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Ministro da Educação de Angola quer mais reflexão sobre o Acordo Ortográfico

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 15 de Julho de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Angola participou da elaboração do Acordo Ortográfico de 1990, embora não tenha ainda ratificado o documento que visa a unificação das regras ortográficas da Língua Portuguesa em âmbito mundial.

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Angola participou da elaboração e da aprovação do documento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, assim como dos dois protocolos modificativos a cargo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Porém, o governo do país africano ainda não ratificou oficialmente nenhum dos documentos ligados à unificação ortográfica da Língua Portuguesa.

Por longo tempo, o Acordo Ortográfico não despertou muitas discussões no país e não foi muito comentado pelos canais locais de comunicação. Até que foi realizada em Luanda, em julho de 2008, uma oficina de trabalho que reuniu especialistas angolanos da Língua e de vários outros setores, cujos resultados estão ainda à espera de análise do Conselho de Ministros da República de Angola.

Uma vez aprovados os resultados e transformados pelo Conselho de Ministros em proposta de lei, ficará a cargo da Assembleia Nacional de Angola a ratificação do Acordo. O país ainda solicitou à CPLP em 2010 um prazo de três anos para a apreciação e a ratificação dos documentos do Acordo – prazo esse que expirou em março deste ano.

Em um parecer técnico apresentado à CPLP em fevereiro de 2012, o país lamenta o facto de não estar ainda pronto o Vocabulário Ortográfico Comum – que está em fase de elaboração –, bem como os custos de formação de professores e de publicação de manuais escolares – embora sempre haja custos em um processo de mudanças quanto à escrita.

O parecer técnico de Angola à CPLP defende ainda especificidades locais para o Acordo que é de âmbito internacional, como uma maior interação da Língua Portuguesa com as línguas locais de Angola – apesar da inclusão de novas letras ao alfabeto da Língua Portuguesa, visando esse aspecto, entre outras medidas defendidas pelo documento de 1990.

O ministro da Educação de Angola, Pinda Simão, declarou recentemente que quer aprofundar a reflexão sobre a aplicação do Acordo Ortográfico no país, mas levando também em conta aspectos locais, e defende que haja “um consenso criado à volta da intervenção de toda a população angolana, desde os intelectuais, políticos e cidadãos em geral”. A declaração do ministro angolano é abordada na matéria a seguir.

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–– Ministro afirma desejo de Angola aprofundar reflexão sobre Acordo Ortográfico ––

Do portal África 21 Digital
13 de julho de 2013

:::  Para o ministro da Educação, Pinda Simão, os aspectos de interesse de Angola relativamente ao Acordo Ortográfico prendem-se com a diversidade de línguas no país, que refletem uma componente cultural importante e que deve ser salvaguardada.  :::

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O ministro da Educação, Pinda Simão, afirmou que Angola não é contra o Acordo Ortográfico, mas deve haver reflexão quanto a "aspectos que são próprios dos povos" angolanos.

O ministro da Educação, Pinda Simão, afirmou que Angola não é contra o Acordo Ortográfico, mas deve haver reflexão quanto a “aspectos que são próprios dos povos” angolanos.

Luanda — O ministro angolano da Educação, Pinda Simão, afirmou esta sexta-feira [dia 13 de julho], em Luanda, que Angola não está contra o Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa de 1990, mas quer aprofundar a sua reflexão para facilitar a sua implementação e salvaguardar aspectos de interesse do País.

Pinda Simão fez esta afirmação no ato de lançamento de três livros sobre o parecer de Angola relativo ao Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, em sessão ocorrida na União dos Escritores Angolanos (UEA).

Para o ministro, os aspectos de interesse de Angola relativamente ao Acordo Ortográfico prendem-se com a diversidade de línguas no país, que refletem uma componente cultural importante que deve ser salvaguardada.

“Nós queremos que a decisão que vier a ser tomada sobre este assunto seja um consenso criado à volta da intervenção de toda a população angolana, desde os intelectuais, políticos e cidadãos em geral”, asseverou.

Uma vez que a Língua Portuguesa é um património de todos, apontou Pinda Simão, é necessário que cada um se reveja como parte integrante, respeitando aquilo que o representa na sua especificidade.

“O Acordo Ortográfico é positivo, tem aspectos importantes, mas nós pensamos que ainda há aspectos que são próprios dos povos e, não só de Angola, que devem ser tidos em conta. Por isso, trabalhamos e acredito que chegaremos a esse consenso ao nível de toda a comunidade de Língua Portuguesa”, salientou.

Na presença do ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, do secretário do Estado da Cultura, Cornélio Caley, do secretário-geral da UEA, Carmo Neto, e demais interessados pelas questões linguísticas, foram apresentados e vendidos os respectivos livros produzidos sob chancela do Ministério da Educação – designadamente Oficina de Trabalhos sobre o Acordo Ortográfico de 1990, Parecer sobre o Acordo Ortográfico de 1990 e Síntese das Sínteses do Parecer sobre o Acordo Ortográfico de 1990.  :::

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Ministro afirma desejo de Angola aprofundar reflexão sobre Acordo Ortográfico.
Do sítio África 21 Digital – seção Conhecimento.
Publicado em: 13 jul. 2013.

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