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União Africana: Angola ganha destaque, mas Lusofonia “tem grande trabalho a fazer”

In Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa on 30 de Maio de 2013 by ronsoar Tagged: , , , ,

Da Agência AngolaPress
24 de maio de 2013

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:::  O atual estágio da Lusofonia no continente, sob a visão angolana, nas palavras de Isabel Boavida, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, e representante na União Africana, organização que comemora 50 anos de existência.  :::

 

A União Africana celebrou seus 50 anos: a Lusofonia tem "um longo caminho a percorrer" para a sua afirmação na África.

A União Africana celebrou seus 50 anos: a Lusofonia tem “um longo caminho a percorrer” para a sua afirmação na África.

Adis-Abeba –– Angola está a posicionar-se para assumir um papel de destaque na União Africana, mas há ainda “um longo caminho a percorrer para a afirmação da Lusofonia” no seio da organização, defendeu a professora universitária Isabel Boavida, atual representante do Instituto Camões na Seção de Língua Portuguesa na União Africana.

Para a investigadora portuguesa, ouvida pela Agência Lusa a partir de Adis-Abeba, “a nível das grandes instituições, sejam elas políticas ou académicas, os grupos fortes são o anglófono e o francófono”.

Acrescentou que “o grupo arabófono também se está a afirmar com força”, reflete a docente na universidade da capital da Etiópia.

O grupo lusófono “tem um grande trabalho a fazer, no sentido de se organizar como um grupo de pressão pela Lusofonia”, considerou.

A União Africana vive atualmente um período de mudança, já que, depois dos acontecimentos registados na Líbia (referindo-se à queda do regime de Muammar Kadhafi, ocorrida em 2011) – que “foi, em tempos, o grande financiador” –, a organização “tornou-se um pouco mais vulnerável e mais frágil”, comparou Isabel Boavida.

É neste contexto que Angola se “está a posicionar” para assumir um papel de maior destaque na União Africana, para a qual é já “o sexto ou quinto maior contribuidor”, realçou a investigadora.

A União Africana tem “tentado posicionar-se”, a nível internacional e continental, “como instituição de referência”, adotando “agendas alinhadas com organizações internacionais”, como as Nações Unidas, mas também criando uma “agenda própria”, por exemplo sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, referiu.

No momento em que a União Africana se reúne em Cimeira, o clima, descreve a docente, é “de otimismo em relação ao papel que a organização pode desempenhar ao nível das missões de paz e na resolução dos conflitos armados, nomeadamente na região do Corno de África”.  :::

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–– Extraído da Agência AngolaPress ––

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Leia também:
Pesquisando a história e a cultura da África – em bom português – 25 de maio de 2013

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