para cursos de Medicina e de especialização, com resultados esperados para médio prazo.

No entanto, entidades médicas brasileiras, como o Conselho Federal de Medicina, manifestaram-se contra a proposta: afirmam que no Brasil não há falta de profissionais, apenas uma distribuição inadequada dos profissionais pelo território. Argumentam ainda que o recrutamento de profissionais – que, com isso, ficariam dispensados de fazer a prova do Revalida – traria uma medicina de qualidade discutível às classes mais pobres da população.

As mesmas entidades alegam que médicos vindos de países como Cuba, Bolívia e Paraguai teriam uma formação médica questionável para atuarem no Brasil. Contudo, o ministro da Saúde brasileiro anunciou que mantém a prioridade aos médicos formados no Brasil e, somente em seguida, aos médicos vindos de países da América Latina, como Cuba, Uruguai, México e Argentina, e também da Europa, sobretudo de Portugal e Espanha.

O ministro assegurou que os governos anteriores já receberam médicos provenientes de Cuba e que o Brasil não tem nenhum preconceito a respeito da procedência dos profissionais de medicina.  :::

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–– Extraído da Agência Estado (São Paulo, Brasil) ––

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