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“Brasil, Angola e Moçambique definirão futuro da Língua Portuguesa”

In Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional, O Mundo de Língua Portuguesa on 2 de Junho de 2013 by ronsoar Tagged: , , , , , , ,

Da Agência Lusa

:::  Esta foi a declaração do ministro conselheiro da Cultura do Brasil, Marcelo Dantas, durante o Congresso Internacional de Língua Portuguesa e de Culturas Lusófonas ocorrido no final do mês de maio em Paris.  :::

 

De acordo com declaração de um ministro conselheiro do Brasil no Congresso Internacional sobre a Língua Portuguesa, na Sorbonne, em Paris, "o futuro da Língua Portuguesa no plano internacional está ligado ao que vai acontecer com o Brasil, Angola e Moçambique nos próximos 10 ou 20 anos". 

De acordo com declaração de um ministro conselheiro do Brasil no Congresso Internacional sobre a Língua Portuguesa, na Sorbonne, em Paris, “o futuro da Língua Portuguesa no plano internacional está ligado ao que vai acontecer com o Brasil, Angola e Moçambique nos próximos 10 ou 20 anos”.
 

O ministro conselheiro da Cultura do Brasil, Marcelo Dantas – representante da Delegação Permanente do Brasil na UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) – considerou que “o futuro da Língua Portuguesa no plano internacional está ligado ao que vai acontecer com o Brasil, Angola e Moçambique nos próximos 10 ou 20 anos”.

“O dinamismo que se está a notar no continente africano injeta um entusiasmo em relação à Língua Portuguesa”, disse Marcelo Dantas à Agência Lusa à margem do Congresso Internacional sobre a Língua Portuguesa e as Culturas Lusófonas – Os Fundamentos da Língua Portuguesa no Mundo – que ocorreu em Paris nos dias 27 e 28 de maio.

De acordo com o representante do Governo brasileiro, para uma língua se afirmar internacionalmente, tem que ter alguns aspectos, tais como um grande número de falantes dispersos geograficamente por vários países, uma relevância cultural e uma relevância económica. “A Língua Portuguesa preenche esses requisitos”, afirmou.

Mas o interesse suscitado pelo português por motivos econômicos por si só não promove a Língua. “Tem que haver uma política intensa de promoção da Língua. Os países lusófonos têm que cooperarem”, sublinhou Marcelo Dantas.

O congresso, que debateu o lugar da Língua Portuguesa no mundo, foi organizado na capital francesa pela diretora de Línguas Estrangeiras Aplicadas, na Universidade Sorbonne-Nouvelle Paris 3, a professora Isabel Oliveira, em cooperação com a Delegação Permanente do Brasil na UNESCO e em parceria com o gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, da República Portuguesa, José Cesário.

–– Pela defesa e projeção da Língua Portuguesa no mundo ––
No dia 29, no edifício-sede da UNESCO, o diretor do Serviço Internacional da RTP (Rádio e Televisão de Portugal), José Arantes, falou de uma “mesma visão lusófona do mundo”. “Temos o mesmo miradouro”, disse, referindo a célebre frase de Vergílio Ferreira (1916-1996): “Da minha língua vê-se o mar”.

O diretor do Serviço Internacional da RTP chamou a atenção para a defesa e a projeção da Língua Portuguesa em um triângulo de ação conjunta que passa pela obrigação de os portugueses defenderem e projetarem a Língua Portuguesa, pela participação cívica e política de quem fala a Língua Portuguesa e pela conjugação de esforços dos governos lusófonos para apoiar e projetar uma política de defesa da Língua Portuguesa.

O diretor de informação da rede de televisão TVI, José Alberto Carvalho, lembrou a edição de outubro do ano passado da revista Monocle, dedicada à Lusofonia e que pretendeu exemplificar por que é que o português se afirma como “uma nova Língua de poder e de comércio”.

“Não precisamos de defender a nossa Língua; precisamos de projetá-la, porque já há quem a respeite”, afirmou.

A sessão de encerramento do congresso teve como convidado o poeta e recente premiado com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, Nuno Júdice, que falou da idiossincrasia da Língua Portuguesa; e contou também com a presença do ministro da Economia de Portugal, Álvaro Santos Pereira.

Na sequência deste congresso, foi apresentado na quinta-feira, 30 de maio, no Salão Nobre Bourjac da Universidade Sorbonne-Nouvelle Paris 3, o livro Vou Seduzir-te, de Maria Antónia Jardim, a par com a reflexão sobre o tema “A Nova Cara da Emigração Portuguesa”.

O próximo congresso está a ser pensado para o próximo ano, em Luanda, na Universidade Agostinho Neto, em uma cooperação da Universidade Sorbonne-Nouvelle Paris 3 com o Ministério do Ensino Superior da República de Angola.  :::

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–– Extraído da Agência Lusa ––

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Leia também:
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