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Brasil financiará melhoria do Ensino Superior na África lusófona

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 7 de Junho de 2013 by ronsoar Tagged: , , , ,

Fábio Takahashi
do jornal Folha de S. Paulo (São Paulo, Brasil)
6 de junho de 2013

 

O Ministério da Educação [do Brasil] aprovou projeto inédito que prevê financiamentos a universidades brasileiras que queiram ajudar a melhorar o Ensino Superior na África.

Vinte universidades nacionais – entre elas, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – enviarão professores e pesquisadores para instituições de cinco países africanos e um asiático, todos de Língua Portuguesa –(1)–.

A USP, por exemplo, ajudará a criar um mestrado em Educação em Angola. Já a Universidade Federal do Rio Grande do Sul participará da implantação do primeiro curso de Agronomia da Universidade de Cabo Verde.

Por meio da CAPES (órgão do ministério) –(2)–, serão financiados 45 projetos, que custarão 6 milhões de reais [ou 2,14 milhões de euros] – pouco menos de 10% do que a pasta deve gastar neste ano com bolsas para alunos nas universidades brasileiras.

É a primeira vez que o ministério financia de forma articulada projetos com esse formato, diz o reitor da UFMG, Clélio Campolina, presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP).

Segundo ele, os dois lados ganham. As escolas africanas melhoram suas atividades – nenhuma das de Língua Portuguesa figura entre as melhores nos principais rankings [classificações].

Já o Brasil amplia sua possibilidade de pesquisas e ainda estreita laços com países onde há interesse comercial. A UFMG, por exemplo, ajudará a criar um curso de graduação de Engenharia Civil em Moçambique, onde a [companhia mineradora brasileira] Vale explora carvão.

“Acho bom que universidades brasileiras façam isso. As instituições de outros países de Língua Portuguesa precisam, e a Língua comum ajuda”, diz Simon Schwartzman, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, sediado no Rio de Janeiro.

Ele pondera que pode haver “desperdício de dinheiro” se os projetos não forem bem desenhados e avaliados. Para isso, afirma, o ideal seria começar com menos projetos.

Paralelamente aos projetos da CAPES, a UFMG ajudará a criar uma universidade pública em São Tomé e Príncipe, que hoje tem só um Instituto Politécnico e uma faculdade privada. O pedido foi feito ao ministro [da Educação do Brasil] Aloizio Mercadante, que designou a UFMG.  :::
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–– Notas: ––
–(1)–  Dentre os países de Língua Portuguesa referidos pela reportagem, os cinco países africanos são Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, e o país asiático é o Timor-Leste.

–(2)–  A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é uma instituição vinculada ao Ministério da Educação do Brasil e que avalia o Ensino Superior. Essa instituição oferece bolsas de estudos para programas acadêmicos de pós-graduação com ênfase em mestrado e doutorado.

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TAKAHASHI, Fábio. Brasil financiará melhoria de Ensino Superior na África.
do jornal Folha de S. Paulo – seção Educação (São Paulo, Brasil).
Publicado em: 06 jun. 2013.

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