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Conselho Científico do IILP quer Língua Portuguesa apta para a ciência

In Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 22 de Junho de 2013 by ronsoar Tagged: , , ,

Do Blogue do IILP, do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, e do jornal A Semana (Praia, Cabo Verde)
21 de junho de 2013

A VIII Reunião do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa foi realizada nos dias 17 e 18 de junho na Casa Cor de Rosa, sede do IILP, na Praia, Cabo Verde.
 

Terminou esta terça-feira, 18, na Praia, a VIII Reunião do Conselho Científico dos coordenadores das comissões nacionais do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). Uma reunião de dois dias que serviu para, entre outros assuntos, preparar a II Conferência Internacional sobre o Futuro do Português no Sistema Mundial, a ocorrer em Lisboa nos dias 29 e 30 de outubro deste ano, e da qual decorrerá mais um Plano de Ação para a política linguística comum da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

A VIII Reunião do Conselho Científico do IILP contou com a presença de representantes das comissões nacionais do instituto vindas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, reunidos na sede do IILP, a Casa Cor de Rosa, na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde.

Um ponto sensível que foi dialogado durante o encontro por todos os membros referiu-se à situação financeira do instituto encarregado das políticas da Língua Portuguesa em âmbito mundial. As dívidas dos Estados membros agravaram-se no ano de 2012, em que apenas 3 dos 8 países contribuíram. Até ao momento, neste primeiro semestre de 2013, o IILP recebeu a contribuição obrigatória apenas de Moçambique. E de alguns países há ainda débitos do ano 2011.

A Reunião do Conselho Científico do IILP traçou as bases para a realização da II Conferência Internacional sobre o Futuro do Português no Sistema Mundial, a ocorrer em novembro em Lisboa.
 

–– Um balanço das atividades do IILP em 2012 ––
À versão eletrónica do diário cabo-verdiano A Semana, a presidente do Conselho Científico do IILP, Amália Melo Lopes, explica que nesta oitava reunião os coordenadores das comissões nacionais do instituto aprovaram o relatório de contas e de atividades do ano de 2012, elaboraram o plano de atividades para 2013 e também o orçamento para ano 2014.

Além disso, explica Amália Melo Lopes, que se fez um balanço das atividades em curso – nomeadamente a organização do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC) e também o desenvolvimento do Portal do Professor que vai disponibilizar unidades de ensino na Internet para o Ensino de Português como Língua Estrangeira.

O mesmo portal poderá ser acedido por qualquer falante que será apresentado por diferentes países nas diferentes variantes do português. Foi também apresentada a RIILPRevista do Instituto Internacional da Língua Portuguesa – em seu formato eletrónico, que já vai na sua segunda edição. Aliás, decidiu-se por criar um conselho editorial que vai prever a política editorial dessa revista.

–– Lisboa acolhe II Conferência sobre o Português no Sistema Mundial ––

Para Ana Paula Laborinho, presidente do Camões, I.P., “nenhuma grande Língua poderá firmar sem se transformar numa Língua do conhecimento e ciência”.

Este colóquio serviu também como atividade preparatória para a II Conferência sobre o Português no Sistema Mundial que será realizado em Lisboa, nos finais de outubro deste ano. Evento este que, segundo a presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Laborinho, será dividido em três segmentos. “Há um que é da sociedade civil, que estamos a organizar diretamente, em que juntamos quatro universidades portuguesas, visto que queremos que se trate de uma organização que possa reforçar o seu lado científico”, informa.

No segundo segmento, vai ser elaborado o Plano de Ação de Lisboa, que será um reforço ao Plano de Ação de Brasília, traçado em 2010. Vai-se fazer ainda a avaliação dos progressos relativamente a este Plano de Ação de Brasília, bem como, também, lançar alguns temas essenciais à internacionalização da Língua Portuguesa.

A terceira parte vai ser um encontro dos ministros do Exterior de todos os Estados membros da CPLP, para avaliar o Plano de Ação de Lisboa, e dizer se está em condições para os Estados membros endossarem em conjunto esta política de internacionalização da Língua Portuguesa.

O Plano de Ação de Brasília foi um momento em que todos os Estados membros assumiram a necessidade de, em conjunto, internacionalizar a Língua Portuguesa. “Este plano tem vários aspectos: um deles passa pela elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum. Questão que vai ser também retomada em Lisboa e que dará conta da evolução do ponto da situação do Vocabulário Ortográfico Comum”, explica Ana Paula Laborinho.

Então em Lisboa – continua a presidente do Camões, I.P. – que se vai fazer também um ponto de situação sobre a evolução dos aspectos centrais do Plano de Ação de Brasília. E, o mais importante, designar a Língua Portuguesa como Língua global, de internacionalização, ciência e inovação.

“Vamos ter como tópico a questão do português como Língua de ciência e do português ligado à inovação, porque nenhuma grande Língua poderá firmar sem se transformar numa Língua do conhecimento e ciência”, diz Ana Paula Laborinho, completando que espera também que os países colaborem e consigam pelo menos desenhar objetivos conjuntos para que o português se afirme internacionalmente com uma Língua da ciência.

–– O Vocabulário Ortográfico Comum (VOC) ––
O Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa – de acordo com Gilvan Müller de Oliveira, diretor-executivo do IILP – será, assim que lançado, a maior base de dados lexicográficos eletrónica da Língua Portuguesa, constituído por oito vocabulários nacionais, em um total de 300 mil palavras. O VOC será feito em uma metodologia participativa de todos os países com a sua equipa de lexicógrafos. É uma base negociada de cada país, na qual cada um entra com o seu vocabulário, mas guiado por uma metodologia comum.

“O VOC é um dos projetos importantes atribuídos ao IILP, pelo Plano de Ação de Brasília, e que estamos a avançar a bom ritmo de modo a que prevemos chegar na Cimeira de Díli em 2014, quando Timor-Leste assume a presidência da CPLP, com pelo menos quatro Vocabulários Ortográficos Nacionais integrados à base comum”, explica Gilvan Müller.  :::

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–– Extraído do Blogue do IILP, do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, e do jornal A Semana (Praia, Cabo Verde) ––

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